A Magia do Dinheiro

LIVRO A MAGIA DO DINHEIRO – O Segredo da Prosperidade (Christopher Penczak) – 256 páginas – Editora Madras.

“Eu estou no lugar certo, na hora certa, fazendo a coisa certa.”

 Para a maior parte das pessoas a questão financeira, a “estabilidade”, está em primeiro lugar. E por que não estaria? Acreditamos, – no coletivo mesmo -, que o dinheiro resolve tudo. Bem, dinheiro pode acertar muita coisa, mas nem tudo o dinheiro pode comprar… Então, “por que escrever um livro de magia sobre como obter dinheiro”? A resposta é porque dinheiro, quando surge, não vem desacompanhado. Pode vir com um grande número de problemas, que devem ser compreendidos e evitados.

Christopher Penczak, o autor, é profissional de Reiki nas tradições Shamballa e Usui Tibetano, mas se autointitula mesmo, um bruxo que há anos se dedica a expandir a consciência das pessoas de sua comunidade em organizações não governamentais fundadas por ele mesmo e seus parceiros, estudiosos de paganismo.

O livro explica argutamente, por quê e como obter dinheiro (eu digo, além do que já temos) e o que esse fetiche de poder em forma de papel significa. Ao entender as razões, damos início às práticas e através delas somos conduzidos a um ambiente de sugestão mental, que mesclado ao espiritual nos proporciona o dinheiro de que necessitamos. Para quem já leu ou viu o filme O Segredo de Rhonda Byrne, é fácil entender o processo, que é muito semelhante.  Mas com diferenças significativas. Não basta apenas mentalizar, imaginar e pedir. Não é bem assim que funciona. É necessário saber o por quê e para quê.

A questão é que:

1 – Não se fala que as práticas de O Segredo são derivadas da bruxaria.

2 – Se a palavra “bruxaria” te horrorizou é porque já está julgando e julgar é feio. Na bruxaria, como em O Segredo, não existe bem ou mal. Existem energias poderosas que podem ser somadas (e  não “somatizadas”)  fundidas, conectadas,  para se criar o todo, que é a harmonia. Através dessa união, o tal dinheiro surge em sua vida.

As práticas oferecidas ao leitor, são oferendas à natureza, típicas do paganismo. Pagãos não acreditam no Diabo Cristão, mas acreditam na maldade. No paganismo não se fala em pedir nada a Deus, mas ao Universo. Os quatro elementos da Natureza (ar, água, fogo, terra) devem estar sempre conectados, para exemplificar, mesmo que em um ritual, a união de todas as energias. União que faz a força. Você faz o serviço, você mentaliza, você é o único responsável.

Não adianta pedir dinheiro ao Universo, sem dar nada em troca. E não é suficiente pensar que sua ânsia pelo dinheiro se justifica pelo amor que você tem pela sua família. Isso ainda é pouco. Não basta acreditar em “serei feliz com dinheiro” pois de fato, dinheiro não traz felicidade. Mas de que adianta falar isso, se acreditam que dinheiro é tudo de bom…  Bem, ruim não é, mas dinheiro pode ser como semente cultivada em pedra.

Então vamos aos fatos: sem reproduzir parte do que está contido neste livro, fica difícil convencer alguém mesmo, mas a questão apenas se fundamenta em equilíbrio. Sempre.

“A sabedoria da bruxaria realmente guarda um segredo no que se refere à prosperidade. O segredo consiste em viver sua vida com satisfação. Sabemos que se pode ter tudo o que quiser se tiver intenções claras e poder suficiente. Ao praticar magia, você começará a distinguir entre o que realmente quer, o que a sua alma deseja e o que você acha que quer porque a sociedade diz que é assim que deve ser. Aqueles que vivem de acordo com sua alma podem fazer ou ter tudo.”

“O Diabo do Tarô nos ensina como trabalhar coma  experiência do pentagrama invertido, pois ele já o REVERTEU. Ele está conectado ao nível mais profundo do espírito e por meio dessa conexão, liberta-se e tem um verdadeiro propósito. Aqueles que não compreendem que sua segurança e liberdade máximas vêm da conexão espiritual com a  abundância do Universo são aqueles que vivem em desequilíbrio. Eles buscam a segurança e a liberdade no mundo material, querem acumular fortunas, querem mergulhar em tudo o que está disponível, guardando tudo para si. Eles querem FARTURA e não PROSPERIDADE.”

“PROSPERIDADE não é apenas energia, mas um estado de consciência.”

“Para eliminar um programa (obs: mental, imposto por séculos de cultura ocidental), devemos chegar à sua raiz, à sua origem. Devemos compreender essa raiz e “desenterrá-la”, mas também temos de analisá-la, conhecer as circunstâncias que a geraram.”

muita gente no mundo, em especial no Terceiro Mundo, que está ocupada com o nível de consciência do chacra básico ou da raiz (entre os órgãos sexuais e o ânus), o nível da sobrevivência. Afinal de contas, essas pessoas vivem em condições de extrema pobreza e má nutrição. Essa noção de espiritualidade é baseada em um falso programa (obs: ou programação) que considera o mundo físico mau ou vergonhoso – são os que têm maiores problemas com o dinheiro. No entanto, muitas pessoas que vivem na pobreza sentem prazer na vida.”

“Se quiser receber PROSPERIDADE, liberte-se de tudo em sua casa, que você não necessita. Devolva ao Universo abundante e, ao criar espaço em sua vida, o Universo retribuirá. Caso não se liberte de livros, discos, vídeos e roupas, que dizer que você não entendeu o objetivo.”

“Nossa primeira relação emocional é conosco. Não podemos nos relacionar com qualquer outra coisa ou pessoa sem antes ter uma conexão interna conosco. “Conhece-te a ti mesmo.”

“Agradeça todos os dias pelas coisas que você é grato em sua vida.”

“Você deve ser capaz de não falar apenas com o Universo e com outras pessoas, mas também deve ouvir e compreender as mensagens que elas e o Universo querem passar (obs: SINCRONICIDADES).”

“O desejo por riqueza, sexo, segurança não é mau. Tudo é divino. No entanto é importante distinguir NECESSIDADE e VONTADE. Nenhuma necessidade ou vontade é errada, desde que sejamos honestos conosco e com nossas motivações. As virtudes pagãs de autoconfiança, diligência e perseverança têm papéis importantes para quem quer ser bem-sucedido na vida.”

Christopher Penczak exemplifica em vários tópicos como são essas práticas de magia, além de destacar que nem sempre o mundo mágico está imune à capacidade humana de incompreensão. Penczak ilustra os casos com exemplos, inclusive pessoais a respeito de problemas com alunos e práticas de limpeza espiritual. O autor descreve quais são as essências ideais para os trabalhos, além de destacar artes divinatórias como o tarô, astrologia, o uso das ervas, pedras, e lista uma série de feitiços e fórmulas mágicas.

Penczak fecha o trabalho com bons conselhos sobre como ter uma vida equilibrada, inclusive pagando as contas atrasadas.

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AS SETE LEIS PARA O SUCESSO – parte VI

A SEXTA LEI: A LEI DO DESPRENDIMENTO

 

No desprendimento se revela o conhecimento da incerteza. No conhecimento da incerteza se revela a libertação do passado, do conhecido, da prisão da circunstância do passado. E pela nossa vontade de entrar no desconhecido, no campo de todas as possibilidades, entregamo-nos ao espírito criativo que orquestra a dança do universo. Como dois pássaros de ouro empoleirados na mesma árvore, como amigos íntimos, o ego e o Eu habitam o mesmo corpo – o primeiro come os frutos doces e amargos da árvore da vida, enquanto o último observa com desprendimento.

 Mundaka Upanissad

 

A sexta lei espiritual, do sucesso consiste na Lei do Desprendimento.

