Premonição

premonicao

Um amigo lembrou do seu antigo professor de educação física da época do colégio, que não via há várias décadas.  Ele me perguntou se uma lembrança, sem motivo aparente, poderia significar algo. Disse que dependia do caso, mas que provavelmente haveria alguma ligação, de alguma espécie, com o professor. “Mas eu nem me dava com ele!”, o amigo exclamou. “A gente nunca sabe…”, respondi.

De onde acessamos essas lembranças e por quê? Por qual motivo? A memória inconsciente pode não fazer parte do HD que carregamos conosco (o cérebro físico). Se guardássemos todas as memórias, alegrias e tristezas em nosso cérebro, talvez este HD interno explodisse. Então, o cérebro parece servir mais a propósitos próximos e práticos, para que lembremos e acionemos os dados mais pertinentes e necessários a nossa sobrevivência. As outras memórias – conscientes ou não – ficam gravadas em um HD universal externo ilimitado que pode ser acessado em determinadas circunstâncias.

O amigo nunca parou para se preocupar com essas coisas, sempre me diz que quando eu falo sobre isso, ele se assusta um pouco e que “é demais para a cabeça dele.”

Menos de uma semana depois de nossa conversa, o amigo me liga desesperado: ele havia recebido uma carta enviada pelo colégio comunicando a todos os ex-alunos, o falecimento do professor de educação física.

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Escolha A

ESCOLHA A

Hoje.

Vi  um DVD na mesa da sala de uma amiga as 10 da manhã. Ela me perguntou se eu queria levar emprestado para assistir. Agradeci, mas disse não: “Meu aparelho de DVD quebrou e não gosto de assistir nada no computador”. 6 horas depois em casa, ligo a TV e sem querer, assisto ao mesmo DVD, exibido na TV. No final do filme, vejo uma parte que me explica o por quê desse filme vir até mim. Comecei a chorar.

Não houve como não me emocionar.

 

Bem, vamos à coluna de hoje.

 

Sumi de cena durante alguns meses por questões pessoais, questões tão sérias para mim, como descobrir que os Maias, de fato, estavam certíssimos ao profetizar sobre o fim do mundo em 2012. E como todos sabem, ou intuem, amigos e leitores, não há fim ou começo. No fim está o seu princípio. Não há luz e trevas, erros e acertos, vida sem morte, nascimentos sem conflitos.

Só HÁ.

Em setembro do ano passado, falei para alguns amigos, meio na intuição e entre risos: “Exatamente daqui há um ano serei rico”.

E a intuição deu certo. Daqui a alguns meses, entre meu aniversário em agosto de 2012 e o mês seguinte, um ano depois da “profecia”, minha vida será brindada com uma novidade revolucionária. Quando falei por falar, era apenas uma profecia misturada a desejo, uma esperança transformada em ação. Em setembro de 2011, meu coração intuía o resultado, apenas intuía, e me deixei levar. Como tudo nesta vida, não há luz sem sombras e sombras sem luz. E há várias formas de riqueza.

A vida é maravilhosa.

Como sou uma pessoa mais vulcânica do que pacífica, não é muito fácil para mim ver o futuro claramente entre aspas e desassossegos, de forma passiva. Eu tento agir meio na teimosia, intuído, mas sabendo que o resultado de 2 mais 2 provavelmente será 4, porém com o sabor quântico de 4,5. Acredito que as pessoas que não esquentam a cabeça, vivem “melhor”, mas também não podem chorar por não terem tentado. E assumo que choro muito, sempre chorei, sou lágrimas de dor e alegria. Enfim, “há muito mais coisas entre a capital e a ex-capital, do que supõe a nossa vã política”.

Apesar e por quase de 2012, as sincronicidades não me deixaram em paz, graças a Deus, apesar de eu andar engessado há meses.

Como citei antes, passo por uma grande transformação. Em direção a uma escolha, como a de Sofia. Poderia ser mais fácil, bastaria escolher, mas nem sempre é assim. Toda decisão é revolucionária, amparada pelo destino ou pelas dificuldades, por pedras ou flores no caminho. E a escolha é um simples sim ou não. A ou B.

O destino, as sincronicidades, não apenas me forçam a escolher uma opção claramente, mas também me aconselham que os meios para a escolha se concretizar estão a caminho.

