Tragédia anunciada (Santa Maria e Niterói)

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A tragédia na boate em Santa Maria, Rio Grande do Sul, com 231 vítimas no domingo dia 27 de janeiro, expõe mais uma vez a nossa desorganização. Parece incrível, mas o corpo de bombeiros local havia autorizado o funcionamento da casa noturna, conhecida como “arapuca”. Mas esta postagem se refere a outra tragédia: a do Gran Circus Norte-Americano em Niterói em 17 de dezembro de 1961, na qual morreram cerca de 500 pessoas. Na maior parte, as matérias jornalísticas sobre o incêndio em Santa Maria citaram essa outra tragédia, ocorrida há um pouco mais de 50 anos.

Um antiquário veio aqui em casa em novembro de 2010, comprar um antigo quadro sobre o incêndio do Circo em Niterói. O quadro ficou parado no mesmo lugar por mais de 3 décadas, só saindo daqui em função dessa venda. Conversando, soube que o antiquário estudara na mesma faculdade que eu, nos mesmos anos. Logo depois, ele me contou sobre o irmão, que tocava violão e que havia acabado de comprar um instrumento novinho.

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“Não existem coincidências”…

2 dias depois que o antiquário esteve aqui, exatamente no dia 30 de novembro de 2010, fui ao show de um amigo. Na entrada, ganhei uma revista de História da Biblioteca Nacional de brinde. Ao folheá-la, vi uma matéria sobre o incêndio em  Niterói, exatamente o mesmo tema do quadro. A coincidência me chamou a atenção. A primeira sensação que tive é que o quadro “se foi” na hora certa. Não era mais para estar comigo. Porém, refletindo um pouco mais, achei que havia algo nessa partida relacionado à morte.

No  primeiro dia de dezembro de 2010, logo depois do show, o antiquário me disse que o seu jovem irmão havia morrido em um acidente de carro.

Matéria da Revista de História sobre o incêndio no Circo em 1961.

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2012: FIM DO MUNDO?

O que ocorrerá em 21 de dezembro de 2012? Acordaremos como todos os dias ou seremos extintos?

Filme Catástrofe?

A partir da primeira edição de “Eram os Deuses Astronautas” que comprei, li tudo o que fosse misterioso ou sobrenatural, livros que diziam que somos descendentes de extraterrestres;  transcomunicação com os mortos até a profecia da Grande Pirâmide no Egito, que segundo alguns, profetiza que o mundo enfrentará um problemão em 2012.

O astrônomo e escritor belga Patrick Geryl , especialista no assunto final-do-mundo-no-ano- que-vem, escreveu nove bem documentadas obras sobre o tema (“O Código de Órion” – o primeiro livro dele –  “Cataclisma Mundial em 2012” e “Como Sobreviver a 2012” entre outros). Suas teorias são bastante populares, mas também controversas. Geryl afirma em O CÓDIGO DE ÓRION (O fim do mundo será mesmo em 2012? – Pensamento), através de cálculos e profecias que o campo magnético da Terra se inverterá, o que fará o planeta girar ao contrário. Como consequência, as placas tectônicas se erguerão, o céu se tornará vermelho, o ar ficará irrespirável, terremotos e maremotos destruirão o que encontrarem pela frente. A Europa e os Estados Unidos, ou seja os países do Equador “pra cima”, imergirão em um ambiente polar.

