Waldo Vieira e Mágica Vida Mágica.

Waldo Vieira e livro Mágica Vida Mágica de Carlos Lopes – CEAEC – 25 / 09 / 2011.

Chaves é amor.

A cada novo dia tenho ainda mais certeza de que nada nesta vida ocorre à toa. E que amor é tudo o que precisamos.

Hoje recebi uma mensagem de uma amiga, leitora do blog, sobre a bonita história do mestre e do escorpião que se afogava. A cada nova tentativa de retirar o animal da água, o mestre era picado, mas ele tanto insistiu, apesar das seguidas picadas, que conseguiu salvá-lo. “A natureza do escorpião é picar, a minha é ajudar”, o mestre refletiu.

Assim como há a natureza de ajudar, há a natureza de dar e receber amor.

Às vezes, a gente questiona se vale a pena dar amor e receber patadas ou silêncio em troca. Na verdade, só nós sabemos quando devemos dar amor e se é necessário insistir. Muitas vezes, e tenho aprendido isso cada vez mais, o melhor é deixar as coisas “rolarem”. Há tempo para tudo: para começo, meio e fim. Se há uma necessidade, um buraco vazio em nosso coração, em nossa vida profissional, as sincronicidades (ou Deus) os preenchem com mais e melhores “guloseimas” ou mais e melhores “amores”. Sou virginiano, detalhista e workaholic e para mim, ainda é difícil, me adaptar a falta de empenho alheio, quando se trabalha em grupo. Vejo muitas pessoas chorarem e praguejarem sobre seus problemas, sem se conscientizarem de que os problemas não surgem sem a nossa força criadora e sem que eles nos ajudem a clarear em nossos corações, o que é realmente importante e o que deve ser descartado, por ser absolutamente inútil.

A gente recebe amor ou respostas das maneiras mais inusitadas.

Um dos meus alunos, me disse: “Farei aniversário amanhã!”

“Como assim?”, perguntei. “Amanhã é o aniversário da minha sobrinha!” A coincidência me chocou um pouquinho, assumo, mesmo tendo várias experiências sincronísticas.

Fiquei ainda mais admirado, quando me “toquei” que o nome da mãe do aluno era o mesmo da minha sobrinha.

“Onde você mora?”, ele me perguntou. Ao responder, ele chamou pela mãe, quase gritando de euforia.

“Mãe! Ele mora ao lado da vovó!”

Mais curioso ainda é acrescentar que o contato desse aluno, me foi dado por um amigo que se casou em um cerimônia xamânica, conduzida por um vizinho do meu prédio. Ele não sabia que o condutor da missa era meu vizinho e nem eu sabia que vizinhos conduziam missas cerimoniais. Incrível.

E quando se dá amor, amor se recebe.

No final de semana, na madrugada, zapeei pelos canais de TV, e assisti com minha cara metade, a um documentário sobre os fãs brasileiros do Chaves. Não era um programa sobre o líder venezuelano com Z, mas sobre o personagem do longevo seriado mexicano. Rimos muito com as “figuras” personificadas como Seu Madruga, Quico, Chiquinha e Seu Barriga.

No dia seguinte, saímos com uma amiga dela. Ao final do encontro, a amiga se aproximou, sem que minha namorada visse e me pediu: “Cuida bem dela, tá?” E para selar o acordo ou ter certeza de que eu havia escutado bem, ela me deu um inusitado presente: um bonequinho do Chaves.

Chaves é amor.

 

Steve Jobs. Continue com fome, continue bobo.

Não há razão para não seguir seu coração.

O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.

Na contracapa do Whole Earth Catalog havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: “Continue com fome, continue bobo.”

(Steve Jobs)

Lendo hoje “Steve Jobs, um homem paradoxal” de Pedro Doria de O Globo, várias
sincronicidades, contradições e humanidades me chamaram a atenção sobre o recém desencarnado Steven Paul Jobs (São Francisco, Califórnia, 24 de Fevereiro de 1955 — Palo Alto, Califórnia, 5 de Outubro de 2011) inventor, empresário, magnata americano no setor da informática, co-fundador da Apple Inc, e diretor executivo da empresa de animação por computação gráfica Pixar.

O texto de Dória está entremeado pelo famoso Discurso na Universidade de Stanford de Steve Jobs (Você tem que encontrar o que você ama).

“Steven Paul Jobs era um homem pacato. Budista, seguia desde muito jovem a linha zen. Era também um homem agressivo, capaz de demissões sumárias por motivos fúteis. Fez muita gente chorar por broncas duras. Estourava mesmo. Nos corredores, os funcionários se desviavam dele. Falavam o menos possível, ninguém queria se expor à demissão repentina sem pista do porquê. Em alguns depoimentos, porém, alguns sugerem que a idade e os filhos o amaciaram. Quando fazia produtos pensando em famílias, aquilo lhe era natural. Steve Jobs gostava de família. Foi um pai amoroso quase toda a vida mas se recusou a reconhecer a primeira filha em seus primeiros anos. Foi um homem ímpar, paradoxal, que marcou profundamente o mundo.”

Eu não tinha ideia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que tomei. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço.