Dia 1 – Encontrei um velho conhecido no metrô anteontem. Não o via talvez há dez, quinze anos, não sei.  Ele conversou comigo, contou algumas histórias e em meio a vários papos, ele colocou a mão em meu ombro e me disse: “Escolha A”. Há noite, algumas horas mais tarde, encontrei um amigo. Conversei sobre a situação com ele. Uma desconhecida se levantou por trás dele, sentada em outra mesa, passou ao meu lado e tocou meu ombro (o mesmo gesto de horas antes) e me disse: “Desculpe, mas eu não pude deixar de ouvir a conversa de vocês. Sou médium espírita. Escolha A”.

Dia 2 – Voltando para casa, senti que era para dar “uma passadinha” no correio do meu bairro. Fui atendido por uma pessoa que sempre converso, a  Claudinha. Ela me perguntou se estava ocorrendo algo, falei por alto e ela parou para falar comigo, compenetrada, e deixou os clientes para lá. A nossa conversa era mais importante. Ela me aconselhou: “A”.

 

“Isto não é o fim. Não é sequer o princípio do fim. Mas é, talvez, o fim do princípio.”  Winston Churchill.

A Magia do Dinheiro

LIVRO A MAGIA DO DINHEIRO – O Segredo da Prosperidade (Christopher Penczak) – 256 páginas – Editora Madras.

“Eu estou no lugar certo, na hora certa, fazendo a coisa certa.”

 Para a maior parte das pessoas a questão financeira, a “estabilidade”, está em primeiro lugar. E por que não estaria? Acreditamos, – no coletivo mesmo -, que o dinheiro resolve tudo. Bem, dinheiro pode acertar muita coisa, mas nem tudo o dinheiro pode comprar… Então, “por que escrever um livro de magia sobre como obter dinheiro”? A resposta é porque dinheiro, quando surge, não vem desacompanhado. Pode vir com um grande número de problemas, que devem ser compreendidos e evitados.

Christopher Penczak, o autor, é profissional de Reiki nas tradições Shamballa e Usui Tibetano, mas se autointitula mesmo, um bruxo que há anos se dedica a expandir a consciência das pessoas de sua comunidade em organizações não governamentais fundadas por ele mesmo e seus parceiros, estudiosos de paganismo.

O livro explica argutamente, por quê e como obter dinheiro (eu digo, além do que já temos) e o que esse fetiche de poder em forma de papel significa. Ao entender as razões, damos início às práticas e através delas somos conduzidos a um ambiente de sugestão mental, que mesclado ao espiritual nos proporciona o dinheiro de que necessitamos. Para quem já leu ou viu o filme O Segredo de Rhonda Byrne, é fácil entender o processo, que é muito semelhante.  Mas com diferenças significativas. Não basta apenas mentalizar, imaginar e pedir. Não é bem assim que funciona. É necessário saber o por quê e para quê.

A questão é que:

1 – Não se fala que as práticas de O Segredo são derivadas da bruxaria.

2 – Se a palavra “bruxaria” te horrorizou é porque já está julgando e julgar é feio. Na bruxaria, como em O Segredo, não existe bem ou mal. Existem energias poderosas que podem ser somadas (e  não “somatizadas”)  fundidas, conectadas,  para se criar o todo, que é a harmonia. Através dessa união, o tal dinheiro surge em sua vida.

As práticas oferecidas ao leitor, são oferendas à natureza, típicas do paganismo. Pagãos não acreditam no Diabo Cristão, mas acreditam na maldade. No paganismo não se fala em pedir nada a Deus, mas ao Universo. Os quatro elementos da Natureza (ar, água, fogo, terra) devem estar sempre conectados, para exemplificar, mesmo que em um ritual, a união de todas as energias. União que faz a força. Você faz o serviço, você mentaliza, você é o único responsável.

Não adianta pedir dinheiro ao Universo, sem dar nada em troca. E não é suficiente pensar que sua ânsia pelo dinheiro se justifica pelo amor que você tem pela sua família. Isso ainda é pouco. Não basta acreditar em “serei feliz com dinheiro” pois de fato, dinheiro não traz felicidade. Mas de que adianta falar isso, se acreditam que dinheiro é tudo de bom…  Bem, ruim não é, mas dinheiro pode ser como semente cultivada em pedra.

