Chaves é amor.

A cada novo dia tenho ainda mais certeza de que nada nesta vida ocorre à toa. E que amor é tudo o que precisamos.

Hoje recebi uma mensagem de uma amiga, leitora do blog, sobre a bonita história do mestre e do escorpião que se afogava. A cada nova tentativa de retirar o animal da água, o mestre era picado, mas ele tanto insistiu, apesar das seguidas picadas, que conseguiu salvá-lo. “A natureza do escorpião é picar, a minha é ajudar”, o mestre refletiu.

Assim como há a natureza de ajudar, há a natureza de dar e receber amor.

Às vezes, a gente questiona se vale a pena dar amor e receber patadas ou silêncio em troca. Na verdade, só nós sabemos quando devemos dar amor e se é necessário insistir. Muitas vezes, e tenho aprendido isso cada vez mais, o melhor é deixar as coisas “rolarem”. Há tempo para tudo: para começo, meio e fim. Se há uma necessidade, um buraco vazio em nosso coração, em nossa vida profissional, as sincronicidades (ou Deus) os preenchem com mais e melhores “guloseimas” ou mais e melhores “amores”. Sou virginiano, detalhista e workaholic e para mim, ainda é difícil, me adaptar a falta de empenho alheio, quando se trabalha em grupo. Vejo muitas pessoas chorarem e praguejarem sobre seus problemas, sem se conscientizarem de que os problemas não surgem sem a nossa força criadora e sem que eles nos ajudem a clarear em nossos corações, o que é realmente importante e o que deve ser descartado, por ser absolutamente inútil.

A gente recebe amor ou respostas das maneiras mais inusitadas.

Um dos meus alunos, me disse: “Farei aniversário amanhã!”

“Como assim?”, perguntei. “Amanhã é o aniversário da minha sobrinha!” A coincidência me chocou um pouquinho, assumo, mesmo tendo várias experiências sincronísticas.

Fiquei ainda mais admirado, quando me “toquei” que o nome da mãe do aluno era o mesmo da minha sobrinha.

“Onde você mora?”, ele me perguntou. Ao responder, ele chamou pela mãe, quase gritando de euforia.

“Mãe! Ele mora ao lado da vovó!”

Mais curioso ainda é acrescentar que o contato desse aluno, me foi dado por um amigo que se casou em um cerimônia xamânica, conduzida por um vizinho do meu prédio. Ele não sabia que o condutor da missa era meu vizinho e nem eu sabia que vizinhos conduziam missas cerimoniais. Incrível.

E quando se dá amor, amor se recebe.

No final de semana, na madrugada, zapeei pelos canais de TV, e assisti com minha cara metade, a um documentário sobre os fãs brasileiros do Chaves. Não era um programa sobre o líder venezuelano com Z, mas sobre o personagem do longevo seriado mexicano. Rimos muito com as “figuras” personificadas como Seu Madruga, Quico, Chiquinha e Seu Barriga.

No dia seguinte, saímos com uma amiga dela. Ao final do encontro, a amiga se aproximou, sem que minha namorada visse e me pediu: “Cuida bem dela, tá?” E para selar o acordo ou ter certeza de que eu havia escutado bem, ela me deu um inusitado presente: um bonequinho do Chaves.

Chaves é amor.

 

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As SINCRONICIDADES de BRASÍLIA.

 A SECA EGÍPCIA EM BRASÍLIA:

 

AKHENATON OU JK?

Na tarde da quarta-feira, dia 7 de setembro, o Distrito Federal registrou umidade do ar de 11% e calor de 31.4º C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Há quase 3 meses não chove em Brasília, que literalmente está se transformando em um deserto. Ao ler essa notícia não tive como não comparar o que ocorre hoje com uma teoria que diz que Juscelino Kubitschek, o fundador de Brasília, teria sido a reencarnação do faraó Akhenaton, nascido por volta de 1350 a.C. Amenhotep IV, ou Akhenaton, esposo da rainha Nefertit, transferiu a capital do Egito para o interior do país para a adoração do deus Athon (deus Sol); Akhetaton foi edificada em menos de quatro anos assim como Brasília, também organizada em setores, curiosamente distribuídos em “asas” de uma grande ave voando em direção leste – figura de Íbis, uma divindade egípcia guardiã das pirâmides e dos mortos. Devido ao intenso calor e baixa umidade do novo endereço egípcio, um lago artificial chamado Moeris foi criado, sendo esse o primeiro lago artificial do mundo. Cá entre nós, esse detalhe não lembra o Lago Paranoá, construído com a mesma finalidade?

