Advogado carioca se comunica com a Virgem

Imagens da Virgem fotografadas na igreja de SANTO ELESBÃO E SANTA IFIGENIA no centro do Rio, uma igreja de escravos.

Vídeo do texto abaixo: http://www.facebook.com/video/video.php?v=10150195667594301

Muitos pontos me tocaram, como espectador, filho, amigo e discípulo de Fátima nessa entrevista do advogado Pedro Siqueira (para o programa da Ana Maria Braga) que mantém contato com a Virgem desde criança, mas um detalhe me chamou a atenção: Nossa Senhora pode se manifestar através de um simples fenômeno como a chuva…

Sabe o que acho mais fascinante dessa história toda? Cada um, dependendo de vários fatores (educação, compreensão, fé, religião etc) tem uma perspectiva muito própria do fenômeno. Creio que cada um de nós reinterpreta e vive o fenômeno à sua imagem e semelhança: se você é criativo, os fenômenos também o serão. Como o advogado Pedro Siqueira é muito católico, o fenômeno também é muito católico. Mas nenhuma das formas de contato pode ser considerada certa ou errada: são extensões da mesma luz, da mesma fonte.

Há um depoimento nesta entrevista, de uma moça, a última a falar, que presenciou juntamente com o grupo em Fátima, Portugal,  uma cruz surgida do céu com raios vermelhos, e uma auréola que cercava o sol… Na entrevista há uma foto dessa depoente no mesmo local em Fátima onde tive a honra, o prazer e a emoção de ter tido contato com a Virgem, em uma fase muito confusa da minha vida, em uma fase na qual eu precisava ardentemente me desligar do velho, da roupa velha para me despir, me deixar nu e aí sim poder me reencontrar com quem eu havia me esquecido que era. E esse processo dura até hoje, é um caminho progressivo, contínuo e maravilhoso. E graças a Deus, sem retorno: sempre à frente e com a Virgem.

Dicas de Alimentação e Causas de Várias Doenças

Segundo a psicóloga americana Louise L. Hay, todas as doenças que temos são criadas por nós.
Afirma ela que somos 100% responsáveis por tudo de ruim que acontece no nosso organismo.

“Todas as doenças tem origem num estado de não-perdão. Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos perdoar. Quando estamos empacados num certo ponto, significa que precisamos perdoar mais. Pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão. Perdoar dissolve o ressentimento.”

Listo uma relação de algumas doenças e suas prováveis causas, elaboradas pela psicóloga Louise.

DOENÇAS / CAUSAS:
AMIGDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.
APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.
ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.
ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.
BRONQUITE: Ambiente família inflamado. Gritos, discussões.
CÂNCER: Magoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.
DERRAME: Resistência. Rejeição a vida.
DIABETES: Tristeza profunda.
DIARREIA: Medo, rejeição, fuga.
DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de autovalorização.
ENXAQUECA: Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro.
GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.
HEMORRÓIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.
HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
INSÔNIA: Medo, culpa.
LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.
MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio. v NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
PELE (Acne): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.
PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.
PRESSÃO BAIXA: Falta de amor em criança. Derrotismo.
PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente.
PULMÕES: Medo de absorver a vida.
QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.
REUMATISMO: Sentir-se vitima. Falta de amor. Amargura.
RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.
RINS: Crítica, desapontamento, fracasso.
SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.
TIREOÍDE: Humilhação.
TUMORES: Alimentar mágoas. Acumular remorsos.
ÚLCERAS: Medo. Crença de não ser bom o bastante.
VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.

Maçã: Rica em fibras (principalmente se consumida com casca), carboidratos, vitaminas A, B1, B2, B6, C, minerais, zinco, magnésio e selênio. Combate a ansiedade e relaxa.
Uva: Essa fruta tem uma boa dose de vitaminas do complexo B, que ajudam no funcionamento do sistema nervoso. A vitamina C e os flavonóides da uva são antioxidantes, que retardam o envelhecimento da pele e ajudam a combater o colesterol.
Carne: Esse alimento possui niacina, uma vitamina do complexo B que, quando está em falta no organismo, causa depressão. Também é rica em ferro e cobre, que combatem a anemia e transportam o ferro. O zinco, presente em sua composição, é antioxidante: combate os radicais livres e retarda o envelhecimento, e os aminoácidos fazem o cérebro funcionar melhor.