Então vamos aos fatos: sem reproduzir parte do que está contido neste livro, fica difícil convencer alguém mesmo, mas a questão apenas se fundamenta em equilíbrio. Sempre.

“A sabedoria da bruxaria realmente guarda um segredo no que se refere à prosperidade. O segredo consiste em viver sua vida com satisfação. Sabemos que se pode ter tudo o que quiser se tiver intenções claras e poder suficiente. Ao praticar magia, você começará a distinguir entre o que realmente quer, o que a sua alma deseja e o que você acha que quer porque a sociedade diz que é assim que deve ser. Aqueles que vivem de acordo com sua alma podem fazer ou ter tudo.”

“O Diabo do Tarô nos ensina como trabalhar coma  experiência do pentagrama invertido, pois ele já o REVERTEU. Ele está conectado ao nível mais profundo do espírito e por meio dessa conexão, liberta-se e tem um verdadeiro propósito. Aqueles que não compreendem que sua segurança e liberdade máximas vêm da conexão espiritual com a  abundância do Universo são aqueles que vivem em desequilíbrio. Eles buscam a segurança e a liberdade no mundo material, querem acumular fortunas, querem mergulhar em tudo o que está disponível, guardando tudo para si. Eles querem FARTURA e não PROSPERIDADE.”

“PROSPERIDADE não é apenas energia, mas um estado de consciência.”

“Para eliminar um programa (obs: mental, imposto por séculos de cultura ocidental), devemos chegar à sua raiz, à sua origem. Devemos compreender essa raiz e “desenterrá-la”, mas também temos de analisá-la, conhecer as circunstâncias que a geraram.”

muita gente no mundo, em especial no Terceiro Mundo, que está ocupada com o nível de consciência do chacra básico ou da raiz (entre os órgãos sexuais e o ânus), o nível da sobrevivência. Afinal de contas, essas pessoas vivem em condições de extrema pobreza e má nutrição. Essa noção de espiritualidade é baseada em um falso programa (obs: ou programação) que considera o mundo físico mau ou vergonhoso – são os que têm maiores problemas com o dinheiro. No entanto, muitas pessoas que vivem na pobreza sentem prazer na vida.”

“Se quiser receber PROSPERIDADE, liberte-se de tudo em sua casa, que você não necessita. Devolva ao Universo abundante e, ao criar espaço em sua vida, o Universo retribuirá. Caso não se liberte de livros, discos, vídeos e roupas, que dizer que você não entendeu o objetivo.”

“Nossa primeira relação emocional é conosco. Não podemos nos relacionar com qualquer outra coisa ou pessoa sem antes ter uma conexão interna conosco. “Conhece-te a ti mesmo.”

“Agradeça todos os dias pelas coisas que você é grato em sua vida.”

“Você deve ser capaz de não falar apenas com o Universo e com outras pessoas, mas também deve ouvir e compreender as mensagens que elas e o Universo querem passar (obs: SINCRONICIDADES).”

“O desejo por riqueza, sexo, segurança não é mau. Tudo é divino. No entanto é importante distinguir NECESSIDADE e VONTADE. Nenhuma necessidade ou vontade é errada, desde que sejamos honestos conosco e com nossas motivações. As virtudes pagãs de autoconfiança, diligência e perseverança têm papéis importantes para quem quer ser bem-sucedido na vida.”

Christopher Penczak exemplifica em vários tópicos como são essas práticas de magia, além de destacar que nem sempre o mundo mágico está imune à capacidade humana de incompreensão. Penczak ilustra os casos com exemplos, inclusive pessoais a respeito de problemas com alunos e práticas de limpeza espiritual. O autor descreve quais são as essências ideais para os trabalhos, além de destacar artes divinatórias como o tarô, astrologia, o uso das ervas, pedras, e lista uma série de feitiços e fórmulas mágicas.

Penczak fecha o trabalho com bons conselhos sobre como ter uma vida equilibrada, inclusive pagando as contas atrasadas.

Insights de humanos e Intuições animais

Entre os livros recentemente lançados sobre espiritualidade, “Descobridores do Infinito” de Maria Coffey (Editora Lafonte) comprova que os atletas de aventura se deparam com mais experiencias metafísicas do que os não atletas supõem. Os atletas radicais se arriscam não só pelo prazer, pela força da adrenalina, mas também para entrarem em novos níveis de consciência, mesmo que aparentemente não saibam disso e nem acreditem.