JK ou Akhenaton?

Exatamente como o faraó, Juscelino (que conheceu a história de Akhenaton, após visitar o Egito, na época em que foi fazer especialização na Europa) construiu a nossa capital em menos de quatro anos, e morreu de forma misteriosa em um acidente de carro, 16 anos após a fundação da nova capital. Curiosamente, Akhenaton também faleceu em circunstâncias estranhas. Suspeita-se que tenha sido assassinado a mando dos sacerdotes, prejudicados por sua administração austera, diferentemente de JK que precisou fazer um verdadeiro “pacto com o diabo” para construir a cidade, inflacionando o país. A ideia “absurda”, mas necessária, e prometida por vários presidentes (na verdade, desde o Marquês de Pombal e José Bonifácio) de transferir a capital do Brasil para o interior, provocou uma inflação monstro e várias acusações , nunca comprovadas, de corrupção e desvio de verba.

“Brasília Secreta” – Enigma do Antigo Egito (Iara Kern e Ernani Figueiras Pimentel, Editora Pórtico) é uma tese arqueológica de Iara Kern, autora de “De Akhenaton a J.K – Das pirâmides a Brasília”, que mostra inúmeras semelhanças entre a construção de Brasília e a capital do Egito, Akhetaton, que existiu há 3580 anos.

O Congresso Nacional dá a LUZ

Brasília foi fundada em 21 de abril, curiosamente a mesma data de dois fatos importantíssimos em nossa história: em 21 de abril de 1500, os portugueses descobriram o Brasil e Tiradentes foi enforcado e esquartejado em 21 de abril de 1792. Isso sem contar as construções de Brasília qye remetem ao Egito: o Centro de Convenções; o Teatro Nacional, o maior monumento piramidal de Brasília, comparado à pirâmide de Kéops;  a Rodoviária: em forma de um “H” deitado, que representa o homem mortal; o  Congresso Nacional, em forma de “H” em pé, representando o homem imortal, espiritual e suas duas conchas, o côncavo e o convexo, com a finalidade de captar energia cósmica e telúrica; a Esplanada dos Ministérios semelhante às avenidas de Akhetaton; o Lago Paranoá, semelhante ao lago Moeris; a Pirâmide da CEB (Central Energética de Brasília): semelhante à pirâmide de Sakara; o  Edifício Bittar II, construção semelhante à tumba do faraó Ramsés II fora as várias pirâmides da cidade como o famoso Templo da Boa Vontade, Ordem Rosa Cruz, Grande Oriente do Brasil, Catedral Metropolitana, Igreja Messiânica, Igreja Rainha da Paz, Memorial JK, entre outras.

   VÁRIAS EXPERIÊNCIAS   PESSOAIS OCORRIDAS ENTRE RJ & DF ATRAVÉS DAS DÉCADAS:

 Recebi um convite para visitar a capital do país em 2009. Algumas semanas antes desse convite, encontrei no Rio, um amigo das antigas da capital federal, que não via há mais de uma década. Ele me apresentou a esposa e passamos a tarde juntos. O dia foi tão especial, que àquela tarde quem passou na esquina de casa, foi a atriz Katie Holmes, que estava no Rio, com a filha Suri e o marido Tom Cruise. Refleti como o mundo, realmente, é pequeno. Alguns anos antes desse encontro de esquinas e almas, gostava de assistir a séries americanas e uma de minhas favoritas, ou a  única que eu assistia que se referia à questões adolescentes, era Dawson´s Creek cuja atriz principal era a Katie Holmes. Tê-la na minha esquina, no mesmo dia do encontro com um amigo de Brasília,  que não via há anos, era uma baita sincronicidade. Ou melhor dizendo: um aviso do que iria acontecer: parte do meu passado, não sei se do Egito, ou daqui mesmo, estava no Planalto Central. Haviam me ofertado mais uma peça do grande quebra-cabeças kármico que  regia a minha encarnação.