A Lei do Desprendimento diz-nos que para adquirirmos qualquer coisa no universo físico temos de renunciar à nossa ligação a ela. Isto não significa que desistamos da intenção de criar o desejo. Não devemos desistir da intenção, nem devemos desistir do desejo. Devemos desistir da nossa ligação ao resultado. Esta atitude é muito poderosa. No momento em que renunciamos à ligação ao resultado, combinando ao mesmo tempo intenção dirigida e desprendimento, teremos aquilo que desejamos. Tudo o que quisermos pode adquirir-se através do desprendimento, já que este se baseia na fé inquestionável, no poder do nosso verdadeiro Eu. Por outro lado, a ligação ao resultado baseia-se no medo e na insegurança – e a necessidade de segurança baseia-se no fato de não conhecermos o nosso verdadeiro Eu. A fonte de riqueza, de abundância ou de qualquer outra coisa do mundo físico encontra-se no Eu; é a consciência que sabe como realizar todas as necessidades. Tudo o mais constitui um símbolo: carros, casas, contas bancárias, roupas e aviões. Os símbolos são transitórios; vêm e vão. Procurar obter estes símbolos é o mesmo que preferir o mapa ao território. Provoca ansiedade; acaba por nos fazer sentir ocos e vazios por dentro, porque estamos a trocar o nosso Eu pelos símbolos do nosso Eu.

A ligação ao resultado significa consciência da pobreza, pois esta ligação prende-se sempre aos símbolos. O desprendimento significa consciência da riqueza, pois ele traz-nos a liberdade para criar. Só com um envolvimento desprendido se pode obter alegria e prazer. Só assim obtemos os símbolos de riqueza, com espontaneidade e sem esforço. Sem o desprendimento, tornamo-nos prisioneiros de necessidades mundanas desesperadas e impossíveis, preocupações triviais, desespero passivo e tristeza. Marcas distintivas de uma existência quotidiana medíocre e da consciência da pobreza. A verdadeira consciência da riqueza consiste na capacidade para obtermos aquilo que queremos, quando quisermos, e com um mínimo de esforço.

Para chegar a esta experiência tem de se basear no conhecimento da incerteza. Na incerteza encontrará a liberdade para criar tudo o que quiser. As pessoas estão sempre à procura de segurança, mas com o tempo verão que a busca da segurança constitui uma coisa muito efêmera. Mesmo a ligação ao dinheiro constitui um sinal de insegurança. Pode dizer: “Quando eu possuir X milhões de escudos, estarei seguro. Serei economicamente independente e poderei reformar-me. Nessa altura, hei de fazer tudo aquilo que de facto quero fazer.” Mas isso nunca acontece – nunca. Aqueles que procuram segurança perdem-na para sempre e nunca a encontram. É uma atitude ilusória e efêmera, pois a segurança nunca pode vir apenas do dinheiro. A ligação ao dinheiro gerará sempre insegurança, independentemente da quantidade de dinheiro que tivermos no banco. Na verdade, algumas das pessoas mais inseguras são as que mais dinheiro têm. O desejo de segurança constitui uma ilusão. Nas antigas tradições de sabedoria, a solução para todo este dilema encontra-se no conhecimento da insegurança, ou no conhecimento da incerteza. Isto significa que o desejo de segurança e certezas, na verdade, constituem uma ligação ao conhecido. E o que é o conhecido? O conhecido é o nosso passado. o conhecido não é mais do que a prisão do condicionamento do passado. Não há evolução aqui absolutamente nenhuma. E quando não há evolução, surge a estagnação, a entropia, a desordem e a decadência. A incerteza, por sua vez, constitui o solo fértil da criatividade e da liberdade puras. A incerteza significa entrar no desconhecido em cada momento da nossa existência. O desconhecido constitui o campo de todas as possibilidades, sempre vivas, sempre novas, sempre abertas à criação de novas manifestações. Sem a incerteza e o desconhecido, a vida consiste apenas na repetição obsoleta e desgostosa de memórias. Tornamo-nos vítimas do passado – aquilo que vivemos ontem é o que nos atormenta hoje. Renuncie à sua ligação com o conhecido, entre no desconhecido e entrará no campo de todas as possibilidades. O conhecimento da incerteza constitui um elemento da vontade de entrar no desconhecido. Isto significa que, em cada momento da sua vida, terá emoção, aventura, mistério. Terá a experiência da alegria de viver a magia, a celebração, a alegria e a exultação do seu próprio espírito. Todos os dias pode procurar a emoção daquilo que virá a ocorrer no campo de todas as possibilidades.

Quando tiver a experiência da incerteza, encontra-se no caminho certo, por isso não desista. Não precisa de ter uma ideia rígida e completa daquilo que vai fazer na semana seguinte ou no próximo ano, pois se tiver ideias bem definidas acerca do que vai acontecer e se ficar muito preso a elas, fechará um grande número de possibilidades. Uma característica do campo de todas as possibilidades consiste na correlação infinita. o campo pode orquestrar uma infinidade de ocorrências espaço-temporais para chegar ao resultado pretendido. Mas quando nos deixamos prender, a nossa intenção fecha-se num estado de espírito rígido e perdemos a fluidez, a criatividade e a espontaneidade inerentes ao campo. Quando nos deixamos prender, retiramos ao desejo a sua infinita flexibilidade e fluidez, encerrando-o numa moldura fixa, que interfere com todo o processo de criação. A Lei do Desprendimento não interfere com a Lei da Intenção e do Desejo. Com a definição de um objetivo Mantemos a intenção de seguir em determinada direção, mantemos o nosso objetivo. Mas entre o ponto A e o ponto B há uma infinidade de possibilidades. Tendo interiorizado o elemento da incerteza, podemos mudar de direção em qualquer momento, se encontrarmos um ideal mais elevado ou uma coisa mais emocionante. Também nos encontramos menos dispostos a forçar as soluções para os problemas e isso permite-nos manter-nos atentos às oportunidades. A Lei do Desprendimento acelera todo o processo de evolução. Quando compreender esta lei, não se sentirá compelido a forçar soluções. Quando força soluções ou problemas, apenas cria novos problemas. Mas se aplicar a atenção na incerteza e observar a incerteza enquanto espera, atento, que a solução surja do caos e da confusão, aquilo que surgirá será qualquer coisa fabulosa e muito estimulante. Este estado de atenção, encontrar-se-á preparado no presente, no campo da incerteza, liga-se ao seu objetivo e à sua intenção e permite-lhe aproveitar a oportunidade. O que é a oportunidade? Encontra-se em cada problema que tiver na vida. O menor problema que tiver na vida constitui a semente para uma oportunidade de um benefício maior. Depois de ter percebido isso, abre um grande número de possibilidades e mantém vivos o mistério, a dúvida, a emoção e a aventura. Pode ver cada problema da sua vida como uma oportunidade para um benefício maior. Pode manter-se atento às oportunidades baseando-se no conhecimento da incerteza. Se estiver preparado e a oportunidade surgir, a solução aparecerá espontaneamente. Aquilo que daqui advém designa-se muitas vezes por “boa sorte”. A boa sorte consiste apenas no encontro entre a oportunidade e a pessoa que se encontra preparada para ela. Quando as duas se juntam com a observação atenta do caos, surge uma solução, que constituirá um benefício evolucionário para a pessoa e para todos aqueles que a rodeiam. Esta constitui a receita perfeita para o sucesso e baseia-se na Lei do Desprendimento, que é o melhor caminho para a liberdade. Entro no campo de todas as possibilidades e antecipo a emoção que pode ocorrer se eu me mantiver aberto às escolhas. Ao entrar no campo de uma infinidade de escolhas Ponho em prática a Lei do Desprendimento, seguindo todas as possibilidades, experimento toda a alegria, com estes passos: aventura, magia e mistério da vida.

 1 Hoje vou praticar o desprendimento. Darei a mim próprio e aos que me rodeiam a liberdade de sermos como somos. Não imporei ideias rígidas sobre como as coisas deviam ser. Não forçarei soluções para os problemas, pois isso criaria novos problemas. Participarei em tudo com um envolvimento desprendido.

