A Magia do Dinheiro

LIVRO A MAGIA DO DINHEIRO – O Segredo da Prosperidade (Christopher Penczak) – 256 páginas – Editora Madras.

“Eu estou no lugar certo, na hora certa, fazendo a coisa certa.”

 Para a maior parte das pessoas a questão financeira, a “estabilidade”, está em primeiro lugar. E por que não estaria? Acreditamos, – no coletivo mesmo -, que o dinheiro resolve tudo. Bem, dinheiro pode acertar muita coisa, mas nem tudo o dinheiro pode comprar… Então, “por que escrever um livro de magia sobre como obter dinheiro”? A resposta é porque dinheiro, quando surge, não vem desacompanhado. Pode vir com um grande número de problemas, que devem ser compreendidos e evitados.

Christopher Penczak, o autor, é profissional de Reiki nas tradições Shamballa e Usui Tibetano, mas se autointitula mesmo, um bruxo que há anos se dedica a expandir a consciência das pessoas de sua comunidade em organizações não governamentais fundadas por ele mesmo e seus parceiros, estudiosos de paganismo.

O livro explica argutamente, por quê e como obter dinheiro (eu digo, além do que já temos) e o que esse fetiche de poder em forma de papel significa. Ao entender as razões, damos início às práticas e através delas somos conduzidos a um ambiente de sugestão mental, que mesclado ao espiritual nos proporciona o dinheiro de que necessitamos. Para quem já leu ou viu o filme O Segredo de Rhonda Byrne, é fácil entender o processo, que é muito semelhante.  Mas com diferenças significativas. Não basta apenas mentalizar, imaginar e pedir. Não é bem assim que funciona. É necessário saber o por quê e para quê.

A questão é que:

1 – Não se fala que as práticas de O Segredo são derivadas da bruxaria.

2 – Se a palavra “bruxaria” te horrorizou é porque já está julgando e julgar é feio. Na bruxaria, como em O Segredo, não existe bem ou mal. Existem energias poderosas que podem ser somadas (e  não “somatizadas”)  fundidas, conectadas,  para se criar o todo, que é a harmonia. Através dessa união, o tal dinheiro surge em sua vida.

As práticas oferecidas ao leitor, são oferendas à natureza, típicas do paganismo. Pagãos não acreditam no Diabo Cristão, mas acreditam na maldade. No paganismo não se fala em pedir nada a Deus, mas ao Universo. Os quatro elementos da Natureza (ar, água, fogo, terra) devem estar sempre conectados, para exemplificar, mesmo que em um ritual, a união de todas as energias. União que faz a força. Você faz o serviço, você mentaliza, você é o único responsável.

Não adianta pedir dinheiro ao Universo, sem dar nada em troca. E não é suficiente pensar que sua ânsia pelo dinheiro se justifica pelo amor que você tem pela sua família. Isso ainda é pouco. Não basta acreditar em “serei feliz com dinheiro” pois de fato, dinheiro não traz felicidade. Mas de que adianta falar isso, se acreditam que dinheiro é tudo de bom…  Bem, ruim não é, mas dinheiro pode ser como semente cultivada em pedra.

Então vamos aos fatos: sem reproduzir parte do que está contido neste livro, fica difícil convencer alguém mesmo, mas a questão apenas se fundamenta em equilíbrio. Sempre.

“A sabedoria da bruxaria realmente guarda um segredo no que se refere à prosperidade. O segredo consiste em viver sua vida com satisfação. Sabemos que se pode ter tudo o que quiser se tiver intenções claras e poder suficiente. Ao praticar magia, você começará a distinguir entre o que realmente quer, o que a sua alma deseja e o que você acha que quer porque a sociedade diz que é assim que deve ser. Aqueles que vivem de acordo com sua alma podem fazer ou ter tudo.”

“O Diabo do Tarô nos ensina como trabalhar coma  experiência do pentagrama invertido, pois ele já o REVERTEU. Ele está conectado ao nível mais profundo do espírito e por meio dessa conexão, liberta-se e tem um verdadeiro propósito. Aqueles que não compreendem que sua segurança e liberdade máximas vêm da conexão espiritual com a  abundância do Universo são aqueles que vivem em desequilíbrio. Eles buscam a segurança e a liberdade no mundo material, querem acumular fortunas, querem mergulhar em tudo o que está disponível, guardando tudo para si. Eles querem FARTURA e não PROSPERIDADE.”

“PROSPERIDADE não é apenas energia, mas um estado de consciência.”

“Para eliminar um programa (obs: mental, imposto por séculos de cultura ocidental), devemos chegar à sua raiz, à sua origem. Devemos compreender essa raiz e “desenterrá-la”, mas também temos de analisá-la, conhecer as circunstâncias que a geraram.”

muita gente no mundo, em especial no Terceiro Mundo, que está ocupada com o nível de consciência do chacra básico ou da raiz (entre os órgãos sexuais e o ânus), o nível da sobrevivência. Afinal de contas, essas pessoas vivem em condições de extrema pobreza e má nutrição. Essa noção de espiritualidade é baseada em um falso programa (obs: ou programação) que considera o mundo físico mau ou vergonhoso – são os que têm maiores problemas com o dinheiro. No entanto, muitas pessoas que vivem na pobreza sentem prazer na vida.”

“Se quiser receber PROSPERIDADE, liberte-se de tudo em sua casa, que você não necessita. Devolva ao Universo abundante e, ao criar espaço em sua vida, o Universo retribuirá. Caso não se liberte de livros, discos, vídeos e roupas, que dizer que você não entendeu o objetivo.”

“Nossa primeira relação emocional é conosco. Não podemos nos relacionar com qualquer outra coisa ou pessoa sem antes ter uma conexão interna conosco. “Conhece-te a ti mesmo.”

“Agradeça todos os dias pelas coisas que você é grato em sua vida.”

“Você deve ser capaz de não falar apenas com o Universo e com outras pessoas, mas também deve ouvir e compreender as mensagens que elas e o Universo querem passar (obs: SINCRONICIDADES).”

“O desejo por riqueza, sexo, segurança não é mau. Tudo é divino. No entanto é importante distinguir NECESSIDADE e VONTADE. Nenhuma necessidade ou vontade é errada, desde que sejamos honestos conosco e com nossas motivações. As virtudes pagãs de autoconfiança, diligência e perseverança têm papéis importantes para quem quer ser bem-sucedido na vida.”

Christopher Penczak exemplifica em vários tópicos como são essas práticas de magia, além de destacar que nem sempre o mundo mágico está imune à capacidade humana de incompreensão. Penczak ilustra os casos com exemplos, inclusive pessoais a respeito de problemas com alunos e práticas de limpeza espiritual. O autor descreve quais são as essências ideais para os trabalhos, além de destacar artes divinatórias como o tarô, astrologia, o uso das ervas, pedras, e lista uma série de feitiços e fórmulas mágicas.

Penczak fecha o trabalho com bons conselhos sobre como ter uma vida equilibrada, inclusive pagando as contas atrasadas.

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AS SETE LEIS DO SUCESSO – parte final – DEEPAK CHOPRA

A SÉTIMA LEI: A LEI DO “DHARMA” OU DA FINALIDADE DA VIDA

Todas as pessoas possuem uma finalidade na vida… uma dádiva singular ou um talento especial para oferecer aos outros. E quando pomos o nosso talento especial ao serviço dos outros, experimentamos o êxtase e a exultação do nosso espírito, que é a finalidade suprema da vida. Quando trabalhamos somos como flautas e, ao nosso coração o murmúrio das horas soa como música. E o que é trabalhar com amor? É tecer o pano com os fios do coração, como se estivéssemos a tecer a roupa do nosso bem-amado… Kahlil Gibran, O Profeta A sétima lei espiritual do sucesso consiste na Lei do Dharma. Dharma é um termo sânscrito que significa “finalidade na vida”. A Lei do Dharma diz-nos que nos manifestamos sob a forma física para cumprir uma finalidade. A divindade constitui a essência do campo da potencialidade pura e, o divino toma a forma humana para cumprir uma finalidade. Segundo esta lei, todos temos um talento específico e uma forma singular de o exprimirmos. Há qualquer coisa que conseguimos fazer melhor do que qualquer outra pessoa no mundo e, cada talento específico com a sua forma singular de se exprimir, também requer necessidades especiais. Quando essas necessidades se combinam com a expressão criativa do nosso talento, gera-se a centelha que dá prosperidade. Exprimir os seus talentos para realizar aquilo que é necessário cria riqueza e abundância ilimitadas. Se ensinássemos isto às crianças desde pequenas, veríamos o efeito que teria na vida delas. Na verdade, fiz a experiência com os meus filhos. Repeti-lhes muitas e muitas vezes que havia uma razão para cada um de nós se encontrar neste mundo e que eles teriam de descobrir a razão por que existiam. Eles começaram a ouvir isto a partir dos quatro anos. Também os ensinei a meditar mais ou menos a partir dessa idade e disse-lhes: “Nunca, mas nunca se preocupem em ganhar a vossa vida. Se não forem capazes de ganhar a vossa vida quando crescerem, eu hei de sustentar-vos, portanto não se preocupem com isso. Não quero que se esforcem por obter bons resultados na escola. Não quero que se esforcem por obter as melhores notas ou por ir para os melhores colégios. Aquilo que quero é que se interroguem acerca de como podem servir a Humanidade e quais serão os vossos talentos especiais. Porque cada um de vós possui um talento especial, que ninguém mais possui e cada um de vós tem uma maneira especial de exprimir esse talento, que também ninguém mais possui.” Eles acabaram por vir a frequentar as melhores escolas, obtiveram as melhores notas, e mesmo na universidade são estudantes especiais, porque já são economicamente independentes, pois a vida deles focaliza-se naquilo que devem dar para cumprir a razão da sua existência aqui. E esta é a Lei do Dharma.

