O Universo Autoconsciente – Amit Goswami

“Se o homem contempla as coisas em meditação mística, tudo se revela como uno”, do Zohar, um dos trabalhos mais importantes da Cabala.

O noviço zen Daibai perguntou a Baso, o mestre:

— O que é o Buda?

Respondeu Baso:

— Esta mente é Buda.

Outro monge repetiu a pergunta:

— O que é Buda?

Baso respondeu:

— Esta mente não é Buda.

Ao visitar os Estados Unidos nos anos 80, Madre Teresa disse que os americanos, embora materialmente ricos, eram pobres de espírito. O materialismo da cultura ocidental é fruto de um mundo dividido entre matéria e espírito. Muitos estão preocupados com poder, outros com o amor e alguns com o sentido da vida. Mas parece que encontrá-lo é como achar uma agulha em um palheiro. No passado, o hermetismo era palavra de ordem, galgava-se degraus e graus em fraternidades iniciáticas, sempre em busca da “verdade”. Hoje, não há mais por que reter informação: há que torná-la acessível, disponível a todos. A exposição midiática em excesso certamente é criticável, mas há um lado bom, o mesmo que nos dá a chance de escolher. Popularizar, democratizar a informação é sempre um risco, mas um bom risco, justo e digno, ainda mais para quem conseguir discernir, para quem souber separar o joio do trigo.

Muita água rolou debaixo da ponte da vida, entre Johannes Gutenberg e a internet, para que pudéssemos estar aqui, prontos a escolher. Mas por que escolher entre cara e coroa se ambas faces fazem parte da mesma moeda? O místico compreende que o obstáculo ao amor incondicional é fruto da falta de unicidade, esse sim, o verdadeiro maya, a grande ilusão.  Jesus disse: “Eu e o Pai somos um”. Esse pensamento não é quântico?

A mecânica quântica é parte da nossa resposta.

Amit Goswami

O físico indiano Amit Goswami, que se popularizou com o filme “Quem Somos Nós?”, filho de um brâmane, foi materialista dos 14 aos 45 anos de idade. Enfrentou problemas no ambiente acadêmico e no âmbito particular. Como resultado, entrou em profunda crise. Sua batalha íntima o levou a somar forças entre a espiritualidade e a ciência. Amit optou pelo caminho do meio, tendo como grande aliado a mecânica/física quântica – com todos os elementos complementares como o movimento descontínuo e a não-localidade quântica (ou em outras palavras o “céu”, o domínio transcendente da matéria, fora do espaço-tempo, que gera eventos que podem ser localizados: a Sincronicidade).

O Universo Autoconsciente – Como a consciência cria o mundo material (368 páginas, editora Aleph) de Amit Goswami (com Richard E. Reed e Maggie Goswami) desconstrói a convicção de que a matéria é o elemento formador da criação. Em vez disso, Amit afirma que o verdadeiro fundamento do que conhecemos vem da consciência, transcendental, fora do espaço-tempo, não local e onipresente e que o mundo físico está submetido a ela. O realismo materialista não é parâmetro para o que é real, mas sim a consciência. Goswami escolhe como escola preferida o Idealismo Monista, que ao invés de postular que tudo (inclusive a consciência) é constituído de matéria, mostra que a matéria nasce da consciência e que é manipulada por ela. Esta filosofia afirma que a realidade da matéria é secundária à da consciência. Os físicos explicam fenômenos, mas a consciência não é um fenômeno. Goswami diz que tudo é fenômeno da consciência.

O Universo Autoconsciente

Inverter e unir os extremos é uma mudança de paradigma tão impactante, que altera definitivamente a nossa forma de ver o mundo, de nos vermos, de sentir a realidade. O dualismo da física cartesiana a que fomos submetidos, o mesmo que nos fez acreditar em um mundo de extremos, agora se integra para nos libertar das nossas próprias limitações. Cientificamente, a mudança começou a despontar no campo da física a partir do início do século XX, a mesma física que criou a bomba atômica, a mesma física que fez um muito Newtoniano Albert Einstein afirmar que “Deus não joga dados”.

De certa forma, Deus tanto joga como não.

Filosoficamente, a unicidade é milenar, não é um fato novo, Buda assim o disse; como Platão e o seu mundo de sombras. Não crer no dualismo, é não crer em paz e guerra, certo ou errado, religiosidade ou ateísmo, inteligência ou ignorância, externo ou interno. Crescemos em um mundo separado entre ciência e religião, nós aqui e eles lá. Só atacamos o outro, porque não compreendemos que o outro somos nós, que diferenças não existem. Somos partes de um todo, integrado que se alienou da unicidade durante séculos. Se há guerra, desmatamento, mentira ou fome, é porque nada compreendemos sobre unicidade, porque não entendemos que nada pode existir fora de nós. Só podemos amar se compreendemos o ódio; se desmatamos, nos desmatamos e por aí vai.

