Este mundo é uma projeção?

Há momentos em que as sincronicidades pululam a nossa volta, com a graça de uma porta-bandeira. Mas cumpre afirmar que não somos os jurados, os responsáveis por lhes ofertar as notas. Na verdade, são as sincronicidades que se encantam quando somos encantados por elas.

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Nas últimas semanas, fiz várias anotações sobre alguns fenômenos, as horas em que ocorreram e as circunstâncias. Os eventos sincronísticos tanto se intensificaram, que muitas vezes, duvidei que tivessem ocorrido. Tentei ceder a explicações racionais, mas foram mais ilógicas. Irracionais. O que aconteceu, de fato aconteceu.

O mundo dos “sonhos” parece ser uma releitura, um reflexo distorcido, do que vivemos quando estamos estamos “acordados”. Escrevo “releitura” porque em sonhos, encontramos pessoas que conhecemos. Porém,  alguma intuição nos diz que essas pessoas não são quem dizem ser. Só para exemplificar: um pouco antes de dormir, já deitado, no estado de vigília, entre estar acordado e dormindo, uma ex-namorada se materializou ao meu lado na cama. O seu rosto estava fora de foco, mas o corpo era o mesmo dela. A cama afundou com o seu peso. Ela se ergueu e senti os seus joelhos dobrados sobre o colchão que cedeu. Tentei me mexer para afastá-la e não consegui: estava “congelado”. Me certifiquei de que não estava dormindo, ao me fazer perguntas e respondê-las mentalmente. Essa personagem sem rosto sentou-se sobre mim, e indefeso estava eu de barriga para cima. Ela deitou sobre mim e pude sentir-lhe o calor do corpo. Eu sabia que ela não era ela. Mentalizei bem forte e disse “não quero!”. Ela bem que tentou mas nada conseguiu porque naquele momento minha mente estava desperta. Sem conseguir seu intento, ela se desmaterializou e eu fui “solto”. Se eu estivesse dormindo, “zumbizado”, “sonâmbulizado” , sem domínio sobre minhas ações, ela poderia ter sido bem sucedida. Mas dessa vez, não foi.

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Esse foi um fenômeno estranho, mas aconteceu dessa forma que descrevi. Agora, vamos às sincronicidades da semana.

A vida nem sempre é um mar de rosas. Ela te propõe desafios. Desafios justos ou injustos, tanto faz. São situações que aparentemente se deve enfrentar. Meditando sobre as opções atuais, sobre o que deveria fazer para resolver algumas questões, senti, sem grandes emoções, que simplesmente deveria agir. Em alguns momentos da vida, damos  tempo ao tempo e aguardamos a passagem dos acontecimentos. Em outras fases, nos antecipamos. Mas desta vez, para que a vida pudesse seguir o seu rumo, o corpo e a alma me pediram foco e ação. Assim que me movimentei, assim que decidi agir, as sincronicidades  pulularam. E como uma ação leva a outra, as peças do quebra-cabeças se encaixaram perfeitamente, “se” montando, explicando os fatos, intuindo outros, mas sempre me colocando nos trilhos. Fui tomado por um sentimento de definição, como se a minha encarnação e as das pessoas ligadas a ela estivessem a caminho de definir nossas metas neste planeta.

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Algumas sincronicidades ocorridas em um dia.

Li na imprensa sobre a exumação do corpo do Presidente João Goulart que ocorrerá em 13 de novembro de 2013. Mal acabei de ler a nota, tive que sair de casa para um compromisso. Entrei em um ônibus que não sabia se me levaria ao local certo, mas entrei. 15 minutos depois, quem passou ao meu lado? O filho do Presidente: João Goulart Filho.

Em uma reunião, no canto da sala, vi um dicionário que conheço muito bem. Era o mesmo que o meu avô me dera há 4 décadas, ofertado com uma carinhosa dedicatória. No dicionário da anfitriã também havia uma dedicatória, de um tio, desencarnado, de quem a proprietária gostava muito.  Ela me contou algumas histórias, muitas de eventos em comum, que me intuíram que “tudo tem o seu tempo” e que “nada que nos acontece ocorre à toa”. Me pareceu que algumas pistas fragmentadas, como o livro que você guarda com carinho, as pessoas com quem nos envolvemos, ou o programa que se decide assistir, se comunicam conosco através de uma região mental, além do tempo e do espaço.

À noite, sonhei que estava em meu prédio, porém ele estava deserto, sem luz e cinza, sem qualquer ornamento. Tudo estava “nu”. Desci pela escada, toda em pedaços, que juntamente com o piso, haviam sido submetidos à várias britadeiras. Alcancei o térreo, e as primeiras luzes vindas de fora, ainda me perguntando o que significava aquilo. O porteiro, com seu uniforme azul, ainda dentro do prédio destruído, puxou conversa comigo, como se tudo estivesse normal.  Ele vagava só. Nenhuma morador. Sob seus pés, o piso em pedaços.