A Lei do Dharma possui três componentes. O primeiro diz-nos que cada um de nós se encontra aqui para descobrir o seu verdadeiro Eu, para descobrir por si próprio que o seu verdadeiro Eu é espiritual, que na essência somos seres espirituais manifestando-se sob uma forma física. Não somos seres humanos que têm experiências espirituais ocasionais, ao contrário, somos seres espirituais que têm experiências humanas ocasionais. Cada um de nós encontra-se aqui para descobrir o seu eu superior, ou o seu eu espiritual. Esse constitui o primeiro requisito da Lei do dharma. Temos de descobrir por nós mesmos o deus ou a deusa em embrião, que existe dentro de nós e deseja revelar-se, para podermos exprimir a nossa divindade.

O segundo componente da Lei do dharma consiste em exprimirmos os nossos talentos especiais. A Lei do dharma diz-nos que todo o ser humano possui um talento especial. Todos possuímos um talento, cuja expressão é de tal modo singular, que não existe mais ninguém vivo no planeta que possua esse talento ou essa forma de o exprimir. Isto significa que há uma coisa específica que cada um de nós sabe fazer melhor do que qualquer outra pessoa no mundo. Quando está a fazer isso, perde a noção do tempo. Quando exprime esse talento especial que possui ou, em muitos casos, os diversos talentos especiais, a expressão desse talento é transportada para o conhecimento do eterno.

 O terceiro componente da Lei do dharma consiste na vontade de servir a Humanidade. Servir os outros seres humanos é perguntar “Como posso eu ajudar? Como posso ajudar aqueles que me rodeiam?” Pondo a capacidade de exprimir o seu talento especial ao serviço da Humanidade, estará a aplicar totalmente a Lei do dharma. E se juntar a isto a experiência da sua própria espiritualidade, o campo da potencialidade pura, é impossível que não tenha acesso à abundância ilimitada, porque esta constitui a verdadeira forma de alcançar a abundância. Esta abundância não é temporária; é permanente, devido ao seu talento especial, à sua forma de o exprimir, aos serviços que presta e à dedicação que mostra pelos outros seres humanos, atitude que adquiriu, perguntando: “Como posso eu ajudar?”, em vez de: “O que posso eu obter?” A questão “O que posso eu obter?” constituí o diálogo interior do ego. Perguntar “Como posso eu ajudar? “ constitui o diálogo interior da alma. A alma representa o domínio do conhecimento onde experimentamos a nossa universalidade. Através da simples substituição, no nosso diálogo interior, da pergunta “O que posso eu obter?” pela outra “Como posso eu ajudar?”, passamos logo do plano do nosso ego para o domínio da nossa alma. Embora a meditação constitua a forma mais útil de entrar no domínio da alma, a simples mudança do nosso diálogo interior para “Como posso eu ajudar?” também nos dá acesso a alma, esse domínio do conhecimento onde experimentamos a nossa universalidade. Se quiser aproveitar ao máximo a Lei do dharma, terá de se comprometer a seguir algumas regras. A primeira regra é: Vou tentar descobrir o meu eu superior, que se encontra para além do meu ego, através da prática espiritual.

A segunda regra é: Vou descobrir os meus talentos especiais e, depois de os descobrir, vou entrar em estado de felicidade, pois o processo de felicidade ocorre quando adquiro o conhecimento do eterno. Nesse momento, entro em estado de beatitude. A terceira regra é: Vou perguntar a mim mesmo quais as minhas melhores qualidades para servir a Humanidade. Vou responder a essa pergunta e depois pôr em prática a atitude. Vou utilizar os meus talentos especiais para servir as necessidades dos outros seres humanos, vou combinar essas necessidades com o meu desejo de ajudar e servir os outros. Sente-se e faça uma lista das respostas a estas duas perguntas: Pergunte a si mesmo se o dinheiro não fosse uma preocupação para si e se tivesse todo o tempo e dinheiro do mundo, o que faria? se pensa que continuaria a fazer aquilo que faz no momento, isso significa que se encontra em dharma, porque tem uma paixão por aquilo que faz – exprime os seus talentos especiais. Depois, pergunte a si mesmo: “Quais as minhas melhores qualidades para servir a Humanidade?” Responda à pergunta e ponha a atitude em prática. Descubra a sua divindade, encontre o seu talento especial, utilize-o para servir a Humanidade e gerará toda a riqueza que quiser. Quando as suas expressões criativas responderem às necessidades dos outros seres humanos, a riqueza fluirá espontaneamente do não-manifesto para o manifesto, do âmbito da alma para o âmbito da forma. Começará a experimentar a vida como uma miraculosa expressão da divindade, não ocasionalmente, mas sempre. E conhecerá a verdadeira felicidade e o verdadeiro significado do sucesso, o êxtase e a exultação da sua própria alma.

COMO APLICAR A LEI DO “DHARMA” OU DA FINALIDADE DA VIDA

Ponho em prática a Lei do dharma, seguindo estes passos:

1 Hoje vou dar toda a atenção e amor ao deus ou deusa em embrião que se oculta no mais fundo da minha alma. Darei toda a atenção à minha alma interior que dá vida ao meu corpo e ao meu espírito. Vou tentar despertar para a profunda serenidade que existe dentro do meu coração. A consciência da eternidade e do Ser eterno acompanhar-me-á sempre durante a minha experiência temporal.

2 Faço uma lista dos meus talentos especiais. Depois faço uma lista de todas as coisas de que gosto de fazer quando exprimo os meus talentos especiais. Exprimindo os meus talentos especiais e utilizando-os ao serviço da Humanidade, perco a noção do tempo e crio abundância na minha vida, assim como na vida dos outros.

3 Pergunto a mim mesmo todos os dias “Como posso eu servir?” e “Como posso eu ajudar?”. As respostas a estas questões vão permitir-me ajudar e servir os outros seres humanos com amor.

AS SETE LEIS PARA O SUCESSO – parte V

 A QUINTA LEI: A LEI DA INTENÇÃO E DO DESEJO (Deepak Chopra)

 

Todas as intenções e todos os desejos contêm a sua própria possibilidade de realização. No campo da potencialidade pura, a intenção e o desejo possuem um poder organizador infinito. E quando introduzimos uma intenção no solo fértil da potencialidade pura, pomos esse poder organizador infinito a trabalhar por nós.

 No princípio era o desejo; que constituía a primeira semente do espírito, os sábios, meditando do fundo do coração, descobriram com o seu conhecimento a ligação entre o existente e o não-existente. O Hino da Criação, Ríg Veda

 A quinta lei espiritual do sucesso consiste na Lei da Intenção e do Desejo. Esta lei baseia-se no fato de a energia e a informação existirem em toda a parte da natureza. Na verdade, ao nível do campo quântico, não há nada senão energia e informação. O campo quântico constitui apenas outra designação para o campo da consciência e da potencialidade puras. E o campo quântico é influenciado pela intenção e pelo desejo. Vejamos este processo em pormenor. Se reduzirmos aos seus componentes essenciais uma flor, o arco-íris, uma árvore, uma folha de relva, um corpo humano, veremos que são constituídos por energia e informação. Todo o universo, na sua natureza essencial, representa o movimento da energia e informação. A única diferença entre um ser humano e uma árvore é o conteúdo da informação e a energia dos respectivos corpos. No plano material tanto o ser humano como a árvore são constituídos pelos mesmos elementos reciclados: basicamente, carbono, hidrogénio, oxigênio, nitrogênio, e outros elementos em menores quantidades.

