A SINCRONICIDADE DO 28

“Viver não é necessário; o que é necessário é criar”. Fernando Pessoa – aquele que nada trazia de pequeno n´alma.

Em que dia você nasceu?

Há alguma coisa em sua data de nascimento que te desperta a atenção?

Você reconhece alguma coincidência significativa ligada a números?

Nasci no dia 28. Não sei se por aderência, carinho ou mania, o 28 não desgruda de mim. Achava estranho esse apego todo, mas com o tempo me acostumei e comecei a ver o lado positivo. Como ele me perseguia, eu comecei a persegui-lo: olho por olho, dente por dente. As brincadeiras com o número começaram em lugares inusitados como o valor de um produto no supermercado; os centavos no final de uma conta; 28 graus; acordar às 09:28; o CPF do meu irmão tem a data, dia e mês, do meu aniversário; ver um 28 perdido em meio a uma nova conta de banco; encontrar um 28 boiando em um novo número de telefone etc.

No aspecto da evolução da alma, o 2 representa a polaridade entre emoção e a mente (alma), e o 8, a consciência (espírito) que julga esses veículos.

Mas no 28, o que se destaca é o oito, não tem jeito. O número 8 representa a Justiça, o Julgamento, o equilíbrio entre matéria e espírito, o oitavo chakra Vibhuti. Tem relação direta com o Deus dos Mortos, Anúbis (Saturno) que quer teu coração mais leve do que uma pena.  O Nobre Caminho Óctuplo é, nos ensinamentos do Buda, um conjunto de oito práticas que correspondem à quarta Verdade Nobre do Budismo: o “caminho do meio”, baseado na moderação e na harmonia, sem cair em extremos. O Dharmachakra representa o Nobre Caminho Óctuplo.

Números são coisas matreiras, arteiras, como gênios brincalhões.

Essa tem tudo a ver com a experiência do 28 e do 8: fui ao banco pagar uma conta, mas como estava em atraso, tiveram que recalcular na hora. Eu tinha ideia de quanto seria, mas não sabia o valor exato. Deu X reais mais alguns centavos, um número bem quebrado tipo 35 centavos . O dinheiro que eu havia trazido era exatamente o valor X calculado em reais, mas não os centavos. Meti a mão no bolso de trás da calça e havia exatamente 35 centavos. Fiquei duro, mas paguei a conta. Matutei, meio aliviado e meio “bolado”: “Que coisa! Nem para dar uma folguinha? Precisava ser tão exato assim?” Rindo, vi o lado positivo da história: paguei a conta, cumpri com minhas obrigações. Palavra engraçada essa: obrigação. Obrigar a…

Colocando as coisas em pratos limpos no universo do 28: pago o que devo e quando não consigo, não fico desesperado nem me sentindo um péssimo pagador porque me empenhei, dei o meu melhor, não enganei, não menti, não enrolei, fui claro, mas não deu. A vida é assim. Simplesmente faço o possível e se não dá,  negocio; se não dá para negociar, faço o que posso e quando “nada dá certo” (certo para quem, né?) aceito o ocorrido e não brigo com ele. Curiosamente, tudo sempre dá certo e se resolve quando é chegada a hora, quando a sintonia está boa, quando os pêndulos estão alinhados em meio ao caos. A diplomacia e  a guerra são partes do processo, nem toda guerra é do mal e nem toda diplomacia é do bem, entender o mundo com uma visão maniqueísta não faz juz à grandeza do universo, que repito, é muito mais criativo do que supõe a nossa vã filosofia.

Escher vendo Escher

A imprensa noticiou: “Sábado e domingo são os últimos dias da exposição O MUNDO MÁGICO DE ESCHER do artista holandês Maurits Cornelis Escher (1898-1972).”

