Sincronicidades de Pais e Filhos.

Não há coincidência.

E não há mesmo.

Há fatos que chegam a ser mezzo reflexivos e mezzo cômicos. Nessa semana em menos de 24 horas, vivi ambos, em um dia como todos os outros.

Antes de começar, reproduzo trecho da postagem “Chaves é Amor” de um mês atrás:

“Um dos meus alunos, me disse: “Farei aniversário amanhã!”.  “Como assim?”, perguntei. “Amanhã é o aniversário da minha sobrinha!”, eu disse, que fiquei ainda mais admirado, quando me “toquei” de que o nome da mãe do aluno era o mesmo da minha sobrinha.“Onde você mora?”, o aluno me perguntou. Ao responder, ele chamou pela mãe, quase gritando de euforia: “Mãe! Ele mora ao lado da vovó!”. Mais curioso ainda é que o contato desse aluno, me foi dado por um amigo que se casou em um cerimônia xamânica, conduzida por um morador do meu prédio. Ele não sabia que o condutor da missa era meu vizinho e nem eu sabia que vizinhos conduziam missas cerimoniais. Incrível.”

Pois bem, ontem, três meses após a primeira revelação, conversando sobre essas “coincidências” com a mãe de uma aluna chamada Mariana, moradora do mesmo prédio do aluno citado acima, a mãe da Mariana confessa admirada: “Mas eu nasci no mesmo dia da sua sobrinha e do seu aluno!” E eu fiquei assim, como é mesmo? “E se eu te disser que no meu trabalho anterior, 3 pessoas também nasceram nesse dia?”. “Isso já não é mais coincidência, é invasão!”, rimos. Então, a pequena Mariana me pergunta: “Onde você mora?” Respondi que ao lado de um determinado shopping e ela ficou eufórica: “Mãe! Ele mora ao lado do trabalho do papai!”

Mariana

A casa da avó do aluno é a um quarteirão à esquerda da minha casa e o trabalho do pai da Mariana é a um quarteirão à direita. E no meu prédio mora o xamã que casou o amigo que me deu o contato do primeiro aluno. E esse amigo morava há pouco tempo na rua Mariz e Barros no bairro da Tijuca na qual meu avô morava.

Reproduzo parte de mais um elo dessa história de “A Sincronicidade Joga Bola” postada em agosto.

“Faltando pouco para chegarmos ao destino, o táxi entrou na rua em que meu avô morava: Mariz e Barros, já perto da rua Uruguai. Quase em frente à casa do vovô, o motorista olha para a janela e exclama: “Que coisa! Meu pai tá bem aqui na esquina!”.  Eu perguntei: “Tu tá falando sério? Você me disse que nunca vem pra cá e quando vem, vê seu pai?”. Após me despedir do amigo-taxista, olhei a placa com o nome da rua “Uruguai” e me lembrei de que três jogadores da seleção uruguaia, campeã da Copa América de 2011, jogaram e jogam no Botafogo, meu time e do taxista que só encontrei dessa vez.”

Mais matemático que isso só dois disso.

No dia seguinte à conversa com a mãe da Mariana, a mãe do primeiro aluno (não percam o fio da meada) me diz que uma amiga deseja que o filho tenha aula. Ela vai tateando e me diz: “Mas ele é especial.” Olhei com carinho e respondi: “Não há problema”, respondi tranquilamente. “Minha sobrinha Thatiana, que nasceu no dia do seu filho e que tem o mesmo nome que você, também é especial.”

Thatiana

Concretamente todos esses elos “achados” no espaço-tempo me dão segurança e mostram que devemos ter paciência durante as travessias mais árduas e mais consciência em momentos de euforia, pois me parece, e até o momento não há nada que pareça refutar o que tenho vivido, é que  não há nada nesse mundo que não esteja escrito.

E se Deus nos dá algum fardo é porque Ele sabe que podemos carregá-lo.

LIVRE ARBÍTRIO

Há livre-arbítrio?