Poderia adquirir esses elementos numa loja de hardware por pouco dinheiro. Portanto, aquilo que faz a diferença entre o ser humano e a árvore não é o carbono, nem o hidrogénio, nem o oxigênio. Na verdade, o ser humano e a árvore realizam trocas constantes de oxigênio um com o outro. A verdadeira diferença entre os dois reside na energia e na informação. No sistema da natureza, nós somos uma espécie privilegiada. Possuímos um sistema nervoso capaz de reconhecer o conteúdo de energia e informação do campo localizado que dá origem ao nosso corpo físico, Possuímos a experiência subjetiva desse campo, sob a forma dos nossos próprios pensamentos, sentimentos, emoções, desejos, memórias, instintos, impulsos e Crenças. E também possuímos a experiência objetiva desse campo, através do corpo físico – e por meio do corpo físico, temos a experiência desse campo sob a forma do mundo, mas tudo constitui a mesma substância. Por isso os profetas antigos diziam “Eu sou isso, tu és isso e isso é tudo o que existe.”.

O nosso corpo não se encontra separado do corpo do universo, pois ao plano dos mecanismos quânticos não existem fronteiras bem definidas. Somos como linhas ondulantes, ondas, convulsões, redemoinhos, perturbações localizadas no imenso campo quântico. O imenso campo quântico, o universo, constitui uma extensão do nosso corpo. O sistema nervoso humano não só reconhece a informação e a energia do seu próprio campo quântico como também pode conscientemente modificar o conteúdo e a informação que origina o seu corpo físico, já que a consciência humana é infinitamente flexível, devido ao seu maravilhoso sistema nervoso. Podemos conscientemente mudar o conteúdo de informação e energia do nosso próprio corpo mecânico quântico e assim influenciar o conteúdo de energia e informação da extensão do nosso corpo – o nosso ambiente, o nosso mundo – e provocar nele a manifestação das coisas. Essa transformação consciente realiza-se através de duas qualidades inerentes à consciência: a atenção e a intenção.

A atenção transmite energia e a intenção transmite forma.

Damos força a todas as coisas da nossa vida às quais aplicamos a nossa atenção. As coisas às quais não aplicamos a nossa atenção enfraquecem, desintegram-se e desaparecem. A intenção, por sua vez, desencadeia a transformação da energia e da informação.

A intenção organiza a sua própria realização.

A qualidade da intenção aplicada ao objeto da atenção orquestra uma infinidade de ocorrências espaço-temporais que conduzem ao efeito pretendido, desde que sigamos as outras leis espirituais do sucesso. Isto acontece porque, no solo fértil da atenção, a intenção possui um poder organizador infinito. Este poder organizador infinito significa o poder de organizar uma infinidade de ocorrências espaço-temporais, todas ao mesmo tempo. Podemos ver a expressão deste poder organizador infinito em cada folha de relva, em cada flor de macieira, em cada célula do nosso corpo. Encontramo-lo em tudo o que está vivo. No sistema da natureza, todas as coisas se encontram ligadas umas às outras. A marmota sai de baixo da terra e sabemos que a Primavera está a chegar. Em certas épocas do ano, as aves começam a emigrar para locais determinados. A natureza constitui uma sinfonia. E essa sinfonia é orquestrada em silêncio no plano primordial da criação. o corpo humano constitui outro bom exemplo dessa sinfonia. Uma simples célula do corpo humano realiza cerca de seis triliões de coisas por segundo e tem de saber o que estão a fazer todas as outras células ao mesmo tempo. O corpo humano pode ao mesmo tempo tocar música, matar germes, fazer um bebé, recitar poesia e controlar o movimento das estrelas, pois o campo da correlação infinita faz parte do seu campo de informação. O sistema nervoso da espécie humana possui uma característica notável, um ser capaz de comandar o poder organizador infinito, através da intenção consciente. A intenção, na espécie humana, não se encontra fechada ou presa numa rede rígida de energia e informação. Possui uma flexibilidade infinita. Por outras palavras, se não violarmos as outras leis da natureza, através da intenção Poderemos literalmente comandar as leis da natureza, de forma a realizarmos os nossos sonhos e desejos. Podemos pôr o computador cósmico, com o seu infinito Poder organizador, a trabalhar para nós. Podemos, entrar no campo primordial da criação, introduzir nele uma intenção e só pelo fato de termos introduzido essa intenção estamos a ativar o campo da correlação infinita. A intenção constitui a base de suporte do fluxo fácil, espontâneo e corrente da potencialidade pura, procurando o manifesto para exprimir o não-manifesto. O nosso único cuidado deverá ser utilizar a intenção para o benefício da espécie humana. Isso acontecerá espontaneamente, se cumprirmos as Sete Leis Espirituais do Sucesso. A intenção constitui o verdadeiro poder por trás do desejo. A intenção, só por si, é muito poderosa, pois ela consiste no desejo, sem a preocupação do resultado. O desejo, só por si, é fraco, já que para a maioria das pessoas o desejo consiste na atenção ligada à preocupação.

 A intenção consiste no desejo, cumprindo estritamente todas as outras leis, mas em especial a Lei do Desprendimento, que constitui a Sexta Lei Espiritual do Sucesso.

A intenção combinada com o desprendimento conduz a um conhecimento do momento presente centrado na vida. E quando a ação se realiza no âmbito do conhecimento do momento presente, torna-se mais eficaz. A nossa intenção dirige-se ao futuro, mas a nossa atenção encontra-se no presente, a nossa intenção para o futuro virá a manifestar-se, porque é no presente que se cria o futuro. Devemos aceitar o presente tal como é. Aceitemos o presente e criemos intenções para o futuro. o futuro constitui algo que podemos sempre criar através da intenção desprendida, mas nunca devemos lutar contra o presente. O passado, o presente e o futuro representam propriedades da consciência. O passado constitui a recordação, a memória – o futuro representa antecipação; o presente representa conhecimento. Portanto, o tempo constitui o movimento do pensamento.

Tanto o passado como o futuro nascem na imaginação; apenas o presente, que representa conhecimento, se pode dizer real e eterno. Pode dizer-se que o presente é: A potencialidade da relação espaço-tempo, da matéria e da energia. Constitui um eterno campo de possibilidades da manifestação de forças abstratas, quer seja a luz, o calor, a eletricidade, O Magnetismo ou a gravidade. Essas forças não se situam no passado nem no futuro. Apenas são.

 

A nossa interpretação dessas forças abstratas dão-nos a experiência da forma e do fenómeno concreto. As interpretações rememorativas das forças abstratas geram a experiência do passado; as interpretações antecipadoras das mesmas forças abstratas criam o futuro. Elas constituem as qualidades da atenção na consciência. Quando essas qualidades se libertam do peso do passado, a ação no presente torna-se solo fértil para a criação do futuro. A intenção, baseada nesta liberdade despreocupada do presente, serve de catalisador para a mistura correta de matéria, energia e ocorrências espaço-temporais, de modo a criar tudo aquilo que desejar. Se possuir um conhecimento do presente centrado na vida, os obstáculos imaginários, que constituem mais de noventa por cento dos obstáculos conhecidos desintegram-se e desaparecem. Os restantes cinco a dez por cento dos obstáculos conhecidos podem transmutar-se em oportunidades com uma intenção dirigida. A intenção dirigida constitui a qualidade da atenção que se caracteriza pela firmeza inflexível do seu objetivo. A intenção dirigida significa que aplicamos a nossa atenção, no sentido de obter o resultado que desejamos, com uma firmeza de objetivos tão inflexível, que recusamos em absoluto qualquer obstáculo que possa consumir e dissipar a qualidade focalizada da nossa atenção. Na nossa consciência, dá-se uma exclusão total e completa de todos os obstáculos. Somos capazes de manter uma serenidade inabalável, ao mesmo tempo que nos entregamos ao nosso objetivo com uma paixão intensa. É este o poder simultâneo do conhecimento desprendido e da intenção focalizada e dirigida. Aprenda a aproveitar o poder da intenção e criar tudo o que desejar. Também pode obter resultados, através de um grande esforço e sofrimento mas isso tem custos, que podem ir desde o stress até ao ataque cardíaco, ou ao comprometimento das funções do seu sistema imunológico. É muito melhor cumprir as cinco regras seguintes da Lei da Intenção e do Desejo. Seguindo estas cinco regras para realizar os seus desejos, a intenção gerará o seu próprio poder:

1 Deslize pela abertura. Isto significa concentrar-se no espaço silencioso entre os pensamentos, entrar no silêncio – um nível do Ser que constitui o seu estado essencial.