Há muitos e interessantes capítulos, mas destacarei “Estranhas Intuições”, pelo menos nesta postagem, um capítulo que me falou muito. Gostaria de repartir os insights com os leitores. Reproduzo a partir daqui trechos do mesmo e pretendo falare  reproduzir outras ótimas passagens dessa publicação.

“O que a intuição perde em precisão ganha sendo imediata. Ela entra em ação quando algum interesse vital nosso está em jogo, rasgando as trevas da noite em que nosso intelecto nos abandona.” Henri Bergson, The Creative Mind.

Uma sensação, um palpite, sexto sentido – essas palavras costumam descrever a intuição agindo. O termo deriva do latim intueri, “olhar para dentro”, e o dicionário a define como uma “forma de conhecimento direta, clara e imediata, capaz de investigar objetos pertencentes ao âmbito intelectual, a uma dimensão metafísica ou à realidade concreta”. Carl Jung dizia que a intuição é a percepção de realidades dseconhecidas para a mente consciente e uma das nossas quatro funções básicas, juntamente com a sensação, o sentimento e o pensamento. Parece que a intuição é acessada por meios diferentes: em pensamentos repentinos e de indiscutível clareza, em emoções ou por meio de sensações físicas.Nos Estados Unidos, dizemos que é um gut feeling (algo que se sente no meio do abdôme); no Japão, o termo para a pessoa que está levando a intuição em conta se traduz como captar “a arte do estômago”.

Embora os cientistas ainda tenham de compreender o que é a intuição e como ela opera, muitas pessoas levam-na a sério e recorrem a ela para obeter informações sobre si mesmas, sobre outras pessoas e sobre o meio ambiente. Em 1992, Peter Vegso, o diretor da HCI, uma editora que estava em apuros, conheceu um escritor que estava tentando vender um livro de ensaios sobre motivação para o qual, até então, tinha recebido apenas incontáveis cartas de rejeição. Vegso teve uma sensação boa a respeito do autor e um palpite de que deveria comprar seu trabalho. Sem sequer examinar o manuscrito, concordou em publicá-lo. Seu palpite acabou se mostrando acertado.  O livro Canja de galinha para a alma vendeu mais de 70 milhões de exemplares em 35 línguas e transformou a HCI em uma das maiores editoras fora de Nova Iorque. Vegso ainda presta atenção ao que “sente no meio do abdome”. Não acredita em planos para cinco ou dez anos, mas acredita em intuição. E não é o único. Uma pesquisa realizada em maio de 2002 pela Christian and Timbers, uma empresa de “caça a executivos”, revelou que dos 601 excutivos listados na Fortune entre os mil empreendimentos mais lucrativos dos Estados Unidos, 45% admitiram confiar mais em intuição do que em fatos e números, na condução de seus negócios.

Os psicólogos comportamentais classificam os pensadores intuitivos como criativos, alertas, confiantes, informais, espontâneos e independentes. Essas pessoas não têm receio de suas experiências e estão abertas a novos desafios. Podem conviver com dúvidas e incertezas. Esse também é um perfil abrangente de pessoas que correm riscos extermos, tanto profissionalmente como em suas aventuras.

“Quando você está entrando em uma área com muitos elementos desconhecidos e a experiência é importante”, diz Howard Gardner, professor de cognição e educação na universidade de Harvard, “se você não confiar na intuição estará se limitando bastante”. E, se você for um esportista radical, talvez acabe morrendo.

Animais sensitivos
Há milhares de anos se acumulam relatos de animais antecipando-se a eventos naturais, em especial terremotos. Em 373 d.C., ratos, serpentes e castores foram citados em episódios narrando sua fuga da cidade grega de Hélice alguns dias antes de ela ser totalmente destruída por um terremoto. Em 1974, mais de um milhão de pessoas foram obrigadas a evacuar a cidade de Haicheng, na província de Liaoning na China por causa de uma rara série de pequenos abalos sísmicos acompanhados de relatos maciços de comportamento animal incomum.  Daí a poucas horas, houve um terremoto de 7,3 graus na escala Richter. Cerca de 90% das construções da cidade foram destruídas e, em toda a região, no total 2.000 pessoas morreram ou ficaram feridas – muito menos do que a população tivesse permnecido na cidade. Um ano depois, outro terremoto atingiu a cidade de Tang Shan; apesar de sinais geológicos e animais similares, não foi organizada a evacuação em massa da cidade e isso custou a vida de mais de 250 mil habitantes. Atualmente, o Serviço Sismológico Chinês reconhece a validade de relatórios de comportamento incomum em animais. O zoológico Ashan, na província de Liaoning, e uma rede de zoos em Xangai têm programas sismológicos em andamento com a captura assídua de imagens dos animais que vivem ali para acompanhar eventuais mudanças em seus padrões habituais de comportamento.