Quântico

Amit Goswami prova a existência do mundo transcendental através da física quântica. Como por exemplo, no caso do salto quântico, quando um objeto quântico deixa de existir aqui e simultaneamente passa a existir ali, sem ter atravessado o espaço entre o aqui e o ali. O que seria isso? Fantasia? Não, é ciência. Ou como no exemplo do colapso da onda, quando um objeto quântico só é perceptível como uma partícula no espaço-tempo porque o observamos e quando o observamos, o modificamos e lhe damos forma. A onda se colapsa, passa a existir de uma forma ou direção diferente, talvez da forma desejada, compreensível para nós. O objeto existiria se não o tivéssemos observado? Um objeto quântico, quando observado, influencia simultaneamente seu objeto gêmeo correlato – pouco impostando a distância que os separa (um objeto quântico quando não está sendo medido, pode estar, no mesmo instante, em mais de um lugar).  Um experimento realizado pelo físico Alain Aspect e seus colaboradores em Orsay, França, confirmou a ideia da transcendência na física quântica, ao mostrar claramente que quando dois objetos quânticos são correlacionados, se medimos um deles (produzindo, destarte, o colapso de sua função de onda), a outra função de onda entra também instantaneamente em colapso — mesmo a uma distância macroscópica, mesmo quando nenhum sinal há de espaço-tempo para lhes mediar a conexão. O nome técnico da ação instantânea à distância, sem sinal, é não-localidade. O físico australiano L. Bass e, mais recentemente, o americano Fred Alan Wolf observaram que para que a inteligência possa operar, o acionamento de um neurônio tem que ser acompanhado do acionamento de numerosos neurônios correlatos, a distâncias macroscópicas— até 10 centímetros, que é a largura do tecido cortical.

A linguagem de “O Universo Autoconsciente” é abrangente, esclarecedora com exemplos digamos, exemplares. Perguntas são feitas a todo instante com exímias respostas: se construíssemos um computador consciente, ele poderia ser criativo (fenômeno advindo da não-localidade) como são os humanos? O matemático Roger Penrose argumenta que o raciocínio algorítmico do computador, não permite o desenvolvimento de teoremas. Temos de “ver” a verdade de um argumento matemático para convencermo-nos de sua validade, e chamamos isso de consciência. Em outras palavras, a consciência tem de existir antes da capacidade algorítmica do computador.

Amit diz que CONSCIÊNCIA (“ver sem a consciência de ver”, ou seja, captar ondas fora do espectro da percepção) é diferente de PERCEPÇÃO (a consciência de ver). Os objetos materiais (uma bola) e os objetos mentais (como pensar em uma bola) são os dois, objetos na consciência, um não existe sem o outro. O fato é esse: o universo só existe se percebido. Quantas vezes você só foi perceber a existência de algum objeto depois de ser chamado a atenção? Isso quer dizer que vemos o que existe porque a nossa visão faz o objeto existir. Na mesma linha de pensamento, o livre-arbítrio é uma farsa porque as nossas escolhas “livres” são pré-determinadas pelo ego. Ser livre é poder dizer não a respostas condicionadas. O que fazemos é dirigir a força da criatividade para a identidade do self, fortalecendo-o. Jung diz que o self é a origem da vida psíquica, o centro da personalidade; outras vezes refere-se a sua realização como o objetivo. O conceito de pecado gera o nosso “inferno” porque alimentamos e materializamos o self e tudo isso baseado em crenças partidárias, em limitações cartesianas. As nossas crenças não nasceram conosco, foram assimiladas e absorvidas: tudo pode ser recompreendido, alterado, simplesmente ao não nos apegarmos a elas.

O Universo

As obras de Amit são libertadoras, como um choque de realidade transcendente na forma de uma chave mágica, que abre as velhas portas de mansões carcomidas.

“A humanidade tem de acordar, escutar, ouvir, ver esse universo autoconsciente. Existem duas fortes tendências: uma nos leva a estados de ser cada vez mais condicionados, a outra nos leva para um lado mais criativo. Nesta idade tão materialista, o condicionamento que nós recebemos é muito intenso. Quanto mais condicionados ficamos, mais distantes estaremos da realidade quântica. Daí a criatividade e o amor serem muito importantes, pois são forças unificadoras que nos levam de volta à unidade. Até que a gente sinta a força e o poder da unidade, dizer que o universo autoconsciente é pura falação. Assim, só se consegue usar essa ideia para ganhar dinheiro, sem resultar em nenhuma transformação de ninguém. Ao perceber que a realidade é uma coisa só, aí sim conseguiremos nos transformar. E a nossa vida se tornará feliz, criativa, amorosa. Com a nossa transformação individual começará a haver uma transformação coletiva, mundial. Tenho boas esperanças em nossas possibilidades de alcançar uma transformação planetária neste século que se inicia”, Amit Goswami.