A Filha de Tom Cruise e Katie Holmes, Suri, dando uma voltinha na esquina de casa.

— Morei em São Paulo durante um bom tempo. Ganhei uma grana trabalhando com uma banda, mas foi um período terrível, bebida e drogas…, o amigo de Brasília deu início à conversa.

— Qual era a banda?, perguntei.

“A banda Y”, ele disse sem perceber qualquer alteração em meus olhos, que fascinados piscaram ao relembrar outra e significativa sincronicidade ocorrida há 20 anos.

— Há dez anos, contei ao amigo de Brasília, minha banda tocou com essa mesma banda Y em um festival. No hotel, o baixista deles me contou a seguinte história: “Há uma década estive no Rio e meus amigos de Brasília que moravam lá me disseram que “a moda” era ser careca, skin-head, para tirar onda. Raspei a cabeça, coloquei suspensórios, calça malhada e fomos zoar à noite. Como eu estava com a perna machucada, outro “careca” me carregou nas costas. Quando passamos em frente a um cabeludo otário, sentado na frente de um banco, eu, em cima do amigo, puxei o cabelo do cara para jogá-lo no chão. O negócio era meter medo mesmo, marcar território. O cara se levantou e nos encarou. Um dos outros carecas queria enfiar a porrada nele, porque o cara era abusado, mas cada um foi para o seu lado. Foi muito engraçado”, ele me contou rindo.  E eu respondi: “Pois é, esse otário era eu.”

— Você está falando sério?, o colega de Brasília me perguntou, admirado.

— O conflito com os carecas ocorreu bem aqui nessa esquina onde estamos, apontei. Por falar nisso, vamos almoçar?

Convite aceito, escolhemos uma mesa para três em um restaurante próximo. Estava bem quente, com aquele mormaço desestabilizador próximo aos 40 graus. Assim que retomamos a conversa, a esposa do amigo nos chamou a atenção: “Olha quem está passando na esquina, aqui ao nosso lado!” Era o governador de Brasília com short e chinelos, totalmente à vontade com a família.

Depois dessa, ninguém precisava me contar que o meu próximo destino seria a Capital Federal da Nação, onde tive vários insights poderosos, crises de choro “sem motivo” (choros de felicidade) e sincronicidades literalmente absurdas, descritas em pormenores no livro “Mágica Vida Mágica”.

SINCRONICIDADE do último dia de JULHO.

Phillips Arthur Wellesley

Postei a minha revista eletrônica O Martelo no domingo no último dia de julho às 16:37. Tinha me prometido que não iria chegar a agosto sem ter fechado a  nova edição. Amo cada grande livro que leio para fazer a revista, cada texto com o qual aprendo mais, faço o que amo, me delicio.

Certa vez alguém me perguntou para que faço o Martelo se não ganho nada com ele, financeiramente. Respondi com naturalidade que em primeiro lugar me dá prazer, me incentiva a estudar mais e que é minha forma de dar amor, de contribuir. Umas pessoas atendem aos necessitados do corpo, outras da alma, certo dia comprendi que o que eu fazia era minha contribuição, exatamente mostrando que é possível falar de arte, cultura e espiritualidade sem ganhar nada com isso, no sentido material, externo, mas ganhando muuuuiiitttooo mais em termos globais, internos, invisíveis.

A pessoa me confrontou com uma cara de que eu era um doido. Pois bem, vi nos olhos deles, a imaturidade, a superficialidade e não o mau caratismo, mas convicções bobas baseadas em coisas que não me dizem respeito.

Enfim, a vida é um eterno aprender.

