AS SETE LEIS PARA O SUCESSO – parte III

Terceira parte de “AS SETE LEIS PARA O SUCESSO” de Deepak Chopra, médico, escritor e professor indiano.

A LEI DO “KARMA” OU DA CAUSA-EFEITO

Toda a ação gera uma força de energia que nos é devolvida na mesma espécie… aquilo que semeamos é aquilo que colhemos. E quando escolhemos ações que trazem aos outros felicidade e sucesso, o fruto do nosso karma será de felicidade e sucesso. O karma constitui a eterna afirmação da liberdade humana… os nossos pensamentos, as nossas palavras e obras formam as malhas da rede com que nos envolvemos.

Swami Vivekananda.

A terceira lei espiritual do sucesso é a Lei do Karma. A palavra “Karma” significa a ação e a sua consequência; constitui ao mesmo tempo causa e efeito, porque toda a ação gera uma força de energia que nos é devolvida na mesma espécie. Não há nada de novo na Lei do Karma. Todos já ouvimos a expressão “Colherás aquilo que semeares”. Como é óbvio, se queremos criar felicidade nas nossas vidas, temos de aprender a semear as sementes da felicidade. Portanto, o karma implica a ação da escolha consciente. Nós somos acima de tudo sujeitos dotados da possibilidade infinita de escolher. Em todos os momentos da nossa existência, encontramo-nos naquele campo de todas as possibilidades que nos dá acesso a uma infinidade de escolhas. Algumas dessas escolhas são feitas conscientemente, outras fazem-se inconscientemente. Mas a melhor forma de compreender e aproveitar ao máximo a aplicação da Lei do Karma é adquirir o conhecimento consciente das escolhas que se fazem em cada momento. Quer isto lhe agrade ou não, todas as coisas que lhe acontecem no momento presente resultam das escolhas que fez no passado.

Infelizmente, muitos de nós fazem escolhas das quais não temos consciência, por isso não as vemos como escolhas. No entanto, se eu o insultasse, o mais provável seria você fazer a escolha de ficar ofendido. Se eu lhe fizesse um cumprimento, o mais provável seria você sentir-se satisfeito ou lisonjeado. Mas pense bem nisto: Não deixa de ser uma escolha. Eu poderia ofendê-lo e insultá-lo e você poderia escolher não ficar ofendido. Eu poderia fazer-lhe o cumprimento e você também poderia escolher não se lisonjear por isso. Por outras palavras, a maioria de nós apesar de sermos sujeitos dotados de uma infinita possibilidade de escolha tornamo-nos feixes de reflexos condicionados nos quais as pessoas e as circunstâncias desencadeiam efeitos de comportamento previsíveis. Esses reflexos condicionados funcionam como os reflexos de Pavlov. Pavlov ficou conhecido por ter demonstrado que, se dermos a um cão qualquer coisa de comer sempre que tocarmos uma campainha, em breve o cão começará a salivar só de ouvir o som da campainha, porque faz a associação de um estímulo com o outro. A maioria de nós, como resultado do condicionamento, responde de formas repetitivas e previsíveis aos estímulos do ambiente. As nossas reações parecem ser automaticamente desencadeadas pelas pessoas e pelas circunstâncias e esquecemo-nos de que elas não deixam de ser escolhas que estamos sempre a fazer em cada momento da nossa existência. Apenas fazemos essas escolhas inconscientemente. Se olhar para trás por um instante e reparar nas escolhas que faz no momento em que as faz, só pelo simples acto de testemunhar as suas escolhas transporta todo o processo do âmbito do inconsciente para o âmbito do consciente. Este processo de escolha consciente e observada transmite-nos um grande poder.

Sempre que fizer uma escolha, qualquer escolha pergunte duas coisas a si mesmo: em primeiro lugar, “Quais são as consequências desta escolha que faço?” O seu coração logo lhe dará a resposta; em segundo lugar, “Esta escolha que estou a fazer trará alegria, a mim e aos que me rodeiam?” Se a resposta for sim, mantenha a escolha. Se a resposta for não, se a escolha trouxer angústia, a si ou aos que o rodeiam, diga não a essa escolha. É muito simples. Só há uma escolha, entre toda a infinidade de escolhas que pode fazer em cada segundo, que trará ao mesmo tempo felicidade para si e para os que o rodeiam. E quando fizer essa escolha, resultará uma forma de comportamento que designaremos por ação correta espontânea. A ação correta espontânea consiste na ação correta praticada no momento certo. Constitui a resposta certa para todas as situações à medida que elas ocorrem. É a ação que lhe dá suporte, a si e a todos os que estiverem sob a influência dela. O universo possui um mecanismo muito interessante para nos ajudar a fazer espontaneamente as escolhas corretas. Esse mecanismo encontra-se ligado às sensações do corpo. O nosso corpo sofre dois tipos de sensações: sensação de conforto e sensação de desconforto. 

Sempre que fizer uma escolha consciente. Consulte o seu corpo e pergunte-lhe: “Se é isto, o que é que vai acontecer?” Se o seu corpo der uma mensagem de conforto, encontra-se perante a escolha correta. Se o seu corpo emitir uma mensagem de desconforto, encontra-se perante a escolha errada. Para algumas pessoas, a mensagem de conforto e desconforto situa-se na área do plexo solar, mas para a maioria das pessoas situa-se na área do coração. Em consciência, volte a sua atenção para o coração e pergunte-lhe o que deve fazer. Depois espere pela resposta, uma resposta física sob a forma de sensação. Pode ser o mais leve grau do sentir – mas está lá, no seu corpo. Apenas o coração sabe a resposta correta. A maioria das pessoas pensa que o coração é piegas e sentimental. Mas não é. O coração é intuitivo, holístico, contextual e relacional. Não possui uma orientação de ganho-perda. Bate no computador cósmico – o campo da potencialidade pura, da sabedoria pura e do poder organizador infinito – e toma tudo em conta. Por vezes pode não parecer racional, mas o coração possui uma capacidade de computador que mostra muito mais exatidão e precisão do que tudo o que se pode encontrar dentro dos limites do pensamento racional.

Pode utilizar a Lei do Karma para produzir dinheiro e Prosperidade, e para que todas as coisas boas fluam para si sempre que quiser. Mas primeiro tem de estar bem consciente de que o seu futuro é gerado pelas escolhas que fizer em cada momento da sua vida. Se fizer isto com regularidade, aproveitará ao máximo a Lei do Karma. Quanto mais trouxer as suas escolhas para o plano do conhecimento consciente, mais escolhas retas espontâneas fará – tanto para si como para aqueles que o rodeiam.

 O que podemos fazer acerca do karma do passado e como o influenciar a ele agora? Há três coisas que pode fazer acerca do karma do passado.

Uma é pagar as suas dívidas de karma. A maioria das pessoas escolhe fazer isso inconscientemente, claro. Também pode fazer essa escolha. Muitas vezes, o pagamento dessas dívidas implica muito sofrimento, mas a Lei do Karma afirma que nenhuma dívida no universo fica por pagar. O sistema contabilístico do universo é perfeito e todas as coisas constituem uma constante troca de energia “para lá e para cá”.

A segunda coisa que pode fazer é transformar o seu karma numa experiência melhor. Este constitui um Processo muito interessante, através do qual se interroga a si mesmo, enquanto paga a sua dívida de karma: “Posso eu aprender com esta experiência? Porque está isto a acontecer-me? Que mensagem quer o universo transmitir-me? Como posso tornar esta experiência útil para os outros seres humanos?” Fazendo isto, procura a semente da oportunidade e depois liga-a ao seu dhanna, a sua finalidade na vida, de que falaremos na Sétima Lei Espiritual do Sucesso. Isto permite-lhe transmutar o karma para uma forma de expressão diferente. Por exemplo, se machucar uma perna quando estiver a praticar um esporte, pode perguntar a si próprio: “O que posso aprender com esta experiência? Que mensagem quer o universo dar-me?” Talvez a mensagem seja que você precisa abrandar, e ser mais cuidadoso Ou atento ao seu corpo, para a próxima vez. E se o seu kharma for ensinar aos outros aquilo que aprendeu, perguntando “Como posso eu tornar esta experiência útil para mim e para os outros seres humanos?”, talvez decida partilhar aquilo que aprendeu, escrevendo um livro sobre como praticar esportes com segurança. Ou Pode conceber uns sapatos especiais ou um apoio especial para a perna, de modo a prevenir o tipo de acidente que lhe ocorreu. Assim, ao mesmo tempo que paga a sua dívida de karma, também converte a adversidade num bem que lhe pode trazer riqueza e realização. Esta é a forma de transmutar o seu karma numa experiência positiva. Na verdade, não se libertou dele, mas conseguiu pegar num dos seus aspectos e transformá-lo num karma novo e positivo.