As pessoas que cruzam o seu caminho foram previamente escolhidas? O livre-arbítrio é algo palpável ou simplesmente a mente é capaz de criar situações inexplicáveis?

Cláudia Lessin Rodrigues

Minha vivência me sugere que o livre-arbítrio não é tão “maleável” e que não funciona como o senso comum o  compreende. A questão me parece ser de valores, de como entendemos esses mesmos valores, e de como nos entendemos.

Naturalmente, somos egoístas e autocentrados. Não há muita boa vontade em nos julgar, em descobrir que nós somos a causa número UM de nossos problemas. Nós nunca mentimos, fofocamos, nunca erramos, nunca corrompemos e facilmente apontamos o dedo acusador para o vizinho. Somos uma raça em guerra constante, conosco e com o “resto” da humanidade.

A questão da diferença de valores entre o ocidente e o oriente, entre o que é e o que significa “liberdade” é a questão central. O ocidental avança, o oriental espera, um acredita em ação, o outro em não ação.

Isso te lembra a questão da não-localidade na mecânica quântica? A mim, lembra e me inspira.

A sociedade humana, a ocidental principalmente, valoriza os ganhos (“Deus me premia financeiramente porque eu lhe dou parte dos meus ganhos” ou “sou um pecador por ter dinheiro” são faces da mesma moeda), o visível, a ostentação, os títulos, o consumismo e a aparência. Quando rezamos, ainda mais em momentos de crise, pedimos que “alguém lá de cima” nos ouça e atenda nossos pedidos. “Me dá dinheiro”, “me dá amor”, “me dá isso”, “me dá aquilo”, sempre tem um “me dá” na história. O pedinte fica no papel de filho que pede dinheiro/mesada ao pai e que se aborrece quando não é atendido. Sabe o que isso quer dizer? Que nunca deixamos de ser crianças dependentes e aborrecentes. A diferença entre pagar pelas promessas ou ofertar o dízimo é que a primeira celebra um pedido atendido e a segunda, em tese, a compreensão de que tudo o que o fiel possui, não é fruto do trabalho dele, mas da benevolência de um ser divino. É a mesma coisa que a velha tradição de, antes de beber, jogar um pouquinho de café ou cachaça ao chão, estilo “cafézinho do santo”. Certas coisas mudam de nome, certas pessoas vestem roupas diferentes mas não mudam internamente.

Pagar pela promessa também pode querer dizer que o requerente foi atendido. Se o pedido foi atendido não é porque ele “merecia”, mas porque determinadas questões kármicas, que ligam e conectam pessoas por todo o mundo, precisavam ser corrigidas, “remanejadas” e nesse caso específico, “aparentemente” o requerente é beneficiado. No caso do dízimo, a questão é um pouco mais melindrosa. Assim como o PM corrupto que entra na profissão para levar “um por fora”, a maior parte dos fieis que dão o dízimo não possuem a compreensão exata de que “dar” nem sempre quer dizer “receber” materialmente. Muitos pensam sempre na entrega do dízimo como uma questão material,  se “dou”, certamente vou “receber”. No popular, é ganhar dinheiro mesmo.

Quem foi que disse que sucesso material torna a pessoa mais esclarecida? Que todo endinheirado se torna santo, asceta e iogue?

Com esses exemplos, explico, parcialmente, como vejo a  questão do livre-arbítrio: como um cálculo matemático, acima de vontades pessoais, que envolve gerações, civilizações, culturas e ajustes espirituais.

Nós temos duas manias: a de pedir quando precisamos e a de achar que somos livres.

Nem sempre há um árbitro visível, um juiz à nossa frente, atuando no campo em que jogamos. A maior parte do nosso livre-arbítrio é previamente determinada. Só nos resta intuir qual é  a regra do jogo, e fazer escolhas durante toda a vida. Se você optar, direta ou indiretamente, por seguir determinados caminhos, uns difíceis e outros fáceis, sempre queimará karmas, antes ou depois, acertadamente ou aos tropeções, fará ajustes, que agradam e desagradam, que ano após ano, te empurram a passar de ano, com boa nota ou nota média, mas você caminhará, seguirá na senda do “livre-arbitrio” até que um dia, com ou sem promessa visível ou dízimo, seu coração e sua vida, juntos, te dirão: “Parabéns, você acaba de entender porque a sua vida é assim e se você acha isso pouco, volte ao início do jogo”.

