Pai Nosso no metrô

No último dia útil de 2014, os operários e engenheiros se reuniram nas obras do metrô carioca para rezar um Pai Nosso. Nesse momento não importa a luta de classes, a religião, o time de futebol ou o governo. Terminar o ano, inteiros, é uma espécie de missão para todos. Entre conquistas, aprendizados e dificuldades lá vamos nós para mais um ano, sem mágoas e culpas. Agradeço a Deus todos os dias por mais um dia. Peço sempre menos e agradeço cada vez mais.

 

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O GUERREIRO E A BALANÇA

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Sincronicidades são como sinais de uma vida interior pulsante.

Há alguns anos, talvez uns cinco, uma ideia para um projeto começava a me cutucar. Fui deixando que cutucasse mais – e que tomasse forma – e de tempos em tempos tentava imaginar como poderia fazê-la acontecer. Em primeiro lugar, e sem temor de ser criticado (o que de fato ocorreu) falei com algumas pessoas sobre a ideia. Ninguém deu muita importância. Acharam legalzinho, etc e tal, mas não viram viabilidade e para variar, me olharam como um sonhador. Ou um estranho. Mas nada disso me fez ficar chateado ou me desviar do “sonho”. Afinal de contas em primeiro lugar todo sonho é seu e depois vira realidade coletiva.

Fiz o que pude dentro de minhas possibilidades, sem parar de acreditar. Os lapsos de tempo ocorriam em função das demandas profissionais e pessoais. Às vezes deixava a ideia descansar, mas não parava de pensar nela e nem deixava que a afeição acabasse. Entre descansos e retomadas, fui adaptando a ideia às situações que surgiam. Desde o início do projeto, minha vida – e eu – parece ter mudado completamente. Objetivos mudaram, percepções de mundo se alteraram, separei mais alhos e bugalhos e o projeto continuava lá, em seu cantinho, hibernando. Hoje, consegui concretizar uma parte desta ideia, graças a sincronicidades que ocorreram muito intensamente há um ano. E é claro, que as sincronicidades de hoje estão fortemente ligadas, conectadas a eventos misteriosos ocorridos no início dos anos 2000. Ou seja: nada ocorre à toa, nada surge do nada. O nosso hoje é fruto de nossas percepções e escolhas. É como o Labirinto do Minotauro.

O meu lema é nunca desistir. Adaptar sim, mas nunca abrir mão do que teu coração, que a luz no âmago de sua alma, te aconselha a fazer. Saber ouvir a voz interna e fazer por onde. Não se deve ser orgulhoso de forma negativa, teimoso, é necessário saber ouvir, assim como é importante correr riscos, mas também é importante saber discernir. E no fundo do seu coração, longe de maledicências e achismos, há sempre uma voz de mãe para te guiar. Essa voz tranquiliza e também pode te preparar para tempos difíceis, mas parte da jornada que o guerreiro precisa enfrentar, para crescer, talvez mais internamente do que externamente, é nada temer. Ser sábio para seguir em frente com cuidado, mas nunca deixar o temor obscurecer a sua visão. Excalibur é sua. Mas não é para matar, para ferir quem quer que seja. É para servir de balança, a balança da vida. A jornada é como uma balança que pende de um lado a outro, até alcançarmos o desejado equilíbrio entre espírito e matéria. E este guerreiro, que ergue a balança, é você. Seja como a pomba e a cobra, aprenda a dobrar o seu corpo como junco ao vento, mas não deixe que o quebrem.

Irmão, Seja bem-vindo à fraternidade.