A terceira forma de lidar com o karma é transcendê-lo. Transcender o karma é tornar-se independente dele. A forma de transcender o karma consiste na experiência da abertura, do Eu, da Alma. É como lavar uma peça de roupa suja numa corrente de água. Cada vez que a lava, limpa-a de algumas nódoas. Se continuar a lavá-la repetidas vezes, de cada vez vai ficando um pouco mais limpa. Consegue lavar ou transcender as sementes do seu karma entrando na abertura e voltando a sair. Claro que isto se faz através da prática da meditação. Todas as ações consistem em aspectos do karma. Tomar uma xícara de café consiste num aspecto do karma. Essa ação gera memória e a memória possui a capacidade ou a potencialidade para gerar desejo. E O desejo gera de novo ação. O software operacional da nossa alma é constituído por karma, memória e desejo A nossa alma consiste num feixe de consciência que possui as sementes do karma, da memória e do desejo. Ganhando consciência destas sementes de manifestação, torna-se gerador de realidade consciente. Se um sujeito consciente das escolhas que faz, começa a gerar ações que são evolucionárias para si e para aqueles que o rodeiam. Isso é tudo o que precisa de fazer. Se o karma for evolucionário – tanto para o Eu como para todos os que são afectados pelo Eu, o fruto do karma será de felicidade e sucesso.

COMO APLICAR A LEI DO KARMA

Ponho em prática a Lei do Karma, seguindo os passos:

1 Hoje vou observar cada escolha que fizer. E através da simples observação dessas escolhas, trago-as para o campo do meu conhecimento consciente. Reconhecerei que a melhor forma de me preparar para todos os momentos do futuro consiste em ser plenamente consciente no presente.

2 Sempre que fizer uma escolha, farei duas perguntas a mim próprio: “Que consequências advirão desta escolha que estou a fazer?” e “Esta escolha me trará realização e felicidade, a mim e aos que por ela serão afetados?

3 Depois pedirei conselho ao meu coração e me deixarei conduzir pela sua mensagem de conforto. Se a escolha significar conforto, adiro totalmente a ela. Se a escolha implicar desconforto, paro e observo as consequências da minha ação, por meio da minha visão interior. Este conselho dá-me a possibilidade de fazer escolhas espontâneas e corretas para mim e para todos aqueles que me rodeiam.

As SINCRONICIDADES de RENATO RUSSO

 

“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar para pensar, na verdade não há.”

Renato Russo (1960-1996), vocalista da Legião Urbana ganhará dois longa-metragens: “Somos Tão Jovens” do diretor Antonio Carlos da Fontoura e “Faroeste Caboclo” do estreante René Sampaio.

Lendo a matéria de André Miranda, do jornal O Globo sobre a película “Somos Tão Jovens”, encontrei essas pérolas sincronísticas:

“As coincidências que envolvem a produção de “Somos tão jovens” têm um quê místico por um lado e um cinematográfico por outro. Em 2006, Fontoura encontrou casualmente na rua, o produtor musical Luiz Fernando Borges, amigo próximo de Renato e pessoa incumbida pela família do cantor de cuidar da possibilidade de uma cinebiografia. Borges estava no Jardim Botânico, andando pela calçada a caminho da casa de Ed Motta quando avistou o diretor, com quem não tinha contato havia 25 anos, desde que eles participaram do mesmo grupo de terapia. A conversa foi breve, como costuma ocorrer nesses encontros. Perguntaram sobre a vida, relembraram alguns assuntos do passado e falaram de projetos futuros. O filme sobre Renato, que ainda era apenas um sonho, então, veio à tona. “Que bacana”, um disse. “Quer dirigir?”, o outro perguntou”.

“Era preciso arrumar patrocínio. “Religião Urbana” foi o primeiro título escolhido. Durante dois anos, porém, eles só ouviram respostas negativas de investidores, atrasando o projeto. Até que Dona Carminha Manfredini, mãe de Renato, chamou o diretor para um almoço e sugeriu a mudança do título para “Somos Tão Jovens”, argumentando que seu filho nunca foi pregador, religioso, nada parecido. A frase foi tirada da letra de “Tempo Perdido”, um dos maiores sucessos da Legião. Fontoura não tinha tempo a perder e prontamente aceitou o conselho. – Na semana seguinte, começamos a ganhar editais – lembra o diretor. – Eu acho que o Renato deve estar num universo paralelo dizendo o que cada um de nós deve fazer. A minha meta é que ele e quem o representa neste planeta fiquem felizes com o filme. A Legião Urbana sempre esteve presente no coração dos jovens. Este filme não é apenas sobre o Renato. É sobre todos esses jovens”.

(Fonte: http://oglobo.globo.com/cultura)

 

2012: FIM DO MUNDO?

O que ocorrerá em 21 de dezembro de 2012? Acordaremos como todos os dias ou seremos extintos?

Filme Catástrofe?

A partir da primeira edição de “Eram os Deuses Astronautas” que comprei, li tudo o que fosse misterioso ou sobrenatural, livros que diziam que somos descendentes de extraterrestres;  transcomunicação com os mortos até a profecia da Grande Pirâmide no Egito, que segundo alguns, profetiza que o mundo enfrentará um problemão em 2012.

O astrônomo e escritor belga Patrick Geryl , especialista no assunto final-do-mundo-no-ano- que-vem, escreveu nove bem documentadas obras sobre o tema (“O Código de Órion” – o primeiro livro dele –  “Cataclisma Mundial em 2012” e “Como Sobreviver a 2012” entre outros). Suas teorias são bastante populares, mas também controversas. Geryl afirma em O CÓDIGO DE ÓRION (O fim do mundo será mesmo em 2012? – Pensamento), através de cálculos e profecias que o campo magnético da Terra se inverterá, o que fará o planeta girar ao contrário. Como consequência, as placas tectônicas se erguerão, o céu se tornará vermelho, o ar ficará irrespirável, terremotos e maremotos destruirão o que encontrarem pela frente. A Europa e os Estados Unidos, ou seja os países do Equador “pra cima”, imergirão em um ambiente polar.

 Sincronisticamnte, em um sábado, dia 17 de agosto de 1996, Geryl comprou um jornal para ler uma entrevista que ele havia dado, mas ao invés disso encontrou um artigo sobre a correlação entre as pirâmides de Gizé e a constelação de Órion, que citava o astrônomo Gino Ratinckx, por coincidência vizinho de Geryl. O escritor fez o contato e explicou a Gino as suas teorias. O vizinho arqueoastrônomo entregou um livro a Geryl, Le Livre de l´au-delà de la vie (O livro de além da vida) de Albert Slosman (autor também de O Grande Cataclismo), que contradiz a tradução dos Livro Egípcio dos Mortos: para Slosman é Livro da Luz e não Livros dos Mortos. Parte da resposta estava lá: que uma catástrofe mundial havia ocorrido com o planeta antes mesmo do Livro da Luz ter sido escrito. A partir daí, o Belga leu mais e mais obras sobre profecias, atlantes e cataclismos até ter certeza absoluta de que as pirâmides de Gizé não eram apenas reproduções das posições do cinturão de Órion, mas um aviso: de que a Terra havia sido afetada por fogo e inundações e de que tudo ocorreria de novo. A disposição das pirâmides é semelhante à das estrelas de Órion em 9792 a.C. (data da catástrofe) e em 2012. Será coincidência? E hoje, em nossa época, terrivelmente, Órion domina os céus estelares (norte e sul) setentrional e meridional, ou seja a constelação está exatamente no centro. Para o autor do livro, esse é um péssimo sinal, de que a hora chegou. As pirâmides, como um gigantesco relógio em funcionamento, teriam sido construídas para alertar as futuras gerações sobre um passado que se ligaria ao futuro, ou seja: o nosso presente. No ano 10.000 a.C, os atlantes tinham tanta certeza da correlação entre o campo magnético do Sol e um acontecimento catastrófico sobre a Terra, que decidiram orquestrar um êxodo. Durante 208 anos fizeram os preparativos necessários para a fuga. Os maias e os egípcios, como descendentes dos atlantes, predisseram uma catástrofe similar mas mais violenta, para o 21-22 de dezembro de 2012, quando uma gigantesca inversão do campo magnético do Sol provocará labaredas solares incrivelmente grandes que emitirão trilhões de partículas que alcançarão os pólos terrestres e estes “arderão em chamas”. Devido ao contínuo fluxo de eletromagnetismo, os campos magnéticos da Terra sobrecarregarão. Quando os pólos se encherem de auroras, o campo eletromagnético interior da Terra se sobrecarregará e estalará. A eletrônica sensível atual se ‘queimará’ em um instante. Literalmente, todos os aparelhos serão destruídos e os dados se perderão para sempre.

 

Os dois belgas confirmaram o que as profecias maias já anteviam: que haverá uma explosão solar que causará a reversão dos polos terrestres em 2012. Os autores foram pesquisar in loco no próprio Egito e deixaram o país certos de que as três grandes pirâmides do Egito, se alinham às três grandes pirâmides de Teotihuacán e as duas às três estrelas do cinturão de Órion, as três Marias. Os cálculos de Gino confirmaram que as posições de Òrion (o Deus que julga as almas humanas) e Aldebarã (a estrela mais brilhante da constelação de Touro) coincidem com a data de 21/22 de dezembro de 2012 ( “Vênus morrendo” e “Plêiades elevando-se”) e que uma catástrofe de proporções mundiais ocorreu três vezes em doze mil anos. A significativa conclusão que se pode extrair disto é que, tanto os maias como os egípcios, seguiram Vênus de maneira precisa porque sabiam que o planeta se “reacenderia” no céu quando se aproximasse o próximo cataclismo! Daí o código Vênus-Órion. Gino calculou que um cataclismo anterior havia ocorrido na era de Leão (10960 a 8800 a.C.) e para ambos ficou claro que os egípcios e os maias descendiam dos atlantes, povo praticamente destruído em uma catástrofe. Os sobreviventes atlantes construíram as pirâmides, já com o nome de maias e egípcios, como um alerta para as futuras gerações.

