Sincronicidades de 27 de SETEMBRO a 6 de NOVEMBRO de 2012.

As sincronicidades não cessam, e te acompanham diariamente. Se eu tentasse escrever um livro de relatos sincronísticos a cada seis meses, mesmo assim eles estariam velhos em um passe de “mágica”. As sincronicidades são mais ágeis do que este teclado: elas se multiplicam em número e qualidade a cada instante. Questões de pelo menos 15 anos de minha vida estão sendo sanadas e encaminhadas em apenas um ano: 2012, o ano das resoluções.

Neste texto de hoje, por uma questão sequencial, dou continuidade ao texto anterior “Razão de Alegria”, sobre o nome do meu filho, Gael, antes dele ter encarnado a 28 de Setembro de 2012.

Desculpem-me pelo longo texto. Digito incorporado pela força do amor.

Quem leu meu livro “Mágica Vida Mágica”, deve se lembrar de que várias sincronicidades me indicaram, muito claramente, de que haveria um encontro futuro com a capital do país, Brasília. Relato várias “coincidências” muito poderosas que me conectavam à figura do Presidente Juscelino Kubitschek, fatos ocorridos entre 2006 e 2008. Em 2008, eu nunca teria imaginado que essa ligação me indicava que eu seria pai de um brasiliense em 2012. O preâmbulo ocorreu em 2009 com dois encontros fundamentais: com a mãe do meu filho em Brasília e o encontro com o médium Waldo Vieira em Foz do Iguaçu, que pouco conversou comigo, mas muito me disse.

Perto da data do meu nascimento, no dia 27 de Agosto de 2012, Waldo Vieira “recebeu” alguns artistas americanos “desencarnados” (linguagem espírita) que cantaram a canção Sealed With a Kiss. Se quiserem ler este texto daqui em diante, ao som desta canção, estejam à vontade. Sintonizem-se.

No dia do meu aniversário, 28 de Agosto de 2012, conforme texto publicado anteriormente neste blog, as sincronicidades ocorreram uma após a outra, e cada uma mais singela do que a anterior. Reproduzo uma passagem:

“À noite, em casa, um amigo médium me liga para dar os parabéns. Tava na cara, que era só um preâmbulo. Já devo ter escrito sobre esse amigo, que anos após o desencarne de minha mãe, ele a viu aqui na sala de casa, muito chateada comigo, porque eu ainda estava triste porque ela havia partido. O engraçado é que mamãe era católica (e ainda deve ser) e não acreditava em vida após a morte. O amigo me falou que já estava há um tempo querendo me transmitir algumas mensagens, mas que havia aguardado um pouco, para eu terminar um trabalho recente, e não me atrapalhar.  Era uma mensagem de mamãe (desencarnada há 6 anos). “Estou muito orgulhosa de você, meu filho. Você está fazendo a coisa certa, gosto muito de vê-lo junto ao seu irmão. Mesmo que suas decisões não sejam compreendidas, saiba que você soube ouvir e seguir o caminho certo. O tempo sanará as coisas. Tudo dará certo, já deu certo.””

No dia 27 de Setembro de 2012, no final da tarde, entreguei um trabalho à uma editora no bairro de Copacabana no Rio de Janeiro. Fomos eu e o designer do livro juntos. Os profissionais que nos atenderam, que não conhecíamos, nos disseram que jogam bola com os donos de um estúdio de gravação, onde eu havia trabalhado no mês anterior. “Mundo pequeno”, ri da situação. Como também estávamos falando de música citamos dois artistas. Descemos da editora, eu e o designer e fomos tocar uma coca-cola em um botequim do outro lado da rua. Havia uma máquina de jogo e um monitor: ambas as bandas que citamos na editora, na mesma hora, ali no bootequim.

Quando chego em casa à noite, recebo o recado que meu filho nasceria no dia seguinte de manhã, na manhã de 28 em Brasília, exatamente um mês após o meu aniversário, e menos de 20 horas após ter finalizado um longo trabalho que me consumiu durante meses. Era o fim de um ciclo dando início a outro, em oitavas mais elevadas.  Tudo sincronístico, tudo matemático.

 Até aquele momento eu não tinha certeza de que meu filho se chamaria Gael, mas no meu íntimo eu sabia que esse nome havia sido escolhido por Deus,  por causa do que foi relatado no texto “Razão de Alegria”.  E quando Gael “avisou” que encarnaria no mesmo dia 28 (leiam postagens anteriores sobre a importância deste número em minha encarnação), meu coração se encheu de amor. Tive a certeza de que a chegada de meu filho no planeta marcaria a morte do “meu” Eu anterior, algo que desejei ardentemente, e que finalmente se realizaria. Há noite, ao tentar dormir, tenso, minha cama e meu corpo tremeram sob um raio de luz que se materializou em meu quarto atingindo meu peito. O calor aumentou desproporcionalmente e a cama foi sacudida. Quando emprego os olhos espirituais, senti a presença materna desencarnada há 6 anos, ela estava feliz e me deu suporte nesse momento tão importante. “Estarei ao teu lado, meu filho”, a energia vocalizou.