Obviamente, como quase todos os brasileiros deixam tudo para cima da hora, a história não poderia ter sido diferente: fiquei na fila durante uma hora e meia antes de entrar no prédio. E sabe aquelas perguntas que a gente se faz? “Por que não vim antes? Por que deixei para a última hora?” ”  Todas passaram pela minha cabeça. Mas uns cinco minutos depois a alma sossega, eu não fico  reclamando, é chato. A gente se aborrece com a nossa “falta de tempo”, mas quer saber? Antes tarde do que nunca. Ficar “plantado em pé” é um problema menor: eu estava lá para ver o grande Escher, que mais eu poderia querer? Como fã de arte, me senti realizado. “Furada”, nesse caso, é um conceito relativo.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/ultimo+dia+de+exposicao+de+escher+no+rio+reune+milhares/n1300007298311.html

Mas eu não deixaria a história ser tão simples assim, também gosto de complicar um pouco, vamos colocar dessa forma. Superficialidade não é a minha, então eu faço a minha vida ser dignamente profunda e artística. Também gosto do inusitado, ele não me assusta, dá um medinho, mas é um bom medinho, por assim dizer, é parte da brincadeira.

Assim que me aproximei do museu às 11 da manhã, no centro do Rio, e vi o tamanho da fila, senti que não era para entrar. Pelo menos, não àquele momento. Pensei, “mais tarde esse povo desiste e a fila fica menor”. Santa ingenuidade…  Em frente ao museu, há uma Igreja: a da Candelária. Em outra coluna, creio, falei sobre uma visita que fiz à mesma igreja há muitos anos, com minha mãe durante um encontro para ver a Imagem original de Nossa Senhora de Fátima. Entrei na Igreja e sentei em um dos primeiros bancos para meditar. Foi bem legal. Tirei fotos das imagens e desse anjo portentoso, sustentáculo de um parlatório, em cuja frente sentei.

Anjão

inclina avrem tvam et suscipe verba intellectus: Incline-se diante dele e receba as palavras da Inteligência.

Ao sair da igreja, por volta de meio dia e vendo que a fila não havia diminuído, preferi arriscar e ver qual era a exposição no prédio ao lado, no Centro Cultural dos Correios. Para minha surpresa: era sobre Fernando Pessoa, um dos meus poetas favoritos, se não o favorito.

A Pessoa do Fernando

Mal entrei na fila, com poucas pessoas, a porta foi aberta para que todos desfrutássemos do momento mágico, ou de um momento “Pessoa”. Após me deixar levar e flutuar entre as poesias transformadas em mil imagens, entrei em uma sala onde havia uma grande mesa com vários livros de Pessoa para quem quisesse ler. Sentei e logo à minha frente, vi um pocket book de Álvaro de Campos. Fernando, que foi amigo do mago Aleister Crowley devia ter sido mago também e não só das palavras: não satisfeito em ser Um escritor ou Um poeta, foi vários. Pessoa repartiu seu talento em heterônimos, múltipla personalidades, personagens extraídos de si, e o mais famoso deles estava ali à minha frente em forma de pocket: Álvaro de Campos.

Minha poesia favorita, como a de várias pessoas, é Tabacaria.

“Não sou nada.

Nunca serei nada.

Não posso querer ser nada.

À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,

Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é

(E se soubessem quem é, o que saberiam?),

Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,

Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,

Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,

Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,

Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,

Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada”.

Assim que abri o livro, vi que o texto completo de Tabacaria se distribuía por três páginas: a primeira sugestivamente começava em 287. Como nasci no dia 28 de agosto imaginei que haveria alguma surpresa na 288. É claro que havia. Ao abrir o livro, no final da página 288 – que fotografei, mas peço desculpas pela má resolução – encontrei exatamente essa parte:

“O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo”.

Começava assim a primeira linha no alto da página 289:

“Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu”.