 Três Marias = Três Pirâmides

Charles Hapgood, autor do livro The Path of the Pole, confirma que encontrou três posições diferentes do Pólo Norte e que o Oceano Ártico havia se deslocado de sua posição há 12.000 anos. A Atlântida teria sido parcialmente destruída em 21 de fevereiro de 21312 a.C. e o norte ficou enterrado sob o Pólo Norte, que já existia nessa época. O deslocamento da Terra, ocorrido em 27 de julho de 9792 a.C. enterrou totalmente a Atlântida (depois da mudança dos pólos) debaixo do Pólo Sul. Dados de geólogos atuais comprovam a ocorrência de inversões de polaridade no planeta a cada 11.500 anos. Durante esse desastre, os mamutes, os tigres com presas de sabres, os toxodontes (mamíferos da América do Sul) e dúzias de outras espécies, extinguiram-se. Em uma futura catástrofe em 2012, os Estados Unidos seriam deslocados para o atual Pólo Norte (futuro Pólo Sul), a água no porto de Nova Iorque de repente desapareceria e no Brasil surgirão praias de quilômetros e quilômetros de comprimento.

 

Em seu livro, Patrick Geryl inclui vários cálculos e adiciona dados colhidos de várias fontes: astrologia, história, matemática, arqueologia (como por exemplo, um centro astronômico construído pelos Atlantes no Egito e descrito pelo historiador grego Heródoto), um vínculo matemático entre o ciclo das manchas solares e a precessão (mudança) do zodíaco, a decifração do Códice Dresden (o mais elaborado e o mais importante dos códices maias) e o estudo do zodíaco astronômico egípcio.

 Patrick Geryl alerta:

 1. Nossa civilização dependente do computador, destruir-se-á pela inversão do magnetismo solar, o qual enviará uma nuvem de partículas carregadas eletromagnéticas ao espaço. Então, os pólos paralisarão, produzir-se-á um deslizamento da crosta terrestre e a isto seguirá uma gigantesca onda.

 2. A tormenta solar e a inversão dos pólos destruirão todos os equipamentos eletrônicas. Como resultado, perder-se-á completamente o 99,9999999% de nossos conhecimentos em tão somente umas poucas horas.

 3. O deslizamento geológico da crosta terrestre e a onda gigantesca destruirão as bibliotecas e os livros, para sempre.

 Os números codificados de Vênus.

 Os egípcios e os maias usaram estas observações do planeta Vênus, para achar uma conexão entre os cataclismos. Qual é o número de Vênus? Isso é fácil de responder: 584. Este é o ciclo sinódico de Vênus em dias. Os ciclos sinódicos do planeta Vênus ao redor da Terra mostram flutuações marginais na duração, entre 581 e 587 dias

Duração                                       Era                            Duração dos ciclos

864                                            Libra                                                   864

2.592                                       Virgem                                                3.456

2.448                                         Leão                                                  5.904

Cataclismo. Ano 29.808 a.C. Primeira inversão polar! A Terra começou a girar no sentido contrário. O Este se converteu no Oeste, e vice-versa.

1.440                                          Leão                                                  1.440

2.592                                       Virgem                                                 4.032

1.872                                         Libra                                                   5.904

1.872                                      Escorpião                                              7.776

720                                          Sagitário                                               8.496

Cataclismo: Ano 21.312 a.C. A Terra girou 72 graus no zodíaco em meia hora! Isto é incrivelmente rápido!  Observação: Não é uma inversão polar, mas um rápido giro na mesma direção!

576                                         Aquário                                                  576

2.016                                       Peixes                                                  2.592

2.304                                        Áries                                                   4.896

2.304                                       Touro                                                   7.200

1.872                                     Gêmeos                                                  9.072

1.872                                      Câncer                                                 10.944

576                                          Leão                                                   11.520

                                               

Cataclismo: Ano 9792 segunda A.C. inversão polar!

Total de anos do começo: 5.904 + 8.496 + 11.520 = 25.920 = data de uma precessão = fim da Atlântida!

Leão                                       1.440                                                     1.440

Câncer                                    3.312                                                     1.872

Gêmeos                                  5.184                                                     1.872

Touro                                     7.488                                                     2.304

Áries                                       9.792                                                     2.304

Peixes                                    11.803                                                     2.012

2012: PRÓXIMO CATACLISMO?

JUNG era MÉDIUM? “Não necessito crer em Deus. Eu sei”.

“Eu considerava os fenômenos ocultos fascinantes. Eles acrescentavam uma nova dimensão à minha vida: o mundo ganhava amplitude e profundidade”

 Carl Gustav Jung (1875 – 1961) e Freud (1856 – 1939) começaram a se corresponder em 1906. “Jung viu nos conceitos psicanalíticos de Freud um arcabouço para suas próprias ideias, incluindo as que pretendiam explicar o `oculto´ ”, bem explicado nas palavras de Martin Ebon.

Freud, o pai da psicanálise, ficou muito impressionado com o jovem de Zurique, que àquele momento representava mais do que um estudante interessado. Jung era uma resposta à pressão dos psiquiatras ortodoxos contra o grupo de Viena (Freud fundou a “Sociedade das Quartas-feiras” em 1902 a qual veio a se tornar a Associação de Psicanálise de Viena, em 1908). Em 1907, Jung, Freud e Eugen Bleuler (psiquiatra e diretor do Hospital Psiquiátrico Burgholzli de Zurique onde Jung iniciou sua carreira em 1900, como assistente de Bleuler) coordenaram a publicação do anuário psicanalítico. Em 25 de março de 1909, houve um encontro em Viena, após Jung ter deixado o hospital. O jovem Carl perguntou a Freud o que ele achava de precognição (faculdade parapsicológica. Conhecimento espiritual direto do futuro) e parapsicologia. O mestre classificou como um absurdo todos os fenômenos ocultos. “Eu tive que me conter para não retrucar com certa violência”, revelou Jung. E não parou aí. O conflito entre os dois progrediu.

Jung escreveu: “Enquanto Freud quase gritava para me convencer de que os fenômenos parapsicológicos não existiam, tive uma sensação curiosa: meu diafragma parecia feito de aço e um estranho calor começou a subir pelo meu peito, como se algo fosse explodir. Nesse exato momento escutamos um estrondo na estante que ficava logo atrás de nós. Levantamos assustados, temendo que ela fosse cair. Entendi tudo e expliquei a Freud: “Aí está um bom fenômeno de exteriorização catalítica”. Furioso, ele disse que tudo aquilo era uma bobagem. Insisti: “Não é besteira e o senhor está totalmente enganado, professor. Para provar o que estou dizendo, afirmo que vamos ouvir outro estrondo daqui a pouco”. Mal acabei de falar, a estante voltou a produzir aquele ruído. Não sei o que me deu aquela certeza, mas eu sabia que o ruído ia se repetir. Freud limitou-se a olhar desconfiado para mim. Não sei exatamente o que significou aquele olhar, nem o que passou por sua mente naquela hora. O fato é que ele se sentiu agredido”.

FREUD & JUNG

Três semanas depois, uma longa carta de Freud acusava Jung de ter forjado o incidente para humilhá-lo. Freud escreveu: “É muito sintomático que, àquela noite em que eu definitivamente paternalmente o adotava como meu filho mais velho, e em que eu lhe transmitia o desejo de que fosse meu sucessor, você tenha tentado ferir minha dignidade paternal. E parece que me agredir deu-lhe tanto prazer quanto deu a mim deu livrar-me de você. Minha eventual disposição em considerar seus pontos de vista desapareceu completamente diante de sua atitude visivelmente comprometida. Continua me parecendo muito implausível que qualquer coisa daquele gênero possa ocorrer. A estante permanece à minha frente, fria e muda. Eu ainda me permito advertir meu caro filho de que é preferível não entender alguma coisa do que sacrificar a própria lucidez no esforço de entender a qualquer custo. Enfim, compreendo que os jovens são assim mesmo: eles gostam das caminhadas difíceis e ousadas, em que o nosso fôlego já curto e nossas pernas cansadas não nos permitem acompanhá-los. Ainda assim aguardo notícias sobre suas pesquisas, com o interesse de quem aprecia uma bela alucinação”.