Acordei muito cedo, sem ter conseguido dormir. Consegui resolver várias questões em tempo recorde para poder viajar no dia 28 de Setembro, pois meu filho não nasceria em minha cidade. Um grande amigo me ligou oferecendo ajuda e estrutura, nem precisou, mas a conecção e o carinho dele ajudaram muito. Ele se comunicou comigo por intuição, me dando forças em um momento em que eu estava praticamente sozinho. Liguei para meu irmão várias vezes, pois ele havia prometido ir em casa na manhã do dia 28, mas ele não dava notícias. Precisava avisá-lo da viagem, mas ele não atendia aos telefonemas. No aeroporto, encontro uma das famílias para quem dou aula… Estranha e improvável coincidência. Esse foi um dos primeiros recados do mundo oculto.

Na hora “H”, entrei no avião, e em meu assento, o celular tocou: uma amiga me liga chorando para me avisar que minha mãe estaria comigo no hospital. Ela confirmou o recado recebido de madrugada. Chorei muito, bastante emocionado e pouco a pouco me senti envolto por um abraço e carinho celestiais para que eu não desabasse antes da hora. Pergunto pelo celular se meu filho havia nascido: ele havia encarnado às 9h47 da manhã enquanto eu estava na fila de um banco, pagando pela passagem e hospedagem. Já no avião, que ainda não decolara do Rio de Janeiro, o celular toca mais uma vez: era meu irmão. Ele estava em um hospital, na emergência. Naquele momento, supliquei a Deus para que Ele não levasse o meu único irmão, para em troca, me dar o meu primeiro filho.

Já em Brasília, na maternidade, segurei meu filho em meus braços. Senti minha vida toda fazer sentido, ter enfim chegado o grande momento, à razão de ser e de estar neste planeta. Agradeci  a oportunidade, agradeci à mãe, que dormia, por ter-lhe dado o corpo físico. Meu bebê não abria os olhos, estava em sono profundo. Senti-o, tão leve e desprotegido, mas tão forte ao mesmo tempo. Não desabei, o que seria natural, mas senti que havia alguém comigo, alguém me amparando naquela sala… Os exames prévios haviam detectado a possibilidade dele ter nascido com rim policístico. Isso preocupava a todos. Então, ouvi uma voz ordenar: “Pouse sua mão sobre ele que vamos operá-lo” e foi o que fiz. À noite, o médico confirmou que o menino não tinha mais nada.

Gael, primeiras horas de vida.

No dia 2 de Outubro, rezei em algumas igrejas, incluindo a Catedral de Brasília, que tem uma vibração muito poderosa, e agradeci pela cura do meu filho.

Na Igreja de Dom Bosco, reparei em uma imagem que estava com um cajado. Me aproximei. O anjo do Gael é uma Virtude: categoria angelical, cuja atribuição é orientar as pessoas a respeito da sua missão e cumprimento do karma. Raphael é o Príncipe das Virtudes, auxiliador dos trabalhos de cura. Raphael deverá remediar os males da humanidade. Ele é representado por um Anjo segurando um bastão.

Bastão.

Quando estava na Praça dos Três Poderes, no dia 2, reparei em um discurso de Juscelino, estampado no monumento: era do mesmo dia, 2 de Outubro, só que de 1956. Mais “coincidências”…

2 de outubro.

No templo da Legião da Boa Vontade, vi as cartas do tarot de Brasília e as associei aos locais. Foram respostas intensas.

A Carta 1 – O Mago – O Congresso.

A Carta 5 – O Papa – A Catedral.

A Carta 12 – O Enforcado – Juscelino.

A Carta 13 – A Morte – O Mausoléu de Juscelino.

A Carta 20 – O Julgamento – A Praça dos Três Poderes.

A Carta 1 – O Mago – O Congresso.

Em seguida, ainda em Brasília, tirei o CPF do Gael e o número 28 estava lá, presente. Na saída, vi um táxi por perto, cujo número era 28.

Táxi 28.