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Saí para entender o que estava acontecendo. Quando percebi que tudo estava aparentemente bem do lado de fora, me vi no alto de uma pedreira, perto de casa, que não existe mais (Pedreira do Baiano). Desci, meio que escorregando e quando olhei para cima, para ver o meu prédio, me deparei com uma casa de um andar, sem teto, e quase que demolida, talvez abandonada há décadas.

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Tive uma sensação de presenciar algo absurdo, mas que deveria significar algo. Assim que pensei “isso não pode ser real”, despertei.

Dois dias depois, fui à uma festa de crianças. Ao me despedir do anfitrião, expliquei que precisava sair mais cedo para estudar. Uma menina sentada ao lado dele me perguntou o quê. Expliquei. Ela fará a mesma prova no mesmo dia. Voltei para casa e me preparei para estudar. Antes mesmo de pegar no batente, lembrei que seria exibido na TV, um documentário preto e branco sobre o Brasil no ano de 1961. Decidi assistir ao filme durante uma meia hora para depois começar a estudar. Mesmo sendo um filme sobre um país-continente, em menos de meia hora, apareceu uma cena do Presidente Eurico Gaspar Dutra lendo um livro na praça ao lado de casa onde cresci e no mesmo banquinho no qual sentei centenas de vezes. Fiquei meio “assim, assim”. Me senti “vítima das circunstâncias”. Não esperava por isso.

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Mal refeito da surpresa, logo em seguida, uma filmagem área mostrou o prédio onde eu resido, onde vivi minha vida inteira, muito de perto, e cercado por um imenso areal. Posso garantir que o quarteirão de 1961 não era nada parecido com o de hoje, com as diversas construções que cercam o prédio hoje. Se pudesse descrever a sensação que tive com esse encontro kármico, com uma distância de 52 anos, diria que foi surpreendente e assustadora. O filme era sobre o Brasil, não sobre o meu prédio ou sobre o bairro. O que afinal de contas, “eu” estava fazendo ali, retratado indiretamente na película? E tendo optado por assistir a um documentário, sem qualquer razão aparente?… Eu nasci no ano seguinte ao da produção do filme. Para mim, isso já significou algo. Meu peito disse que sim. Tudo estranho e admirável.  Mas de boa. Me sinto recomeçando, preparado para ressuscitar de escombros.

Antes mesmo de nascermos, tudo parece estar escrito e determinado. Como se o nosso inconsciente fosse o manda-chuva e não a nossa versão encarnada “consciente”. Que tipo de escolhas você tem, dentro deste teatro cósmico onde representamos os nossos papéis?

Me parece é que este mundo não é real: é apenas uma outra projeção.

 

“A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.” -Vinicius de Moraes.

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AS SINCRONICIDADES SÃO NATURAIS COMO NOSSOS PENSAMENTOS

Perceba como as sincronicidades agem em nossas vidas, nos reconectando às nossas essências, nos permitindo tomar decisões baseadas não no voluntarismo, mas em questões inconscientes, para fora e além.

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Perceba e reflita sobre o dia-a-dia. É fácil ver gente nas ruas reclamando de tudo (no Rio, então…) e criticando umas as outras.  Outro dia, sorri quando um par feminino passou ao meu lado e uma delas comentou: “Você viu o cabelo da fulana? Que coisa horrível!”. Apesar de folclórico (tá… “engraçado”) e quase inofensivo, esse comportamento alheio não serviria para te aconselhar a ter mais cuidado com as críticas (externas) e principalmente com os seus pensamentos (internos)? Não abrir a boca, mas também manter pensamentos malignos, que crescem em sua mente, não é nada saudável. Não é saudável dizer o que se “pensa” sem refletir, como não é nada saudável perder tempo e energia perdendo tempo com pensamentos inúteis. Não concordar com o que os outros fazem é um direito seu, mas falar (a boca é livre) e não fazer nada para mudar é péssimo. A maior parte de nós não suporta qualquer crítica, porque fomos educados a nos manifestar através do ego. Ao sentir que vamos perder o controle, e não menos a razão – para não nos sentirmos uns zeros a esquerda – bloqueamos toda crítica externa e aceitamos todos os elogios. Nem 8 nem 80: não é para aceitar tudo o que despejam sobre você, pois não se sabe o real motivo das críticas serem feitas (há ego do outro lado também) mas é bom que se abra um espaço para a reflexão. A nossa natural “defesa” bloqueia o que não quer ouvir, reforçando uma autoimagem criada para a nossa proteção. O preconceito e as ideias fixas nascem da mesma fonte.