2 Depois de estabelecido nesse estado do Ser, liberte as suas intenções e desejos. Na própria abertura, não há pensamentos nem intenções, mas quando sair da abertura, na junção entre a abertura e um pensamento, a intenção é introduzida. Se tiver diversos objetivos, escreva-os e focalize neles a sua intenção, antes de entrar na abertura. Se desejar uma carreira de sucesso, por exemplo, entre na abertura com essa intenção e a intenção já lá estará, como uma ténue luz de conhecimento. Ao libertar as suas intenções e desejos na abertura, está a plantá-las no solo fértil da potencialidade pura, espere que floresçam quando chegar a estação. Não deve escavar para ver se as sementes dos seus desejos estão a crescer, nem deve prender-se muito para ver como elas se vão desenvolver. A única coisa que deve fazer é libertá-las.

3 Mantenha-se no estado de autorreferência. Isto significa que deve manter-se no plano do conhecimento do seu verdadeiro Eu – a sua alma, a sua ligação ao campo da potencialidade pura. Também significa que não deve olhar para si próprio através dos olhos do mundo, Ou deixar-se influenciar pelas opiniões e críticas dos outros. Um bom meio para manter esse estado de autorreferência é guardar os seus desejos para si próprio; não os partilhe com mais ninguém, a menos que sejam pessoas que tenham exatamente os mesmos desejos que o leitor e estejam muito ligadas a si..

4 Renuncie à preocupação com os resultados. Isto significa que não se deve prender muito à expectativa de um resultado específico, mas sim viver com o conhecimento da incerteza. Significa que deve desfrutar todos os momentos da sua vida, mesmo desconhecendo os resultados.

5 Deixe os pormenores ao cuidado do universo. As suas intenções e os seus desejos, depois de libertos na abertura, possuem um poder organizador infinito. Confie no poder organizador infinito da intenção. Ele organiza-lhe todos os detalhes. Lembre-se de que a sua verdadeira natureza é pura alma. Mantenha sempre a consciência da sua alma, onde quer que vá, liberte com suavidade os seus desejos, e o universo cuidará por si dos pormenores. Não deixarei nenhum obstáculo consumir e dissipar a qualidade da minha atenção no momento presente. Aceitarei o presente tal como é, e deixarei que o futuro se revele através dos meus desejos e intenções mais profundos.

 

COMO APLICAR A LEI DA INTENÇÃO, E DOS DESEJOS mais queridos.

Ponho em prática a Lei da Intenção e do Desejo, seguindo estes passos:

1 Faço uma lista de todos os meus desejos. Trago sempre comigo esta lista, para onde quer que vá. Leio sempre esta lista antes de entrar em silêncio e meditação. Também a leio antes de ir dormir, à noite. Volto a lê-la ao acordar de manhã.

2 Entrego e submeto esta lista de desejos ao movimento da criação, confiando que quando as coisas não parecerem conformes aos meus desejos há uma razão para isso e que o plano cósmico possui para mim desígnios ainda mais grandiosos do que aquilo que eu alguma vez imaginei.

3 Lembro-me de que devo praticar o conhecimento do momento presente em todas as minhas ações.

 

AS SETE LEIS PARA O SUCESSO – parte IV

Quarta parte do livro AS SETE LEIS PARA O SUCESSO de Deepak Chopra.

A LEI DO MENOR ESFORÇO

 A inteligência da natureza funciona com um mínimo de esforço, com despreocupação, harmonia e amor. E quando aproveitamos as forças da harmonia, da alegria e do amor geramos sucesso e felicidade com um mínimo de esforço. Um ser integral conhece sem agir, vê sem olhar e realiza sem fazer.

Lao Tzu.

Lao Tzu

A quarta lei espiritual do sucesso é a Lei do Menor Esforço. Esta lei baseia-se no fato de a inteligência e a natureza funcionarem com um mínimo de esforço e total despreocupação. Este constitui o princípio da mais reduzida ação, da não resistência. Constitui, portanto, o princípio da harmonia e do amor. Quando aprendemos esta lição da natureza, realizamos os nossos desejos com facilidade. Se observarmos a natureza em ação, veremos como o esforço despendido é mínimo. A relva não se esforça Para crescer, cresce apenas. Os peixes não se esforçam para nadar, mas nadam. As flores não tentam florescer, apenas florescem. As aves não tentam voar, mas voam. É intrínseco à natureza. A terra não se esforça para girar em torno do seu eixo; faz parte da natureza. O estado de beatitude faz parte da natureza dos bebês. Brilhar faz parte da natureza do sol. Brilhar e cintilar faz parte da natureza das estrelas. Pertence à natureza humana fazer com que os sonhos se manifestem sob a forma física, com um mínimo de esforço. Na ciência védica, a ancestral filosofia da índia, que é conhecida como o princípio da economia de esforço, ou “faça menos e realize mais”. Acaba por Ir, dar a um estado em que não faz nada e realiza tudo. Isto significa que existe apenas uma tênue ideia e a manifestação dessa ideia surge sem esforço. Aquilo que vulgarmente se designa por “milagre”, na verdade constitui uma expressão da Lei do Menor Esforço.

Ganância

A inteligência da natureza funciona sem esforço, na fricção, com espontaneidade. É não-linear; é intuiticalística e estimulante. E quando uma pessoa se encontra em harmonia com a natureza, quando já, adquiriu conhecimento do seu verdadeiro Eu, pode aplicar a lei do Menor Esforço. Despendemos o menor esforço quando as ações são motivadas pelo amor, porque a natureza é estruturada pela energia do amor. Quando procuramos poder e controle em relação às outras pessoas, quando procuramos dinheiro ou poder, usamos a energia de que desfrutamos para satisfazer o ego, gastamos energias atrás de uma ilusão de felicidade, em vez de desfrutarmos da felicidade do momento. Quando procuramos dinheiro apenas para nosso lucro pessoal, interrompemos o nosso fluxo de energia e interferimos na expressão da inteligência da natureza. Mas quando as nossas ações são motivadas pelo amor, a nossa energia multiplica-se e acumula excesso de energia que possuímos e, que pode ser canalizada para criar aquilo que quisermos, incluindo riqueza ilimitada. Pense no seu corpo físico como um instrumento de controle de energia: ele pode gerar, armazenar e despender energia. Se souber como gerar, armazenar e desprender energia de modo eficiente, poderá criar toda a riqueza que quiser. A atenção dirigida para o ego consome uma grande parte da energia. Quando o nosso Ponto de referência interior é o ego, quando procuramos Poder e controle em relação às outras pessoas ou a aprovação dos outros, desperdiçamos as nossas energias. Quando essa energia se encontra liberta, pode ser canalizada e aplicada, de modo a criar tudo o que quisermos. Quando a alma constitui o nosso ponto de referência interior, quando nos tornamos imunes à crítica e deixamos de temer desafios, podemos aproveitar o poder do amor e utilizar a energia de forma criativa, no sentido da prosperidade e da evolução. Em The Art of Dreamíng, Don Juan diz a Carlos Castaneda: “… gastamos a maior parte da nossa energia para preservarmos a nossa importância. Se fôssemos capazes de perder alguma dessa importância, duas coisas extraordinárias aconteceriam. Primeiro, libertaríamos a nossa energia do esforço para mantermos a ideia ilusória da nossa grandeza; segundo, ganharíamos energia suficiente para captar um relance da verdadeira grandeza do universo.”

Aceitação

 A Lei do Menor Esforço possui três componentes, três coisas que pode fazer para pôr em prática este princípio de “faça menos e realize mais”. O primeiro componente é a capacidade de aceitação. A capacidade de aceitação requer apenas que estabeleça a seguinte regra: “Hoje vou aceitar as pessoas, as situações, as circunstâncias e os acontecimentos tal como eles ocorrerem.” isto significa que sabemos que aquele momento foi aquilo que devia ser, e como deveria ser. Esse momento pelo qual está a passar agora constitui o culminar de todos os momentos que viveu no passado. Esse momento é como é, porque todo o universo é como é. Quando luta contra esse momento, está de fato a lutar contra todo o universo. Em vez disso, pode tomar a decisão de hoje não lutar contra todo o universo, lutando contra esse momento.

Isso significa que a sua aceitação desse momento é total e completa.