Retornei ao Rio, na primeira semana de outubro. Um amigo de Manaus, que estava de passagem na cidade, marcou um encontro. Antes de encontrá-lo, um outro querido amigo, carioca, me liga para perguntar sobre o meu filho. Esse amigo é um médium que viu minha mãe desencarnada e que transmitira mensagens recentes dela, antes do encarne do Gael. À espera do amigo de Manaus, o amigo carioca se emociona com o nome do meu filho, que é também o nome de um filho dele: Gael. Eu não sabia… A gente se conhece há uns 15 anos, creio, e nunca imaginaríamos que a vida nos ligaria dessa forma… Ele começou a chorar ao telefone e eu contive as lágrimas do meu lado.

O amigo de Manaus chegou ao encontro, logo depois do telefonema, e me apresentou uma amiga, outra viajante cósmica. À noite, nós três, em um restaurante, vivemos uma forte experiência mediúnica. Eu e meu amigo já temos um histórico de juntos, aumentarmos o número de sincronicidades. Ao nos juntarmos à viajante cósmica, a bobina só faltou explodir.

Pouco tempo depois, meu amigo de Manaus tornou a ligar, já em Manaus, para dizer que decidira vir morar no Rio, após uma série de reflexões e intuições poderosas. Como ele tinha como fazer essa mudança em pouco tempo, por ter a estrutura necessária para isso, ele simplesmente comunicou à família e no trabalho que mudaria. O gerente da agência bancária do Rio para onde ele virá, “por acaso”, reside no mesmo prédio da amiga viajante cósmica. No mínimo, uma “coincidência” absurda. E quando ele me liga no dia 21 de outubro, para me contar essa história, começou a cair um pé d´água no Rio, logo após eu assinar uma procuração para resolver uma questão pessoal e no mesmo horário no qual uma ativação/mentalização mundial estava ocorrendo, sem que nós dois soubessemos.

Horário da ativação: 22:30 BRT outubro 21 ª (Rio de Janeiro)

Entre o final de Outubro e o início de Novembro, voltei a um supermercado perto de casa, para trocar latas de leite em pó que havia comprado para o meu filho. Próximo ao balcão com a nota fiscal em mãos, uma atendente chamou a outra: “Lindalva!”.

Esse era o nome de minha mãe. Gelei! Mamãe está de certa forma, presente, de olho em tudo o que se relaciona ao netinho.

No sábado dia 3 de Novembro, sem motivo “aparente”, cismei de ver no You Tube o diretor Martin Scorcese falando sobre o diretor brasileiro Glauber Rocha. Deveria fazer outras coisas “mais importantes”, mas não conseguia. No domingo dia 4, de manhã, conversei com um amigo sobre Glauber ao telefone. Prosseguia desatento, sem foco e desci para fazer algumas compras necessárias para casa, na verdade para minha saúde: um travesseiro ortopédico e um colchão. Minhas costas e meu braço estão me “matando” e eu sempre ocupado em pagar contas, desleixado da saúde. Decidi agir. Voltei da rua no finalzinho da tarde, liguei a TV e o computador para trabalhar. TV, hoje em dia, serve na maior parte dos casos, para não me deixar com sono, mas eu não faço muito esforço para assistir alguma coisa. Tentei, mas quando chegou a hora do Fantástico, literalmente não aguentei mais. Me perguntei: “Sou tão alienado para ver isso?”. Como a resposta foi não, mudei de canal. Futebol, nunca e segui em frente. Há coisa pior e mais máscula do que futebol na TV no domingo? Digitei o canal 82 para ver se havia algo útil no History Channel (nunca vejo a programação, me deixo guiar pelo acaso, sempre). Atenção: 82 ao contrário é 28 e esse é um canal sobre história, “sincronicidade” que rege a minha vida.

Digitei 82 errado e “sem querer”, caí no canal 8, TV Senado (de Brasília) em que estava sendo exibido um documentário sobre Glauber Rocha. “Pressinto a morte como Castro Alves”; “Tenho medo de ficar triste como gado berrando sob o sol” (Antonio das Mortes); “Estou no começo da vida mas não sei se resisto”, ouvi.  Para mim, era a própria morte do “meu EU” anterior.

Fui “tentar” dormir na segunda dia 5 de Novembro, e fiquei horas rolando na cama. Ao conseguir, quase dormir fui transportado através de um sonho onírico: estava sentado em um banco de pedra, em forma de trono, que existe mesmo, no qual costumo meditar, na Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro. Não estava propriamente dormindo, pois me sentia consciente, entre acordado e sonolento. Esse banco havia se transmutado em um trono de ouro puro, muito brilhante que emitia a energia de um imã poderoso. O trono resplandecia com fortes raios de luz dourada à beira da Lagoa, que deixavam meu corpo refletindo o dourado de uma coloração muito mais real do que seria em nosso plano. Foi uma visão linda. Os 4 elementos da natureza comungaram ao pés da Lagoa, ainda envolta pela escuridão da madrugada. Ao virar o rosto à esquerda, vi, mais acelerado do que o usual, entre as montanhas, o sol nascer majestoso, com raios expelidos de sua auréola. Então, ao virar o rosto para a frente, o número oito, surgiu pairando em pleno ar. Um raio elétrico, azul, corria pelas suas curvas. Quando as duas eletricidades vivas se encontravam no centro do 8, a luz faiscava, como uma solda elétrica, em forma de explosão em um amarelo vivaz.