Há momentos na vida para deixar fluir e outros para tomar decisões.  Não conseguiríamos viver somente nos alienando (ou não… há controvérsias sobre isso).

Quando você tiver que tomar uma decisão e estiver sendo pressionado para isso, não se precipite. Equalize o tempo da consciência e o tempo do mundo. Medite calmamente antes de agir. Não pense em prós e contras, cale-se, silencie e deixe que o Ser Interno dialogue contigo. As sincronicidades abrirão um canal de diálogo, se antecipando no tempo-espaço, e te dando o amparo necessário. Não postergue além do tempo e nunca faça nada pelas costas, mesmo que façam contigo. Seja claro e educado, mas não deixe de agir, pois as energias da procrastinação são poderosas, são como cantos de sereia que afundam os barcos até o fundo do oceano.

Quanto mais expandimos a consciência para fora de nossas “cascas”, e quanto mais ela segue adiante, se reconectando a milhares de outros seres encarnados e desencarnados, mais somos (re)conduzidos ao nosso interior. Fazer essa viagem, em busca de respostas conscienciais, nos leva de volta a um tempo em que a nossa falta de experiência nos permitia, incrivelmente, nos impressionarmos com quase todas as experiências. Aproveitando o dia das crianças, pergunto-lhe se você lembra como era o ato diário de “descobrir a vida”?

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Você consegue recordar da primeira vez em que foi tocado pela água ao tomar banhinho? Você se lembra de colocar todos os objetos na boca para senti-los, ao invés de usar o tato? E… Você se lembra da primeira vez que teve prazer ao falar mal de alguém? Muitas vezes, o que foi, é e será. Crescemos em tamanho, mas a cabeça e a alma, nem sempre. A diferença é que a pureza anterior e o prazer pelas descobertas dá espaço a formas distorcidas de comportamento, todas influenciadas pelo medo.

As sincronicidades espelham o grau de compreensão de “sua” realidade, seja ela “inventada” ou “mais consciente”. Ninguém é superior a ninguém, cada um tem e merece vivenciar as próprias experiências.  Assim, como você pode ter várias sincronicidades que te conduzam a nada ou à realização de sua manifestação egoica. Cada caso é um caso. Por isso mesmo, como poderíamos julgar alguém?

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Vejam o que a imprensa – e obviamente o lugar-comum – faz com figuras como Eike Batista. Há anos era endeusado, agora é tratado com escárnio pelos compatriotas, do senhor ao escravo. Teria o senhor Eike pagado agora, com juros, por erros do passado, pessoais e administrativos, ou toda essa revolução é o prenúncio do seu renascimento ou do nascimento de um ser humano?

As sincronicidades são naturais como são naturais os teus pensamentos. Basta discernir qual te fala mais  diretamente ao teu Ser Interno.

A história que relato agora, fala sobre as estranhas conecções e relações humanas.

Há um bom tempo, assisti a um vídeo no YouTube sobre uma advogada carioca que havia sido presa por agredir um policial com uma navalha, e é claro, por embriaguez. Na delegacia ela deu na cara de um policial, e ficou famosa com o bordão “me filma, me edita”. Há umas duas semanas, se não me engano, cismei de mostrar o vídeo a um amigo. Dias depois, lemos a notícia de que essa senhora do “me filma” veio a morrer, ao se atirar pela janela do apartamento da mãe, após ter tentado matá-la. Foi uma “coincidência” pensar em alguém que não conhecemos e  que veio a morrer dias depois? Foi uma previsão? Uma intuição sobre a morte de alguém?

Para além dessa notícia,  conversamos sobre várias coisas, trocamos experiências sincronísticas, e o amigo falou que ao passar em uma determinada rua, Vinícius de Moraes em Ipanema, no Rio, gostava de olhar os pequenos prédios de 3 andares e pensar nos dramas pessoais que certamente ocorriam em cada um deles.  

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Aí tivemos um estalo. Voltamos à matéria sobre a morte da advogada e vimos que o nome da rua era o mesmo. Lemos a declaração de um porteiro que dizia que o prédio da advogada era em frente a uma casa noturna, já fechada. Como detetives, fomos ao Google Maps e com um pouco de pesquisa, descobrimos o número da casa noturna, em frente à casa da advogada: 288. Eu nasci no dia 28 de agosto. Mais intrigante ainda é que havia uma lista de canções pintada na porta da casa noturna com o nome do autor da lista. Ficamos de cara: era o nome e o sobrenome de uma pessoa que havia casado com a irmã do amigo (de outro Estado).  E mais incrível ainda, para nossas caras pasmas, é que a irmã do cara do “nome na porta” foi casada durante dez anos com o irmão do meu amigo… Vai entender!…

Há mais laços inconscientes entre as pessoas e os fatos do que ousamos conjecturar. Estejamos nós separados pela distância, pelos modos ou pelas ideias. É como se uma imensa rede, ou uma teia de conecções com uma intrincada e delicada construção, pudesse unir elos infinitos, como se um espirro dado em um lado do planeta, afetasse alguém do outro lado do orbe e vice-versa.