 2 Hoje interiorizo a incerteza como um ingrediente essencial da minha experiência. A minha boa vontade para aceitar a incerteza fará com que as soluções surjam, espontâneas, dos problemas, da confusão, da desordem e do caos. Quanto mais incertas as coisas parecem, mais seguro me sentirei, porque a incerteza é uma fonte inesgotável.

 

 

Reflexão sobre os votos de feliz ano novo

A cada passagem de ano, fazemos planos e refletimos sobre os objetivos a serem alcançados no próximo período de doze meses. Esse é um ritual que pratico há décadas. Os pedidos de sempre como saúde fazem parte das rezas diárias, não valem para compromissos de passagens de ano. As metas a serem atingidas em um futuro ano novo são um pouco mais específicas como “terei um emprego melhor” ou “terei um filho”, etc… Mas mesmo “brindados” com o emprego e o filho desejados, aparentemente nada “dá muito certo”.

E não dá certo por quê?

Como no conto do gênio da lâmpada, nem todo pedido é realizado exatamente como imaginamos. Muitas vezes, nossos sonhos se realizam através de caminhos surpreendentes e com detalhes indesejados.

Somos seres submissos a desejos e vontades. E quanto mais nossas vontades são realizadas mais ficamos, como dizer… “felizes”? Quando imaginamos um futuro melhor, pensamos em saúde sim, mas principalmente em nos sentirmos satisfeitos, em “sermos alguém”; em termos um “bom emprego”, reconhecimento, status, e quase sempre controle sobre o próprio universo, só nos reconhecendo nele quando nos interessa. E nossos pedidos geralmente são imaginados em forma de “brindes” externos, presentes caídos do céu em paraquedas para mudarem nossa vida radicalmente sem que precisemos fazer muito esforço. Exemplo? Ganhar na loteria para gastarmos nosso tempo com prazeres, materialidades e mulheres (ou homens).

“Só ganhar presentes” é como desejar que só haja sol e dias maravilhosos, que nunca fiquemos doentes ou que nunca tenhamos contrariedades… A vida não é assim. A vida é feita de luz e sombras. Crescemos e nos tornamos pessoas melhores, em razão de nossas próprias escolhas, assim como é sempre bom lembrar que nem tudo o que reluz é ouro. Ganhar algo é apenas continuar com a velha mentalidade de crianças que ganham presentes do Papai Noel, por terem sido boazinhas durante todo o ano. E o que é “ser bom”? Tirar boas notas e não questionar os pais? Sendo assim, mesmo na forma externa de adultos respeitáveis, continuamos a ser crianças e não comandantes dos nossos destinos. Continuamos a ser seres passivos sem responsabilidades, crianças que se satisfazem com barganhas como elogios, títulos ou presentes de Noel.

Sonhamos com dinheiro, mas não pensamos que dinheiro não é nada além de papel. Dinheiro não pensa, ele é um instrumento nas mãos dos que o tem. “Mas não se vive sem dinheiro”. Perfeito. Mas como é ganhar muito dinheiro e ser infeliz? Tudo nesta vida é uma soma de “conquistas” e “derrotas”, de luz e sombras. O desejo não realizado só pode ser ruim para quem não compreende que “derrotas” são parte do processo de aprendizagem. “Derrotas” ou “impossibilidades” deveriam ser compreendidas como parte do todo, como parte do pacote. Dinheiro, assim como toda energia, como toda ferramenta, serve para crescermos ou para nos aprisionarmos. Reflita sobre isso nesta passagem de ano. Nossa visão de vida pode ser pequena e limitada, compete a você decidir. Nossa visão de vida pode nos manter alienados e ignorantes, ao não pensarmos em detalhes “insignificantes”. Reflita sobre seus desejos e analise a contrapartida. O todo é a soma dos extremos.

1 – Desejo ficar rico, mas não penso em ser rico em sabedoria, discernimento, compreensão e amor.

2 – Quero ser uma linda mulher com aplicações de botox, plástica, silicone, mas não penso em ser uma linda mulher por dentro, em possuir uma beleza interna estonteante, que muitos podem nem ver.

3 – Quero ser feliz, mas não penso que minha felicidade pode ser egoísta, individualista, autocentrada.

4 – Quero encontrar um grande amor, mas não penso que podemos aprisionar o ser amado com individualismo, falta de respeito, carências, controle e ciúmes.

5 – Quero ser reconhecido, mas não reconheço o valor dos outros.

6 – Desejo a paz no mundo, mas pratico a guerra.

7 – Peço que me respeitem, mas não respeito os outros.

8 – Peço que me escutem, mas não escuto ninguém.

9 – Critico tudo e todos e não sou sincero e nada faço para melhorar.

10 – Tenho um discurso e uma ação diferentes.

 

Feliz 2012 e que você reflita sobre esses 10 exemplos e se possível, os concretize.

 

Pequenas Sincs de Natal (ou odes à sensação de estar sempre conectado):

Folheando uma revista sobre decoração, minha namorada me chamou a atenção sobre uma luminária no formato de um disco voador. No mesmo dia, ao entrarmos em uma casa, vimos a mesma luminária.

De manhã quis fazer um mimo à namorada e lhe dei um chocolate alpino. À noite ela ganhou um panetone alpino da tia.

Cansado, sentei em um banco da pracinha. No corredor em frente havia uma placa com o número 2808. Eu nasci no dia 28 de agosto.

Falei sobre um filme que gosto. Dois dias depois passando pelos canais à noite vimos o mesmo filme do início. Em um mesmo dia zapeando pelos canais (abertos) vi dois atores da série Lost em dois filmes diferentes. À noite fui convidado a ir ao cinema e um dos primeiros atores do filme também havia feito parte de Lost.

Insights de humanos e Intuições animais

Entre os livros recentemente lançados sobre espiritualidade, “Descobridores do Infinito” de Maria Coffey (Editora Lafonte) comprova que os atletas de aventura se deparam com mais experiencias metafísicas do que os não atletas supõem. Os atletas radicais se arriscam não só pelo prazer, pela força da adrenalina, mas também para entrarem em novos níveis de consciência, mesmo que aparentemente não saibam disso e nem acreditem.

Há muitos e interessantes capítulos, mas destacarei “Estranhas Intuições”, pelo menos nesta postagem, um capítulo que me falou muito. Gostaria de repartir os insights com os leitores. Reproduzo a partir daqui trechos do mesmo e pretendo falare  reproduzir outras ótimas passagens dessa publicação.

“O que a intuição perde em precisão ganha sendo imediata. Ela entra em ação quando algum interesse vital nosso está em jogo, rasgando as trevas da noite em que nosso intelecto nos abandona.” Henri Bergson, The Creative Mind.

Uma sensação, um palpite, sexto sentido – essas palavras costumam descrever a intuição agindo. O termo deriva do latim intueri, “olhar para dentro”, e o dicionário a define como uma “forma de conhecimento direta, clara e imediata, capaz de investigar objetos pertencentes ao âmbito intelectual, a uma dimensão metafísica ou à realidade concreta”. Carl Jung dizia que a intuição é a percepção de realidades dseconhecidas para a mente consciente e uma das nossas quatro funções básicas, juntamente com a sensação, o sentimento e o pensamento. Parece que a intuição é acessada por meios diferentes: em pensamentos repentinos e de indiscutível clareza, em emoções ou por meio de sensações físicas.Nos Estados Unidos, dizemos que é um gut feeling (algo que se sente no meio do abdôme); no Japão, o termo para a pessoa que está levando a intuição em conta se traduz como captar “a arte do estômago”.