Na verdade, o número era uma lemniscata: o “oito deitado”, o símbolo do infinito. Adotada por diversas linhas espirituais, ela simboliza, para os rosa-cruzes, a evolução quando observada de dois lados: o fisico e o espiritual. Um dos anéis de lemniscata é a jornada do nascimento à morte, o outro da morte ao novo nascimento. O ponto central é considerado o portal entre os dois mundos.

O oito refulgente começou a girar em seu eixo central até se tornar um círculo de fogo, de luz e ouro.

Acordei com uma sensação indescritível.

 

A cada novo mês, me desconecto mais de quem fui há 50 anos, a minha idade física atual na Terra. Meu corpo está sendo transmutado para uma nova realidade na qual o personagem, a persona anterior não tem mais função. É um processo bastante conhecido, mas pouco vivido, e bastante lido em textos dos livros iniciáticos. Nossos corpos estão sendo preparados para assumirmos novas missões que prosseguirão com amor em 2013.

Desfrute dessa oportunidade de transmutação.

 

Abro meu coração e vida para os leitores sem receio de julgamentos (Carta 8). Descarregue o peso extra que curva seus ombros e abra-se ao jogo da vida, compreenda o andamento das peças, e encontre a plena liberdade com a consciência plena.

Dê chance às sincronicidades, permita que elas se comuniquem contigo. Elas serão a Tua voz interna em comunhão com o Teu Eu, não com o Eu do Ego, mas através do Eu da Consciência Plena e assim Você Será somente e apenas UM, em estado de comunhão, uno com o universo.

AS SETE LEIS PARA O SUCESSO – parte III

Terceira parte de “AS SETE LEIS PARA O SUCESSO” de Deepak Chopra, médico, escritor e professor indiano.

A LEI DO “KARMA” OU DA CAUSA-EFEITO

Toda a ação gera uma força de energia que nos é devolvida na mesma espécie… aquilo que semeamos é aquilo que colhemos. E quando escolhemos ações que trazem aos outros felicidade e sucesso, o fruto do nosso karma será de felicidade e sucesso. O karma constitui a eterna afirmação da liberdade humana… os nossos pensamentos, as nossas palavras e obras formam as malhas da rede com que nos envolvemos.

Swami Vivekananda.

A terceira lei espiritual do sucesso é a Lei do Karma. A palavra “Karma” significa a ação e a sua consequência; constitui ao mesmo tempo causa e efeito, porque toda a ação gera uma força de energia que nos é devolvida na mesma espécie. Não há nada de novo na Lei do Karma. Todos já ouvimos a expressão “Colherás aquilo que semeares”. Como é óbvio, se queremos criar felicidade nas nossas vidas, temos de aprender a semear as sementes da felicidade. Portanto, o karma implica a ação da escolha consciente. Nós somos acima de tudo sujeitos dotados da possibilidade infinita de escolher. Em todos os momentos da nossa existência, encontramo-nos naquele campo de todas as possibilidades que nos dá acesso a uma infinidade de escolhas. Algumas dessas escolhas são feitas conscientemente, outras fazem-se inconscientemente. Mas a melhor forma de compreender e aproveitar ao máximo a aplicação da Lei do Karma é adquirir o conhecimento consciente das escolhas que se fazem em cada momento. Quer isto lhe agrade ou não, todas as coisas que lhe acontecem no momento presente resultam das escolhas que fez no passado.