 Sincronisticamnte, em um sábado, dia 17 de agosto de 1996, Geryl comprou um jornal para ler uma entrevista que ele havia dado, mas ao invés disso encontrou um artigo sobre a correlação entre as pirâmides de Gizé e a constelação de Órion, que citava o astrônomo Gino Ratinckx, por coincidência vizinho de Geryl. O escritor fez o contato e explicou a Gino as suas teorias. O vizinho arqueoastrônomo entregou um livro a Geryl, Le Livre de l´au-delà de la vie (O livro de além da vida) de Albert Slosman (autor também de O Grande Cataclismo), que contradiz a tradução dos Livro Egípcio dos Mortos: para Slosman é Livro da Luz e não Livros dos Mortos. Parte da resposta estava lá: que uma catástrofe mundial havia ocorrido com o planeta antes mesmo do Livro da Luz ter sido escrito. A partir daí, o Belga leu mais e mais obras sobre profecias, atlantes e cataclismos até ter certeza absoluta de que as pirâmides de Gizé não eram apenas reproduções das posições do cinturão de Órion, mas um aviso: de que a Terra havia sido afetada por fogo e inundações e de que tudo ocorreria de novo. A disposição das pirâmides é semelhante à das estrelas de Órion em 9792 a.C. (data da catástrofe) e em 2012. Será coincidência? E hoje, em nossa época, terrivelmente, Órion domina os céus estelares (norte e sul) setentrional e meridional, ou seja a constelação está exatamente no centro. Para o autor do livro, esse é um péssimo sinal, de que a hora chegou. As pirâmides, como um gigantesco relógio em funcionamento, teriam sido construídas para alertar as futuras gerações sobre um passado que se ligaria ao futuro, ou seja: o nosso presente. No ano 10.000 a.C, os atlantes tinham tanta certeza da correlação entre o campo magnético do Sol e um acontecimento catastrófico sobre a Terra, que decidiram orquestrar um êxodo. Durante 208 anos fizeram os preparativos necessários para a fuga. Os maias e os egípcios, como descendentes dos atlantes, predisseram uma catástrofe similar mas mais violenta, para o 21-22 de dezembro de 2012, quando uma gigantesca inversão do campo magnético do Sol provocará labaredas solares incrivelmente grandes que emitirão trilhões de partículas que alcançarão os pólos terrestres e estes “arderão em chamas”. Devido ao contínuo fluxo de eletromagnetismo, os campos magnéticos da Terra sobrecarregarão. Quando os pólos se encherem de auroras, o campo eletromagnético interior da Terra se sobrecarregará e estalará. A eletrônica sensível atual se ‘queimará’ em um instante. Literalmente, todos os aparelhos serão destruídos e os dados se perderão para sempre.

 

Os dois belgas confirmaram o que as profecias maias já anteviam: que haverá uma explosão solar que causará a reversão dos polos terrestres em 2012. Os autores foram pesquisar in loco no próprio Egito e deixaram o país certos de que as três grandes pirâmides do Egito, se alinham às três grandes pirâmides de Teotihuacán e as duas às três estrelas do cinturão de Órion, as três Marias. Os cálculos de Gino confirmaram que as posições de Òrion (o Deus que julga as almas humanas) e Aldebarã (a estrela mais brilhante da constelação de Touro) coincidem com a data de 21/22 de dezembro de 2012 ( “Vênus morrendo” e “Plêiades elevando-se”) e que uma catástrofe de proporções mundiais ocorreu três vezes em doze mil anos. A significativa conclusão que se pode extrair disto é que, tanto os maias como os egípcios, seguiram Vênus de maneira precisa porque sabiam que o planeta se “reacenderia” no céu quando se aproximasse o próximo cataclismo! Daí o código Vênus-Órion. Gino calculou que um cataclismo anterior havia ocorrido na era de Leão (10960 a 8800 a.C.) e para ambos ficou claro que os egípcios e os maias descendiam dos atlantes, povo praticamente destruído em uma catástrofe. Os sobreviventes atlantes construíram as pirâmides, já com o nome de maias e egípcios, como um alerta para as futuras gerações.

 Três Marias = Três Pirâmides

Charles Hapgood, autor do livro The Path of the Pole, confirma que encontrou três posições diferentes do Pólo Norte e que o Oceano Ártico havia se deslocado de sua posição há 12.000 anos. A Atlântida teria sido parcialmente destruída em 21 de fevereiro de 21312 a.C. e o norte ficou enterrado sob o Pólo Norte, que já existia nessa época. O deslocamento da Terra, ocorrido em 27 de julho de 9792 a.C. enterrou totalmente a Atlântida (depois da mudança dos pólos) debaixo do Pólo Sul. Dados de geólogos atuais comprovam a ocorrência de inversões de polaridade no planeta a cada 11.500 anos. Durante esse desastre, os mamutes, os tigres com presas de sabres, os toxodontes (mamíferos da América do Sul) e dúzias de outras espécies, extinguiram-se. Em uma futura catástrofe em 2012, os Estados Unidos seriam deslocados para o atual Pólo Norte (futuro Pólo Sul), a água no porto de Nova Iorque de repente desapareceria e no Brasil surgirão praias de quilômetros e quilômetros de comprimento.

 

Em seu livro, Patrick Geryl inclui vários cálculos e adiciona dados colhidos de várias fontes: astrologia, história, matemática, arqueologia (como por exemplo, um centro astronômico construído pelos Atlantes no Egito e descrito pelo historiador grego Heródoto), um vínculo matemático entre o ciclo das manchas solares e a precessão (mudança) do zodíaco, a decifração do Códice Dresden (o mais elaborado e o mais importante dos códices maias) e o estudo do zodíaco astronômico egípcio.