O oriental diria que você desperdiçou energia ao lutar para alcançar determinado objetivo, gastou dinheiro demais e se estressou sem necessidade. Você o obteria de qualquer maneira sem fazer esforço, porque este resultado está acima de vontades e do “eu quero”. De fato, tudo nessa vida (e nas outras) tende a se ajustar, sempre em direção ao caminho do meio. Não há premiação nesse jogo, só escolhas. E você é sempre O RESPONSÁVEL.

Essa responsabilidade foi antecipadamente combinada por questões kármicas, que não são nada livres: são conscientes e necessárias para o crescimento individual e coletivo.  Nada ocorre à toa, pois até mesmo o local onde se reside, é imposto antes mesmo de nascermos.

Há algumas semanas, tive mais mais confirmações sobre esse fato, ao simplesmente conversar com uma vizinha e descobrir estranhas “coincidências” de datas de nascimento e locais onde nossos pais e avós moravam. Não dá para nada disso ser “à toa”, ser “sem querer”. Isso não existe. Não há coincidência. 

No final do meu livro Mágica Vida Mágica cito o caso de personagens das páginas policiais, das artes e da literatura que me sugeriram que eu resido em determinado espaço físico que me foi concedido por questões kármicas.

No final desta matéria há uma foto que comprova cada palavra escrita.

“Zapeando, assisti ao final de um documentário sobre o escritor Graciliano Ramos. O último bloco da matéria informou que o seu último endereço tinha sido na rua Desembargador Alfredo Russel no bairro do Leblon. Dois dias depois, assisti na TV a um filme do início dos anos 70 com a atriz Adriana Prieto, que faleceu no natal de 1974 no hospital Miguel Couto, também no Leblon. Em 1977, uma amiga da Adriana, chamada Cláudia Lessin Rodrigues, deprimida com o término de um namoro, foi convidada para uma festa. A última noite de Cláudia foi na casa de um menino suíço rico chamado Michel Frank, cujo pai era dono dos relógios Mondaine. Ela teve uma overdose e morreu no apartamento. Para se livrarem do flagrante, jogaram o corpo do alto das pedras em uma avenida à beira mar no mesmo bairro.

Graciliano Ramos

Baixei da internet um dos autos do processo e vi o endereço do suíço, acusado da morte da jovem: rua Desembargador Alfredo Russel. Desci para não perder o fio da meada, porque eu mesmo não acreditei na coincidência. Quando cheguei ao local fiquei sem palavras: o suíço morava no prédio ao lado do de Graciliano, colado um no outro, no mesmo lado da calçada.

Coincidência?

Depois de alguns meses, abandonado à própria sorte, revisei este livro (Mágica Vida Mágica), na mesma semana em que recebi outros dois: um sobre o cantor Wilson Simonal, cuja mãe trabalhou a 3 quarteirões de minha residência, na esquina da avenida principal do bairro e outro livro sobre o comediante Bussunda, que morava a 3 quarteirões na esquina à direita.

Literalmente, eu estava cercado.”

Cláudia à esquerda e Graciliano à direita, lado a lado.

Insights de humanos e Intuições animais

Entre os livros recentemente lançados sobre espiritualidade, “Descobridores do Infinito” de Maria Coffey (Editora Lafonte) comprova que os atletas de aventura se deparam com mais experiencias metafísicas do que os não atletas supõem. Os atletas radicais se arriscam não só pelo prazer, pela força da adrenalina, mas também para entrarem em novos níveis de consciência, mesmo que aparentemente não saibam disso e nem acreditem.