Infelizmente, muitos de nós fazem escolhas das quais não temos consciência, por isso não as vemos como escolhas. No entanto, se eu o insultasse, o mais provável seria você fazer a escolha de ficar ofendido. Se eu lhe fizesse um cumprimento, o mais provável seria você sentir-se satisfeito ou lisonjeado. Mas pense bem nisto: Não deixa de ser uma escolha. Eu poderia ofendê-lo e insultá-lo e você poderia escolher não ficar ofendido. Eu poderia fazer-lhe o cumprimento e você também poderia escolher não se lisonjear por isso. Por outras palavras, a maioria de nós apesar de sermos sujeitos dotados de uma infinita possibilidade de escolha tornamo-nos feixes de reflexos condicionados nos quais as pessoas e as circunstâncias desencadeiam efeitos de comportamento previsíveis. Esses reflexos condicionados funcionam como os reflexos de Pavlov. Pavlov ficou conhecido por ter demonstrado que, se dermos a um cão qualquer coisa de comer sempre que tocarmos uma campainha, em breve o cão começará a salivar só de ouvir o som da campainha, porque faz a associação de um estímulo com o outro. A maioria de nós, como resultado do condicionamento, responde de formas repetitivas e previsíveis aos estímulos do ambiente. As nossas reações parecem ser automaticamente desencadeadas pelas pessoas e pelas circunstâncias e esquecemo-nos de que elas não deixam de ser escolhas que estamos sempre a fazer em cada momento da nossa existência. Apenas fazemos essas escolhas inconscientemente. Se olhar para trás por um instante e reparar nas escolhas que faz no momento em que as faz, só pelo simples acto de testemunhar as suas escolhas transporta todo o processo do âmbito do inconsciente para o âmbito do consciente. Este processo de escolha consciente e observada transmite-nos um grande poder.

Sempre que fizer uma escolha, qualquer escolha pergunte duas coisas a si mesmo: em primeiro lugar, “Quais são as consequências desta escolha que faço?” O seu coração logo lhe dará a resposta; em segundo lugar, “Esta escolha que estou a fazer trará alegria, a mim e aos que me rodeiam?” Se a resposta for sim, mantenha a escolha. Se a resposta for não, se a escolha trouxer angústia, a si ou aos que o rodeiam, diga não a essa escolha. É muito simples. Só há uma escolha, entre toda a infinidade de escolhas que pode fazer em cada segundo, que trará ao mesmo tempo felicidade para si e para os que o rodeiam. E quando fizer essa escolha, resultará uma forma de comportamento que designaremos por ação correta espontânea. A ação correta espontânea consiste na ação correta praticada no momento certo. Constitui a resposta certa para todas as situações à medida que elas ocorrem. É a ação que lhe dá suporte, a si e a todos os que estiverem sob a influência dela. O universo possui um mecanismo muito interessante para nos ajudar a fazer espontaneamente as escolhas corretas. Esse mecanismo encontra-se ligado às sensações do corpo. O nosso corpo sofre dois tipos de sensações: sensação de conforto e sensação de desconforto. 

Sempre que fizer uma escolha consciente. Consulte o seu corpo e pergunte-lhe: “Se é isto, o que é que vai acontecer?” Se o seu corpo der uma mensagem de conforto, encontra-se perante a escolha correta. Se o seu corpo emitir uma mensagem de desconforto, encontra-se perante a escolha errada. Para algumas pessoas, a mensagem de conforto e desconforto situa-se na área do plexo solar, mas para a maioria das pessoas situa-se na área do coração. Em consciência, volte a sua atenção para o coração e pergunte-lhe o que deve fazer. Depois espere pela resposta, uma resposta física sob a forma de sensação. Pode ser o mais leve grau do sentir – mas está lá, no seu corpo. Apenas o coração sabe a resposta correta. A maioria das pessoas pensa que o coração é piegas e sentimental. Mas não é. O coração é intuitivo, holístico, contextual e relacional. Não possui uma orientação de ganho-perda. Bate no computador cósmico – o campo da potencialidade pura, da sabedoria pura e do poder organizador infinito – e toma tudo em conta. Por vezes pode não parecer racional, mas o coração possui uma capacidade de computador que mostra muito mais exatidão e precisão do que tudo o que se pode encontrar dentro dos limites do pensamento racional.

Pode utilizar a Lei do Karma para produzir dinheiro e Prosperidade, e para que todas as coisas boas fluam para si sempre que quiser. Mas primeiro tem de estar bem consciente de que o seu futuro é gerado pelas escolhas que fizer em cada momento da sua vida. Se fizer isto com regularidade, aproveitará ao máximo a Lei do Karma. Quanto mais trouxer as suas escolhas para o plano do conhecimento consciente, mais escolhas retas espontâneas fará – tanto para si como para aqueles que o rodeiam.

 O que podemos fazer acerca do karma do passado e como o influenciar a ele agora? Há três coisas que pode fazer acerca do karma do passado.

Uma é pagar as suas dívidas de karma. A maioria das pessoas escolhe fazer isso inconscientemente, claro. Também pode fazer essa escolha. Muitas vezes, o pagamento dessas dívidas implica muito sofrimento, mas a Lei do Karma afirma que nenhuma dívida no universo fica por pagar. O sistema contabilístico do universo é perfeito e todas as coisas constituem uma constante troca de energia “para lá e para cá”.