Ovos: Os nutrientes dos ovos que garantem o bom humor são a tiamina e a niacina (vitaminas do complexo B), ácido fólico e acetilcolina. A carência deles pode causar apatia, ansiedade e até perda de memória. Consumir dois ovos por semana é o bastante.
Espinafre: A verdura contém potássio e ácido fólico, que previnem a depressão. Além disso, espinafre tem magnésio, folato e vitaminas A, C e do complexo B, que ajudam a estabilizar a pressão e garantem o bom funcionamento do sistema nervoso.
Leite: A falta de vitamina do complexo B é essencial para manter o bom humor e a ansiedade sob controle. Além de estarem presentes no leite, essas substâncias também são encontradas nas ervilhas, sementes de girassol, batata e peixe. Leite também tem cálcio (que ajuda a relaxar os músculos) e proteínas (que estimulam o sistema nervoso).
Frutos do mar: Por serem ricos em zinco e selênio, agem no cérebro, diminuindo o cansaço e a ansiedade. Também são boas fontes de proteína e gordura saudável (Omega 3), essencial para o bom funcionamento do coração.
Laranja: Ajuda o sistema nervoso a trabalhar adequadamente, já que é rica em vitamina C, cálcio e vitaminas do complexo B. O suco é sua melhor opção de consumo.
Mel: Influencia a produção de serotonina, neurotransmissor que está fortemente ligado às mudanças de humor.
Tomate: Por ter grande quantidade de vitamina B6 e vitamina C, ajuda a combater a irritação. sem contar que é barato e de consumo muito prático.
Alface: Esta é uma ótima opção para aliviar os sintomas de irritação. Mas, invista no talo da planta. Ele contém lactucina, substância que funciona como calmante.
Banana: Contém grande quantidade de potássio, carboidrato, magnésio e biotina, que estimula o sono e te ajudarão a dormir as oito horas que são necessárias para descansar de verdade!
Espinafre: Contém potássio e ácido fólico, que previnem a depressão. Sem contar que também influencia na normalização do sistema nervoso.

A Lua do Buda

Depois dizem que esse negócio de Lua Cheia não significa nada…

Bem, e qual é o significado de uma Lua Cheia com bastante Chuva? Te parece estranho o brilho da lua com uma boa torrente de água celeste? Que nada!, isso é bom sinal e bota bom nisso: o encontro desses gigantes naturais causou, de fato, a mais pura emoção em mim, mostrou-me mais uma vez que não há “coincidências”.

 A Lua do Buda, a lua espiritual se manifestou com toda a força na terça, dia 17 de maio, com uma energia poderosa. De amor.

Diz a lenda que a iluminação do Buda se deu nesta lunação, que representa o espírito fecundando a matéria. Diz a lenda de Wesak que nesta data ocorre uma bênção espiritual do plano espiritual à Terra. O Céu penetra a Terra e a fecunda. Esta bênção acontece uma vez ao
ano, na Lua Cheia em Escorpião e Sol em Touro: a Lua Cheia da iluminacão do
Buda.  Esta lunação traz a oportunidade de compreendermos profundamente os porquês de nossas atitudes e sentimentos, o porquê de nossas escolhas.

É preciso mais do que nunca atentar aos detalhes, valorizar as pequenas coisas, se quisermos ver de fato as grandes.


É óbvio que sincronicidades ocorreram em abundância sob a noite lunar de hoje, mas dessa vez, a SINC se manifestou na forma de encontros com pessoas conhecidas e desconhecidas.  Certamente, tudo tem uma explicação, pouco racional e muito emotiva, mas tem.

Pois bem,  encontros só são possíveis devido a um intrincado sistema de escolhas (nossas) entre mil opções mais as possibilidades que o universo de Minotauro nos dá. Você cruza com alguém na rua porque ambos têm uma espécie de magnetismo que nos faz tomar as decisões “corretas” ou “erradas” para encontros e desencontros mil.