Há muitos e interessantes capítulos, mas destacarei “Estranhas Intuições”, pelo menos nesta postagem, um capítulo que me falou muito. Gostaria de repartir os insights com os leitores. Reproduzo a partir daqui trechos do mesmo e pretendo falare  reproduzir outras ótimas passagens dessa publicação.

“O que a intuição perde em precisão ganha sendo imediata. Ela entra em ação quando algum interesse vital nosso está em jogo, rasgando as trevas da noite em que nosso intelecto nos abandona.” Henri Bergson, The Creative Mind.

Uma sensação, um palpite, sexto sentido – essas palavras costumam descrever a intuição agindo. O termo deriva do latim intueri, “olhar para dentro”, e o dicionário a define como uma “forma de conhecimento direta, clara e imediata, capaz de investigar objetos pertencentes ao âmbito intelectual, a uma dimensão metafísica ou à realidade concreta”. Carl Jung dizia que a intuição é a percepção de realidades dseconhecidas para a mente consciente e uma das nossas quatro funções básicas, juntamente com a sensação, o sentimento e o pensamento. Parece que a intuição é acessada por meios diferentes: em pensamentos repentinos e de indiscutível clareza, em emoções ou por meio de sensações físicas.Nos Estados Unidos, dizemos que é um gut feeling (algo que se sente no meio do abdôme); no Japão, o termo para a pessoa que está levando a intuição em conta se traduz como captar “a arte do estômago”.

Embora os cientistas ainda tenham de compreender o que é a intuição e como ela opera, muitas pessoas levam-na a sério e recorrem a ela para obeter informações sobre si mesmas, sobre outras pessoas e sobre o meio ambiente. Em 1992, Peter Vegso, o diretor da HCI, uma editora que estava em apuros, conheceu um escritor que estava tentando vender um livro de ensaios sobre motivação para o qual, até então, tinha recebido apenas incontáveis cartas de rejeição. Vegso teve uma sensação boa a respeito do autor e um palpite de que deveria comprar seu trabalho. Sem sequer examinar o manuscrito, concordou em publicá-lo. Seu palpite acabou se mostrando acertado.  O livro Canja de galinha para a alma vendeu mais de 70 milhões de exemplares em 35 línguas e transformou a HCI em uma das maiores editoras fora de Nova Iorque. Vegso ainda presta atenção ao que “sente no meio do abdome”. Não acredita em planos para cinco ou dez anos, mas acredita em intuição. E não é o único. Uma pesquisa realizada em maio de 2002 pela Christian and Timbers, uma empresa de “caça a executivos”, revelou que dos 601 excutivos listados na Fortune entre os mil empreendimentos mais lucrativos dos Estados Unidos, 45% admitiram confiar mais em intuição do que em fatos e números, na condução de seus negócios.

Os psicólogos comportamentais classificam os pensadores intuitivos como criativos, alertas, confiantes, informais, espontâneos e independentes. Essas pessoas não têm receio de suas experiências e estão abertas a novos desafios. Podem conviver com dúvidas e incertezas. Esse também é um perfil abrangente de pessoas que correm riscos extermos, tanto profissionalmente como em suas aventuras.

“Quando você está entrando em uma área com muitos elementos desconhecidos e a experiência é importante”, diz Howard Gardner, professor de cognição e educação na universidade de Harvard, “se você não confiar na intuição estará se limitando bastante”. E, se você for um esportista radical, talvez acabe morrendo.