À noite, assisti a um programa na TV que amo, amo, amo: Caçador de Múmias com o durão arqueólogo Zahi Hawass. Adoro a impaciência dele com os “mortais”, pois ele ama muito o que faz (por isso o apelidaram de Faraó) e eu o compreendo. Arqueologia é uma missão para ele, para a maioria é divertimento, profissão para “tirar onda”. Mas meus amigos, entrar em um buraco dentro da Grande Pirâmide, onde só se passa apertado e no qual se pode ficar entalado, não é para qualquer um. Eu assisto ao programa, mas fico tenso, com tanto aperto, baratas egípcias e escuridão. Sabe os filmes de terror com os quais se toma susto? Não tomo susto, mas me dá uma aflição danada, como ser emparedado nos livros de Edgar Allan Poe. Sempre penso nos mártires, câmera man e iluminador que são nossos olhos e ouvidos para gravar esses programas, que loucura.

O doutor Zahi Hawass entrou em uma câmera no interior da Grande Pirâmide com 3 estagiários (fora o iluminador e o câmera). Era impossível ficar de pé dentro do espaço, apenas encurvado.

Ele fala para os jovens: “Vejam essa inscrição!”

No teto de uma das câmaras descobertas pelos ingleses no Egito há quase 200 anos, estava escrito na pedra, um nome e uma data, 30 de março de 1837. Na verdade a descoberta foi batizada com o nome de um famoso cidadão britânico.  Os arqueólogos do século XIX não tiveram problema algum em escrever em letras garrafais sobre a passagem deles e a subsequente descoberta. Hoje em dia, essa “adição” seria impensável.

O nome escrito pelos ingleses na câmara egípcia era Arthur Wellesley, 1° Duque de Wellington, o general britânico que derrotou Napoleão na batalha de Waterloo em 18 de Junho de 1815.

Na nova edição de O Martelo, postada no mesmo dia do programa, há uma matéria sobre o Duque de Wellington.

Uma SINC leva à outra SINC (da Rainha ao Nixon até os Beatles passando pelo Frost)

 

Em uma postagem anterior escrevi sobre o filme The Queen (ou A Rainha) em “A SINCRONICIDADE ENTRE OS PAÍSES”. Um ou dois dias após tê-lo assistido (tenho o hábito de simplesmente ligar a TV e se estiver dando algo do meu interesse, mesmo que já seja um filme começado, eu paro e vejo), assisti à película Frost/Nixon sobre uma entrevista que o presidente americano Richard Nixon deu ao apresentador inglês David Frost nos anos 70, na qual Nixon abre o jogo sobre o escândalo de Watergate.

Procurando na internet, informações sobre o filme, já que ambos são obras sobre política, descobri que o Frost/Nixon foi baseado em uma peça de Peter Morgan, ele mesmo roteirista do filme The Queen.  Opa!

Uns dias, após ver os dois filmes, decidi – não sei o por quê – ver pela milionésima vez o último DVD da caixa Anthology dos Beatles. Quando começo a ver o clipe de “Hey Jude”, surge um apresentador tentando falar algo, mas Lennon não para de solar e o interrompe pelo menos duas vezes. Quando o sujeito consegue abrir a boca, ele manda uma piadinha: “A maior orquestra de salão de chá do mundo: os Beatles!” . Mas então, Lennon faz chacota com o nome do apresentador: DAVID FROST!

Já vi esse clipe milhões de vezes e nunca soube disso, nunca soube quem era esse Frost, nem o ligava a Nixon, apesar de estudar política. Depois é que fui me tocar de que os Beatles separados deram entrevistas para o mesmo Frost, para que um músico falasse mal dos outros.

Só soube mesmo quem era esse tal de Frost porque vi um filme sobre ele (sem ter escolhido vê-lo com antecedência) uns dias antes, que fez automaticamente o elo entre dois filmes e os Beatles, sobre fatos que desconhecia, ocorridos há décadas.

Há muito tempo não vejo filmes na TV, talvez mais de um ano. E os dois primeiros foram esses, ambos com várias ligações em comum.

Comecei a sorrir: realmente tudo está conectado.

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