Embora os cientistas ainda tenham de compreender o que é a intuição e como ela opera, muitas pessoas levam-na a sério e recorrem a ela para obeter informações sobre si mesmas, sobre outras pessoas e sobre o meio ambiente. Em 1992, Peter Vegso, o diretor da HCI, uma editora que estava em apuros, conheceu um escritor que estava tentando vender um livro de ensaios sobre motivação para o qual, até então, tinha recebido apenas incontáveis cartas de rejeição. Vegso teve uma sensação boa a respeito do autor e um palpite de que deveria comprar seu trabalho. Sem sequer examinar o manuscrito, concordou em publicá-lo. Seu palpite acabou se mostrando acertado.  O livro Canja de galinha para a alma vendeu mais de 70 milhões de exemplares em 35 línguas e transformou a HCI em uma das maiores editoras fora de Nova Iorque. Vegso ainda presta atenção ao que “sente no meio do abdome”. Não acredita em planos para cinco ou dez anos, mas acredita em intuição. E não é o único. Uma pesquisa realizada em maio de 2002 pela Christian and Timbers, uma empresa de “caça a executivos”, revelou que dos 601 excutivos listados na Fortune entre os mil empreendimentos mais lucrativos dos Estados Unidos, 45% admitiram confiar mais em intuição do que em fatos e números, na condução de seus negócios.

Os psicólogos comportamentais classificam os pensadores intuitivos como criativos, alertas, confiantes, informais, espontâneos e independentes. Essas pessoas não têm receio de suas experiências e estão abertas a novos desafios. Podem conviver com dúvidas e incertezas. Esse também é um perfil abrangente de pessoas que correm riscos extermos, tanto profissionalmente como em suas aventuras.

“Quando você está entrando em uma área com muitos elementos desconhecidos e a experiência é importante”, diz Howard Gardner, professor de cognição e educação na universidade de Harvard, “se você não confiar na intuição estará se limitando bastante”. E, se você for um esportista radical, talvez acabe morrendo.

Animais sensitivos
Há milhares de anos se acumulam relatos de animais antecipando-se a eventos naturais, em especial terremotos. Em 373 d.C., ratos, serpentes e castores foram citados em episódios narrando sua fuga da cidade grega de Hélice alguns dias antes de ela ser totalmente destruída por um terremoto. Em 1974, mais de um milhão de pessoas foram obrigadas a evacuar a cidade de Haicheng, na província de Liaoning na China por causa de uma rara série de pequenos abalos sísmicos acompanhados de relatos maciços de comportamento animal incomum.  Daí a poucas horas, houve um terremoto de 7,3 graus na escala Richter. Cerca de 90% das construções da cidade foram destruídas e, em toda a região, no total 2.000 pessoas morreram ou ficaram feridas – muito menos do que a população tivesse permnecido na cidade. Um ano depois, outro terremoto atingiu a cidade de Tang Shan; apesar de sinais geológicos e animais similares, não foi organizada a evacuação em massa da cidade e isso custou a vida de mais de 250 mil habitantes. Atualmente, o Serviço Sismológico Chinês reconhece a validade de relatórios de comportamento incomum em animais. O zoológico Ashan, na província de Liaoning, e uma rede de zoos em Xangai têm programas sismológicos em andamento com a captura assídua de imagens dos animais que vivem ali para acompanhar eventuais mudanças em seus padrões habituais de comportamento.

Tsunami

Após o tsunami na Ásia em dezembro de 2004, Rupert Sheldrake reuniu relatos de comportamentos de animais pouco antes da catástrofe. Elefantes em Sri Lanka, em Sumatra e na Tailândia foram vistos abandonando as regiões litorâneas e procurando terras mais altas. Em Galle, no Sri Lanka, alguns donos de cães disseram que seus animais se recusaram a sair para o passeio matinal naquele dia, e que na praia de Ao Sane , na Tailândia, os cachorros subiram em disparada até o alto dos morros. Um nativo de bang Koey, na tailândia, disse que um rebanho de búfalos que estava perto da praia de repente ergueu a cabeça em um movimento só e se virou para olhar o mar com as orelhas em pé.
Os seres humanos seriam capazes também de captar sinais sutis de mudanças no meio ambiente. Após um terremoto e um tsunami terem atingido as ilhas salomão no início de 2007, houve relatos de crianças da aldeia de Gizo, perto do epicentro do abalo, que decidiram não ir nadar naquela manhã, o que era muito incomum, e de pescadores que de repente voltaram para casa em suas canoas esculpidas a mão em troncos de árvore porque tinham percebido “correntes estranhas” no mar. Nos dois casos, essas premonições lhes salvaram a vida.

“A intuição tem a ver com o corpo traduzindo a  energia que ele captou”, diz Marlene Smith, uma veterinária e montanhista que vive na ilha de Vancouver. “Os animais ouvem essas mensagens físicas, mas a maioria dos humanos as descarta com alguma explicação racional.”

AS SETE LEIS PARA O SUCESSO – parte V

 A QUINTA LEI: A LEI DA INTENÇÃO E DO DESEJO (Deepak Chopra)

 

Todas as intenções e todos os desejos contêm a sua própria possibilidade de realização. No campo da potencialidade pura, a intenção e o desejo possuem um poder organizador infinito. E quando introduzimos uma intenção no solo fértil da potencialidade pura, pomos esse poder organizador infinito a trabalhar por nós.

 No princípio era o desejo; que constituía a primeira semente do espírito, os sábios, meditando do fundo do coração, descobriram com o seu conhecimento a ligação entre o existente e o não-existente. O Hino da Criação, Ríg Veda

 A quinta lei espiritual do sucesso consiste na Lei da Intenção e do Desejo. Esta lei baseia-se no fato de a energia e a informação existirem em toda a parte da natureza. Na verdade, ao nível do campo quântico, não há nada senão energia e informação. O campo quântico constitui apenas outra designação para o campo da consciência e da potencialidade puras. E o campo quântico é influenciado pela intenção e pelo desejo. Vejamos este processo em pormenor. Se reduzirmos aos seus componentes essenciais uma flor, o arco-íris, uma árvore, uma folha de relva, um corpo humano, veremos que são constituídos por energia e informação. Todo o universo, na sua natureza essencial, representa o movimento da energia e informação. A única diferença entre um ser humano e uma árvore é o conteúdo da informação e a energia dos respectivos corpos. No plano material tanto o ser humano como a árvore são constituídos pelos mesmos elementos reciclados: basicamente, carbono, hidrogénio, oxigênio, nitrogênio, e outros elementos em menores quantidades.

Poderia adquirir esses elementos numa loja de hardware por pouco dinheiro. Portanto, aquilo que faz a diferença entre o ser humano e a árvore não é o carbono, nem o hidrogénio, nem o oxigênio. Na verdade, o ser humano e a árvore realizam trocas constantes de oxigênio um com o outro. A verdadeira diferença entre os dois reside na energia e na informação. No sistema da natureza, nós somos uma espécie privilegiada. Possuímos um sistema nervoso capaz de reconhecer o conteúdo de energia e informação do campo localizado que dá origem ao nosso corpo físico, Possuímos a experiência subjetiva desse campo, sob a forma dos nossos próprios pensamentos, sentimentos, emoções, desejos, memórias, instintos, impulsos e Crenças. E também possuímos a experiência objetiva desse campo, através do corpo físico – e por meio do corpo físico, temos a experiência desse campo sob a forma do mundo, mas tudo constitui a mesma substância. Por isso os profetas antigos diziam “Eu sou isso, tu és isso e isso é tudo o que existe.”.

O nosso corpo não se encontra separado do corpo do universo, pois ao plano dos mecanismos quânticos não existem fronteiras bem definidas. Somos como linhas ondulantes, ondas, convulsões, redemoinhos, perturbações localizadas no imenso campo quântico. O imenso campo quântico, o universo, constitui uma extensão do nosso corpo. O sistema nervoso humano não só reconhece a informação e a energia do seu próprio campo quântico como também pode conscientemente modificar o conteúdo e a informação que origina o seu corpo físico, já que a consciência humana é infinitamente flexível, devido ao seu maravilhoso sistema nervoso. Podemos conscientemente mudar o conteúdo de informação e energia do nosso próprio corpo mecânico quântico e assim influenciar o conteúdo de energia e informação da extensão do nosso corpo – o nosso ambiente, o nosso mundo – e provocar nele a manifestação das coisas. Essa transformação consciente realiza-se através de duas qualidades inerentes à consciência: a atenção e a intenção.