Animais sensitivos
Há milhares de anos se acumulam relatos de animais antecipando-se a eventos naturais, em especial terremotos. Em 373 d.C., ratos, serpentes e castores foram citados em episódios narrando sua fuga da cidade grega de Hélice alguns dias antes de ela ser totalmente destruída por um terremoto. Em 1974, mais de um milhão de pessoas foram obrigadas a evacuar a cidade de Haicheng, na província de Liaoning na China por causa de uma rara série de pequenos abalos sísmicos acompanhados de relatos maciços de comportamento animal incomum.  Daí a poucas horas, houve um terremoto de 7,3 graus na escala Richter. Cerca de 90% das construções da cidade foram destruídas e, em toda a região, no total 2.000 pessoas morreram ou ficaram feridas – muito menos do que a população tivesse permnecido na cidade. Um ano depois, outro terremoto atingiu a cidade de Tang Shan; apesar de sinais geológicos e animais similares, não foi organizada a evacuação em massa da cidade e isso custou a vida de mais de 250 mil habitantes. Atualmente, o Serviço Sismológico Chinês reconhece a validade de relatórios de comportamento incomum em animais. O zoológico Ashan, na província de Liaoning, e uma rede de zoos em Xangai têm programas sismológicos em andamento com a captura assídua de imagens dos animais que vivem ali para acompanhar eventuais mudanças em seus padrões habituais de comportamento.

Tsunami

Após o tsunami na Ásia em dezembro de 2004, Rupert Sheldrake reuniu relatos de comportamentos de animais pouco antes da catástrofe. Elefantes em Sri Lanka, em Sumatra e na Tailândia foram vistos abandonando as regiões litorâneas e procurando terras mais altas. Em Galle, no Sri Lanka, alguns donos de cães disseram que seus animais se recusaram a sair para o passeio matinal naquele dia, e que na praia de Ao Sane , na Tailândia, os cachorros subiram em disparada até o alto dos morros. Um nativo de bang Koey, na tailândia, disse que um rebanho de búfalos que estava perto da praia de repente ergueu a cabeça em um movimento só e se virou para olhar o mar com as orelhas em pé.
Os seres humanos seriam capazes também de captar sinais sutis de mudanças no meio ambiente. Após um terremoto e um tsunami terem atingido as ilhas salomão no início de 2007, houve relatos de crianças da aldeia de Gizo, perto do epicentro do abalo, que decidiram não ir nadar naquela manhã, o que era muito incomum, e de pescadores que de repente voltaram para casa em suas canoas esculpidas a mão em troncos de árvore porque tinham percebido “correntes estranhas” no mar. Nos dois casos, essas premonições lhes salvaram a vida.

“A intuição tem a ver com o corpo traduzindo a  energia que ele captou”, diz Marlene Smith, uma veterinária e montanhista que vive na ilha de Vancouver. “Os animais ouvem essas mensagens físicas, mas a maioria dos humanos as descarta com alguma explicação racional.”

AS SETE LEIS PARA O SUCESSO – parte V

 A QUINTA LEI: A LEI DA INTENÇÃO E DO DESEJO (Deepak Chopra)

 

Todas as intenções e todos os desejos contêm a sua própria possibilidade de realização. No campo da potencialidade pura, a intenção e o desejo possuem um poder organizador infinito. E quando introduzimos uma intenção no solo fértil da potencialidade pura, pomos esse poder organizador infinito a trabalhar por nós.

 No princípio era o desejo; que constituía a primeira semente do espírito, os sábios, meditando do fundo do coração, descobriram com o seu conhecimento a ligação entre o existente e o não-existente. O Hino da Criação, Ríg Veda

 A quinta lei espiritual do sucesso consiste na Lei da Intenção e do Desejo. Esta lei baseia-se no fato de a energia e a informação existirem em toda a parte da natureza. Na verdade, ao nível do campo quântico, não há nada senão energia e informação. O campo quântico constitui apenas outra designação para o campo da consciência e da potencialidade puras. E o campo quântico é influenciado pela intenção e pelo desejo. Vejamos este processo em pormenor. Se reduzirmos aos seus componentes essenciais uma flor, o arco-íris, uma árvore, uma folha de relva, um corpo humano, veremos que são constituídos por energia e informação. Todo o universo, na sua natureza essencial, representa o movimento da energia e informação. A única diferença entre um ser humano e uma árvore é o conteúdo da informação e a energia dos respectivos corpos. No plano material tanto o ser humano como a árvore são constituídos pelos mesmos elementos reciclados: basicamente, carbono, hidrogénio, oxigênio, nitrogênio, e outros elementos em menores quantidades.