Aceita as coisas como elas são, não como gostaria que fossem. É importante perceber isto. Pode desejar que no futuro as coisas sejam diferentes, mas nesse momento tem de aceitar as coisas como elas são. Quando se sentir frustrado ou aborrecido por uma pessoa ou situação, lembre-se de que não está a reagir a essa pessoa ou a essa situação, mas aos seus sentimentos acerca da pessoa ou da situação. Esses são os seus sentimentos e os seus sentimentos não são da responsabilidade dos outros. Quando reconhecer e compreender isto na totalidade, encontra-se preparado para aceitar a responsabilidade por aquilo que sente e para modificar os seus sentimentos. E se conseguir aceitar as coisas como são, encontra-se preparado para se responsabilizar pela sua situação e por todas as ocorrências que lhe parecem problemas.

"A culpa é sua!" Isso conduz-nos ao segundo componente da Lei do Menor Esforço: responsabilidade. O que significa responsabilidade? A responsabilidade significa não culpar ninguém, nem a si próprio, pela sua situação. Depois de ter aceitar determinada circunstância, ocorrência, ou problema, a responsabilidade significa a capacidade de ter uma resposta criativa à situação tal como ela se apresenta no momento. Se conseguir isto, todas as famosas situações problemáticas poderão tornar-se uma oportunidade para a criação de coisas novas e boas, e todas as pessoas atormentadoras e tiranas lhe servirão para aprender mais a realidade e constituir uma interpretação. E se escolher interpretar a realidade desta forma, aproveitará muitos ensinamentos e terá muitas oportunidades de evoluir. Sempre que tiver de enfrentar alguém tirano ou atormentador, um professor, um amigo, ou um adversário (todos significam a mesma coisa) lembre-se disto: “Este momento é aquilo que deveria ser.” Sejam quais forem as relações que tenha trazido para a sua vida, serão sempre aquelas de que necessita no momento que passa. Há Um significado oculto por trás de tudo o que acontece, e esse significado oculto serve a nossa evolução.

Distanciamento

O terceiro componente da Lei do Menor Esforço é o distanciamento, o que significa que o seu conhecimento se deve estruturar através do distanciamento e que deverá renunciar à necessidade de convencer ou persuadir os outros dos seus pontos de vista. Se observar as pessoas à sua volta, verá que elas passam noventa e nove por cento do tempo a defender os seus pontos de vista. Se renunciar à necessidade de defender os seus pontos de vista, por meio dessa renúncia ganhará acesso a imensas quantidades de energia que antes tinham sido desperdiçadas. Quando se torna defensivo, culpa os outros e não aceita render-se ao momento presente, a sua vida encontra resistência. Sempre que encontrar resistência, o melhor é reconhecer que se forçar a situação, apenas aumentará a resistência. Não deve manter-se rígido como os altos carvalhos que a tempestade quebra e derruba. Em vez disso, deve ser flexível como o junco que dobra durante a tempestade, mas sobrevive. Desista de todo de defender os seus pontos de vista. Se não tiver nenhum ponto de vista para defender, não dar ocasião a que surjam argumentos. Se praticar isto com consistência, se deixar de lutar e resistir, experimentará a plenitude do presente, que constitui uma dádiva.

 Alguém disse um dia: “O passado é história, o futuro, um mistério, este momento é uma dádiva.” Por isso este momento se chama presente. Se aproveitar o presente e formar com ele uma unidade, fundindo-se nele, sentirá um fogo, um brilho, uma centelha de êxtase vibrando em todos os seres vivos sensitivos. Quando começamos a sentir esta exultação da alma em todos os seres vivos, quando nos começamos a familiarizar com essa sensação, a alegria nasce dentro de nós, liberta-nos das terríveis amarras e obstáculos criados pelas pessoas defensivas, ressentidas e angustiadas. Só então sentiremos alegria, despreocupação, prazer e liberdade. Dotado desta liberdade simples e cheia de alegria, o seu coração sabe sem dúvida que você terá as coisas que deseja quando quiser, porque os seus desejos provêm do plano da felicidade, não do plano da ansiedade e do medo.

Não precisa de se justificar; reserve apenas a sua intenção para si próprio e conhecerá a realização, o deleite, a alegria, a liberdade e a autonomia em todos os momentos da sua vida. comprometa-se a seguir o caminho da não-resistência. Este constitui o caminho através do qual a inteligência da natureza se desdobra espontaneamente, sem fricção e sem esforço. Quando conseguir a delicada combinação aceitação, responsabilidade e distanciamento, sentirá o fluir da vida, sem nenhum esforço. Se nos mantivermos abertos a todos os pontos de vista, se não nos prendermos com rigidez a um único, os nossos sonhos e desejos fluem com os desejos da natureza. Então podemos libertar as nossas intenções, com distanciamento, e esperar pela altura própria para os nossos desejos se tornarem realidade. Podemos ter a certeza de que quando chegar a altura própria, eles se manifestarão. Esta é a Lei do Menor Esforço.

COMO APLICAR A LEI DO MENOR ESFORÇO

 Ponho em prática a Lei do Menor Esforço, seguindo estes passos:

 1 Terei de praticar a Aceitação. Hoje aceito pessoas, situações, circunstâncias e acontecimentos, tal como eles ocorrerem. Reconhecerei que este momento é aquilo que deveria ser, porque todo o universo é como deveria ser. Não lutarei contra todo o universo, lutando contra o momento presente. A minha aceitação é total e completa. Aceito as coisas como elas são no momento, não como eu gostaria que fossem.

 2 Depois de ter aceite as coisas como elas são, aceitarei a Responsabilidade pela minha situação e por todas as ocorrências que me aparecem. Sei que aceitar a responsabilidade significa não culpar ninguém, nem nada, pela minha situação (incluindo eu próprio). Também sei que em cada problema se encontra oculta uma oportunidade e o fato de me manter atento às oportunidades permite-me aceitar o momento que passa e torná-lo melhor.

 3 Hoje o meu conhecimento refere-se ao Distanciamento. Renuncio à necessidade de defender os meus pontos de vista. Não sentirei necessidade de convencer nem de persuadir os outros a aceitarem os meus pontos de vista. Permanecerei aberto a todos os pontos de vista e não me prenderei com rigidez a nenhum deles.

AS SETE LEIS PARA O SUCESSO – parte III

Terceira parte de “AS SETE LEIS PARA O SUCESSO” de Deepak Chopra, médico, escritor e professor indiano.

A LEI DO “KARMA” OU DA CAUSA-EFEITO

Toda a ação gera uma força de energia que nos é devolvida na mesma espécie… aquilo que semeamos é aquilo que colhemos. E quando escolhemos ações que trazem aos outros felicidade e sucesso, o fruto do nosso karma será de felicidade e sucesso. O karma constitui a eterna afirmação da liberdade humana… os nossos pensamentos, as nossas palavras e obras formam as malhas da rede com que nos envolvemos.

Swami Vivekananda.

A terceira lei espiritual do sucesso é a Lei do Karma. A palavra “Karma” significa a ação e a sua consequência; constitui ao mesmo tempo causa e efeito, porque toda a ação gera uma força de energia que nos é devolvida na mesma espécie. Não há nada de novo na Lei do Karma. Todos já ouvimos a expressão “Colherás aquilo que semeares”. Como é óbvio, se queremos criar felicidade nas nossas vidas, temos de aprender a semear as sementes da felicidade. Portanto, o karma implica a ação da escolha consciente. Nós somos acima de tudo sujeitos dotados da possibilidade infinita de escolher. Em todos os momentos da nossa existência, encontramo-nos naquele campo de todas as possibilidades que nos dá acesso a uma infinidade de escolhas. Algumas dessas escolhas são feitas conscientemente, outras fazem-se inconscientemente. Mas a melhor forma de compreender e aproveitar ao máximo a aplicação da Lei do Karma é adquirir o conhecimento consciente das escolhas que se fazem em cada momento. Quer isto lhe agrade ou não, todas as coisas que lhe acontecem no momento presente resultam das escolhas que fez no passado.