Vamos do início: hoje, choveu quase o dia inteiro.

Fui dar uma aula no bairro X a convite de um técnico que trabalhava no estúdio Y. Tudo correu bem, mas a chuva causou atrasos e passei da hora. Depois da aula, voltei para casa.

Cheguei em meu bairro bem atrasado, devido às ruas engarrafadas e inundadas.

Este é quase o final do meu dia, mas antes de contar o que tenho de contar, voltarei alguns dias no tempo.

 Um bom amigo foi pai nesta semana. Ele escolheu um nome bíblico para o filho, João, e passou uma tarde comigo lendo o trecho da Bíblia que tece comentários sobre o nome santo. Deus o brindou com essa incrível experiência em vida, de ser pai, e ele escolheu João, nome do livro favorito da Bíblia de muitos, que conta a história e os ensinamentos de Jesus após o seu batismo. Ele teve esse filho depois de uma experiência pessoal complicada, que ocorreu durante a catástrofe no interior do Estado do Rio em Janeiro deste ano. Uma grande amiga dele faleceu, com a maior parte da família dela, nesse acidente. Agora, 4 meses depois, – pois parece que janeiro está lá atrás: faz uma eternidade -, meu amigo é brindado com a paternidade, suas consequências e o natural amadurecimento. De fato, há equilíbrio em tudo: após a morte, surge a vida, não há fim, há um novo início e onde há dor há alegria.

Hoje, chegando em casa à noite, com a chuva estiando, cruzo a rua pela faixa de pedestres tendo ao meu lado, a mãe do amigo que acabou de ser pai, mãe essa que não conheço, apenas por fotografias. Vesti a cara de pau e me apresentei, atravessando a rua, sem esperar chegarmos à calçada. Ela sorriu expansivamente e falou que o meu amigo está translumbrante. Achei curioso conhecê-la dessa forma, em movimento. Dois quarteirões depois, quase à porta de casa, uma pessoa escondida entre dois prédios, bem oculta para falar a verdade, me pergunta, assim que passo por ela: “Não conhece os amigos, mais não é?”

Me viro e vejo que quem havia feito a pergunta era um velho conhecido, o ex-sócio do estúdio Y , que não via há alguns anos. (Lembre que lá em cima, citei que fui dar aula hoje a convite de um ex-técnico do mesmo estúdio.) E eu gosto muito dele, assim como gosto do meu amigo que foi pai, e como gosto do amigo que me recomendou a aula no bairro X. Achei mais curioso ainda, encontrar essas duas pessoas em uma noite chuvosa, após tantos atrasos que ocorreram durante o dia por causa da chuva torrencial que abrasou a cidade. Fora que nenhum deles mora em meu bairro. Só foi possível encontrá-las, porque me atrasei, me “perdi”, o ônibus atrasou, a cidade estava engarrafada e me desviei do caminho previamente estabelecido.

Por fim, perguntei ao ex-dono do estúdio: “Onde você está morando?”

“No bairro X”, ele respondeu.

“O bairro de onde vim, que coisa…”, refleti.

Ah… E o nome de um dos novos alunos é João, o mesmo nome do recém-nascido filho do outro querido amigo, e o nome do outro novo aluno é Pedro, um outro apóstolo. É brincadeira?

A chuva, que seria, em tese, um elemento desagregador, desestruturador, que tira as pessoas da rua, serviu para unir, iniciar etapas, simbolizar a emoção dos encontros.

Ou seja: NÃO há atraso; NÃO há erro; NÃO há MÁ chuva; NÃO há engarrafamento; NÃO há desvio; NÃO há mudança de rumo.  SÓ HÁ, O QUE HÁ. E TUDO O QUE É, É BOM E BELO.

A vida é bela, assim como a Lua do Buda e a Chuva dos Céus.

AS SETE LEIS PARA O SUCESSO – parte I

A partir desta postagem, inicio a reprodução de trechos selecionados de “AS SETE LEIS PARA O SUCESSO” de Deepak Chopra, médico, escritor e professor indiano.