A última quadra na página 288  – diagramada assim pelo destino ou pelo inconsciente do diagramador – falou demais àquele instante, falou como um buraco negro que engole todo o universo no meu peito. Creio que não há necessidade de me explicar mais. Curiosamente, a 289 confirmou que eu não estava ali à toa, que àquele livro não estava inutilmente ao alcance da mão e que todas as estradas conduzem a Roma.

Página 228

Havia postado a mais nova edição da revista O Martelo no dia anterior à visita ao museu e para ela escrevi sobre Kant.

Nossa Senhora de Fátima

Me ergui e mais uma vez, do lado de fora da exposição sobre Pessoa, soube que não era para entrar na fila do Escher. “Não é agora”, refleti. Saí de lá, atravessei o centro inteiro com uma energia renovada e fui à Igreja de Nossa Senhora de Fátima, perto do Sambódromo para agradecer. De volta ao museu, por volta de 16h da tarde, ingressei na fila “amarradão”.

Calor? Que calor?

Dor? Que dor?

Cansaço? Que cansaço?

Escher é bom demais. É o próprio Yin Yang

E a vida é Yang para quem não se impõe, para quem conversa em silêncio com ela, como Yin, pois sabe-se que essa dama chamada VIDA é matreira como um 28.

Obs:  O primeiro disco que gravei em 1984 se chamou Ultimatum. Álvaro de Campos, autor de Tabacaria escreveu Ultimatum em  novembro de 1917, que também fala sobre o Brasil:

             tu, Brasil, blague de Pedro Álvares Cabral
 Que nem te queria descobrir
 Ultimatum a vós que confundis o humano com o popular
 Que confundis tudo

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POEMA DA SUPER LUA

“Não sei o que quero, mas pressinto que já consegui”

Quem é a minha família?

O que é a minha família?

A Lua cheia, minguante e crescente

Um coração gigante de mãe

Iluminado

Lá encontrei a minha família: o mundo, o céu, as estrelas

Antes eu buscava e achava que sabia o que queria, realmente acreditava

Possuía ou acreditava possuir uma visão e um foco claro, depois esses objetivos perderam a importância

A vida te obriga a perder a pureza para reconquistá-la

É o preço da compreensão

Antes o que era sólido virou poeira

Do pó vieste, para o pó voltarás

Aprendi a prestar atenção, não nos momentos, nas fases, nos “altos e baixos”

Mas na linha mestra: sempre há uma linha, pelo menos uma, que te liga do início ao fim

Início de onde?

Que fim?

De você mesmo?

Do mundo?

Certamente 2011 mudou, muito, para uma Lua gigante

Para uma Super Lua

Um Super Mundo

Queira Nietzche ou não

A Lua encanta

Canta

Se muitos ou poucos ouvem a melodia, não sei

Está tudo no ar é só pegar

Nada nos  pertence

O resto é ilusão

Morrerei campeão ou derrotado

Tanto faz, são apenas palavras

Títulos que agradam a Homens

E Mulheres

Mas creia-me: só compete a mim a competência de dizer SIM

De erguer a taça do meu coração

Tantos aplausos não de Homens… ou Mulheres

MAS de Querubins

Esses Sim

Esses SIM

Creio que a balança pendeu para um dos lados e voilá: não caí

NÃO caímos

ENFIM

Por que será?

Tadim de mim?

Que NADA

Os próximos capítulos são agora

SINC DA SUPER LUA

Na segunda, decidi dar uma volta na feirinha ao lado de casa. Não faço feira, sou de supermercado, mas enfim… fui à feira. Entre legumes e frutas encontrei uma venda de pastéis e caldo de cana. Precisava descansar minha cabeça e olhar para as pessoas e o mundo como espectador, dar tempo ao tempo e senti que estar ali naquele local, sem ter planejado nada, era o refresco ansiado. Sentei no banquinho de plástico e comi meu pastel às 10 da manhã, não me preocupei com óleo de fritura e afins: só desfrutei felicidade… Poderia ter comprado produto mais saudável, mas pastelzinho e caninha salvaram a minha linda manhã. A parada foi frutífera: quando chego em casa ligo a  TV e vejo uma repórter entrevistando pessoas na mesma feirinha,  na qual fui pela primeira vez – tudo sincronizado!