Infelizmente, muitos de nós fazem escolhas das quais não temos consciência, por isso não as vemos como escolhas. No entanto, se eu o insultasse, o mais provável seria você fazer a escolha de ficar ofendido. Se eu lhe fizesse um cumprimento, o mais provável seria você sentir-se satisfeito ou lisonjeado. Mas pense bem nisto: Não deixa de ser uma escolha. Eu poderia ofendê-lo e insultá-lo e você poderia escolher não ficar ofendido. Eu poderia fazer-lhe o cumprimento e você também poderia escolher não se lisonjear por isso. Por outras palavras, a maioria de nós apesar de sermos sujeitos dotados de uma infinita possibilidade de escolha tornamo-nos feixes de reflexos condicionados nos quais as pessoas e as circunstâncias desencadeiam efeitos de comportamento previsíveis. Esses reflexos condicionados funcionam como os reflexos de Pavlov. Pavlov ficou conhecido por ter demonstrado que, se dermos a um cão qualquer coisa de comer sempre que tocarmos uma campainha, em breve o cão começará a salivar só de ouvir o som da campainha, porque faz a associação de um estímulo com o outro. A maioria de nós, como resultado do condicionamento, responde de formas repetitivas e previsíveis aos estímulos do ambiente. As nossas reações parecem ser automaticamente desencadeadas pelas pessoas e pelas circunstâncias e esquecemo-nos de que elas não deixam de ser escolhas que estamos sempre a fazer em cada momento da nossa existência. Apenas fazemos essas escolhas inconscientemente. Se olhar para trás por um instante e reparar nas escolhas que faz no momento em que as faz, só pelo simples acto de testemunhar as suas escolhas transporta todo o processo do âmbito do inconsciente para o âmbito do consciente. Este processo de escolha consciente e observada transmite-nos um grande poder.

Sempre que fizer uma escolha, qualquer escolha pergunte duas coisas a si mesmo: em primeiro lugar, “Quais são as consequências desta escolha que faço?” O seu coração logo lhe dará a resposta; em segundo lugar, “Esta escolha que estou a fazer trará alegria, a mim e aos que me rodeiam?” Se a resposta for sim, mantenha a escolha. Se a resposta for não, se a escolha trouxer angústia, a si ou aos que o rodeiam, diga não a essa escolha. É muito simples. Só há uma escolha, entre toda a infinidade de escolhas que pode fazer em cada segundo, que trará ao mesmo tempo felicidade para si e para os que o rodeiam. E quando fizer essa escolha, resultará uma forma de comportamento que designaremos por ação correta espontânea. A ação correta espontânea consiste na ação correta praticada no momento certo. Constitui a resposta certa para todas as situações à medida que elas ocorrem. É a ação que lhe dá suporte, a si e a todos os que estiverem sob a influência dela. O universo possui um mecanismo muito interessante para nos ajudar a fazer espontaneamente as escolhas corretas. Esse mecanismo encontra-se ligado às sensações do corpo. O nosso corpo sofre dois tipos de sensações: sensação de conforto e sensação de desconforto. 

Sempre que fizer uma escolha consciente. Consulte o seu corpo e pergunte-lhe: “Se é isto, o que é que vai acontecer?” Se o seu corpo der uma mensagem de conforto, encontra-se perante a escolha correta. Se o seu corpo emitir uma mensagem de desconforto, encontra-se perante a escolha errada. Para algumas pessoas, a mensagem de conforto e desconforto situa-se na área do plexo solar, mas para a maioria das pessoas situa-se na área do coração. Em consciência, volte a sua atenção para o coração e pergunte-lhe o que deve fazer. Depois espere pela resposta, uma resposta física sob a forma de sensação. Pode ser o mais leve grau do sentir – mas está lá, no seu corpo. Apenas o coração sabe a resposta correta. A maioria das pessoas pensa que o coração é piegas e sentimental. Mas não é. O coração é intuitivo, holístico, contextual e relacional. Não possui uma orientação de ganho-perda. Bate no computador cósmico – o campo da potencialidade pura, da sabedoria pura e do poder organizador infinito – e toma tudo em conta. Por vezes pode não parecer racional, mas o coração possui uma capacidade de computador que mostra muito mais exatidão e precisão do que tudo o que se pode encontrar dentro dos limites do pensamento racional.

Pode utilizar a Lei do Karma para produzir dinheiro e Prosperidade, e para que todas as coisas boas fluam para si sempre que quiser. Mas primeiro tem de estar bem consciente de que o seu futuro é gerado pelas escolhas que fizer em cada momento da sua vida. Se fizer isto com regularidade, aproveitará ao máximo a Lei do Karma. Quanto mais trouxer as suas escolhas para o plano do conhecimento consciente, mais escolhas retas espontâneas fará – tanto para si como para aqueles que o rodeiam.

 O que podemos fazer acerca do karma do passado e como o influenciar a ele agora? Há três coisas que pode fazer acerca do karma do passado.

Uma é pagar as suas dívidas de karma. A maioria das pessoas escolhe fazer isso inconscientemente, claro. Também pode fazer essa escolha. Muitas vezes, o pagamento dessas dívidas implica muito sofrimento, mas a Lei do Karma afirma que nenhuma dívida no universo fica por pagar. O sistema contabilístico do universo é perfeito e todas as coisas constituem uma constante troca de energia “para lá e para cá”.

A segunda coisa que pode fazer é transformar o seu karma numa experiência melhor. Este constitui um Processo muito interessante, através do qual se interroga a si mesmo, enquanto paga a sua dívida de karma: “Posso eu aprender com esta experiência? Porque está isto a acontecer-me? Que mensagem quer o universo transmitir-me? Como posso tornar esta experiência útil para os outros seres humanos?” Fazendo isto, procura a semente da oportunidade e depois liga-a ao seu dhanna, a sua finalidade na vida, de que falaremos na Sétima Lei Espiritual do Sucesso. Isto permite-lhe transmutar o karma para uma forma de expressão diferente. Por exemplo, se machucar uma perna quando estiver a praticar um esporte, pode perguntar a si próprio: “O que posso aprender com esta experiência? Que mensagem quer o universo dar-me?” Talvez a mensagem seja que você precisa abrandar, e ser mais cuidadoso Ou atento ao seu corpo, para a próxima vez. E se o seu kharma for ensinar aos outros aquilo que aprendeu, perguntando “Como posso eu tornar esta experiência útil para mim e para os outros seres humanos?”, talvez decida partilhar aquilo que aprendeu, escrevendo um livro sobre como praticar esportes com segurança. Ou Pode conceber uns sapatos especiais ou um apoio especial para a perna, de modo a prevenir o tipo de acidente que lhe ocorreu. Assim, ao mesmo tempo que paga a sua dívida de karma, também converte a adversidade num bem que lhe pode trazer riqueza e realização. Esta é a forma de transmutar o seu karma numa experiência positiva. Na verdade, não se libertou dele, mas conseguiu pegar num dos seus aspectos e transformá-lo num karma novo e positivo.

A terceira forma de lidar com o karma é transcendê-lo. Transcender o karma é tornar-se independente dele. A forma de transcender o karma consiste na experiência da abertura, do Eu, da Alma. É como lavar uma peça de roupa suja numa corrente de água. Cada vez que a lava, limpa-a de algumas nódoas. Se continuar a lavá-la repetidas vezes, de cada vez vai ficando um pouco mais limpa. Consegue lavar ou transcender as sementes do seu karma entrando na abertura e voltando a sair. Claro que isto se faz através da prática da meditação. Todas as ações consistem em aspectos do karma. Tomar uma xícara de café consiste num aspecto do karma. Essa ação gera memória e a memória possui a capacidade ou a potencialidade para gerar desejo. E O desejo gera de novo ação. O software operacional da nossa alma é constituído por karma, memória e desejo A nossa alma consiste num feixe de consciência que possui as sementes do karma, da memória e do desejo. Ganhando consciência destas sementes de manifestação, torna-se gerador de realidade consciente. Se um sujeito consciente das escolhas que faz, começa a gerar ações que são evolucionárias para si e para aqueles que o rodeiam. Isso é tudo o que precisa de fazer. Se o karma for evolucionário – tanto para o Eu como para todos os que são afectados pelo Eu, o fruto do karma será de felicidade e sucesso.

COMO APLICAR A LEI DO KARMA

Ponho em prática a Lei do Karma, seguindo os passos:

1 Hoje vou observar cada escolha que fizer. E através da simples observação dessas escolhas, trago-as para o campo do meu conhecimento consciente. Reconhecerei que a melhor forma de me preparar para todos os momentos do futuro consiste em ser plenamente consciente no presente.

2 Sempre que fizer uma escolha, farei duas perguntas a mim próprio: “Que consequências advirão desta escolha que estou a fazer?” e “Esta escolha me trará realização e felicidade, a mim e aos que por ela serão afetados?

3 Depois pedirei conselho ao meu coração e me deixarei conduzir pela sua mensagem de conforto. Se a escolha significar conforto, adiro totalmente a ela. Se a escolha implicar desconforto, paro e observo as consequências da minha ação, por meio da minha visão interior. Este conselho dá-me a possibilidade de fazer escolhas espontâneas e corretas para mim e para todos aqueles que me rodeiam.