A LEI DA POTENCIALIDADE PURA

A primeira lei espiritual do sucesso é a Lei da Potencialidade Pura. Esta lei baseia-se no fato de sermos, no nosso estado essencial, consciência pura. A consciência pura constitui a nossa essência espiritual. A sabedoria pura, o silêncio infinito, o equilíbrio perfeito, a invencibilidade, a simplicidade e a beatitude constituem outros atributos da consciência pura. Quando descobre a sua natureza essencial e sabe quem de fato é, nesse conhecimento de si próprio encontra a capacidade para realizar todos os sonhos, porque nós somos a possibilidade eterna, o potencial imensurável de tudo o que foi, é e será. A Lei da Potencialidade Pura também se podia chamar a Lei da Unidade, porque subjacente à infinita diversidade da vida se encontra a unidade de uma alma total e universal. Não há separação entre nós e este campo de energia. O campo da potencialidade pura é o nosso próprio Eu. E quanto mais possuirmos a experiência da nossa verdadeira natureza, mais próximo nos encontramos do campo da potencialidade pura.

A experiência do Eu, ou “autorreferência”, significa que o nosso ponto de referência interior é constituído pela nossa própria alma e não pelos objetos da nossa experiência. O oposto da autorreferência constitui a referência ao objeto. No plano da referência ao objeto, estamos sempre a procurar a aprovação dos outros. O nosso pensamento e o nosso comportamento são sempre em função de uma resposta. Por isso se baseiam no medo. No plano da referência ao objeto, também sentimos uma necessidade intensa de controlar as coisas. Sentimos uma necessidade intensa de poder externo. A necessidade de aprovação, a necessidade de controlar as coisas e a necessidade de poder externo baseiam-se no medo. Esta espécie de poder não representa o poder da potencialidade pura, nem o poder do Eu, nem um poder real. Quando experimentamos o poder do Eu, o medo desaparece, deixamos de ter uma necessidade de controle compulsiva e deixamos de lutar pela aprovação e pelo poder externo. No plano da referência ao objeto, o nosso ponto de referência interior é o nosso ego. Mas o ego não constitui aquilo que de fato somos. O ego representa a nossa autoimagem; é a nossa máscara social; constitui o papel que desempenhamos. A nossa máscara social precisa de aprovação para se engrandecer. Procura dominar e mantém-se através do poder que exerce, porque vive no medo. O nosso verdadeiro Eu, que é a nossa alma, encontra-se totalmente liberto destas coisas. É imune à crítica, não teme os desafios, e não se sente inferior a ninguém. E, no entanto, também é humilde e não se sente superior a ninguém, pois reconhece que todos os outros constituem o mesmo Eu, a mesma alma, sob diferentes formas. Esta constitui a diferença essencial entre a referência ao objeto e a autorreferência. No plano da autorreferência possuímos a experiência do nosso verdadeiro eu, que não teme nenhum desafio, respeita todas e não se sente inferior a ninguém. O auto poder constitui, portanto, o verdadeiro poder. Mas o poder baseado na referência ao objeto representa um poder falso. Sendo um poder baseado no ego, apenas dura enquanto o objeto de referência se encontra presente. Se uma pessoa tiver determinado título – se for presidente de um país ou presidente de uma corporação – ou se tiver muito dinheiro, o poder de que desfruta desaparece no momento em que perde o título, o trabalho, o dinheiro. O poder baseado no ego só dura enquanto durarem essas coisas. Logo que o título, o trabalho, o dinheiro desaparecerem, também o poder desaparece. o autopoder, pelo contrário, é permanente, porque se baseia no conhecimento do Eu. E o autopoder apresenta algumas características importantes. Atrai as pessoas para nós e também atrai até nós as coisas que desejamos.