Na sexta, fui resolver minhas coisas na rua e no final da tarde desviei o curso e  segui para outro bairro. Gosto de olhar as pessoas, para imaginar o que pensam, ver grandezas e pequenezas em seus rostos e gestos, gosto de ver as casas, os prédios, ver crianças correndo, idosos caminhando lentamente, gente de verdade e não os botoxs da TV.

No final da tarde, entrei em uma das igrejas nas quais gosto de meditar.  Assimq eu em sentei, o padre falou:
– São 18 horas
Pensei: “Ora, hoje é dia 18! Estava na igreja às 18 do dia 18”.

Sorri e feliz, meditei.

Nesses momentos, mais necessariamente às sextas e sábados de manhã, costumo meditar para retirar o peso extra dos meus ombros e botar para correr as energias negativas. Sempre dá certo: saio da meditação leve, quase volitando.

 

Super Lua

Já estava anoitecendo e decidi molhar meus pés nas águas do mar. Olhei para o céu e havia uma lua cheia brilhante, gigante, linda. Abri meus braços e agradeci pela vida, pelas decisões corretas e pedi luz, muita luz, a luz da lua, a luz do sol.

Em casa, recebo este e-mail sobre a lua e a data em questão. Tudo absolutamente sincronizado:

“O mundo está prestes a presenciar a aparição da maior lua cheia das duas últimas décadas. Na semana que vem este satélite natural vai chegar ao ponto mais próximo da Terra.

No dia 19 de março, a lua cheia vai aparecer mais exuberante do que o usual na noite celeste quando ela atinge o ponto máximo de um ciclo, conhecido como ‘Perigeu Lunar’.

É esperado um espetáculo visual quando a lua se aproximará da Terra a uma distância de 221,567 milhas da órbita – chegará mais próxima do nosso planeta desde 1992.

A lua cheia poderá aparecer no céu 14% maior e 30% mais luminosa, especialmente quando nascer no horizonte do oriente ao pôr-do-sol ou em condições atmosféricas bem favoráveis.

Este fenômeno é reportado como o mais relevante assunto sobre ‘supermoons’ que esta conectado com fenômenos geológicos (vulcões e terremotos ). A última vez que a lua passou tão próxima da Terra foi no dia 10 de janeiro de 2005, nos dias próximos dos terremotos na Indonésia que registrou 9.0 na escala Richter.

O furacão Katrina em 2005 também foi associado com a lua cheia incomum.

Previsões de ‘supermoons’ aconteceram em 1955, 1974 e 1992 – cada um destes anos tivemos a experiência de fortes manifestações climáticas”.

SINCRONICIDADE DO CARNAVAL E DO TSUNAMI

Marolas?

O efeito cascata funciona como uma fruta que cai de um galho na água parada de um lago. As pequenas ondas, marolas que nascem, seguem em frente sem questionamentos: elas nascem de um movimento, de uma ação e agem sem intenção de causar qualquer mal.

O ser humano joga uma pedra intencionalmente no lago. As marolinhas aparentemente têm a mesma direção, seguem o mesmo caminho, mas há uma grande diferença: a intenção.

Entre a fruta, a pedra e a água sempre há uma relação. Se a fruta causa o movimento no espelho d’água sem intenção, a partir do fluxo e do ciclo da vida, o resultado é sincronisticamente natural. A pedra, diferentemente, causa uma consequência sincronística diversa, pois depende, e muito, da intenção: se a pedra é jogada com raiva causa um determinado e invisível estrago, se é jogada por imaturidade causará outro mais leve, mas sempre causará algum. Não dá para infantilmente não assumirmos as consequências dos nossos atos, por considerarmos essas mesmas ações sem importância.