A atenção transmite energia e a intenção transmite forma.

Damos força a todas as coisas da nossa vida às quais aplicamos a nossa atenção. As coisas às quais não aplicamos a nossa atenção enfraquecem, desintegram-se e desaparecem. A intenção, por sua vez, desencadeia a transformação da energia e da informação.

A intenção organiza a sua própria realização.

A qualidade da intenção aplicada ao objeto da atenção orquestra uma infinidade de ocorrências espaço-temporais que conduzem ao efeito pretendido, desde que sigamos as outras leis espirituais do sucesso. Isto acontece porque, no solo fértil da atenção, a intenção possui um poder organizador infinito. Este poder organizador infinito significa o poder de organizar uma infinidade de ocorrências espaço-temporais, todas ao mesmo tempo. Podemos ver a expressão deste poder organizador infinito em cada folha de relva, em cada flor de macieira, em cada célula do nosso corpo. Encontramo-lo em tudo o que está vivo. No sistema da natureza, todas as coisas se encontram ligadas umas às outras. A marmota sai de baixo da terra e sabemos que a Primavera está a chegar. Em certas épocas do ano, as aves começam a emigrar para locais determinados. A natureza constitui uma sinfonia. E essa sinfonia é orquestrada em silêncio no plano primordial da criação. o corpo humano constitui outro bom exemplo dessa sinfonia. Uma simples célula do corpo humano realiza cerca de seis triliões de coisas por segundo e tem de saber o que estão a fazer todas as outras células ao mesmo tempo. O corpo humano pode ao mesmo tempo tocar música, matar germes, fazer um bebé, recitar poesia e controlar o movimento das estrelas, pois o campo da correlação infinita faz parte do seu campo de informação. O sistema nervoso da espécie humana possui uma característica notável, um ser capaz de comandar o poder organizador infinito, através da intenção consciente. A intenção, na espécie humana, não se encontra fechada ou presa numa rede rígida de energia e informação. Possui uma flexibilidade infinita. Por outras palavras, se não violarmos as outras leis da natureza, através da intenção Poderemos literalmente comandar as leis da natureza, de forma a realizarmos os nossos sonhos e desejos. Podemos pôr o computador cósmico, com o seu infinito Poder organizador, a trabalhar para nós. Podemos, entrar no campo primordial da criação, introduzir nele uma intenção e só pelo fato de termos introduzido essa intenção estamos a ativar o campo da correlação infinita. A intenção constitui a base de suporte do fluxo fácil, espontâneo e corrente da potencialidade pura, procurando o manifesto para exprimir o não-manifesto. O nosso único cuidado deverá ser utilizar a intenção para o benefício da espécie humana. Isso acontecerá espontaneamente, se cumprirmos as Sete Leis Espirituais do Sucesso. A intenção constitui o verdadeiro poder por trás do desejo. A intenção, só por si, é muito poderosa, pois ela consiste no desejo, sem a preocupação do resultado. O desejo, só por si, é fraco, já que para a maioria das pessoas o desejo consiste na atenção ligada à preocupação.

 A intenção consiste no desejo, cumprindo estritamente todas as outras leis, mas em especial a Lei do Desprendimento, que constitui a Sexta Lei Espiritual do Sucesso.

A intenção combinada com o desprendimento conduz a um conhecimento do momento presente centrado na vida. E quando a ação se realiza no âmbito do conhecimento do momento presente, torna-se mais eficaz. A nossa intenção dirige-se ao futuro, mas a nossa atenção encontra-se no presente, a nossa intenção para o futuro virá a manifestar-se, porque é no presente que se cria o futuro. Devemos aceitar o presente tal como é. Aceitemos o presente e criemos intenções para o futuro. o futuro constitui algo que podemos sempre criar através da intenção desprendida, mas nunca devemos lutar contra o presente. O passado, o presente e o futuro representam propriedades da consciência. O passado constitui a recordação, a memória – o futuro representa antecipação; o presente representa conhecimento. Portanto, o tempo constitui o movimento do pensamento.

Tanto o passado como o futuro nascem na imaginação; apenas o presente, que representa conhecimento, se pode dizer real e eterno. Pode dizer-se que o presente é: A potencialidade da relação espaço-tempo, da matéria e da energia. Constitui um eterno campo de possibilidades da manifestação de forças abstratas, quer seja a luz, o calor, a eletricidade, O Magnetismo ou a gravidade. Essas forças não se situam no passado nem no futuro. Apenas são.

 

A nossa interpretação dessas forças abstratas dão-nos a experiência da forma e do fenómeno concreto. As interpretações rememorativas das forças abstratas geram a experiência do passado; as interpretações antecipadoras das mesmas forças abstratas criam o futuro. Elas constituem as qualidades da atenção na consciência. Quando essas qualidades se libertam do peso do passado, a ação no presente torna-se solo fértil para a criação do futuro. A intenção, baseada nesta liberdade despreocupada do presente, serve de catalisador para a mistura correta de matéria, energia e ocorrências espaço-temporais, de modo a criar tudo aquilo que desejar. Se possuir um conhecimento do presente centrado na vida, os obstáculos imaginários, que constituem mais de noventa por cento dos obstáculos conhecidos desintegram-se e desaparecem. Os restantes cinco a dez por cento dos obstáculos conhecidos podem transmutar-se em oportunidades com uma intenção dirigida. A intenção dirigida constitui a qualidade da atenção que se caracteriza pela firmeza inflexível do seu objetivo. A intenção dirigida significa que aplicamos a nossa atenção, no sentido de obter o resultado que desejamos, com uma firmeza de objetivos tão inflexível, que recusamos em absoluto qualquer obstáculo que possa consumir e dissipar a qualidade focalizada da nossa atenção. Na nossa consciência, dá-se uma exclusão total e completa de todos os obstáculos. Somos capazes de manter uma serenidade inabalável, ao mesmo tempo que nos entregamos ao nosso objetivo com uma paixão intensa. É este o poder simultâneo do conhecimento desprendido e da intenção focalizada e dirigida. Aprenda a aproveitar o poder da intenção e criar tudo o que desejar. Também pode obter resultados, através de um grande esforço e sofrimento mas isso tem custos, que podem ir desde o stress até ao ataque cardíaco, ou ao comprometimento das funções do seu sistema imunológico. É muito melhor cumprir as cinco regras seguintes da Lei da Intenção e do Desejo. Seguindo estas cinco regras para realizar os seus desejos, a intenção gerará o seu próprio poder:

1 Deslize pela abertura. Isto significa concentrar-se no espaço silencioso entre os pensamentos, entrar no silêncio – um nível do Ser que constitui o seu estado essencial.

2 Depois de estabelecido nesse estado do Ser, liberte as suas intenções e desejos. Na própria abertura, não há pensamentos nem intenções, mas quando sair da abertura, na junção entre a abertura e um pensamento, a intenção é introduzida. Se tiver diversos objetivos, escreva-os e focalize neles a sua intenção, antes de entrar na abertura. Se desejar uma carreira de sucesso, por exemplo, entre na abertura com essa intenção e a intenção já lá estará, como uma ténue luz de conhecimento. Ao libertar as suas intenções e desejos na abertura, está a plantá-las no solo fértil da potencialidade pura, espere que floresçam quando chegar a estação. Não deve escavar para ver se as sementes dos seus desejos estão a crescer, nem deve prender-se muito para ver como elas se vão desenvolver. A única coisa que deve fazer é libertá-las.

3 Mantenha-se no estado de autorreferência. Isto significa que deve manter-se no plano do conhecimento do seu verdadeiro Eu – a sua alma, a sua ligação ao campo da potencialidade pura. Também significa que não deve olhar para si próprio através dos olhos do mundo, Ou deixar-se influenciar pelas opiniões e críticas dos outros. Um bom meio para manter esse estado de autorreferência é guardar os seus desejos para si próprio; não os partilhe com mais ninguém, a menos que sejam pessoas que tenham exatamente os mesmos desejos que o leitor e estejam muito ligadas a si..