AS SETE LEIS PARA O SUCESSO – Parte II

A LEI DA DÁDIVA

 O universo opera através da troca dinâmica… dar e receber constituem diferentes aspectos do fluxo de energia do universo e se estivermos dispostos a dar aquilo que procuramos, a abundância do universo circulará nas nossas vidas.

A vida renovada volta sempre a esse frágil vaso tantas e tantas vezes esvaziado. Nessa pequena flauta de cana que te acompanhou por montanhas e vales tocaste sempre novas melodias. As tuas dádivas infinitas chegam às minhas minúsculas mãos. O tempo passa e tu continuas a fluir e há sempre espaço para receber as tuas dádivas.

 Rabindranath Tagore, Gitanjali

 

 A LEI DA DÁDIVA

A segunda lei espiritual do sucesso é a Lei da Dádiva. A Esta – lei também se podia chamar A Lei de Dar e Receber, pois o universo opera através da troca dinâmica. Nada é estático. O nosso corpo mantém-se em troca Constante e dinâmica com o corpo do universo; o nosso espírito mantém uma interação dinâmica com o espírito do cosmos; a nossa energia constitui uma expressão da energia cósmica. O fluxo da vida constitui apenas a interação harmoniosa de todos os elementos e forças que estruturam o Campo da existência. Essa interação harmoniosa de elementos e forças da vida funciona como a Lei da Dádiva. COMO o nosso corpo, o nosso espírito e o universo vivem da troca constante e dinâmica, fazer parar a circulação da energia é como parar o fluxo do sangue. Quando o sangue deixa de fluir, começa a formar grumos, a coagular, a estagnar. Por isso se deve dar e receber, para que a riqueza e a prosperidade – ou tudo aquilo que quiser continuem a circular nas nossas vidas. A prosperidade provém da afluência, palavra cuja raiz “affluere”, significa “fluir para”. O termo “afluência” significa “fluir com abundância. O dinheiro constitui de fato um símbolo da energia vital que trocamos e da energia vital que utilizamos como resultado dos serviços que prestamos ao universo. O termo inglês “currency”, aplicado ao dinheiro em circulação revela bem a natureza fluente da energia. A palavra “currency” vem da palavra latina “currere”, que significa “Correr” ou fluir. Portanto, se pararmos a circulação do dinheiro, se a nossa única intenção for guardar e acumular dinheiro, também faremos com que ele deixe de voltar a circular nas nossas vidas, já que o dinheiro constitui energia vital.

Para que essa energia continue a chegar até nós, temos de a manter em circulação. Como um rio, o dinheiro deve fluir, senão começa a estagnar, a parar, a sufocar e estrangular a sua própria força vital. A circulação mantém-o vivo. Todas as relações implicam dar e receber. O dar engendra o receber e o receber engendra o dar. Aquilo que sobe também desce; aquilo que vai também volta. Na realidade, receber representa a mesma coisa que dar, pois dar e receber constituem diferentes aspectos do fluxo de energia do universo. E se pararmos qualquer destes fluxos, estamos a interferir com a inteligência da natureza.

 Em cada semente encontra-se a promessa de milhares de florestas. Mas a semente não deve ser guardada; deve fazer oferta da sua inteligência ao solo fértil. Através da dádiva, a sua energia oculta flui para a manifestação material. Quanto mais der, mais receberá, porque assim a abundância do universo continuará a circular na sua vida. Na verdade, tudo o que na vida tem valor multiplica-se quando se dá. Aquilo que não se multiplica através da dádiva não merece ser dado nem recebido.

Se, no ato de dar, sentir que perdeu alguma coisa, a dádiva não foi feita com sinceridade e nada se multiplicará. Se der de má vontade, não haverá nenhuma energia nessa dádiva. A intenção que se encontra por de trás do ato de dar e receber é o mais importante. A intenção deve ser sempre para gerar alegria para quem dá e para quem recebe, para que a felicidade constitua o apoio e o suporte da vida E portanto gera o progresso. O retorno é diretamente proporcional à dádiva, se esta for incondicional e feita com amor. Por isso o ato de dar tem de ser feito com alegria. É preciso que o seu estado de espírito seja de alegria no próprio ato de dar. Assim a energia que se encontra por de trás da dádiva multiplica-se muitas vezes. Na verdade, a prática da Lei da Dádiva é muito simples: se quer alegria, dê alegria aos outros; se quer amor, aprenda a dar amor; se quer atenção e apreço, aprenda a dar atenção e apreço; se quer prosperidade material, ajude os outros a tornarem-se prósperos no aspecto material. O modo mais fácil para obter aquilo que queremos é de facto ajudar os outros a obterem aquilo que querem.

Este princípio aplica-se da mesma forma a indivíduos, corporações, sociedades e nações. Se quiser que a vida o abençoe com todas as coisas boas, aprenda a abençoar os outros, em silêncio, com todas as coisas boas da vida. Até a ideia de dar, a ideia de abençoar, ou uma simples oração têm o poder de afetar os outros. Isto acontece porque o nosso corpo, reduzido ao seu estado essencial constitui um feixe localizado de energia e informação implica energia, que se manifestam sob a forma de pensamento. Portanto, somos feixes de pensamento num universo pensante. E o pensamento possui o poder de transformar. A vida consiste na eterna dança da consciência, que se exprime pela troca dinâmica de impulsos de inteligência entre o microcosmo e o macrocosmo, entre o corpo humano e o corpo universal, entre o espírito humano e o espírito cósmico. Quando aprendemos a dar aquilo que desejamos para nós, ativamos e coreografamos a dança, através do movimento delicado, enérgico e vital, que constitui a eterna vibração da vida. O melhor meio para pôr em prática a Lei da Dádiva é dar início a todo o processo de circulação, que consiste em tornar a decisão de dar qualquer coisa a cada pessoa com quem contatamos. Não tem de ser sob a forma de coisas materiais; pode ser uma flor, um cumprimento, uma oração, Na verdade, as mais poderosas formas de dar não são Materiais. O carinho, a atenção, o afeto, o apreço e o amor constituem algumas das mais preciosas dádivas que se podem oferecer e não custam nada. Quando encontrar alguém pode, em silêncio, fazer recair uma bênção sobre essa pessoa, desejando-lhe felicidade, alegria e prazer. Este tipo de dádiva silenciosa revela-se muito poderoso. Uma das coisas que me ensinaram em criança, e que eu depois também ensinei aos meus filhos, foi o nunca ir a casa de ninguém sem levar qualquer coisa. Nunca visitar ninguém sem levar uma oferta. Pode perguntar: “Como posso dar alguma coisa aos outros em certas alturas, se não tenho o suficiente para mim?” Pode, leve uma flor. Pode levar um bilhete ou um postal que diga qualquer coisa acerca dos seus sentimentos pela pessoa que está a visitar. Pode fazer um cumprimento ou uma oração. Tome a decisão de dar, para onde quer que vá, ou quem quer que vá visitar. Na medida em que der, também receberá. Quanto mais der, maior será a sua fiança nos efeitos miraculosos desta lei. E quanto mais receber, mais aumentará a sua capacidade para dar. A nossa verdadeira natureza consiste na prosperidade e na abundância; somos naturalmente prósperos, porque a natureza provê todas as necessidades e desejos. Não nos falta nada, porque a nossa natureza se baseia na potencialidade pura e nas possibilidades infinitas. Portanto, aceitemos a prosperidade como inerente à nossa natureza, independentemente de termos pouco ou muito dinheiro, pois o campo da potencialidade pura constitui a fonte de toda a riqueza. É a consciência que sabe como realizar todas as necessidades, incluindo alegria, amor, prazer, paz, harmonia e sabedoria. Se procurar primeiro estas coisas, não só para si, mas também para os outros, tudo o resto lhe chegará espontaneamente.

COMO APLICAR A LEI DA DÁDIVA

Ponho em prática a Lei da Dádiva, seguindo os passos:

 1 onde quer que vá, ou seja quem for que vá encontrar, levo comigo uma oferta. A oferta pode ser Um cumprimento, uma flor ou uma oração. Hoje vou oferecer qualquer coisa a todos aqueles com quem contatar e, assim darei início ao processo de fazer circular alegria, riqueza e prosperidade na minha vida e nas vidas dos outros.

 2 Hoje receberei com gratidão todas as dádivas que a vida me ofertar. Receberei as dádivas da natureza: a luz do Sol, o canto das aves, as chuvas de Outono, as primeiras neves do Inverno. Também espero receber dos outros dádivas, sejam elas sob a forma de dinheiro, um cumprimento ou uma oração.