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Cachorro velava túmulo da dona

Essa sinc é uma daquelas que referendam o que você faz, que te dizem que você está em sintonia e que tudo está bem. A vida é assim: enquanto uns choram, outros riem, conforme famosa música de Tim Maia.

Estou escrevendo um livro. Decidi chamar um personagem de muriqui, um macaco vegetariano. Enquanto escrevia, foi exibida na TV uma matéria sobre muriquis. Hoje, terminei o livro e na TV vi o caso do cachorro, um vira-latas que não saiu do lado do túmulo da dona. Caramelo é o nome do cão. Um personagem do meu livro se chama Caramelo e é um cão vira-latas, que luta contra o muriqui. Na cruz, a soma de 3 mais 5 dá 8, número que me acompanha e o mês em que nasci.

Tudo está conectado: onde há dor, há esperança, onde há trevas, há luz, onde há inspiração, há sofrimento. Partes do todo.

Reproduzo matéria do jornal:

CACHORRO que velava túmulo da dona é resgatado em Teresópolis

(Fonte Jornal Extra)

A Comissão Especial de Proteção Animal da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) conseguiu resgatar na sexta-feira um cachorro que estava a dias ao lado do túmulo de sua dona, Cristina Maria Cesário Santana, morta em decorrência das fortes chuvas que atingiram a Região Serrana do Rio.

Caramelo, como o vira-lata foi apelidado pelos moradores, estava perambulando pelas ruas do bairro Caleme, um dos mais atingidos pelo temporal, quando foi encontrado.

Segundo a veterinária Andrea Lambert, membro da comissão, Caramelo estava sem ferimentos, mas muito assustado. A equipe teve que colocar uma focinheira no animal para conseguir dominá-lo.

– Geralmente nem colocamos a focinheira, mas ele estava tentando morder. O animal normalmente fica assustado, mas conseguimos fazê-lo andar. Já ele ficou pulando, girando, não queria sair dali. Os moradores nos contaram que ele ficava cavando o local onde a dona foi enterrada – relatou Andrea.

A equipe da comissão, formada por oito pessoas, já resgatou mais de 180 animais em Teresópolis e em Petrópolis com a ajuda do Instituto Estadual do Ambiente e de ONGs. Os animais foram levados para um galpão no bairro Melbon, que está servindo como abrigo em Teresópolis, e para um Ciep, em Itaipava.

– Fizemos um esforço grande para que os animais também fossem colocados em situação de resgate, de esforço, porque no início ninguém estava se preocupando – alertou Andrea.

Segundo o presidente da comissão, deputado André Lazaroni, os animais que não forem recolhidos pelos donos nos abrigos serão colocados para adoção:

– Os animais estão sendo cuidados para que, passado tudo, os donos voltem para recolher seus animais. Os que não forem reclamados serão encaminhados para a adoção.

Na segunda-feira, a comissão vai resgatar animais em Nova Friburgo.

A SINCRONICIDADE DA TRAGÉDIA

Vi o nome da família de um amigo ligado à tragédia das chuvas, logo no primeiro dia, tragédia essa que ocorreu em janeiro de 2011 na região serrana do Rio. Enquanto escrevo, até esse momento já são 550 mortos. Amanhã serão mais e mais desenterrados dos escombros e da lama. Vítimas e algozes. Conheço várias pessoas que moraram e moram em Friburgo, pessoas que têm uma forte ligação kármica comigo, com fatos fundamentais em minha vida e em minha formação como indivíduo. Sempre ouvimos que no Brasil não há guerras, mas em compensação vivemos tragédias naturais que se repetem todos os anos, resultado de responsabilidades pessoais e públicas, além das espirituais.

No dia seguinte à morte de uma família de conhecidos do meu amigo, fui ao centro da cidade e entrei – por instinto – em uma igreja na qual rezei por uma hora. Uma das condutoras da missa disse ser de Nova Friburgo e afirmou que a tragédia ocorreu por questões espirituais, que a lama simboliza uma cobrança, que a lama simboliza a lama da alma, de muitos que se foram. Se o que ela falou foi duro, não me compete julgar, mas todos sabem, ou não querem saber, que há mais lama na alma humana do que as aparências mostram. Como disse, não me cabe julgar e nem afirmar que toda morte é um acerto de contas.

Após meditar na igreja, ficou claro que a tragédia que se abateu sobre centenas de famílias me libertou de alguns compromissos kármicos. Para o novo vir, o velho tem que passar e os senhores do karma não cedem aos desejos e amores humanos, desejemos ou não, rezemos ou não. Deus não é seu, não é meu, não é nosso.

