RAZÃO DE ALEGRIA

Provavelmente o nome do meu primeiro filho, que nascerá daqui a algumas semanas será GAEL, um nome escolhido pela mãe, que significa “razão de alegria“ e segundo pesquisa na internet, Pégasus, o cavalo alado.

Desconfio da data em que o menino nascerá, mas creio ser mais um desejo do que uma profecia. Mas talvez a data mais importante não seja o dia e o mês do nascimento, mas o ano: 2012, tempo de profundas transformações, urgentes e radicais.

 A encarnação desta criança ratifica uma profunda transformação que vem ocorrendo há anos, décadas. Como o nosso tempo não é o tempo do universo, pretensamente achamos que certos fatos se desencadeiam  de forma muito lenta. Mas o que são os nossos desejos em relação a supernovas e galáxias?  No dia que conheci a mãe da criança soube, no mesmo segundo, que ela seria a mãe de nosso filho, assim como foi evidente que ele deveria encarnar em 2012. Era evidente que a sua encarnação não poderia ser protelada e que fomos escolhidos para sermos “os pais” do pequenino GAEL.

 E quem nos ajuda quando tudo parece estar a nosso favor ou contra nós?

 A sincronicidade em nome de Deus.

Na semana anterior, participei de uma leitura de tarô esclarecedora e reconfortadora.

Ficou claro que a energia renovadora de 2012 é fruto de uma mudança planetária, geracional: a mudança das mudanças. A desconstrução desse mundo velho, pré-2012, nos diz que antes havia paz e que agora há caos, mas há ordem e resolução em 2012; a impressão até pode nos dizer que tudo ocorre à toa, mas cada pequeno detalhe, ou “acaso”, ou “coincidência” é planejado; o racional nos diz que está errado, mas tudo está… CERTO.

 Desde ontem à noite vários sinais se pronunciaram.

 Procurei uma fita de vídeo entre dezenas (sim, eu tenho muitas desde os anos 80) amontoadas em gavetas e gavetas, caixas e caixas. As fitas atravessaram os anos 80, 90 e cruzaram o milênio até hoje, 2012. Quando as vi amontoadas do lado de fora, pensei por que deveria guardá-las de volta, se após tantos anos, eu prosseguia sem assisti-las. Lembrei de um fato ocorrido há apenas um dia: perdi quase uma hora ao procurar um simples objeto na sala e após todo esse tempo não o encontrei. Quando há coisas demais no caminho, que nem uma simples organização consegue dar jeito, é porque é chegada a hora de simplificar: olhei para as fitas de vídeo e selecionei 1/10 para guardar. Joguei fora a maioria sem pensar duas vezes. O ambiente ficou mais leve, mas essa leveza precisa estar unida à compreensão de como nos desapegamos do peso extra, com ou sem sentimento de culpa, com ou sem mágoas. De coração, gostaria que GAEL encarnasse sem “peso espiritual desnecessário”.

 Após dispensar as fitas de vídeo, desci para dar uma volta na rua de manhã, e deixei que o destino me guiasse. Olhei para o relógio na rua: 28 graus a 11:31 da manhã. 28, o dia em que nasci e 31, o dia do meu irmão. Dobrei na rua à direita: uma arte pintada na parede de um prédio exibia um número 28.

Segui adiante, e intuí que deveria permanecer durante algum tempo em uma praça perto de casa, na qual eu havia feito um ritual há dois dias. Sentei no banco e olhei para o monumento à frente, em forma de embarcação. Havia várias crianças no local, que brincavam no outro lado da praça. Muito jovem, eu tinha receio de subir nesse monumento. Me lembro que eu o achava muito, muito alto para escalar. Hoje, adulto, está longe de ser um desafio. Há dois dias, na praça deserta, subi na proa da embarcação esculpida no monumento, e de pé, proclamei com todo o coração, olhando à frente:

 

“Nesta embarcação, que conheço desde criança, olho em direção ao futuro, estando aqui e agora no presente. Deixo o passado para trás, encarnado neste mundo, e proclamo em alto e bom som que sou eu o comandante do meu destino, o capitão e o responsável pela embarcação de minha própria nau chamada vida. Sendo assim, nada pode me afetar. Que as ondas nunca derrubem a minha sustentação e  equilíbrio em mar bravio. A compreensão do antes e do depois me dá segurança e me protege em nome da sincronicidade e de Deus.”

 Assim que lembrei desse ritual, feito sem planejamento, como que brotado do nada, ouço uma menina chamar uma criança, bem novinha: GAEL!

 Virei o rosto em  sua direção e meus olhos marejaram. As crianças seguiram em direção ao monumento, bem à frente  e o escalaram, sentando-se em tudo quanto era lugar vago. GAEL ficou de pé na mesma posição em que fiz meu ritual há dois dias. Nenhuma criança das várias que lá estavam, ficou em pé no mesmo local ou olhou à frente, daquele mesmo ponto. Uma sensação de reencontro tomou conta de mim, como se estivesse ouvindo a voz de Deus: “Receba teu filho e renasça!”.

 

Rezei pelo GAEL encarnado que tanto me emocionou, rezei pelas famílias de todas as crianças na praça, no mundo, rezei pelo “meu” GAEL em vias de encarnar, rezei pela mãe e pela família,  e agradeci muito muito muito às sincronicidades e a Deus, que tudo sabe, que tudo vê.

Seja bem-vindo meu amado filho “razão de alegria”.

ÁGUA BENTA

Ontem fui dormir na casa de um casal amigo. Passei uma noite agradável com Clarinha, a amada filhinha deles. Durante nossas brincadeiras, ela me perguntou se eu queria brincar de “águinha”. Disse que sim e ela espargiu o conteúdo de uma vasilhame de plástico sobre mim, no rosto, e nos meus cabelos . “Você vai tomar banho de águinha, tio Tarlos!”, ela disse com T mesmo. Feliz, a menina não parava de gargalhar.

Os pais pediram a ela, um intervalo das brincadeiras para que pudéssemos jantar. Sozinho, olhei para o quarto de brincar, todo enfeitado, e cercado de bonecos, brinquedos e um armário todo incrementado, me senti irmanado, em um ambiente puro, de criança. Era onde eu dormiria. Estava escrito no travesseiro: “Eu acredito em fadas.”

Quando o pai de Clarinha entrou no quarto, me perguntou que água era aquela que ela havia usado para me molhar. Eu apontei o vasilhame e ele me falou:

“Você não vai acreditar, mas essa é a água benta que compramos na missa de sétimo dia de sua mãe há 6 anos!”

Clarinha e a água benta

Adendo: Agora mesmo, zapeando, decidi parar na TV Cultura. Como está sendo exibido um filme brasileiro, preto e branco, dos anos 50, dei numa conferida. A história se passa no Rio de Janeiro e um dos personagens acabou de falar, em menos de 5 minutos de exibição: “Amanhã, às 3 da tarde no Jardim de Alá!”. Eu moro ao lado do local. O que acontecerá? Até mesmo pela curiosidade, vou checar que informação sincronística é essa!