4 Renuncie à preocupação com os resultados. Isto significa que não se deve prender muito à expectativa de um resultado específico, mas sim viver com o conhecimento da incerteza. Significa que deve desfrutar todos os momentos da sua vida, mesmo desconhecendo os resultados.

5 Deixe os pormenores ao cuidado do universo. As suas intenções e os seus desejos, depois de libertos na abertura, possuem um poder organizador infinito. Confie no poder organizador infinito da intenção. Ele organiza-lhe todos os detalhes. Lembre-se de que a sua verdadeira natureza é pura alma. Mantenha sempre a consciência da sua alma, onde quer que vá, liberte com suavidade os seus desejos, e o universo cuidará por si dos pormenores. Não deixarei nenhum obstáculo consumir e dissipar a qualidade da minha atenção no momento presente. Aceitarei o presente tal como é, e deixarei que o futuro se revele através dos meus desejos e intenções mais profundos.

 

COMO APLICAR A LEI DA INTENÇÃO, E DOS DESEJOS mais queridos.

Ponho em prática a Lei da Intenção e do Desejo, seguindo estes passos:

1 Faço uma lista de todos os meus desejos. Trago sempre comigo esta lista, para onde quer que vá. Leio sempre esta lista antes de entrar em silêncio e meditação. Também a leio antes de ir dormir, à noite. Volto a lê-la ao acordar de manhã.

2 Entrego e submeto esta lista de desejos ao movimento da criação, confiando que quando as coisas não parecerem conformes aos meus desejos há uma razão para isso e que o plano cósmico possui para mim desígnios ainda mais grandiosos do que aquilo que eu alguma vez imaginei.

3 Lembro-me de que devo praticar o conhecimento do momento presente em todas as minhas ações.

 

Chaves é amor.

A cada novo dia tenho ainda mais certeza de que nada nesta vida ocorre à toa. E que amor é tudo o que precisamos.

Hoje recebi uma mensagem de uma amiga, leitora do blog, sobre a bonita história do mestre e do escorpião que se afogava. A cada nova tentativa de retirar o animal da água, o mestre era picado, mas ele tanto insistiu, apesar das seguidas picadas, que conseguiu salvá-lo. “A natureza do escorpião é picar, a minha é ajudar”, o mestre refletiu.

Assim como há a natureza de ajudar, há a natureza de dar e receber amor.

Às vezes, a gente questiona se vale a pena dar amor e receber patadas ou silêncio em troca. Na verdade, só nós sabemos quando devemos dar amor e se é necessário insistir. Muitas vezes, e tenho aprendido isso cada vez mais, o melhor é deixar as coisas “rolarem”. Há tempo para tudo: para começo, meio e fim. Se há uma necessidade, um buraco vazio em nosso coração, em nossa vida profissional, as sincronicidades (ou Deus) os preenchem com mais e melhores “guloseimas” ou mais e melhores “amores”. Sou virginiano, detalhista e workaholic e para mim, ainda é difícil, me adaptar a falta de empenho alheio, quando se trabalha em grupo. Vejo muitas pessoas chorarem e praguejarem sobre seus problemas, sem se conscientizarem de que os problemas não surgem sem a nossa força criadora e sem que eles nos ajudem a clarear em nossos corações, o que é realmente importante e o que deve ser descartado, por ser absolutamente inútil.

A gente recebe amor ou respostas das maneiras mais inusitadas.

Um dos meus alunos, me disse: “Farei aniversário amanhã!”

“Como assim?”, perguntei. “Amanhã é o aniversário da minha sobrinha!” A coincidência me chocou um pouquinho, assumo, mesmo tendo várias experiências sincronísticas.

Fiquei ainda mais admirado, quando me “toquei” que o nome da mãe do aluno era o mesmo da minha sobrinha.

“Onde você mora?”, ele me perguntou. Ao responder, ele chamou pela mãe, quase gritando de euforia.

“Mãe! Ele mora ao lado da vovó!”

Mais curioso ainda é acrescentar que o contato desse aluno, me foi dado por um amigo que se casou em um cerimônia xamânica, conduzida por um vizinho do meu prédio. Ele não sabia que o condutor da missa era meu vizinho e nem eu sabia que vizinhos conduziam missas cerimoniais. Incrível.

E quando se dá amor, amor se recebe.

No final de semana, na madrugada, zapeei pelos canais de TV, e assisti com minha cara metade, a um documentário sobre os fãs brasileiros do Chaves. Não era um programa sobre o líder venezuelano com Z, mas sobre o personagem do longevo seriado mexicano. Rimos muito com as “figuras” personificadas como Seu Madruga, Quico, Chiquinha e Seu Barriga.

No dia seguinte, saímos com uma amiga dela. Ao final do encontro, a amiga se aproximou, sem que minha namorada visse e me pediu: “Cuida bem dela, tá?” E para selar o acordo ou ter certeza de que eu havia escutado bem, ela me deu um inusitado presente: um bonequinho do Chaves.

Chaves é amor.

 

Steve Jobs. Continue com fome, continue bobo.

Não há razão para não seguir seu coração.

O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.

Na contracapa do Whole Earth Catalog havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: “Continue com fome, continue bobo.”

(Steve Jobs)

Lendo hoje “Steve Jobs, um homem paradoxal” de Pedro Doria de O Globo, várias
sincronicidades, contradições e humanidades me chamaram a atenção sobre o recém desencarnado Steven Paul Jobs (São Francisco, Califórnia, 24 de Fevereiro de 1955 — Palo Alto, Califórnia, 5 de Outubro de 2011) inventor, empresário, magnata americano no setor da informática, co-fundador da Apple Inc, e diretor executivo da empresa de animação por computação gráfica Pixar.

O texto de Dória está entremeado pelo famoso Discurso na Universidade de Stanford de Steve Jobs (Você tem que encontrar o que você ama).

“Steven Paul Jobs era um homem pacato. Budista, seguia desde muito jovem a linha zen. Era também um homem agressivo, capaz de demissões sumárias por motivos fúteis. Fez muita gente chorar por broncas duras. Estourava mesmo. Nos corredores, os funcionários se desviavam dele. Falavam o menos possível, ninguém queria se expor à demissão repentina sem pista do porquê. Em alguns depoimentos, porém, alguns sugerem que a idade e os filhos o amaciaram. Quando fazia produtos pensando em famílias, aquilo lhe era natural. Steve Jobs gostava de família. Foi um pai amoroso quase toda a vida mas se recusou a reconhecer a primeira filha em seus primeiros anos. Foi um homem ímpar, paradoxal, que marcou profundamente o mundo.”

Eu não tinha ideia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que tomei. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço.

“Quando jovem, gostava de ternos caros. No fim, adotou o jeans velho e rasgado,
sempre Levi’s 501, e camisa preta com gola alta, tênis. Quando, no verão, o calor
passava dos 40C, bermudas. Conhecia os vizinhos pelo nome e os cumprimentava, seus filhos estudam na escola pública a poucas quadras dali. Jobs não perdia as reuniões de pais e mestres. Ia também a pé fazer compras no supermercado Whole Foods, de comida orgânica. Era vegetariano, mas comia peixe cru.”

“Quando jovem e solteiro, viveu numa mansão na vizinha Woodside. Quem o visitou na época dizia que só tinha um móvel: a cama. Nas paredes, fotografias do americano Ansel Adams. No meio da sala, mantinha uma motocicleta BMW, um piano Bosendorfer, um abajur Tiffany’s e um aparelho de som Bang & Olufsen. Os objetos não o atraíam pela utilidade e sim pela elegância do desenho. Era muito rígido com esta busca por elegância e equilíbrio nos objetos. Foi esta busca que quase o desviou de fundar a Apple. Quis, antes, ser monge Zen. Foi dissuadido pelo sensei de toda sua vida, o japonês Kobun Chino. Criou a Apple e criou produtos seguindo os preceitos rigorosos da arte Zen. Foi Kobun Chino que o casou, muitos anos depois, com a economista Laurene Powell. Casaram-se em 1991 em Yosemite, o primeiro parque nacional dos EUA. É um paraíso de sequóias centenárias na Sierra Nevada, a quatro horas do Vale do Silício. O cenário das fotografias de Ansel Adams.”

O Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante. Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse. Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.

“Jobs teve quatro filhos. A mais velha, Lisa, nasceu de um namoro fugaz, em 1978. Ele foi à Justiça negar paternidade. Se recusou a visitá-la, a vê-la. E, enquanto agia assim, batizou de Lisa um computador da Apple na homenagem ao bebê a quem negava o sobrenome. O período passou, registrou-a. Viveram juntos quando Lisa era adolescente e, Jobs, recém-casado. Jobs foi ele próprio um bebê rejeitado, oferecido a adoção pelos pais que se recusou a conhecer até o fim. Reed, seu primeiro filho com Laurene, nasceu em 1991, seguido de Erin, em 95, e Eve, em 98.”

De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

“Tinha preferência pelo design alemão e dirigia carros alemães. Quando jovem
milionário, Porsches. Mais velho, Mercedes. Dirigia rápido ignorando qualquer lei. E tirava as placas do carro para evitar multas. Quando não havia vaga, mesmo saudável, estacionava no espaço para cadeirantes. Pegou hábito e começou a fazê-lo mesmo quando havia vagas. Que ninguém reclamasse, pois estourava.”

Lentamente, comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida.

“No Vale do Silício, principalmente após Bill Gates criar sua fundação, virou praxe para os grandes milionários doar um bom quinhão de suas fortunas para boas causas. Não Jobs. Suas únicas doações conhecidas são para o Partido Democrata.”

Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar.

Não sossegue.

A Verdade e a Espada.

Jesus apresenta as suas armas: a espada também é amor.

Na semana passada fui questionado sobre o meu livro recém-lançado: “Por que devo acreditar que você fala a verdade?”

Não deveria me surpreender com a pergunta, de tantas vezes que a ouvi, mas ela sempre me causa um impacto, “ter que provar que falo a verdade”… Como provar? Por que provar? Minha necessidade ao escrever o livro, em primeiro lugar, foi contar o que vivenciei e como aprendi a lidar com as informações e os resultados alcançados após as escolhas. Meu caminho foi muito próprio, muito particular, mas tudo que é particular é coletivo. É assim que funciona: no neutrino há o universo sob a ponta da agulha.

Confesso: nunca me dei muito bem com religiões e grupos sociais. Há quem adore grupos, há quem precise fazer seu caminho em silêncio.  Todos os caminhos levam a Roma.  Será?

Acredito, de coração, que todos os caminhos são dignos, você só precisa tomar uma decisão, ou encontrar o “seu”, que pode ser coletivo como uma religião (e ao mesmo tempo individual) e ou individual, como percorrer o caminho de Santiago de Compostela (que ao mesmo tempo é um caminho coletivo). A sincronicidade mostra que, se você estiver sincronizado, tudo o que você necessitar será posto em seu caminho. Parece mágica e é.

Provar que falo a verdade Provar que as sincronicidades falam a verdade. Nossa…

Em primeiro lugar, as pessoas são levadas a sério quando se comportam como o público espera que elas se comportem.  Todo sambista deve ser alegre (Nelson Cavaquinho é exceção), todo político corrupto, todo policial sujo, todo roqueiro muito louco e todos religiosos “certos”…

As escolhas são mentais e referendam valores, quem acha que minto ou estou contando histórias para boi dormir, já fez uma opção: não me levar a sério. Levar minhas escolhas a sério,  implicaria em destruir outras verdades fossilizadas. É uma guerra e não é uma guerra. Verdades, ó verdades. Há quem se ligue a religiões pela sensação coletiva de pertencimento. Muitos veem Jesus como um cara muito humano, mas humano mesmo ele foi quando deu um bom tapa nos vendilhões do templo e ergueu a espada.  Há tempo de paz, há tempo de guerra, como há dia e noite, saúde e doença, fidelidade e traição.

Releia e reflita sobre essa passagem, uma de minhas favoritas da Bíblia, em MATEUS 10:34-39.

“E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados.

Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos.

Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.

Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus.

Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada;

Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra;

E assim os inimigos do homem serão os seus familiares.

Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.

E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim.

Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á

Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou.

Quem recebe um profeta em qualidade de profeta, receberá galardão de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá galardão de justo.

E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.”

Por que dar atenção à Bíblia? Porque somos ocidentais. Essa mesma verdade poderia estar descrita em uma revista popular? Sim. Isso ocorre a todo instante. A sincronicidade prova isso.

Analise as imagens abaixo e pense em questões sócio-culturais.

(clique na imagem acima para ampliar e pense no assunto, como as religiões oficiais se dividem no mapa-múndi.)

A verdade está aqui e agora, em nossas mãos?

A verdade é uma questão cultural?, é ter paz de espírito? Sim e não. A verdade é compreender história? NÂO! A verdade cessa toda dor e angústia? TALVEZ.

Assim como muitos leitores, não vivo em um mundo interno e perfeito de harmonia e paz, mas a minha busca é sincera e se tornou mais concreta ao ter me tornado amigo das sincronicidades. Hoje, compreendo, muito mais, as questões da minha vida, por incrível que pareça. Entendo as decisões que fui obrigado a  tomar, desde minha fase criança. Questões pessoais, de família, do prédio, do bairro, da cidade, do país, do mundo, do universo. Comecei a entender a sequência “opção-escolha-ação-resultado” e fiquei cada vez mais surpreso, admirado, mas intensamente feliz. E o melhor de tudo: mais sereno com meus “erros”.

Compreendi que os erros são acertos quando você está pronto para crescer.

Entendo, como posso, o que está ocorrendo agora entre 2011 e 2012, que as sincronicidades guiam e indicam um caminho sobre o que podemos fazer. Mas as respostas, vindas de fora, estão dentro de nós, mas por causa da gritaria do mundo, por causa da nossa gritaria interna, não conseguimos ver e ouvir nada e nem receber a carta do nosso carteiro interno.

Quem fala a verdade? Jesus, Kryon, Saint Germain , Waldo Vieira, Trigueirinho, Edir Macedo, Marcelo Rossi, Elizabeth Clare Prophet, Divaldo Franco, Quem Somos Nós, A Profecia Celestina, os Maias?

É muita informação, a cabeça chega a doer.

Conto uma história que exemplifica esse dilema entre o externo e o interno, entre fato e imaginação, sobre a necessidade de acreditar: eu trabalhava em uma fraternidade como médium de cura e naquela época eu tinha cabelos compridos e bigode. Os médiuns trabalhavam com roupas brancas, e parecido com os rituais da doutrina espírita, o trabalho era uma espécie de “desobsessão”. Ao doarmos o “nosso” tempo aos outros, que não conhecemos, para que todos cresçam, devemos aprender a nos diminuir para crescermos, doar para receber, sem que isso queira dizer que todo médium saia milionário de cada sessão de tratamento. Pois bem, nessa época estava andando perto de casa, quando encontrei um casal de idosos, que o nosso grupo tratava. Eles se aproximaram e a velhinha beijou minha mão e disse: “Meu filho, gosto tanto de você. Você parece Jesus Cristo.”

No dia seguinte, cortei o bigode, não com a espada mas com uma tesoura mesmo. O bigode se foi porque me pareceu responsabilidade demais ser comparado logo a quem. Aprendi mais uma vez como a questão da imagem é poderosa. É como o primeiro encontro, uma entrevista para um emprego. Eu aparentava ser Jesus Cristo, mas eu não era. Tiradentes foi enforcado de cabeça raspada, o quadro famoso conta outra história. E quem o condenou à morte foram cristãos frequentadores de missa.