Tsunami

Após o tsunami na Ásia em dezembro de 2004, Rupert Sheldrake reuniu relatos de comportamentos de animais pouco antes da catástrofe. Elefantes em Sri Lanka, em Sumatra e na Tailândia foram vistos abandonando as regiões litorâneas e procurando terras mais altas. Em Galle, no Sri Lanka, alguns donos de cães disseram que seus animais se recusaram a sair para o passeio matinal naquele dia, e que na praia de Ao Sane , na Tailândia, os cachorros subiram em disparada até o alto dos morros. Um nativo de bang Koey, na tailândia, disse que um rebanho de búfalos que estava perto da praia de repente ergueu a cabeça em um movimento só e se virou para olhar o mar com as orelhas em pé.
Os seres humanos seriam capazes também de captar sinais sutis de mudanças no meio ambiente. Após um terremoto e um tsunami terem atingido as ilhas salomão no início de 2007, houve relatos de crianças da aldeia de Gizo, perto do epicentro do abalo, que decidiram não ir nadar naquela manhã, o que era muito incomum, e de pescadores que de repente voltaram para casa em suas canoas esculpidas a mão em troncos de árvore porque tinham percebido “correntes estranhas” no mar. Nos dois casos, essas premonições lhes salvaram a vida.

“A intuição tem a ver com o corpo traduzindo a  energia que ele captou”, diz Marlene Smith, uma veterinária e montanhista que vive na ilha de Vancouver. “Os animais ouvem essas mensagens físicas, mas a maioria dos humanos as descarta com alguma explicação racional.”

Uma SINC leva à outra SINC (da Rainha ao Nixon até os Beatles passando pelo Frost)

 

Em uma postagem anterior escrevi sobre o filme The Queen (ou A Rainha) em “A SINCRONICIDADE ENTRE OS PAÍSES”. Um ou dois dias após tê-lo assistido (tenho o hábito de simplesmente ligar a TV e se estiver dando algo do meu interesse, mesmo que já seja um filme começado, eu paro e vejo), assisti à película Frost/Nixon sobre uma entrevista que o presidente americano Richard Nixon deu ao apresentador inglês David Frost nos anos 70, na qual Nixon abre o jogo sobre o escândalo de Watergate.

Procurando na internet, informações sobre o filme, já que ambos são obras sobre política, descobri que o Frost/Nixon foi baseado em uma peça de Peter Morgan, ele mesmo roteirista do filme The Queen.  Opa!

Uns dias, após ver os dois filmes, decidi – não sei o por quê – ver pela milionésima vez o último DVD da caixa Anthology dos Beatles. Quando começo a ver o clipe de “Hey Jude”, surge um apresentador tentando falar algo, mas Lennon não para de solar e o interrompe pelo menos duas vezes. Quando o sujeito consegue abrir a boca, ele manda uma piadinha: “A maior orquestra de salão de chá do mundo: os Beatles!” . Mas então, Lennon faz chacota com o nome do apresentador: DAVID FROST!

Já vi esse clipe milhões de vezes e nunca soube disso, nunca soube quem era esse Frost, nem o ligava a Nixon, apesar de estudar política. Depois é que fui me tocar de que os Beatles separados deram entrevistas para o mesmo Frost, para que um músico falasse mal dos outros.

Só soube mesmo quem era esse tal de Frost porque vi um filme sobre ele (sem ter escolhido vê-lo com antecedência) uns dias antes, que fez automaticamente o elo entre dois filmes e os Beatles, sobre fatos que desconhecia, ocorridos há décadas.

Há muito tempo não vejo filmes na TV, talvez mais de um ano. E os dois primeiros foram esses, ambos com várias ligações em comum.

Comecei a sorrir: realmente tudo está conectado.

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