Poderia adquirir esses elementos numa loja de hardware por pouco dinheiro. Portanto, aquilo que faz a diferença entre o ser humano e a árvore não é o carbono, nem o hidrogénio, nem o oxigênio. Na verdade, o ser humano e a árvore realizam trocas constantes de oxigênio um com o outro. A verdadeira diferença entre os dois reside na energia e na informação. No sistema da natureza, nós somos uma espécie privilegiada. Possuímos um sistema nervoso capaz de reconhecer o conteúdo de energia e informação do campo localizado que dá origem ao nosso corpo físico, Possuímos a experiência subjetiva desse campo, sob a forma dos nossos próprios pensamentos, sentimentos, emoções, desejos, memórias, instintos, impulsos e Crenças. E também possuímos a experiência objetiva desse campo, através do corpo físico – e por meio do corpo físico, temos a experiência desse campo sob a forma do mundo, mas tudo constitui a mesma substância. Por isso os profetas antigos diziam “Eu sou isso, tu és isso e isso é tudo o que existe.”.

O nosso corpo não se encontra separado do corpo do universo, pois ao plano dos mecanismos quânticos não existem fronteiras bem definidas. Somos como linhas ondulantes, ondas, convulsões, redemoinhos, perturbações localizadas no imenso campo quântico. O imenso campo quântico, o universo, constitui uma extensão do nosso corpo. O sistema nervoso humano não só reconhece a informação e a energia do seu próprio campo quântico como também pode conscientemente modificar o conteúdo e a informação que origina o seu corpo físico, já que a consciência humana é infinitamente flexível, devido ao seu maravilhoso sistema nervoso. Podemos conscientemente mudar o conteúdo de informação e energia do nosso próprio corpo mecânico quântico e assim influenciar o conteúdo de energia e informação da extensão do nosso corpo – o nosso ambiente, o nosso mundo – e provocar nele a manifestação das coisas. Essa transformação consciente realiza-se através de duas qualidades inerentes à consciência: a atenção e a intenção.

A atenção transmite energia e a intenção transmite forma.

Damos força a todas as coisas da nossa vida às quais aplicamos a nossa atenção. As coisas às quais não aplicamos a nossa atenção enfraquecem, desintegram-se e desaparecem. A intenção, por sua vez, desencadeia a transformação da energia e da informação.

A intenção organiza a sua própria realização.

A qualidade da intenção aplicada ao objeto da atenção orquestra uma infinidade de ocorrências espaço-temporais que conduzem ao efeito pretendido, desde que sigamos as outras leis espirituais do sucesso. Isto acontece porque, no solo fértil da atenção, a intenção possui um poder organizador infinito. Este poder organizador infinito significa o poder de organizar uma infinidade de ocorrências espaço-temporais, todas ao mesmo tempo. Podemos ver a expressão deste poder organizador infinito em cada folha de relva, em cada flor de macieira, em cada célula do nosso corpo. Encontramo-lo em tudo o que está vivo. No sistema da natureza, todas as coisas se encontram ligadas umas às outras. A marmota sai de baixo da terra e sabemos que a Primavera está a chegar. Em certas épocas do ano, as aves começam a emigrar para locais determinados. A natureza constitui uma sinfonia. E essa sinfonia é orquestrada em silêncio no plano primordial da criação. o corpo humano constitui outro bom exemplo dessa sinfonia. Uma simples célula do corpo humano realiza cerca de seis triliões de coisas por segundo e tem de saber o que estão a fazer todas as outras células ao mesmo tempo. O corpo humano pode ao mesmo tempo tocar música, matar germes, fazer um bebé, recitar poesia e controlar o movimento das estrelas, pois o campo da correlação infinita faz parte do seu campo de informação. O sistema nervoso da espécie humana possui uma característica notável, um ser capaz de comandar o poder organizador infinito, através da intenção consciente. A intenção, na espécie humana, não se encontra fechada ou presa numa rede rígida de energia e informação. Possui uma flexibilidade infinita. Por outras palavras, se não violarmos as outras leis da natureza, através da intenção Poderemos literalmente comandar as leis da natureza, de forma a realizarmos os nossos sonhos e desejos. Podemos pôr o computador cósmico, com o seu infinito Poder organizador, a trabalhar para nós. Podemos, entrar no campo primordial da criação, introduzir nele uma intenção e só pelo fato de termos introduzido essa intenção estamos a ativar o campo da correlação infinita. A intenção constitui a base de suporte do fluxo fácil, espontâneo e corrente da potencialidade pura, procurando o manifesto para exprimir o não-manifesto. O nosso único cuidado deverá ser utilizar a intenção para o benefício da espécie humana. Isso acontecerá espontaneamente, se cumprirmos as Sete Leis Espirituais do Sucesso. A intenção constitui o verdadeiro poder por trás do desejo. A intenção, só por si, é muito poderosa, pois ela consiste no desejo, sem a preocupação do resultado. O desejo, só por si, é fraco, já que para a maioria das pessoas o desejo consiste na atenção ligada à preocupação.