A segunda coisa que pode fazer é transformar o seu karma numa experiência melhor. Este constitui um Processo muito interessante, através do qual se interroga a si mesmo, enquanto paga a sua dívida de karma: “Posso eu aprender com esta experiência? Porque está isto a acontecer-me? Que mensagem quer o universo transmitir-me? Como posso tornar esta experiência útil para os outros seres humanos?” Fazendo isto, procura a semente da oportunidade e depois liga-a ao seu dhanna, a sua finalidade na vida, de que falaremos na Sétima Lei Espiritual do Sucesso. Isto permite-lhe transmutar o karma para uma forma de expressão diferente. Por exemplo, se machucar uma perna quando estiver a praticar um esporte, pode perguntar a si próprio: “O que posso aprender com esta experiência? Que mensagem quer o universo dar-me?” Talvez a mensagem seja que você precisa abrandar, e ser mais cuidadoso Ou atento ao seu corpo, para a próxima vez. E se o seu kharma for ensinar aos outros aquilo que aprendeu, perguntando “Como posso eu tornar esta experiência útil para mim e para os outros seres humanos?”, talvez decida partilhar aquilo que aprendeu, escrevendo um livro sobre como praticar esportes com segurança. Ou Pode conceber uns sapatos especiais ou um apoio especial para a perna, de modo a prevenir o tipo de acidente que lhe ocorreu. Assim, ao mesmo tempo que paga a sua dívida de karma, também converte a adversidade num bem que lhe pode trazer riqueza e realização. Esta é a forma de transmutar o seu karma numa experiência positiva. Na verdade, não se libertou dele, mas conseguiu pegar num dos seus aspectos e transformá-lo num karma novo e positivo.

A terceira forma de lidar com o karma é transcendê-lo. Transcender o karma é tornar-se independente dele. A forma de transcender o karma consiste na experiência da abertura, do Eu, da Alma. É como lavar uma peça de roupa suja numa corrente de água. Cada vez que a lava, limpa-a de algumas nódoas. Se continuar a lavá-la repetidas vezes, de cada vez vai ficando um pouco mais limpa. Consegue lavar ou transcender as sementes do seu karma entrando na abertura e voltando a sair. Claro que isto se faz através da prática da meditação. Todas as ações consistem em aspectos do karma. Tomar uma xícara de café consiste num aspecto do karma. Essa ação gera memória e a memória possui a capacidade ou a potencialidade para gerar desejo. E O desejo gera de novo ação. O software operacional da nossa alma é constituído por karma, memória e desejo A nossa alma consiste num feixe de consciência que possui as sementes do karma, da memória e do desejo. Ganhando consciência destas sementes de manifestação, torna-se gerador de realidade consciente. Se um sujeito consciente das escolhas que faz, começa a gerar ações que são evolucionárias para si e para aqueles que o rodeiam. Isso é tudo o que precisa de fazer. Se o karma for evolucionário – tanto para o Eu como para todos os que são afectados pelo Eu, o fruto do karma será de felicidade e sucesso.

COMO APLICAR A LEI DO KARMA

Ponho em prática a Lei do Karma, seguindo os passos:

1 Hoje vou observar cada escolha que fizer. E através da simples observação dessas escolhas, trago-as para o campo do meu conhecimento consciente. Reconhecerei que a melhor forma de me preparar para todos os momentos do futuro consiste em ser plenamente consciente no presente.

2 Sempre que fizer uma escolha, farei duas perguntas a mim próprio: “Que consequências advirão desta escolha que estou a fazer?” e “Esta escolha me trará realização e felicidade, a mim e aos que por ela serão afetados?

3 Depois pedirei conselho ao meu coração e me deixarei conduzir pela sua mensagem de conforto. Se a escolha significar conforto, adiro totalmente a ela. Se a escolha implicar desconforto, paro e observo as consequências da minha ação, por meio da minha visão interior. Este conselho dá-me a possibilidade de fazer escolhas espontâneas e corretas para mim e para todos aqueles que me rodeiam.