“Eu sou livre”.

“Eu faço o que quero”.

“Ninguém manda em mim”.


Mais ou menos, não é?

Somos ocidentais, temos valores ocidentais e alguns bem dolorosos sendo como somos, filhos do mundo judaico cristão, bem diferentes dos orientais. Os do oeste são mais ativos, diríamos assim e os do leste mais passivos. Tudo isso dito em tese, partindo do fundamento das religiões e das filosofias reinantes de cada lado do globo. Ocidentais agem, orientais contemplam.

Carnaval

Hoje, em março de 2011, enquanto os brasileiros pulam carnaval, os japoneses choram. Uma grande pedra foi jogada na água e inundou o Japão, provavelmente causando um desastre nuclear. Mas para falar a verdade, choramos por nossa própria culpa, e choramos bem mais do que os japoneses. Mas deixa isso pra lá, esse blog não versa sobre política…

Ondas

Esse novo desastre nuclear ocorreu com o mesmo povo que foi dilacerado pelas primeiras bombas atômicas em 1945; com o mesmo povo que tratou cruelmente seus prisioneiros na Segunda Grande Guerra; exatamente com o pequeno país que invadiu a gigante China e tratou os prisioneiros chineses como escravos e seres inferiores.

Este texto não é uma crítica aos japoneses, amo a cultura japonesa clássica (menos a parte mais ocidentalizada) e não misturo as coisas, mas estou um pouco impressionado – e não surpreso – pelas sincronicidades, ainda mais as que se referem a acidentes “naturais” como os da Região Serrana no Rio, na Nova Zelândia e agora no Japão.

Tsunami

Essa é uma constatação de que toda ação gera uma reação. Não existem povos ruins ou bons, todos nós somos tudo do pior e do melhor e muito mais. Aqui destaco uma notícia recente para que não vejamos as pessoas, ou um povo, como coitadas. A intenção dos Estados Unidos em ajudar o Japão não é humanitária, é estratégica: para que seus navios de guerra aproximem-se da Coreia do Norte e da China. Mas para isso eles precisam de um pedido de ajuda formal do Japão. Tudo feito muito educadamente, por baixo dos panos. E que se danem os mortos. Cuidem-se os futuros mortos de qualquer rusga militar que ocorra, seja no Japão, no Egito, no Iraque ou no Líbano.

Quantas vezes você não se perguntou, vociferando aos céus: “Por que isso aconteceu comigo? Eu não fiz nada!”

Alterações kármicas e genéticas precisam ser feitas urgentemente  e para isso o mundo físico se contorce, mexem-se as placas tectônicas, sobe o nível do mar.

O Brasil deve se preocupar mas creio que os mais preocupados mesmo estão no leste. Que a Austrália e a Nova Zelândia se cuidem.

O carnaval termina agora. A cidade está cheia de turistas, nunca se viu algo assim. E penso o que será depois da estreia do desenho do diretor Carlos Saldanha (“Rio”) a tendência é triplicar, inclusive em número de araras azuis.

Na semana passada,  ouvi uma casal branquérrimo falando inglês com um rapaz de pele morena e cabelo escuro, tipo indiano, no supermercado. O inglês era engraçado. Ontem liguei a TV e à tarde, o rapaz moreno do supermercado estava dando entrevista no mirante do Leblon sobre o carnaval do Rio (era turista) e ele disse: SOU DA NOVA ZELÂNDIA.

Na mesma semana, ouvi uma menina com sotaque paulistano falar com alguém:

“A primeira pessoa que conheci no Rio foi um carioca que mora em São Paulo. Ele me perguntou onde eu morava e respondi Higienópolis. Ele ficou surpreso e falou que também mora lá. Qual é o nome do seu prédio?, perguntei. Ele disse: Joia. Fiquei impressionada: É O MEU PRÉDIO!”