 3 Comprometo-me a manter a riqueza a circular na minha vida, dando e recebendo as mais preciosas dádivas da vida: dádivas de carinho, afeto, apreço e amor. Sempre que encontrar alguém, desejar-lhe-ei, em silêncio, felicidade, alegria e prazer.

AS SETE LEIS PARA O SUCESSO – parte I

A partir desta postagem, inicio a reprodução de trechos selecionados de “AS SETE LEIS PARA O SUCESSO” de Deepak Chopra, médico, escritor e professor indiano.


A LEI DA POTENCIALIDADE PURA

A primeira lei espiritual do sucesso é a Lei da Potencialidade Pura. Esta lei baseia-se no fato de sermos, no nosso estado essencial, consciência pura. A consciência pura constitui a nossa essência espiritual. A sabedoria pura, o silêncio infinito, o equilíbrio perfeito, a invencibilidade, a simplicidade e a beatitude constituem outros atributos da consciência pura. Quando descobre a sua natureza essencial e sabe quem de fato é, nesse conhecimento de si próprio encontra a capacidade para realizar todos os sonhos, porque nós somos a possibilidade eterna, o potencial imensurável de tudo o que foi, é e será. A Lei da Potencialidade Pura também se podia chamar a Lei da Unidade, porque subjacente à infinita diversidade da vida se encontra a unidade de uma alma total e universal. Não há separação entre nós e este campo de energia. O campo da potencialidade pura é o nosso próprio Eu. E quanto mais possuirmos a experiência da nossa verdadeira natureza, mais próximo nos encontramos do campo da potencialidade pura.

A experiência do Eu, ou “autorreferência”, significa que o nosso ponto de referência interior é constituído pela nossa própria alma e não pelos objetos da nossa experiência. O oposto da autorreferência constitui a referência ao objeto. No plano da referência ao objeto, estamos sempre a procurar a aprovação dos outros. O nosso pensamento e o nosso comportamento são sempre em função de uma resposta. Por isso se baseiam no medo. No plano da referência ao objeto, também sentimos uma necessidade intensa de controlar as coisas. Sentimos uma necessidade intensa de poder externo. A necessidade de aprovação, a necessidade de controlar as coisas e a necessidade de poder externo baseiam-se no medo. Esta espécie de poder não representa o poder da potencialidade pura, nem o poder do Eu, nem um poder real. Quando experimentamos o poder do Eu, o medo desaparece, deixamos de ter uma necessidade de controle compulsiva e deixamos de lutar pela aprovação e pelo poder externo. No plano da referência ao objeto, o nosso ponto de referência interior é o nosso ego. Mas o ego não constitui aquilo que de fato somos. O ego representa a nossa autoimagem; é a nossa máscara social; constitui o papel que desempenhamos. A nossa máscara social precisa de aprovação para se engrandecer. Procura dominar e mantém-se através do poder que exerce, porque vive no medo. O nosso verdadeiro Eu, que é a nossa alma, encontra-se totalmente liberto destas coisas. É imune à crítica, não teme os desafios, e não se sente inferior a ninguém. E, no entanto, também é humilde e não se sente superior a ninguém, pois reconhece que todos os outros constituem o mesmo Eu, a mesma alma, sob diferentes formas. Esta constitui a diferença essencial entre a referência ao objeto e a autorreferência. No plano da autorreferência possuímos a experiência do nosso verdadeiro eu, que não teme nenhum desafio, respeita todas e não se sente inferior a ninguém. O auto poder constitui, portanto, o verdadeiro poder. Mas o poder baseado na referência ao objeto representa um poder falso. Sendo um poder baseado no ego, apenas dura enquanto o objeto de referência se encontra presente. Se uma pessoa tiver determinado título – se for presidente de um país ou presidente de uma corporação – ou se tiver muito dinheiro, o poder de que desfruta desaparece no momento em que perde o título, o trabalho, o dinheiro. O poder baseado no ego só dura enquanto durarem essas coisas. Logo que o título, o trabalho, o dinheiro desaparecerem, também o poder desaparece. o autopoder, pelo contrário, é permanente, porque se baseia no conhecimento do Eu. E o autopoder apresenta algumas características importantes. Atrai as pessoas para nós e também atrai até nós as coisas que desejamos.

Magnetiza as pessoas, as situações, e as circunstâncias, de modo a apoiarem os nossos desejos. Também se chama a isto apoio das leis da natureza. É o apoio da divindade; um apoio que provém do fato de nos encontrarmos em estado de graça. Este poder faz com que sintamos alegria em nos sentirmos ligados às outras pessoas e elas também sintam alegria em se encontrarem ligadas a nós. Passamos a ter um poder de atração, uma atração que se baseia no verdadeiro amor. Como podemos aplicar a Lei da Potencialidade Pura, ao campo de todas as possibilidades, às nossas vidas? Se quiser desfrutar dos benefícios do campo da potencialidade pura, se quiser aproveitar ao máximo a criatividade inerente à consciência pura, tem de ter acesso a ela. Uma das formas de ter acesso a este campo é através da prática diária do silêncio, meditação e não-julgamento. Passar tempo no meio da natureza também constitui uma forma de acesso às qualidades inerentes a este campo: criatividade infinita, liberdade e beatitude. A prática do silêncio significa que a pessoa se compromete a reservar algum tempo para Ser apenas. A experiência do silêncio significa que a pessoa se retira periodicamente da atividade da palavra. Nesses períodos, a pessoa também se retira de atividades como ver televisão, ouvir rádio, ou ler um livro. Se nunca tomarmos a oportunidade de experimentar o silêncio, o nosso diálogo interior será sempre turbulento.

A serenidade constitui o primeiro requisito para podermos manifestar os nossos desejos, porque é na serenidade que reside a nossa ligação ao campo da Potencialidade pura, onde uma infinidade de pormenores se organiza para nós. Imagine que atira uma pedra pequena para as águas paradas de uma lagoa e fica a ver as ondas que provocou na água. Depois de algum tempo, quando as ondas se acalmam, talvez atire outra pedra pequena. É exatamente aquilo que faz quando entra no campo do silêncio puro e introduz a sua intenção. Nesse silêncio, até a mais leve intenção produz ondas no princípio subjacente da consciência universal, que estabelece as ligações de todas as coisas umas com as outras.

Mas se não passar pela serenidade da consciência, se o seu espírito for como um oceano turbulento, pode atirar lá para dentro o Empire State Building, que nada acontecerá. Na Bíblia, encontramos a expressão “Adquire serenidade e reconhece-me como Deus”. Isto só se pode realizar através da meditação. Outra forma de chegar ao campo da potencialidade pura é através da prática do não-julgamento. O julgamento representa a constante avaliação das coisas como certas ou erradas, boas ou más. Quando se está sempre a avaliar, a classificar, a rotular, a analisar, cria-se uma imensa turbulência no nosso diálogo interior. Essa turbulência dificulta o fluxo de energia entre nós e o campo da potencialidade pura. Fechamos assim a “abertura” entre os pensamentos. A abertura constitui a nossa ligação ao campo da potencialidade pura. Constitui o estado de conhecimento puro, aquele espaço silencioso entre os pensamentos, aquela serenidade interior que nos liga ao verdadeiro poder. E quando fechamos a abertura, fechamos a nossa ligação ao campo da potencialidade pura e da criatividade infinita.

Como Franz Kafka, o filósofo e poeta austríaco disse: “Não é necessário sair do seu quarto. Fique sentado à sua mesa e escute. Nem sequer precisa de escutar, espere apenas. Nem precisa de esperar, aprenda a tornar-se tranquilo, sereno e solitário. O mundo virá naturalmente oferecer-se-lhe, para através de si se revelar. Não poderá deixar de fazê-lo; desdobrar-se- em êxtase aos seus pés.”


COMO APLICAR A LEI DA POTENCIALIDADE PURA

1 Entro em contato com o campo da potencialidade pura, reservando todos os dias algum tempo para praticar o silêncio, para Ser apenas. Para além disso, sento-me sozinho em meditação silenciosa pelo menos duas vezes por dia, durante cerca de trinta minutos de manhã e trinta minutos de tarde.

2 Todos os dias reservo algum tempo para comungar com a natureza e para testemunhar em silêncio a inteligência que existe em todas as coisas vivas. Sento-me, em silêncio e contemplo o pôr do Sol, escuto o som do oceano ou de um rio, ou aspiro apenas o perfume de uma flor. No êxtase do meu próprio silêncio e através da comunhão com a natureza, desfrutarei da vibração milenar da vida,  do campo da potencialidade pura e da criatividade infinita.