A SINCRONICIDADE ENTRE OS PAÍSES

Estamos nos comunicando neste momento, através da tecnologia, a grande ferramenta mágica, pela qual trocamos as nossas ternuras. Mas cuidado que cavalo não desce escada: a mesma tecnologia que expande, aprisiona. Toda opção advém da nossa visão, de como vemos o mundo, de como nos vemos. Se usamos lentes rosa, tudo é rosa, se nossa intuição e percepção são parciais, parciais somos, só ouvimos o que queremos ouvir, construímos o mundo à nossa imagem e semelhança. A maior parte de nós, não quer viver sem óculos, acredita que é melhor enxergar o mundo através de lentes parciais. E lentes desfocam, iludem, como as da televisão, das fotos e dos filmes. Vemos o que é visível e achamos que basta, sem discernir. Sobre isso que estamos conversando agora, como melhorar nossas vidas, só poderia ser feito há décadas por papos pessoais, cartas e livros, mas hoje temos a internet , muito útil, mas uma arma de dois gumes. (Inclusive o tema da próxima coluna é sobre essa história de conversar sobre fatos místicos com quem te pede, mas não te escuta.)

I put my finger on you

Enquanto escrevo este texto, assisto a o filme The Queen sobre a morte da princesa Diana e como a Família Real inglesa, a princípio, se recusou a fazer parte do velório, do lamento público, até mesmo em função do protocolo. O Primeiro Ministro Tony Blair falou diretamente com a Rainha que 25% da população já não queria mais saber da realeza por causa dessa atitude. O povo simplesmente não entendeu: pensou com o coração e não com a razão, como Elizabeth II e os familiares. Mas o que é mais importante: razão ou coração? A razão consciente ou o coração fajuto? Seria Diana, uma oportunista, marqueteira e demagoga? Talvez, mas o povo a adorava, ela soube se promover e esse mundo, mais do que verdade adora a aparência, as palavras doces, os “bons atos”. Em um dos diálogos da película, Elizabeth se surpreende com a mudança dos costumes, desde o fim da Segunda Guerra. Tanto se assusta, que atende aos apelos do Primeiro Ministro para pessoalmente demonstrar alguma humanidade e passear em frente ao portão do Palácio de Kensington, para exibir a solidariedade real.  Ao ler os cartões dos populares, postos em guirlandas e arranjos florais, com ofensas diretas à Monarquia, Elizabeth II caiu na real. “Eles não têm coração”, dizia um dos textos.

O que quero dizer com isso? Que as aparências enganam.

E como distinguir o que te serve para o bem, e o que te serve para o mal, sem que se saiba quem é quem?

A sincronicidade ajuda.

Se você é intrinsecamente uma pessoa boa (há divergências entre você, o Id e o Ego) em tese, a sua bondade pode aumentar, mas também pode aflorar uma parte indesejável da nossa personalidade: o demônio. A pressão e as facilidades da vida fazem isso muito bem: pressionar para que o inferno contido em sua alma, cresça e apareça.

Sincronicidade é coisa séria.


As sincronicidades se manifestam conversando em sua língua, elas te pegam de jeito. Se eu assisto TV, as sincronicidades surgem na telinha; caso você esteja andando na rua aparentemente “sem motivo”, elas te cercam para dizer algo, propor algo, mas a nossa confusão mental, muitas vezes, não nos permite ver exatamente o que é, o que querem dizer.

E até mesmo a “coincidência” te dá 3 opções: esquerda, não faz nada ou direita. Budisticamente, o caminho do meio é o melhor, mas simplesmente optar também é muito bom: melhor tomar uma decisão errada – se você, é claro, não consegue tomar a certa – , para que com um pouco de esforço e compreensão, possa cair na real e catar os pedaços, mas preparado para não errar mais e sabendo o por quê. “Agora eu sei – ou pelo menos, penso saber – o custo benefício da falha.”

Goethe

Acredito muito em datas na formação do caráter e karma. Um dia, descobri que o filósofo alemão Goethe nasceu no mesmo dia e mês que eu (ano não dá, né?) e recentemente “percebi” que conheci durante toda a vida, algumas pessoas que falam alemão e outros que são descendentes de judeus que fugiram da Alemanha nazista. Essas pessoas sempre cruzaram meu caminho e deixaram marcas, “boas e ruins” que tive que desenrolar. Todas me ensinaram muito e também me mostraram que para elas, o tempo para compreender a questão  – se quiserem é claro -, é outro. Para algumas, falta pouco, para outras, talvez nunca… O mais estranho dessa ligação , é que me vi estranhamente pertencente à uma nova categoria kármica, a “alemã’ apesar de ser muito brasileiro e não ter vínculos com a Alemanha. Essa semana, conversando sobre isso com um amigo de priscas eras, que não reside no Rio, ele também me confidenciou que, em meditação, descobriu que era isso o que nos ligava: a Alemanha, apesar de aparentemente nenhum de nós ter nada a ver com qualquer “alemanização”. Há alguns meses, um velho amigo que reencontrei há um ou dois anos, me disse que foi à Europa seguir os passos do filósofo alemão Nietzsche.