Por isso é lícito, digno e fundamental tomar decisões baseadas em uma enlevada intuição e discernimento profundos. Não se deixe levar por ações motivadas pelo medo ou por relações de poder.

Obs: Há alguns anos, uma professora de astrologia leu o meu mapa natal e aconselhou: “Você deve lidar com a verdade sempre, em qualquer circunstância.  Mesmo que seja duro.”  É o que venho tentando fazer desde então, nem sempre com resultados, digamos, confortáveis.  Estamos unidos por simpatias, ideias afins e principalmente para vivenciarmos uma história coletiva, talvez em função dos nossos karmas. Não importa se você está certo ou errado, viver uma história mesmo que chegue ao fim é sábio. Não vivê-la por medo é um atraso. Não vivê-la por consciência é um direito. Porém, toda história boa tem o seu lado “ruim” e toda história “ruim” tem o seu lado bom.

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JUNG, Carl Gustav. Sincronicidade. Tradução de Pe. Dom Mateus Ramalho Rocha, OSB. Petrópolis: Vozes, 2000, 10ª edição, volume VIII/3 das Obras Completas.

NOTA: Os números em colchetes referem-se à numeração original dos parágrafos e serve como referência para citação bibliográfica.

[959] Talvez fosse indicado começar minha exposição, definindo o conceito do qual ela trata. Mas eu gostaria mais de seguir o caminho inverso e dar-vos primeiramente uma breve descrição dos fatos que devem ser entendidos sob a noção de sincronicidade. Como nos mostra sua etimologia, esse termo tem alguma coisa a ver com o tempo ou, para sermos mais exatos, com uma espécie de simultaneidade. Em vez de simultaneidade, poderíamos usar também o conceito de coincidência significativa de dois ou mais acontecimentos, em que se trata de algo mais do que uma probabilidade de acasos. Casual é a ocorrência estatística — isto é, provável — de acontecimentos como a “duplicação de casos”, p. ex., conhecida nos hospitais. Grupos desta espécie podem ser constituídos de qualquer número de membros sem sair do âmbito da probabilidade e do racionalmente possível. Assim, pode ocorrer que alguém casualmente tenha a sua atenção despertada pelo número do bilhete do metro ou do trem. Chegando à casa, ele recebe um telefonema e a pessoa do outro lado da linha diz um número igual ao do bilhete. À noite ele compra um bilhete de entrada para o teatro, contendo esse mesmo número. Os três acontecimentos formam um grupo casual que, embora não seja freqüente, contudo não excede os limites da probabilidade. Eu gostaria de vos falar do seguinte grupo casual, tomado de minha experiência pessoal e constituído de não menos de seis termos:

[960] Na manhã do dia Iº de abril de 1949 eu transcrevera uma inscrição referente a uma figura que era metade homem, metade peixe. Ao almoço houve peixe. Alguém nos lembrou o costume do “Peixe de Abril” (primeiro de abril). De tarde, uma antiga paciente minha, que eu já não via por vários meses, me mostrou algumas figuras impressionantes de peixe. De noite, alguém me mostrou uma peça de bordado, representando um monstro marinho. Na manhã seguinte, bem cedo, eu vi uma outra antiga paciente, que veio me visitar pela primeira vez depois de dez anos. Na noite anterior ela sonhara com um grande peixe. Alguns meses depois, ao empregar esta série em um trabalho maior, e tendo encerrado justamente a sua redação, eu me dirigi a um local à beira do lago, em frente à minha casa, onde já estivera diversas vezes, naquela mesma manhã. Desta vez encontrei um peixe morto, mais ou menos de um pé de comprimento [cerca de 30 cm], sobre a amurada do Lago. Como ninguém pôde estar lá, não tenho idéia de como o peixe foi parar ali.

[961] Quando as coincidências se acumulam desta forma, é impossível que não fiquemos impressionados com isto, pois, quanto maior é o número dos termos de uma série desta espécie, e quanto mais extraordinário é o seu caráter, tanto menos provável ela se torna. Por certas razões que mencionei em outra parte e que não quero discutir aqui, admito que se trata de um grupo casual. Mas também devo reconhecer que é mais improvável do que, p. ex., uma mera duplicação.