Magnetiza as pessoas, as situações, e as circunstâncias, de modo a apoiarem os nossos desejos. Também se chama a isto apoio das leis da natureza. É o apoio da divindade; um apoio que provém do fato de nos encontrarmos em estado de graça. Este poder faz com que sintamos alegria em nos sentirmos ligados às outras pessoas e elas também sintam alegria em se encontrarem ligadas a nós. Passamos a ter um poder de atração, uma atração que se baseia no verdadeiro amor. Como podemos aplicar a Lei da Potencialidade Pura, ao campo de todas as possibilidades, às nossas vidas? Se quiser desfrutar dos benefícios do campo da potencialidade pura, se quiser aproveitar ao máximo a criatividade inerente à consciência pura, tem de ter acesso a ela. Uma das formas de ter acesso a este campo é através da prática diária do silêncio, meditação e não-julgamento. Passar tempo no meio da natureza também constitui uma forma de acesso às qualidades inerentes a este campo: criatividade infinita, liberdade e beatitude. A prática do silêncio significa que a pessoa se compromete a reservar algum tempo para Ser apenas. A experiência do silêncio significa que a pessoa se retira periodicamente da atividade da palavra. Nesses períodos, a pessoa também se retira de atividades como ver televisão, ouvir rádio, ou ler um livro. Se nunca tomarmos a oportunidade de experimentar o silêncio, o nosso diálogo interior será sempre turbulento.

A serenidade constitui o primeiro requisito para podermos manifestar os nossos desejos, porque é na serenidade que reside a nossa ligação ao campo da Potencialidade pura, onde uma infinidade de pormenores se organiza para nós. Imagine que atira uma pedra pequena para as águas paradas de uma lagoa e fica a ver as ondas que provocou na água. Depois de algum tempo, quando as ondas se acalmam, talvez atire outra pedra pequena. É exatamente aquilo que faz quando entra no campo do silêncio puro e introduz a sua intenção. Nesse silêncio, até a mais leve intenção produz ondas no princípio subjacente da consciência universal, que estabelece as ligações de todas as coisas umas com as outras.

Mas se não passar pela serenidade da consciência, se o seu espírito for como um oceano turbulento, pode atirar lá para dentro o Empire State Building, que nada acontecerá. Na Bíblia, encontramos a expressão “Adquire serenidade e reconhece-me como Deus”. Isto só se pode realizar através da meditação. Outra forma de chegar ao campo da potencialidade pura é através da prática do não-julgamento. O julgamento representa a constante avaliação das coisas como certas ou erradas, boas ou más. Quando se está sempre a avaliar, a classificar, a rotular, a analisar, cria-se uma imensa turbulência no nosso diálogo interior. Essa turbulência dificulta o fluxo de energia entre nós e o campo da potencialidade pura. Fechamos assim a “abertura” entre os pensamentos. A abertura constitui a nossa ligação ao campo da potencialidade pura. Constitui o estado de conhecimento puro, aquele espaço silencioso entre os pensamentos, aquela serenidade interior que nos liga ao verdadeiro poder. E quando fechamos a abertura, fechamos a nossa ligação ao campo da potencialidade pura e da criatividade infinita.

Como Franz Kafka, o filósofo e poeta austríaco disse: “Não é necessário sair do seu quarto. Fique sentado à sua mesa e escute. Nem sequer precisa de escutar, espere apenas. Nem precisa de esperar, aprenda a tornar-se tranquilo, sereno e solitário. O mundo virá naturalmente oferecer-se-lhe, para através de si se revelar. Não poderá deixar de fazê-lo; desdobrar-se- em êxtase aos seus pés.”


COMO APLICAR A LEI DA POTENCIALIDADE PURA

1 Entro em contato com o campo da potencialidade pura, reservando todos os dias algum tempo para praticar o silêncio, para Ser apenas. Para além disso, sento-me sozinho em meditação silenciosa pelo menos duas vezes por dia, durante cerca de trinta minutos de manhã e trinta minutos de tarde.

2 Todos os dias reservo algum tempo para comungar com a natureza e para testemunhar em silêncio a inteligência que existe em todas as coisas vivas. Sento-me, em silêncio e contemplo o pôr do Sol, escuto o som do oceano ou de um rio, ou aspiro apenas o perfume de uma flor. No êxtase do meu próprio silêncio e através da comunhão com a natureza, desfrutarei da vibração milenar da vida,  do campo da potencialidade pura e da criatividade infinita.