FREUD não acredita em fantasmas

No ano seguinte, Freud lhe deu-lhe o definitivo ultimato em 1910: defender a teoria freudiana da sexualidade e abandonar as idéias ocultistas. Em 1911, Jung assumiu a presidência da Sociedade Psicanalítica Internacional, – também por influência de Freud -, mesmo ano que teve um sonho onde participava de uma assembléia com os espíritos ilustres da antiguidade.  Em 1912, o livro “Metamorfoses e Símbolos da Libido” de Jung estremeceu ainda mais a relação dos dois até romperem definitivamente no ano seguinte, após Jung ter escrito uma dura crítica a respeito do livro de Freud, “A Psicologia do Inconsciente”. Em uma última carta a Freud, Jung se demite do cargo de editor do Jornal Internacional da Psicanálise.

 

A família de JUNG, a real, não a fantasma.

A Família Fantasma

 De acordo com Amiela Jaffé, assistente de Jung durante muito tempo, a avó de Jung, Augusta Preíswerk via fantasmas. Sua família atribuía essas tendências mediúnicas ao fato de que, quando menina, Augusta sofreu um ataque, que ninguém sabe explicar de quê, a deixou virtualmente morta por 36 horas. Emilie, a filha dela e mãe de Jung registrava visões e premonições em seu diário. Ela escreveu que quando criança “protegeu” o pai contra fantasmas que o rondavam quando ele se sentava para escrever seus sermões para a Congregação dos Reformados da Basiléia. No verão de 1899, passou o verão com a mãe, já viúva, e a irmã. Um dia, uma enorme mesa de nogueira que pertencera a sua avó Augusta partiu no meio emitindo um ruído semelhante a um tiro de pistola. Duas semanas depois, ele ouviu exatamente o mesmo ruído, vindo do armário de guardar louças. Dentro dele, Jung encontrou uma faca de pão, cuja lâmina tinha se separado do cabo e partida em 4 pedaços. Amiela Jaffé escreveu em “Vida e Obra de Carl Jung”, que, em seu primeiro dia de trabalho com Jung, ele abriu uma espécie de cofre no escritório, e dele retirou os pedaços da faca quebrada. Jung pediu-lhe que os juntasse. Quando Amiela reconstituiu a faca, Jung lhe disse que era só, para o primeiro dia. Isso demonstra que aquela experiência o tinha marcado profundamente.

Naquele verão de 1899, um grupo de parentes estava realizando sessões espíritas na casa da mãe de Jung. Ele participou de algumas. A jovem médium com 15 anos era prima de Jung. Ela incorporava duas entidades: o próprio avô, que não conhecera vivo, e uma menina de nome Ulrich Gerbenstein. Segundo ele, o que o avô dizia não passava de conversa fiada e o que a menina – que só tinha de interessante o nome masculino – só falava bobagens. A médium, que Jung chamava de S.W., eventualmente recorria a pequenas fraudes para renovar a atenção. Em sua autobiografia “Memórias, Sonhos e Reflexões”, Jung escreveu: “Depois de muitas experiências todos nós nos cansamos. O que me fez acabar de vez com as sessões foi constatar que a médium lançava mão de truques para produzir falsos fenômenos. Hoje me arrependo de não ter prosseguido com a experiência, só para observar o comportamento de S.W., que segundo descobri mais tarde, era uma dessas pessoas que amadurecem muito precocemente e possuem uma personalidade misteriosa e extraordinária. Ela morreu de tuberculose aos 26 anos”.

O Velho do Sonho

Sonhos e espíritos

 Entre 1913 e 1917 visões e sonhos com seus ancestrais exerceram papel fundamental na vida de Jung.

No outono de 1913, Jung começou a ter visões repetitivas e proféticas com imagens sangrentas e de morte envolvendo uma grande catástrofe. Uma voz lhe dizia que tudo aquilo iria acontecer. Ele achou que era alguma espécie de psicose. As visões duraram quase um ano. No ano seguinte teve início a Primeira Grande Guerra.

 Nesses quatro anos ocorreram comunicações telepáticas e precognições. Os colegas, obviamente diziam que o coitado sofria de alucinações. É desta safra uma história fascinante: Jung sonhava com Philemon, o “velho” cuja morte foi causada por Fausto no drama escrito por Goethe e nessas “aparições” conversavam durante horas. Era um velho com chifres e asas de martín pescador, que carregava 4 chaves. Philemon ensinou a Jung a “objetividade psíquica”, a distinção entre o si mesmo e os objetos dos seus pensamentos.

Philemon e outras figuras de minhas fantasias me provaram que existem coisas na minha psique que não produzo, mais que se produzem sozinhos e que têm vida própria. Philemon representava uma força que eu não conhecia. Em alguns momentos, ele me parecia real, principalmente quando andávamos pelo jardim, lado a lado conversando. Nesses momentos ele fazia o papel de um guru e me dizia coisas nas quais não havia ainda pensado conscientemente”.

Outra dessas grandes figuras, era Ka um sábio egípcio. Jung o entendia como uma espécie de demônio, um espírito da natureza, um elemental em outras palavras. Nessa época, Jung se despreendeu do corpo físico e voou conscientemente. Mas não levou essa experiência ao “pé da palavra”. Ele começou a ser dominado por uma intensa inquietação; dizia que os mortos queriam alguma coisa dele que ele não sabia o que era. A descrição de dois dias dessa fase: “A casa inteira parecia tomada pelos espíritos dos mortos. A atmosfera ao meu redor me oprimia. Minha filha mais velha viu uma figura passar pelo quarto; minha segunda filha contou que por duas vezes `alguém´ arrancou suas cobertas, e meu filho de 9 anos, na mesma noite, teve um sonho inquietante. Isso foi em um sábado. No dia seguinte, a situação chegou a um clímax. Por volta de 5 da tarde, a campainha da porta da frente tocou com insistência. Todos em casa ouvimos. Quando fomos ver, não havia ninguém. O clima era o mesmo da véspera, denso, sufocante, opressor. Falei em voz alta: “Pelo amor de Deus, o que significa isso tudo? Então ouvi vozes respondendo em coro: `Voltamos de Jerusalém, onde não encontramos o que procurávamos´ ”. Esse episódio deu origem a um documento importante: “Septem Sermones ad Mortuos” ou “Sete Conversas com os Mortos”, para “satisfazer as persistentes exigências dos mortos” segundo Jung. Depois disso nada mais ocorreu. “A paz voltou à casa. O mais interessante é que eu não tinha muito controle sobre o que escrevia; o fato é que escrevi durante três noites seguidas. É claro que toda essa experiência esteve ligada ao meu estado emocional da época, favorável aos fenômenos parapsicológicos.”

 

Entre os anos de 1918 e 1919 começou a desenhar mandalas, pequenas figuras circulares. Após refletir muito, chegou à conclusão que “tudo tende para o centro”. O Budismo diria “o caminho do meio”.

 Em 1920, passando os fins de semana do verão na casa de campo de uns amigos ingleses, Jung ouvia sons inexplicáveis à noite: batidas nas portas, zumbido de ventania, água caindo. E tudo isso acompanhado com um cheiro peculiar. Numa dessas noites, sem conseguir dormir devido ao barulho, Jung estava na cama olhando o teto quando notou, no travesseiro ao seu lado, a metade de uma cabeça de mulher, com o olho aberto, fitando-o. Jung acendeu uma vela e a cabeça desapareceu. O resto dessa noite ele passou em uma cadeira de balanço, naturalmente interpretando a visão como uma exteriorização de elementos existentes em seu inconsciente. Mas, coincidentemente ou não, a casa tinha fama de mal-assombrada – vários de seus inquilinos a haviam abandonado. A casa foi demolida logo após aquele verão.

 Jung percebeu que a maioria de suas visões estava relacionada com o temor da morte. Um dia, retornando do enterro de um amigo que morrera de repente – e pensando nas circunstâncias daquela morte -, sentiu nitidamente a presença do amigo no quarto. Jung não soube dizer se era uma aparição ou uma “imagem visual interior”, mas assim mesmo seguiu-o até o jardim, depois até a rua e finalmente até  a casa do amigo. Lá dentro, a figura mostrou à Jung o segundo dos cinco livros com lombada vermelha que ficavam na segunda prateleira, de cima para baixo, da estante. No dia seguinte, visitando a viúva, Jung pediu-lhe para visitar a biblioteca e lá encontrou os cinco livros vermelhos que “vira” na noite anterior. Eram livros de Emile Zola e o segundo dos cinco era A Herança dos Mortos.

 

Dúvidas sempre houve, explicações também. “Propositalmente em uma conferência sobre espíritos em Londres evitei a questão de se os espíritos existem por si próprios e se são capazes de produzir fenômenos visíveis materialmente. A única atenuante para tal atitude é que é extraordinariamente difícil encontrar provas creditáveis da existência de espíritos, uma vez que as comunicações espiritualísticas em geral não passam de produtos comuns do inconsciente do médium”.