“Quando jovem, gostava de ternos caros. No fim, adotou o jeans velho e rasgado,
sempre Levi’s 501, e camisa preta com gola alta, tênis. Quando, no verão, o calor
passava dos 40C, bermudas. Conhecia os vizinhos pelo nome e os cumprimentava, seus filhos estudam na escola pública a poucas quadras dali. Jobs não perdia as reuniões de pais e mestres. Ia também a pé fazer compras no supermercado Whole Foods, de comida orgânica. Era vegetariano, mas comia peixe cru.”

“Quando jovem e solteiro, viveu numa mansão na vizinha Woodside. Quem o visitou na época dizia que só tinha um móvel: a cama. Nas paredes, fotografias do americano Ansel Adams. No meio da sala, mantinha uma motocicleta BMW, um piano Bosendorfer, um abajur Tiffany’s e um aparelho de som Bang & Olufsen. Os objetos não o atraíam pela utilidade e sim pela elegância do desenho. Era muito rígido com esta busca por elegância e equilíbrio nos objetos. Foi esta busca que quase o desviou de fundar a Apple. Quis, antes, ser monge Zen. Foi dissuadido pelo sensei de toda sua vida, o japonês Kobun Chino. Criou a Apple e criou produtos seguindo os preceitos rigorosos da arte Zen. Foi Kobun Chino que o casou, muitos anos depois, com a economista Laurene Powell. Casaram-se em 1991 em Yosemite, o primeiro parque nacional dos EUA. É um paraíso de sequóias centenárias na Sierra Nevada, a quatro horas do Vale do Silício. O cenário das fotografias de Ansel Adams.”

O Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante. Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse. Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.

“Jobs teve quatro filhos. A mais velha, Lisa, nasceu de um namoro fugaz, em 1978. Ele foi à Justiça negar paternidade. Se recusou a visitá-la, a vê-la. E, enquanto agia assim, batizou de Lisa um computador da Apple na homenagem ao bebê a quem negava o sobrenome. O período passou, registrou-a. Viveram juntos quando Lisa era adolescente e, Jobs, recém-casado. Jobs foi ele próprio um bebê rejeitado, oferecido a adoção pelos pais que se recusou a conhecer até o fim. Reed, seu primeiro filho com Laurene, nasceu em 1991, seguido de Erin, em 95, e Eve, em 98.”

De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

“Tinha preferência pelo design alemão e dirigia carros alemães. Quando jovem
milionário, Porsches. Mais velho, Mercedes. Dirigia rápido ignorando qualquer lei. E tirava as placas do carro para evitar multas. Quando não havia vaga, mesmo saudável, estacionava no espaço para cadeirantes. Pegou hábito e começou a fazê-lo mesmo quando havia vagas. Que ninguém reclamasse, pois estourava.”

Lentamente, comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida.

“No Vale do Silício, principalmente após Bill Gates criar sua fundação, virou praxe para os grandes milionários doar um bom quinhão de suas fortunas para boas causas. Não Jobs. Suas únicas doações conhecidas são para o Partido Democrata.”

Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar.

Não sossegue.

Imagem de Nossa Senhora Chora

“Padre, a imagem está viva!”.

 

Foto revela o exato instante em que meninos e meninas da Paróquia dos Santos Anjos, no Leblon, se surpreendem com uma lágrima que teria brotado do olho direito da imagem de Nossa Senhora da Conceição | Fotos: Divulgação e Paula Beatriz Brasil (O Dia online)

Frequento algumas igrejas no Rio, não para participar de missas, mas para meditar. Tenho algumas favoritas como a da Lampadosa, N.S. do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, Santa Luzia, a maioria no centro histórico e algumas perto de casa. Uma delas virou notícia há alguns dias: a Igreja dos Santos Anjos no Leblon, por causa de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, que chorou. O fenômeno, presenciado pela maioria das 40 crianças presentes e alguns adultos que participavam da cerimônia, no final da tarde do último sábado, foi registrado em fotos. O fato teria acontecido durante missa em que a santa foi coroada. Inicialmente, concentrados na missa e aturdidos pelos “cupins do calor” que invadiram a templo, ninguém percebeu o fenômeno, a não ser as crianças de 9 anos de idade que fazem catecismo.

Chorando, a pedagoga Cláudia Talesfero, 45, e o marido, o advogado Gilmar Talesfero, 49, que moram no Méier, na Zona Norte, foram de manhã à missa na paróquia e, assim como dezenas de pessoas, fizeram questão de visitar a imagem. “É emocionante”, comentou Cláudia.

Depois da missa, ninguém mais viu mais o líquido na rosto da santa.

Segundo o padre Marcos Belizário, não é a primeira vez que paroquianos da Igreja dos Santos Anjos, na Avenida Afrânio de Melo Franco, viram algo incomum durante as missas. No dia 27 de setembro de 2009, durante a celebração, vários fieis avisaram o pároco que viram o rosto de Jesus Cristo projetado no altar.

O arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, vai mandar investigar a suposta lágrima que teria brotado do olho direito da imagem de Nossa Senhora da Conceição.  Para o assessor de imprensa da arquidiocese, Adionel Carlos da Cunha, “é certo que houve, de fato, algo fora do normal, que carece de ser estudado”.