 A intenção consiste no desejo, cumprindo estritamente todas as outras leis, mas em especial a Lei do Desprendimento, que constitui a Sexta Lei Espiritual do Sucesso.

A intenção combinada com o desprendimento conduz a um conhecimento do momento presente centrado na vida. E quando a ação se realiza no âmbito do conhecimento do momento presente, torna-se mais eficaz. A nossa intenção dirige-se ao futuro, mas a nossa atenção encontra-se no presente, a nossa intenção para o futuro virá a manifestar-se, porque é no presente que se cria o futuro. Devemos aceitar o presente tal como é. Aceitemos o presente e criemos intenções para o futuro. o futuro constitui algo que podemos sempre criar através da intenção desprendida, mas nunca devemos lutar contra o presente. O passado, o presente e o futuro representam propriedades da consciência. O passado constitui a recordação, a memória – o futuro representa antecipação; o presente representa conhecimento. Portanto, o tempo constitui o movimento do pensamento.

Tanto o passado como o futuro nascem na imaginação; apenas o presente, que representa conhecimento, se pode dizer real e eterno. Pode dizer-se que o presente é: A potencialidade da relação espaço-tempo, da matéria e da energia. Constitui um eterno campo de possibilidades da manifestação de forças abstratas, quer seja a luz, o calor, a eletricidade, O Magnetismo ou a gravidade. Essas forças não se situam no passado nem no futuro. Apenas são.

 

A nossa interpretação dessas forças abstratas dão-nos a experiência da forma e do fenómeno concreto. As interpretações rememorativas das forças abstratas geram a experiência do passado; as interpretações antecipadoras das mesmas forças abstratas criam o futuro. Elas constituem as qualidades da atenção na consciência. Quando essas qualidades se libertam do peso do passado, a ação no presente torna-se solo fértil para a criação do futuro. A intenção, baseada nesta liberdade despreocupada do presente, serve de catalisador para a mistura correta de matéria, energia e ocorrências espaço-temporais, de modo a criar tudo aquilo que desejar. Se possuir um conhecimento do presente centrado na vida, os obstáculos imaginários, que constituem mais de noventa por cento dos obstáculos conhecidos desintegram-se e desaparecem. Os restantes cinco a dez por cento dos obstáculos conhecidos podem transmutar-se em oportunidades com uma intenção dirigida. A intenção dirigida constitui a qualidade da atenção que se caracteriza pela firmeza inflexível do seu objetivo. A intenção dirigida significa que aplicamos a nossa atenção, no sentido de obter o resultado que desejamos, com uma firmeza de objetivos tão inflexível, que recusamos em absoluto qualquer obstáculo que possa consumir e dissipar a qualidade focalizada da nossa atenção. Na nossa consciência, dá-se uma exclusão total e completa de todos os obstáculos. Somos capazes de manter uma serenidade inabalável, ao mesmo tempo que nos entregamos ao nosso objetivo com uma paixão intensa. É este o poder simultâneo do conhecimento desprendido e da intenção focalizada e dirigida. Aprenda a aproveitar o poder da intenção e criar tudo o que desejar. Também pode obter resultados, através de um grande esforço e sofrimento mas isso tem custos, que podem ir desde o stress até ao ataque cardíaco, ou ao comprometimento das funções do seu sistema imunológico. É muito melhor cumprir as cinco regras seguintes da Lei da Intenção e do Desejo. Seguindo estas cinco regras para realizar os seus desejos, a intenção gerará o seu próprio poder:

1 Deslize pela abertura. Isto significa concentrar-se no espaço silencioso entre os pensamentos, entrar no silêncio – um nível do Ser que constitui o seu estado essencial.

2 Depois de estabelecido nesse estado do Ser, liberte as suas intenções e desejos. Na própria abertura, não há pensamentos nem intenções, mas quando sair da abertura, na junção entre a abertura e um pensamento, a intenção é introduzida. Se tiver diversos objetivos, escreva-os e focalize neles a sua intenção, antes de entrar na abertura. Se desejar uma carreira de sucesso, por exemplo, entre na abertura com essa intenção e a intenção já lá estará, como uma ténue luz de conhecimento. Ao libertar as suas intenções e desejos na abertura, está a plantá-las no solo fértil da potencialidade pura, espere que floresçam quando chegar a estação. Não deve escavar para ver se as sementes dos seus desejos estão a crescer, nem deve prender-se muito para ver como elas se vão desenvolver. A única coisa que deve fazer é libertá-las.

3 Mantenha-se no estado de autorreferência. Isto significa que deve manter-se no plano do conhecimento do seu verdadeiro Eu – a sua alma, a sua ligação ao campo da potencialidade pura. Também significa que não deve olhar para si próprio através dos olhos do mundo, Ou deixar-se influenciar pelas opiniões e críticas dos outros. Um bom meio para manter esse estado de autorreferência é guardar os seus desejos para si próprio; não os partilhe com mais ninguém, a menos que sejam pessoas que tenham exatamente os mesmos desejos que o leitor e estejam muito ligadas a si..

4 Renuncie à preocupação com os resultados. Isto significa que não se deve prender muito à expectativa de um resultado específico, mas sim viver com o conhecimento da incerteza. Significa que deve desfrutar todos os momentos da sua vida, mesmo desconhecendo os resultados.

5 Deixe os pormenores ao cuidado do universo. As suas intenções e os seus desejos, depois de libertos na abertura, possuem um poder organizador infinito. Confie no poder organizador infinito da intenção. Ele organiza-lhe todos os detalhes. Lembre-se de que a sua verdadeira natureza é pura alma. Mantenha sempre a consciência da sua alma, onde quer que vá, liberte com suavidade os seus desejos, e o universo cuidará por si dos pormenores. Não deixarei nenhum obstáculo consumir e dissipar a qualidade da minha atenção no momento presente. Aceitarei o presente tal como é, e deixarei que o futuro se revele através dos meus desejos e intenções mais profundos.

 

COMO APLICAR A LEI DA INTENÇÃO, E DOS DESEJOS mais queridos.

Ponho em prática a Lei da Intenção e do Desejo, seguindo estes passos:

1 Faço uma lista de todos os meus desejos. Trago sempre comigo esta lista, para onde quer que vá. Leio sempre esta lista antes de entrar em silêncio e meditação. Também a leio antes de ir dormir, à noite. Volto a lê-la ao acordar de manhã.

2 Entrego e submeto esta lista de desejos ao movimento da criação, confiando que quando as coisas não parecerem conformes aos meus desejos há uma razão para isso e que o plano cósmico possui para mim desígnios ainda mais grandiosos do que aquilo que eu alguma vez imaginei.

3 Lembro-me de que devo praticar o conhecimento do momento presente em todas as minhas ações.