 

Em 1927 desenhou a mandala “Janela para a Eternidade”. No sonho, que originou esse desenho, Jung estava em uma cidade de forma circular. O ambiente escurecido e nublado à sua volta. Havia um lugar com uma pequena ilha no centro da cidade onde se encontrava uma árvore de magnólias com luminosidade própria. Apesar de haver outras pessoas com ele, somente Jung percebeu a luz. Mais tarde escreveu: “O centro é a meta e tudo se dirige para o centro. Graças a este sonho compreendi que o “Self” é o princípio e o arquétipo da orientação e do significado… reconhecê-lo para mim quis dizer ter a intuição inicial de meu próprio mito”. No ano seguinte desenhou outra mandala: era um castelo de ouro no centro, com forma e cores que lhe sugeriam um toque chinês. No mesmo período, R. Wilhelm lhe enviou uma carta com um manuscrito de um tratado de alquimia taoísta titulado “O Mistério da Flor de Ouro”. A coincidência chamou a sua atenção para fatos correlacionados, sem aparente explicação. Isso foi chamado de sincronicidade. Por causa de “coincidências” como essa, Jung sentiu-se menos sozinho, o que lhe comprovou que existem pessoas com as quais temos afinidade para compartilhar idéias e sentimentos. Freud estava realmente ficando para trás.

Porém no volume 8 de suas Obras Escolhidas reviu a antiga explicação psicológica sobre os mortos: “Depois de 50 anos em contato direto ou indireto com experiências parapsicológicas de milhares de pessoas de diversos países, ponho em dúvida minha afirmação de 1919 sobre o caráter eminentemente psicológico das manifestações mediúnicas”.

 

No final de suas memórias escreveu: “Estou perplexo, desapontado, contente comigo mesmo, estou arrasado, deprimido, radiante. Estou sentindo tudo isso ao mesmo tempo, e não consigo obter o resultado da soma. Não sou capaz de determinar o que é ou o que não é, o que vale a pena e o que não vale. Não tenho qualquer julgamento a meu respeito ou a respeito de minha vida. Não existe nada de que eu tenha certeza absoluta”.

 Curiosidades:

Durante a primeira guerra, Jung serviu como comandante do campo de prisioneiros de Chateau d´Oex. A partir de 1933 especulou-se que Jung era simpatizante do nazismo, mas o próprio interpretava o social-nacionalismo como um fenômeno patológico. Em 1940, com a publicação do livro Psicologia e Religião, os nazistas proibiram e queimaram sua obra.

 

Jung construiu sua própria casa de campo em Bollingen, para local de meditação. O trabalho teve início em 1923 terminando em 1955. Nenhum pedreiro foi chamado. Alguns parentes o ajudaram no início, mas assim que a obra foi se tornando mais transparente ele não pediu mais ajuda a ninguém. A famosa torre da construção foi inspirada na arquitetura africana, continente que conheceu em 1920. Para ele a casa era “a representação em pedra dos meus mais íntimos pensamentos e dos conhecimentos que adquiri”. Está aí o processo de individuação. Não havia luz ou água encanada. O fogão era à lenha e só havia uma única e encardida panela de ferro para fazer toda a comida. E Jung era conhecido como um grande cozinheiro.

 Para Jung a religião era um fenômeno genuíno, uma função psíquica natural com múltiplas manifestações e sua importância no funcionamento da psique. Freud dizia que a religião era um derivado do complexo paterno e uma das sublimações do instinto sexual. Jung escreveu: “Entre todos os meus doentes, na segunda metade de suas vidas, isto é, com mais de 35 anos, não houve um só cujo problema mais profundo não fosse a questão religiosa. Todos, em última instância, estavam doentes por ter perdido aquilo que uma religião viva sempre deu em todos os tempos a seus adeptos, e nenhum curou-se realmente sem recorrer a atitude religiosa que lhe fosse própria”.

 Sobre Deus: “Como cheguei a minha certeza sobre Deus? (…) Não se trata de uma idéia, de algo que fosse fruto de minhas reflexões. (…) Por que certos filósofos pretendiam que Deus fosse uma idéia? É perfeitamente evidente que Ele existe. (…) Para mim Deus era uma experiência imediata das mais certas”. Em uma entrevista para a BBC de Londres às vésperas de completar 80 anos declarou: “Não necessito crer em Deus. Eu sei”.

 Na casa em Küsnacht, onde morou de 1909 até o fim da vida, está gravado em pedra no alto da porta o oráculo de Delfos: Invocado ou não, Deus está sempre presente.

COINCIDÊNCIAS segundo DEEPAK CHOPRA

COINCIDÊNCIA

A Palavra coincidência seria quase uma conspiração de improbabilidades.
Várias coisas conspiram, ocorrem ou ocorreram ao mesmo tempo. O próprio incidente tem significado especial para a pessoa. É frequente ter uma natureza simbólica; há sempre algo mais profundo do que o próprio incidente. Causa uma emoção intensa por quem passa pela experiência; às vezes transforma totalmente a vida da pessoa.

Se você prestar atenção a essas conspirações, verá que elas são “dicas”, são mensagens do mundo e assim poderíamos participar conscientemente da criação de nosso próprio destino.

CONSCIÊNCIA

Uma grande história zen diz que havia dois estudantes observando uma bandeira. O primeiro dizia: – olha, a bandeira está se movimentando. O segundo diz: – não, o que está em movimento é o vento. Chega o professor e eles perguntam: – o que está se movendo é o vento ou a bandeira? E o professor diz: – nem o vento, nem a bandeira. O que se move é a consciência.

O UNIVERSO NUM PONTO

No nível da realidade quântica, a informação está embebida em energia. Ao nível quântico tudo é indivisível. Não há separação entre mim e você porque somos todos parte do vasto universo de informação e energia. Neste exato momento, se pegássemos um pedacinho do espaço quântico aqui entre meus dedos, teríamos o universo inteiro. Toda a energia e informação está bem aqui, nesse ponto entre meus dedos. Notícias da televisão estão passando aqui agora, por exemplo. Você não pode ver apenas porque não tem os instrumentos certos. Mas está tudo aqui, só que em diversas freqüências.

CÉREBRO

Apenas por um momento, feche os olhos. Agora pense no seu quarto. Veja sua cama, as paredes. Agora abra os olhos. Você viu seu quarto, claro. E assim que você viu essa imagem, um feixe de fótons, luz, acendeu em seu cérebro. Mas antes de pedir que você visse essa imagem, onde ela estava? Onde está a memória até o momento que decidimos lembrar? A memória não está no cérebro como tanta gente diz. As pessoas dizem isso porque se alguém tem um derrame pode perder a memória. Mas hoje os mais brilhantes cientistas do mundo estão afirmando que a memória não está no cérebro. O cérebro é apenas um harware, como um rádio. Não há prova cientifica de que o cérebro produza pensamentos. Ele os decodifica. O que ensinam as grandes escolas espirituais é que o pensamento vem da alma, do verdadeiro eu. Para além dos olhos da carne e dos olhos da mente estão os olhos da alma. É aí que temos memória, insights, imaginação, entendimento, intenção, curiosidade, sabedoria, criatividade. Hoje alguns cientistas começam a descrever esse domínio, que chamaremos de realidade virtual. É aí que estava o pensamento, antes de você tê-lo tido.

REALIDADE VIRTUAL

A realidade virtual é imortal. E infinitamente correlacionada. É o software do universo. Esse nível de realidade é silencioso. A mente está sempre falando, mas aqui há silencio profundo. É eterno, porque nunca morrerá porque nunca nasceu, sempre esteve lá. Não tem energia, mas toda energia vem daí. Esse nível de realidade não tem tempo, é a criatividade infinita, o potencial infinito. Esse nível de realidade tem um infinito poder de organização. Esse nível de realidade é a nossa própria alma.

A ORDEM NÃO MANIFESTA O tempo linear é a forma da natureza não nos deixar experimentar tudo ao mesmo tempo. Mas há um mundo não manifesto onde tudo – passado, presente e futuro – está contido. Imagine que está lendo um livro, na página 70, e ele é uma história sobre você. Vai para a página 22 é a história também é sobre você, só que no passado. Na página 130 a história continua sendo sobre você, porem no futuro.

Você é que está lendo essa página agora. É assim que funciona a realidade. Volta e meia acessamos esse mundo não manifesto. Se a informação vem do passado, dizemos: oh, é das vidas passadas; se vem do futuro, dizemos: – oh, é uma profecia, uma clarividência. São palavras para descrever o que o poeta Rumi já disse de outra forma: “O mundo real está atrás das cortinas; na verdade não estamos aqui, esta é a nossa sombra. A experiência do amor não só como sentimento, mas como verdade maior da criação, o êxtase que vem daí, nos trás a memória da ordem submanifesta do ser, de toda a mágica da vida”.

Deepak Chopra (médico e espiritualista indiano)

Os Calceteiros e o nosso Tempo

Calceiteiro é o operário que faz empedramento de estradas, ruas e praças.

Calceteiro

Há alguns dias, desperto ao barulho de uma ferramenta que bate e encaixa pequenas pedras portuguesas na calçada. Há dias, me encanto com o trabalho de um ou dois homens solitários que constroem o seu próprio tempo, que tratam com carinho cada uma das pedras de um grande quebra-cabeças, que todos pisam e não dão o devido valor, sem lhes perceber a sutileza dos traçados, a conformidade dos blocos encaixados com esmero.