Nietzche

O círculo de pessoas a minha volta é limitado, por mil motivos, o mais importante deles para me centrar e ter as rédeas do meu destino em mãos. E se nesse ambiente, com poucas pessoas, as pistas te levam à mesma direção, a conclusão só pode ser: preste atenção. Só um cego não dá a devida atenção às evidências. E quem são os cegos? Nós, ninguém mais.

Essa história alemã prova que há encarnação? Prova que nos ligamos inconscientemente por fios misteriosos? Há uma boa evidência de que existe algo muito importante envolvido nessa história.

Uma dúvida dessas, sobre rastrear ou não os elos perdidos através dos séculos, pode e deve ser feito com a ferramenta da justa meditação. Mas o mundo nos cobra deveres, favores e contas a pagar. Parece que nunca há tempo para meditar, para ficarmos sozinhos, mas é bom arrumar um tempo e para isso, precisamos abrir mão de algo. Não dá para ter tudo. Mas dá para almejar e trabalhar pela completude, dividido.

Treino meditação do meu jeito desde os anos 90, pois na maior parte do meu tempo, simplesmente não consigo parar e meditar. Tive que criar uma meditação própria: caminhando, curtindo o movimento lento dos passos, vendo um passarinho dar seus saltinhos, as garças perto de casa, os cães no parque, a luz do sol refratada, o som da água batendo nas rochas e prestando muita atenção nos sons que pipocam nas ruas. Cada novo dia e experiência são únicos. Dando esse necessário tempo para mim, somente agora após 20 anos, comecei a  entender como funciona o processo, como se faz e através dessa escolha, as sincronicidades se tornaram muito fortes. Uma coisa puxa a outra. O que ocorreu é que minhas ‘lentes’ mudaram juntamente com a percepção, então me sinto em um novo corpo, como se eu não fosse o eu anterior e isso te dá uma serenidade estranhamente bonita,  em um ambiente lúdico e renovador.

Revolução egípcia

Assisti na TV a um “minúsculo” detalhe sobre a revolução popular ocorrida no Egito e me surpreendi.  Tive certeza de que essa “revolução” é da importância de um 11 de setembro, porque ocorreram sincronicidades muito significativas entre esse que vos escreve e os fatos egípcios. De início, tendi a questionar, mas logo em seguida, outro fato, através da TV, reconectou-me a um fato que me ligou a outro e a outro. Ficou evidente que se tratava de algo muito grande, que envolve povos, nações e indivíduos, do micro ao macro, do pouco ao tudo, do átomo às galáxias.

Tutankamon

Me perguntei (intelectualmente e racionalmente, digo): “Como pode um fato local ou mundial, histórico, estar intimamente conectado a você, de uma maneira que não se pode refutar?” O que isso quer dizer? Que tudo já estava escrito? Que as coisas boas e ruins que acontecem contigo, são escolhas suas e do universo?

No “impulso”, você pode ficar obcecado pelas respostas, pegar um avião (se tiver dinheiro) e ir para a Alemanha ou para o Egito, encontrar tudo ou não achar nada. (Fui compelido a fazer isso, por fatores externos favoráveis mesclados à minha vontade e ancestralidade, e fui para Portugal, como já contei aqui no blog, mas apesar de ter sido uma experiência incrivelmente forte, demorei a me tocar de várias coisas.) Muitas respostas que encontro são mais sobre o passado do que sobre o presente. Você acha os traços, os rastros, mas ainda tem que entender o que os sinais querem te dizer. Me refiro é claro, aos passos que ainda não foram dados, pois só existe o presente, não existe futuro. Tudo bem que quânticamente, passado, presente e futuro são uma coisa só, uma linha contínua, mas não dá para perder tempo pensando como será. Melhor resolver a questão agora, para que o futuro seja outro. Para essa tarefa, temos um grande aliado, um mestre pessoal ao nosso alcançe: a percepção, caso é claro, que ela te conduza à opções que abram as portas para bons caminhos. E o nosso maior inimigo é a cegueira que o Ego nos oferta, mas esse é o caminho dos pés descalços sobre vidro: pode ser feito sem dor ou não ser feito. Se as escolhas continuarem a te conduzir para os mesmos becos ou ruas sem saída, para as mesmas situações, a escolha é exclusivamente sua, por cegueira ou não. “Mas eu estou tão bem, por que mudar?”. Então, você é que sabe.

Aprisionado

Enfim… Essa é a busca, essa é a hora.

Agora sinto que a minha busca inicia uma nova fase. E a sua?

A busca pode terminar em algum ponto sim, mas nunca o aprendizado.

O amor é a resposta. Ele é uma das armas mais poderosas durante a caminhada.