A palavra lama – dita na igreja –  ficou na minha cabeça: um anagrama (do grego ana = “voltar” ou “repetir” + graphein = “escrever”), um jogo de palavras, que rearranja as letras de uma palavra ou frase para produzir outras.

Depois segui para o Centro Cultural Banco do Brasil, onde havia uma exposição sobre a poetisa e doceira Cora Coralina. “Sou uma recriação da vida”, disse e completou: “Tenho comigo todas as idades!”. Rimou com sincronicidade. Coralinado, chorei, sentei e escrevi o poema abaixo sobre a tragédia do Rio.

 

A notícia entrou em casa, foi só ligar o computador

Quanta dor, quanta dor

Não há chão, só lama

A todos iguala, quem odeia também ama

À luz, seguem as almas, vêm e vão

Me atravessam como se nada fosse ou um caminho, então

Passam por mim para fechar uma ou várias portas

Almas perturbadas, mortas

E como dói me atravessar

Lembrei do amigo, “me liga”, ligação perdida, tenho que te contar uma

Me conte duas, me conte mais

Se está vivo há o que contar, quando se morre, contam por ti

De Nova Friburgo, o burgo que Deus soterrou, à terra do Imperador

Teresópolis, de Teresa Cristina, a Imperatriz, o seu amor

Contem os mortos, quantos há, há que ter força pra reiniciar

Andei, voltei, retrocedi, adiantei como fita, não sabia pra onde ia

Rodrigo Silva, nem vi, virei, entrei

O negro cantava na igreja, a pomba amarilla no vitral, brilha, rija

Quem entrou? Eu e as almas

Quem errou? A moça da igreja falou que foi castigo

Terá sido falta de amor?

Uma família inteira morrer é ciência ou coincidência?

Na manchete de jornal, a morte, muita pouca sorte

Olho por olho dente por dente

Católico, crente, todos indigentes

Rico e pobre que nasce e morre, que ama e trai

Há que enterrar, há que crismar

Andei para não pensar, para o meu Banco do Brasil amado

E quem lá me esperava? Jorge Amado e Coralina de Goyás, que alíás

É como minha mãe que não morre jamais

Em Goyás de Friburgo

Em Portugal e Pernambuco

É sim, amigo Paulo

Ao homem, não cabe julgar

Do ônibus, vi o mar que tanto amo e só me doía

Minha boca só falava em silêncio, que tudo que é belo, é horror

É agonia

A SINCRONICIDADE DO 11 DE SETEMBRO

 

Menina morta em tiroteio no Arizona no dia 8 de janeiro nasceu no fatídico 11 de setembro.

Uma das seis vítimas do ataque deste sábado (8 de janeiro de 2011) no Arizona, Christina Taylor Greene, de 9 anos, teve uma vida curta marcada pela tragédia já em seu nascimento, em 11 de setembro de 2001.

Segundo a imprensa local, os pais da menina viram o nascimento de Christina como um sinal de esperança em meio à tragédia que os Estados Unidos viveram após os ataques contra o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washington.

Segundo seu pai, John Green, a menina era esperta e engajada e tinha sido escolhida recentemente como a presidente do conselho estudantil da escola, o que despertou nela um interesse pela política.

“Era muito boa falando em público. Eu a via facilmente se dedicando à política”, disse seu pai à imprensa.

No sábado, ela decidiu ir ao ato da congressista de seu estado, Gabrielle Giffords, quando foi atingida por um dos disparos do jovem de 22 anos, que deixaram seis mortos e 13 feridos, entre eles a própria legisladora, que se recupera de uma cirurgia.  A menina também ficou ferida no ataque, mas morreu no hospital.

Segundo sua mãe, Roxanna Green, Christina “só queria ajudar as pessoas e se envolver com os assuntos que a interessavam”.

“É muito trágico. Foi ao ato porque queria aprender, mas alguém com muito ódio em seu coração decidiu tirar a vida de pessoas inocentes”, declarou.

“Era uma menina forte. Uma boa atleta e nadadora. Ela se interessava por tudo. No Natal, ganhou de presente um violão. Ela queria aprender a tocar”, disse a mãe.

A menina procedia de uma família de jogadores de beisebol. Seu avô, Dallas Green, disputou grandes ligas, e foi diretor do Philadelphia Phillies.

A equipe do time expressou suas condolências à família de Christina pela “morte trágica”.

(Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2011/01/09/menina-morta-em-tiroteio-no-arizona-nasceu-no-fatidico-11-de-setembro.jhtm)

Tópicos para discussão em Sincronicidade Mágica no Facebook

Tópicos para discussão em Sincronicidade Mágica no Facebook:

Nárnia x Terra-Média (ambos eram escritores cristãos, relações entre as obras e o cristianismo)

Arthur Koestler (autor do livro Sincronicity que inspirou a banda The Police)