O Tempo Não Passa

Os homens trabalham cercados por uma simples rede de plástico, apenas isso, que mais do que os separar dos transeuntes, na verdade os separa no tempo e no espaço da realidade que todos querem acreditar como única. Os calceteiros pertencem a um mundo distante, de ternos, bengalas e chapéus para cavaleiros e damas. Meu avô vinha nos visitar, quando eu e meu irmão éramos pequenos, com belos chapéus e sempre beijávamos a sua mão, era a tradição do “benção, vovô”. (obs: inclusive incluí neste texto, várias gravuras do artista francês Jean-Baptiste Debret ou Debret (Paris, 18 de abril de 1768 — Paris, 28 de junho de 1848) que ao retratar o Rio de Janeiro Imperial, me fizeram amar ainda mais a arte do desenho-documental – aquarelas ágeis feitas para retratar momentos fugazes, mas prenhes de significado). Entre as gravuras, incluí “Costumes dos ministros e secretários de Estado (1826)”, obra na qual surge Pedro I conversando com algum ministro sem dar a atenção a um outro que lhe beija a mão!), a cena dos barbeiros e uma geral da Praça XV, perto do Paço Imperial. Comparem-nas com as fotos que fiz do amigo calceteiro, “o tempo não passa, meu amor”, a gente acha que passa, porque envelhecemos, porque desencarnamos, porque modas e costumes mudam.

Costumes dos ministros e secretários de Estado (1826)

Barbeiros, sangradores, muito calor e doceira.

Praça XV

Fiquei minutos que viraram meias horas, admirando o lento labor do encaixe, parcimonioso, cuidadoso, honrado, digno e mais afeito à tradições do que a modernidades. Ali havia apenas homens e ferramentas, e não doutores e máquinas. Atemporais pedras portuguesas transformadas em calçadas cariocas e não em ons e offs, XPs, Vistas e Blockbusters. Vivenciando a cena quase mágica, retirada de um livro de gravuras de Debret, viajei no tempo, voltei à infância: a um tempo de galinheiros em plena Visconde de Pirajá em Ipanema; na lentidão dos ônibus elétricos que seguiam seu destino sem a tresloucada correria pelos prazos e nunca esquecerei das notas perfeitas de Asa Branca, tocadas por um amolador de facas em uma pedra girante, movida pelos movimento dos seus pés.  Me recordo do som da rádio da mamãe antes da vitória inexorável da Televisão e hoje do computador.  Enlevado, o calceteiro me lembrou que o tempo em que vivo não é o único, que  a realidade não é o que é, é apenas o que fazemos dela.

Ao acordar com os toques precisos daquele homem em seu labor, me senti honrado por pisar – com todo o respeito – em sua obra. Os passantes, ao contrário, nada veem, nada querem ver, não captam a magia do sonho, a fantástica fábrica das possibilidades. Quantos cegos relutantes sem coração.

Obrigado amigo calceteiro por me fazer ver, mais uma vez, que não preciso viver a vida dos outros, que não necessito correr em uma velocidade que não é minha, que não preciso acreditar em verdades absolutas, óbvias e concretas.

Obrigado amigo calceteiro por me provar que é possível acreditar na vida.

O Eclipse da Lua

Riso da Lua

Desci para ver a lua sorrir.

Explicando: hoje, dia 15 de junho haveria um eclipse total que realmente ocorreu. Certamente, não foi um eclipse inglês, mas um brasileiro, pois nenhum dos horários oficiais “bateu” com o que vi no céu. Antes de descer para tomar o banho de lua conferi os horários. Segundo o prognóstico, o ápice do eclipse ocorreria às 17:12, horário de Brasília. No Rio começa a escurecer as 17:30. Na rua, no céu de dia, não vi lua alguma. Pensei, ela deve ter se refugiado, está preparando alguma surpresa.

Assim que desci às 17:15 me perguntei, que surpresas a lua me reserva hoje?

Deixei o destino responder.

Perto de casa, uma pessoa passa de bicliceta ao meu lado e grita: “Grande, Carlos!”

Fiquei matutando um pouco para saber quem era pois não vi seu rosto direito, porque o bicicletante estava à toda. Mas o cérebro capta imagens em velocidade e a checa com o banco de dados mental até obter a resposta: uma baita resposta! Era o Betinho, jogador de vôlei, amigo meu e do meu irmão no colégio. E o que significa esse encontro? A única vez que eu, meu irmão e ele andamos de bicicleta na Lagoa, aqui perto de casa, foi há mais de 30 anos e eu não precisei ver o seu rosto para ter certeza de que era ele. Importante mesmo era a simbologia do encontro, mesmo em velocidade. Encontrá-lo em uma bicicleta, após tantos anos, significa em meu coração que, após pedir muito por isso, o sonho se realizou. Clamei em meu íntimo, a Deus para que me fosse devolvida a pureza dos tempos de criança, para que fossem desfeitos os descaminhos da dor, da traição, do erro, das escolhas imaturas e vê-lo passando por mim, após 30 anos, me respondeu: “Está feito!”

“Grande, Carlos!”

Quando era 18:15 lá estava ela, brilhando no escuro do céu como o sorriso do gato da Alice do País das Maravilhas. Em segundos a bocarra se fechou e  só fui vê-la escancarada às 19:15, completinha, redondinha. Segundo os cientistas e astrônomos a saída completa da penumbra seria as 20:00, porém a lua, antes atrasada, estava adiantadinha, uma hora antes, querendo tirar o pai da forca!

Sob o riso da lua com sua manha de gato, não apenas me senti coeso, em paz com o universo, mas o ganhador da grande mega sena espiritual: o maior dos prêmios: UMA CHANCE DE RECOMEÇAR COM A ALMA E AS MÃOS LIMPAS!

AS SETE LEIS PARA O SUCESSO – Parte II

A LEI DA DÁDIVA

 O universo opera através da troca dinâmica… dar e receber constituem diferentes aspectos do fluxo de energia do universo e se estivermos dispostos a dar aquilo que procuramos, a abundância do universo circulará nas nossas vidas.

A vida renovada volta sempre a esse frágil vaso tantas e tantas vezes esvaziado. Nessa pequena flauta de cana que te acompanhou por montanhas e vales tocaste sempre novas melodias. As tuas dádivas infinitas chegam às minhas minúsculas mãos. O tempo passa e tu continuas a fluir e há sempre espaço para receber as tuas dádivas.

 Rabindranath Tagore, Gitanjali

 

 A LEI DA DÁDIVA

A segunda lei espiritual do sucesso é a Lei da Dádiva. A Esta – lei também se podia chamar A Lei de Dar e Receber, pois o universo opera através da troca dinâmica. Nada é estático. O nosso corpo mantém-se em troca Constante e dinâmica com o corpo do universo; o nosso espírito mantém uma interação dinâmica com o espírito do cosmos; a nossa energia constitui uma expressão da energia cósmica. O fluxo da vida constitui apenas a interação harmoniosa de todos os elementos e forças que estruturam o Campo da existência. Essa interação harmoniosa de elementos e forças da vida funciona como a Lei da Dádiva. COMO o nosso corpo, o nosso espírito e o universo vivem da troca constante e dinâmica, fazer parar a circulação da energia é como parar o fluxo do sangue. Quando o sangue deixa de fluir, começa a formar grumos, a coagular, a estagnar. Por isso se deve dar e receber, para que a riqueza e a prosperidade – ou tudo aquilo que quiser continuem a circular nas nossas vidas. A prosperidade provém da afluência, palavra cuja raiz “affluere”, significa “fluir para”. O termo “afluência” significa “fluir com abundância. O dinheiro constitui de fato um símbolo da energia vital que trocamos e da energia vital que utilizamos como resultado dos serviços que prestamos ao universo. O termo inglês “currency”, aplicado ao dinheiro em circulação revela bem a natureza fluente da energia. A palavra “currency” vem da palavra latina “currere”, que significa “Correr” ou fluir. Portanto, se pararmos a circulação do dinheiro, se a nossa única intenção for guardar e acumular dinheiro, também faremos com que ele deixe de voltar a circular nas nossas vidas, já que o dinheiro constitui energia vital.

Para que essa energia continue a chegar até nós, temos de a manter em circulação. Como um rio, o dinheiro deve fluir, senão começa a estagnar, a parar, a sufocar e estrangular a sua própria força vital. A circulação mantém-o vivo. Todas as relações implicam dar e receber. O dar engendra o receber e o receber engendra o dar. Aquilo que sobe também desce; aquilo que vai também volta. Na realidade, receber representa a mesma coisa que dar, pois dar e receber constituem diferentes aspectos do fluxo de energia do universo. E se pararmos qualquer destes fluxos, estamos a interferir com a inteligência da natureza.

 Em cada semente encontra-se a promessa de milhares de florestas. Mas a semente não deve ser guardada; deve fazer oferta da sua inteligência ao solo fértil. Através da dádiva, a sua energia oculta flui para a manifestação material. Quanto mais der, mais receberá, porque assim a abundância do universo continuará a circular na sua vida. Na verdade, tudo o que na vida tem valor multiplica-se quando se dá. Aquilo que não se multiplica através da dádiva não merece ser dado nem recebido.