A minha espada é a minha pena, a minha verdade é interna.

 E a sua?

Não tenho mais tempo a  perder.

E você?

As SINCRONICIDADES de BRASÍLIA.

 A SECA EGÍPCIA EM BRASÍLIA:

 

AKHENATON OU JK?

Na tarde da quarta-feira, dia 7 de setembro, o Distrito Federal registrou umidade do ar de 11% e calor de 31.4º C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Há quase 3 meses não chove em Brasília, que literalmente está se transformando em um deserto. Ao ler essa notícia não tive como não comparar o que ocorre hoje com uma teoria que diz que Juscelino Kubitschek, o fundador de Brasília, teria sido a reencarnação do faraó Akhenaton, nascido por volta de 1350 a.C. Amenhotep IV, ou Akhenaton, esposo da rainha Nefertit, transferiu a capital do Egito para o interior do país para a adoração do deus Athon (deus Sol); Akhetaton foi edificada em menos de quatro anos assim como Brasília, também organizada em setores, curiosamente distribuídos em “asas” de uma grande ave voando em direção leste – figura de Íbis, uma divindade egípcia guardiã das pirâmides e dos mortos. Devido ao intenso calor e baixa umidade do novo endereço egípcio, um lago artificial chamado Moeris foi criado, sendo esse o primeiro lago artificial do mundo. Cá entre nós, esse detalhe não lembra o Lago Paranoá, construído com a mesma finalidade?

JK ou Akhenaton?

Exatamente como o faraó, Juscelino (que conheceu a história de Akhenaton, após visitar o Egito, na época em que foi fazer especialização na Europa) construiu a nossa capital em menos de quatro anos, e morreu de forma misteriosa em um acidente de carro, 16 anos após a fundação da nova capital. Curiosamente, Akhenaton também faleceu em circunstâncias estranhas. Suspeita-se que tenha sido assassinado a mando dos sacerdotes, prejudicados por sua administração austera, diferentemente de JK que precisou fazer um verdadeiro “pacto com o diabo” para construir a cidade, inflacionando o país. A ideia “absurda”, mas necessária, e prometida por vários presidentes (na verdade, desde o Marquês de Pombal e José Bonifácio) de transferir a capital do Brasil para o interior, provocou uma inflação monstro e várias acusações , nunca comprovadas, de corrupção e desvio de verba.

“Brasília Secreta” – Enigma do Antigo Egito (Iara Kern e Ernani Figueiras Pimentel, Editora Pórtico) é uma tese arqueológica de Iara Kern, autora de “De Akhenaton a J.K – Das pirâmides a Brasília”, que mostra inúmeras semelhanças entre a construção de Brasília e a capital do Egito, Akhetaton, que existiu há 3580 anos.

O Congresso Nacional dá a LUZ

Brasília foi fundada em 21 de abril, curiosamente a mesma data de dois fatos importantíssimos em nossa história: em 21 de abril de 1500, os portugueses descobriram o Brasil e Tiradentes foi enforcado e esquartejado em 21 de abril de 1792. Isso sem contar as construções de Brasília qye remetem ao Egito: o Centro de Convenções; o Teatro Nacional, o maior monumento piramidal de Brasília, comparado à pirâmide de Kéops;  a Rodoviária: em forma de um “H” deitado, que representa o homem mortal; o  Congresso Nacional, em forma de “H” em pé, representando o homem imortal, espiritual e suas duas conchas, o côncavo e o convexo, com a finalidade de captar energia cósmica e telúrica; a Esplanada dos Ministérios semelhante às avenidas de Akhetaton; o Lago Paranoá, semelhante ao lago Moeris; a Pirâmide da CEB (Central Energética de Brasília): semelhante à pirâmide de Sakara; o  Edifício Bittar II, construção semelhante à tumba do faraó Ramsés II fora as várias pirâmides da cidade como o famoso Templo da Boa Vontade, Ordem Rosa Cruz, Grande Oriente do Brasil, Catedral Metropolitana, Igreja Messiânica, Igreja Rainha da Paz, Memorial JK, entre outras.

   VÁRIAS EXPERIÊNCIAS   PESSOAIS OCORRIDAS ENTRE RJ & DF ATRAVÉS DAS DÉCADAS:

 Recebi um convite para visitar a capital do país em 2009. Algumas semanas antes desse convite, encontrei no Rio, um amigo das antigas da capital federal, que não via há mais de uma década. Ele me apresentou a esposa e passamos a tarde juntos. O dia foi tão especial, que àquela tarde quem passou na esquina de casa, foi a atriz Katie Holmes, que estava no Rio, com a filha Suri e o marido Tom Cruise. Refleti como o mundo, realmente, é pequeno. Alguns anos antes desse encontro de esquinas e almas, gostava de assistir a séries americanas e uma de minhas favoritas, ou a  única que eu assistia que se referia à questões adolescentes, era Dawson´s Creek cuja atriz principal era a Katie Holmes. Tê-la na minha esquina, no mesmo dia do encontro com um amigo de Brasília,  que não via há anos, era uma baita sincronicidade. Ou melhor dizendo: um aviso do que iria acontecer: parte do meu passado, não sei se do Egito, ou daqui mesmo, estava no Planalto Central. Haviam me ofertado mais uma peça do grande quebra-cabeças kármico que  regia a minha encarnação.

A Filha de Tom Cruise e Katie Holmes, Suri, dando uma voltinha na esquina de casa.

— Morei em São Paulo durante um bom tempo. Ganhei uma grana trabalhando com uma banda, mas foi um período terrível, bebida e drogas…, o amigo de Brasília deu início à conversa.

— Qual era a banda?, perguntei.

“A banda Y”, ele disse sem perceber qualquer alteração em meus olhos, que fascinados piscaram ao relembrar outra e significativa sincronicidade ocorrida há 20 anos.

— Há dez anos, contei ao amigo de Brasília, minha banda tocou com essa mesma banda Y em um festival. No hotel, o baixista deles me contou a seguinte história: “Há uma década estive no Rio e meus amigos de Brasília que moravam lá me disseram que “a moda” era ser careca, skin-head, para tirar onda. Raspei a cabeça, coloquei suspensórios, calça malhada e fomos zoar à noite. Como eu estava com a perna machucada, outro “careca” me carregou nas costas. Quando passamos em frente a um cabeludo otário, sentado na frente de um banco, eu, em cima do amigo, puxei o cabelo do cara para jogá-lo no chão. O negócio era meter medo mesmo, marcar território. O cara se levantou e nos encarou. Um dos outros carecas queria enfiar a porrada nele, porque o cara era abusado, mas cada um foi para o seu lado. Foi muito engraçado”, ele me contou rindo.  E eu respondi: “Pois é, esse otário era eu.”

— Você está falando sério?, o colega de Brasília me perguntou, admirado.

— O conflito com os carecas ocorreu bem aqui nessa esquina onde estamos, apontei. Por falar nisso, vamos almoçar?

Convite aceito, escolhemos uma mesa para três em um restaurante próximo. Estava bem quente, com aquele mormaço desestabilizador próximo aos 40 graus. Assim que retomamos a conversa, a esposa do amigo nos chamou a atenção: “Olha quem está passando na esquina, aqui ao nosso lado!” Era o governador de Brasília com short e chinelos, totalmente à vontade com a família.

Depois dessa, ninguém precisava me contar que o meu próximo destino seria a Capital Federal da Nação, onde tive vários insights poderosos, crises de choro “sem motivo” (choros de felicidade) e sincronicidades literalmente absurdas, descritas em pormenores no livro “Mágica Vida Mágica”.

Herman Hesse, o pensar de.

O Lobo da Estepe

 “Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo.”

Herman Hesse.

Escritor alemão que descobriu a espiritualidade oriental, a partir de uma viagem à Índia em 1911, e a psicanálise por meio de um discípulo de Carl Gustav Jung, em decorrência de uma crise emocional causada pela eclosão da Primeira Guerra Mundial.