Se, no ato de dar, sentir que perdeu alguma coisa, a dádiva não foi feita com sinceridade e nada se multiplicará. Se der de má vontade, não haverá nenhuma energia nessa dádiva. A intenção que se encontra por de trás do ato de dar e receber é o mais importante. A intenção deve ser sempre para gerar alegria para quem dá e para quem recebe, para que a felicidade constitua o apoio e o suporte da vida E portanto gera o progresso. O retorno é diretamente proporcional à dádiva, se esta for incondicional e feita com amor. Por isso o ato de dar tem de ser feito com alegria. É preciso que o seu estado de espírito seja de alegria no próprio ato de dar. Assim a energia que se encontra por de trás da dádiva multiplica-se muitas vezes. Na verdade, a prática da Lei da Dádiva é muito simples: se quer alegria, dê alegria aos outros; se quer amor, aprenda a dar amor; se quer atenção e apreço, aprenda a dar atenção e apreço; se quer prosperidade material, ajude os outros a tornarem-se prósperos no aspecto material. O modo mais fácil para obter aquilo que queremos é de facto ajudar os outros a obterem aquilo que querem.

Este princípio aplica-se da mesma forma a indivíduos, corporações, sociedades e nações. Se quiser que a vida o abençoe com todas as coisas boas, aprenda a abençoar os outros, em silêncio, com todas as coisas boas da vida. Até a ideia de dar, a ideia de abençoar, ou uma simples oração têm o poder de afetar os outros. Isto acontece porque o nosso corpo, reduzido ao seu estado essencial constitui um feixe localizado de energia e informação implica energia, que se manifestam sob a forma de pensamento. Portanto, somos feixes de pensamento num universo pensante. E o pensamento possui o poder de transformar. A vida consiste na eterna dança da consciência, que se exprime pela troca dinâmica de impulsos de inteligência entre o microcosmo e o macrocosmo, entre o corpo humano e o corpo universal, entre o espírito humano e o espírito cósmico. Quando aprendemos a dar aquilo que desejamos para nós, ativamos e coreografamos a dança, através do movimento delicado, enérgico e vital, que constitui a eterna vibração da vida. O melhor meio para pôr em prática a Lei da Dádiva é dar início a todo o processo de circulação, que consiste em tornar a decisão de dar qualquer coisa a cada pessoa com quem contatamos. Não tem de ser sob a forma de coisas materiais; pode ser uma flor, um cumprimento, uma oração, Na verdade, as mais poderosas formas de dar não são Materiais. O carinho, a atenção, o afeto, o apreço e o amor constituem algumas das mais preciosas dádivas que se podem oferecer e não custam nada. Quando encontrar alguém pode, em silêncio, fazer recair uma bênção sobre essa pessoa, desejando-lhe felicidade, alegria e prazer. Este tipo de dádiva silenciosa revela-se muito poderoso. Uma das coisas que me ensinaram em criança, e que eu depois também ensinei aos meus filhos, foi o nunca ir a casa de ninguém sem levar qualquer coisa. Nunca visitar ninguém sem levar uma oferta. Pode perguntar: “Como posso dar alguma coisa aos outros em certas alturas, se não tenho o suficiente para mim?” Pode, leve uma flor. Pode levar um bilhete ou um postal que diga qualquer coisa acerca dos seus sentimentos pela pessoa que está a visitar. Pode fazer um cumprimento ou uma oração. Tome a decisão de dar, para onde quer que vá, ou quem quer que vá visitar. Na medida em que der, também receberá. Quanto mais der, maior será a sua fiança nos efeitos miraculosos desta lei. E quanto mais receber, mais aumentará a sua capacidade para dar. A nossa verdadeira natureza consiste na prosperidade e na abundância; somos naturalmente prósperos, porque a natureza provê todas as necessidades e desejos. Não nos falta nada, porque a nossa natureza se baseia na potencialidade pura e nas possibilidades infinitas. Portanto, aceitemos a prosperidade como inerente à nossa natureza, independentemente de termos pouco ou muito dinheiro, pois o campo da potencialidade pura constitui a fonte de toda a riqueza. É a consciência que sabe como realizar todas as necessidades, incluindo alegria, amor, prazer, paz, harmonia e sabedoria. Se procurar primeiro estas coisas, não só para si, mas também para os outros, tudo o resto lhe chegará espontaneamente.

COMO APLICAR A LEI DA DÁDIVA

Ponho em prática a Lei da Dádiva, seguindo os passos:

 1 onde quer que vá, ou seja quem for que vá encontrar, levo comigo uma oferta. A oferta pode ser Um cumprimento, uma flor ou uma oração. Hoje vou oferecer qualquer coisa a todos aqueles com quem contatar e, assim darei início ao processo de fazer circular alegria, riqueza e prosperidade na minha vida e nas vidas dos outros.

 2 Hoje receberei com gratidão todas as dádivas que a vida me ofertar. Receberei as dádivas da natureza: a luz do Sol, o canto das aves, as chuvas de Outono, as primeiras neves do Inverno. Também espero receber dos outros dádivas, sejam elas sob a forma de dinheiro, um cumprimento ou uma oração.

 3 Comprometo-me a manter a riqueza a circular na minha vida, dando e recebendo as mais preciosas dádivas da vida: dádivas de carinho, afeto, apreço e amor. Sempre que encontrar alguém, desejar-lhe-ei, em silêncio, felicidade, alegria e prazer.

Uma Tarde no Cemitério

“MEMENTO, HOMO, QUIS PULUIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.”

Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó hás de voltar.

Cimetière du Père Lachaise”, perguntaria-me o leitor? Não! Alegremente me dirigi ao Cemitério da Consolação em São Paulo.

Após mais de 25 anos de idas e vindas à Pauliceia, respirei fundo e decidi visitá-lo para conhecer o túmulo da famosa Domitila de Castro, a Marquesa de Santos (São Paulo, 27 de dezembro de 1797 — São Paulo, 3 de novembro de 1867), amante oficial e oficiosa do Imperador Dom Pedro I e mãe da Duquesa de Goiás, filha de Pedro “o demonão”.

Marquesa de Santos, "santa"?

Cheguei às 13h em busca de informações. Me dirigi a um funcionário muito prestativo, que demonstrou em poucas palavras o amor ao seu trabalho. Popó, o seu apelido. Na verdade, Francisvaldo Gomes nasceu em Crateús no Ceará.  A sua cidade natal, que já pertenceu ao Piauí até 1880, e que posteriormente foi anexada ao Ceará, já foi conhecida como “Príncipe Imperial” (atenção: funcionário em cemitério da Domitila nascido em cidade com nome real). Como citei anteriormente, fui ao cemitério, em primeiro lugar, para visitar o túmulo da “Titília”, mas sabendo que lá também estavam outros personagens que aprecio como Monteiro Lobato, Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral e os presidentes da República Velha: Campos Sales e Washington Luis. Literalmente, me senti em casa.

Munido de um guia de visitação – cedido pelo Popó -, segui pelas ruas e vielas, admirando a arte tumular e preparando o coração para os prementes encontros. Inevitavelmente refleti sobre vida e morte, perenidade e ocaso, sobre como a sociedade vive intensamente com receio de findar seus dias de glória em um… cemitério. Mas curiosamente, mesmo para mim, me senti muito bem entre os túmulos, entre lembranças que não me pertencem e ostentações post mortem eternizadas em esculturas lamuriosas. Refleti sobre a questão do poder: de como Presidentes da República que estavam distantes do povo em suas épocas, hoje estão tão disponíveis para nós, mesmo em versões tumulares.

O anjinho sapeca que vela Domitila

Me dirigi à Domitila, que está ao lado da capela e com ela conversei um pouco, até de forma irônica, comentando sobre como uma mulher (ou um amor) pode balançar um Império. Que coisa… Mas completei: “De certa forma é uma honra estar aqui, mas gostaria de deixar claro que sou fã da Leopoldina, a esposa legítima de Pedro I, tá?”. Ao lado de Domitila está um grande brasileiro: Luiz Gama, escravo nascido da relação patrão e empregada, prática ainda tão convencional em nosso Brasil, que aos 10 anos foi dado como pagamento por uma dívida de jogo. Sua história é fascinante: como “peça vendida” foi conduzido de Santos a Campinas, a pé. Depois aprendeu a ler, fugiu do cativeiro, virou militar e por fim tornou-se um grande jornalista abolicionista. Senti orgulho de estar ali frente a frente com esse lutador, cuja história me inspira. Logo adiante, me deparei com outro personagem fascinante: o liberal italiano Líbero Badaró, jornalista e médico, que por defender a queda das Dinastias e Impérios, foi assassinado em 1830 pelos defensores de Pedro I, que andava insatisfeito com as críticas.

Líbero Badaró

Morro defendendo a liberdade” foram as últimas palavras de Badaró. Em função dessa celeuma e outras, Pedro I abdicou no ano seguinte à morte do liberal e sem a coroa, partiu para Portugal onde tornou-se um herói.  E outra, Pedro Demonão sempre soube o que fez: seu insaciável amor pelas mulheres era regiamente pago em moeda de troca – muitas espertamente engravidavam do chefe da Nação para ganhar algum título, bens ou dinheiro. A Baronesa de Sorocaba, irmã da Marquesa de Santos, engravidou de Pedro e deu a luz a Rodrigo. Existe uma carta de Pedro I, de abril de 1830, preservada no Arquivo Histórico do Museu Imperial em Petrópolis, na qual ele menciona todos os filhos que teve e especialmente, destila um veneninho a respeito de Rodrigo, filho da irmã de sua amante favorita: “Aquele que foi feito (…) por um motivo bem simples, porque a mãe não era burra.”

Sítio do Picapau Amarelo

Segui adiante até me deparar com Monteiro Lobato. Com os olhos marejados, agradeci-lhe por ter lutado pelo Brasil, por ter acreditado que poderíamos ser grandes e principalmente por ter escrito e nos encantado com as maravilhas do Sítio do Picapau Amarelo, o primeiro livro que li e que literalmente mudou minha vida. Depois visitei meus queridos santos modernistas: Tarsila do Amaral, Mário e Oswald de Andrade – que não eram irmãos – e me lembrei de uma séria rusga entre ambos, apesar de modernistas: em 1990, o amigo de Mário, Antonio Cândido se referiu diretamente ao assunto: “O Mário de Andrade era um caso muito complicado, era um bissexual, provavelmente.” O episódio do rompimento de relações entre eles se deu quando Oswald de Andrade ironizou que Mário (a quem chamava de “Miss São Paulo“) se “parecia com Oscar Wilde por detrás“.

Oswald de Andrade

De volta à Marquesa, pois nosso papo ainda não havia terminado, encontrei uma pessoa à frente do túmulo: o visitante José de Nazaré, que apelidei de Nazareno (foto) e que me acompanhou durante o resto da jornada, pois não era nada fácil encontrar determinados jazigos.

O Nazareno da Consolação

Ele me disse que é espírita e eu citei que estava ali por dois motivos: para ver alguns dos personagens que me encantam e como um Indiana Jones, para descobrir alguma pista do por quê estar ali. Como tenho escrito há meses, eu não iniciei o blog para me esconder, mas para me revelar: eu acredito e comprovo dia a dia que tudo, absolutamente tudo o que se faz é ligado a um fato inconsciente e que através das sincronicidades podemos obter respostas. No dia anterior, havia tido uma conversa com um amigo evangélico e falei claramente que minha meta é saber quem sou, de onde vim e para onde vou. Ele me disse: “Deus não permite isso. Os homens não têm condições de saber certas verdades.” Eu lhe disse que respeitava o seu ponto de vista, mas que víamos a vida – ou a morte – diferentemente. “Também aceito que a maioria não tem como entender certas revelações”, mas sinceramente completei: “A questão é que eu não tenho nada a perder.”

Washington Luís

Washington Luís

Com “Nazareno”, visitei os descansos-finais de dois Presidentes da República Velha: Washington Luís e Campos Sales. Sobre o primeiro é interessante notar que o seu nome não consta do túmulo, apenas há uma lápide com uma frase famosa e sua assinatura, incompreensível para quem não o conhece, algo bem diferente do faustoso túmulo de Campos Sales.

Campos "Selos"

Há um detalhe interessantíssimo: Monteiro Lobato (inimigo dos modernistas por considerá-los “colonizados”) e o Presidente Washington Luís trabalharam juntos. Em 1927, Washington nomeou Lobato como adido comercial nos Estados Unidos e de Nova Iorque e Detroit, Lobato escreveu a Luís confirmando a tese presidencial de que “Governar é abrir Estradas“. Nos Estados Unidos, o escritor observou de perto, a tecnologia do aço e da prospecção de petróleo, o que fez o escritor compreender que a solução para muitos dos nossos males, seria a industrialização, que para variar, demorou muito a ocorrer. Mas ao apoiar Júlio Prestes, o candidato da situação, e do charmoso Washington, em carta datada de 28 de agosto (data do meu aniversário) de 1929, Lobato se enroscou todo. O golpe tenentista de Getúlio Vargas e seus asseclas em 1930 mandou Lobato, Prestes e Luís às favas. Outra curiosidade: quem também está enterrado neste cemitério, só que na outra extremidade é o historiador marxista Caio Prado Júnior, fundador da Editora Brasiliense que em 1943, negociou com Lobato a publicação de suas obras completas. Alguns anos depois, Lobato se tornaria sócio de Caio nessa mesma editora.

Caio Prado Júnior

Já se aproximando das 17h, ainda me sentia um pouco inseguro se ainda acharia algo que referendasse aquela visita. Visualizei o mapinha mais atentamente e localizei dois números, um ao lado do outro: 28 e 31, os dias do meu nascimento e do meu único irmão. O 29, dia do nascimento de nossa mãe estava próximo também. Segui na direção que apontavam e no 31, encontrei o descanso de Olívia Guedes Penteado (Campinas, 1872 — São Paulo, 9 de junho de 1934), uma das maiores incentivadoras do modernismo no Brasil e amiga de artistas-chave do movimento, como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Heitor Villa-Lobos.

Olívia Guedes Penteado

Olívia se empenhou na causa revolucionária de 1932 e lutou a favor do voto feminino, conseguindo eleger a primeira mulher para uma constituinte. O seu túmulo é ornamentado pela escultura O Sepultamento, feita por um outro ídolo: o escultor Victor Brecheret. Ao observar o guia de visitação mais atentamente, reparei que o número 28, ao lado do 31, se referia à uma obra, uma escultura e não à pessoa em si. Procurei um outro 28 e o encontrei logo ali a algumas quadras de distância. Eu nasci no dia 28 e minha mãe nasceu em 1928. Ao me posicionar defronte ao túmulo, meu coração pareceu saltar da boca ao encontrar o “meu” 28: a filantropa e poetisa Anália Franco (Resende, 10 de fevereiro de 1856 — São Paulo, 20 de janeiro de 1919), que fundou mais de setenta escolas e mais de vinte asilos para crianças órfãs.

Anália Franco

Estudando sua linda história de vida, soube que à época da Lei do Ventre Livre (1871), ao tomar conhecimento de que os nascituros de escravas seriam encaminhados à roda dos expostos na Santa Casa de Misericórdia, ela usou o seu talento de escritora para dirigir-se às esposas dos fazendeiros e trocou um bom cargo na capital paulista por outro, no interior, a fim de socorrer as crianças necessitadas. Eis o texto retirado da wikipedia: “Graças à ajuda de uma dessas fazendeiras, num bairro de uma cidade no norte do estado de São Paulo obteve uma casa para instalar uma escola primária. Tendo a fazendeira lhe imposto a condição de segregação entre crianças brancas e afro-descendentes para a cessão gratuita do imóvel, Anália recusou-a terminantemente, passando a pagar um aluguel. Nessa primeira “Casa Maternal”, passou a receber as crianças que lhe batiam à porta, levadas por parentes ou recolhidas nos caminhos da região. A fazendeira, ressentida com a altivez da jovem professora e vendo que a sua casa, embora alugada, se transformara num albergue, recorreu ao prestígio do marido (um “coronel”), e este obteve a remoção de Anália. Indo para a cidade, alugou uma velha casa, consumindo com essa despesa a metade do seu salário. Como o restante era insuficiente para a alimentação das crianças, não hesitou em ir pessoalmente pedir esmolas para prover as crianças, que referia carinhosamente em seus escritos como os “meus alunos sem mães”. Numa folha local anunciou que, ao lado da escola pública, havia um pequeno “abrigo” para as crianças desamparadas. Embora essas práticas chocassem o setor conservador da cidade, Anália obteve o apoio de um grupo de abolicionistas e republicanos. Ao final da vida, Anália Franco constituiu 71 Escolas, 2 albergues, 1 colônia regeneradora para mulheres, 23 asilos para crianças órfãs, 1 Banda Musical Feminina, 1 orquestra, 1 Grupo Dramático, além de oficinas para manufatura em 24 cidades do interior e da capital”.

Trêmulo, e com o mapinha entre as mãos, várias sincronicidades me puseram de joelhos: Anália Franco, quadra 62, terreno 29 (o ano do meu aniversário e o dia do nascimento de minha mãe). Ao rever o endereço de Olívia Guedes Penteado vi: rua 35, terreno 1 e 2 (3 mais 5 = 8, mês do meu nascimento e interpretei o 1 e 2 de duas formas: 1 mais 2 = 3, mês do nascimento do meu irmão – março – e 31, o número do túmulo de Olívia no guia é o dia do nascimento do meu irmão e 12 é o mês que a nossa mãe nasceu). Tarsila do Amaral, pintora se localizava no número 29 do guia, dia do nascimento de mamãe. Simplesmente as datas completas de nossa mãe, minha e do meu irmão estavam ali na minha cara e ligadas a três mulheres artistas e educadoras que se doaram para mudar os rumos deste país e para auxiliar as pessoas. Essa me pareceu uma bela resposta: que não devo temer e nem me afastar do caminho artístico e educacional, que estava escrito antes mesmo de termos nascido.

Comecei a chorar com a alma aliviada.

(obs: antes de deixar São Paulo, que hoje me deu um dos melhores presentes de minha vida, tornarei a rever Pedro I, e minhas Imperatrizes Maria Leopoldina e Amélia Augusta na Cripta Imperial sob o Monumento do Ipiranga.)

Anália Franco