 Patrick Geryl alerta:

 1. Nossa civilização dependente do computador, destruir-se-á pela inversão do magnetismo solar, o qual enviará uma nuvem de partículas carregadas eletromagnéticas ao espaço. Então, os pólos paralisarão, produzir-se-á um deslizamento da crosta terrestre e a isto seguirá uma gigantesca onda.

 2. A tormenta solar e a inversão dos pólos destruirão todos os equipamentos eletrônicas. Como resultado, perder-se-á completamente o 99,9999999% de nossos conhecimentos em tão somente umas poucas horas.

 3. O deslizamento geológico da crosta terrestre e a onda gigantesca destruirão as bibliotecas e os livros, para sempre.

 Os números codificados de Vênus.

 Os egípcios e os maias usaram estas observações do planeta Vênus, para achar uma conexão entre os cataclismos. Qual é o número de Vênus? Isso é fácil de responder: 584. Este é o ciclo sinódico de Vênus em dias. Os ciclos sinódicos do planeta Vênus ao redor da Terra mostram flutuações marginais na duração, entre 581 e 587 dias

Duração                                       Era                            Duração dos ciclos

864                                            Libra                                                   864

2.592                                       Virgem                                                3.456

2.448                                         Leão                                                  5.904

Cataclismo. Ano 29.808 a.C. Primeira inversão polar! A Terra começou a girar no sentido contrário. O Este se converteu no Oeste, e vice-versa.

1.440                                          Leão                                                  1.440

2.592                                       Virgem                                                 4.032

1.872                                         Libra                                                   5.904

1.872                                      Escorpião                                              7.776

720                                          Sagitário                                               8.496

Cataclismo: Ano 21.312 a.C. A Terra girou 72 graus no zodíaco em meia hora! Isto é incrivelmente rápido!  Observação: Não é uma inversão polar, mas um rápido giro na mesma direção!

576                                         Aquário                                                  576

2.016                                       Peixes                                                  2.592

2.304                                        Áries                                                   4.896

2.304                                       Touro                                                   7.200

1.872                                     Gêmeos                                                  9.072

1.872                                      Câncer                                                 10.944

576                                          Leão                                                   11.520

                                               

Cataclismo: Ano 9792 segunda A.C. inversão polar!

Total de anos do começo: 5.904 + 8.496 + 11.520 = 25.920 = data de uma precessão = fim da Atlântida!

Leão                                       1.440                                                     1.440

Câncer                                    3.312                                                     1.872

Gêmeos                                  5.184                                                     1.872

Touro                                     7.488                                                     2.304

Áries                                       9.792                                                     2.304

Peixes                                    11.803                                                     2.012

2012: PRÓXIMO CATACLISMO?

Tragédia de Realengo e o Bullying

Tragédia em Realengo

Tragédia em Realengo

Assisti à grande parte dos canais de TV para tentar entender por que e como se desenrolou a tragédia em Realengo.

Entender a gente nunca entende, tentamos aceitar explicações sóciopolíticas para conseguir suportar, mas sempre parece pouco. Muito pouco. Parte da imprensa tentou associar o assassino ao 11 de setembro o tachando como “árabe” e “muçulmano”. Parece que ele era Testemunha de Jeová, vi em um canal de TV, mas certamente outros dirão que ele era tudo e algo mais. O matador era um fanático religioso? Certamente sim, mas a  culpa não é da religião, é dele. Ele chegou a  pensar em destruir o Cristo Redentor…

Só sei que tudo isso me deixou muito triste e um dia após a tragédia comecei a ter febre de tanto incômodo. Não tenho febre há anos, certamente foi uma febre psicológica (um efeito pós-traumático) ou… espiritual. Parecia que tinham me matado ou matado meus familiares, me senti parte do todo, da humanidade, de fato. Não ri, não fiz nada, estava de luto. Dei uma volta para esfriar a cabeça.

Não aguentava mais chorar por causa dessa história… Estou muito, muito triste. Meu corpo, alma  e cabeça doem. Parece um pesadelo, um péssimo sonho, não consigo ler, escrever ou
ouvir música. Estou exausto.

Saber mais sobre o assassino dessas crianças, me fez pensar sobre a ignorância
humana, não importando a religião, o comportamento, a classe social e o país de origem.
Dizem que ele matou porque o seu apelido era “bundão” e sofria bullying.
Também sofri bullying (a tradução correta é “ser molestado”, mas não se usa esse termo porque ele tem uma forte conotação sexual) da infância ao pré-vestibular, inclusive por professores. Nunca me esquecerei do professor de educação física, técnico de vôlei, que fez o colégio todo rir dos meus pés chatos.

Colégio

Sofri ingratidões desde cedo e na sequência fiz o quê? Pratiquei bullying ao chamar um amigo gordo de “baleia”, de dar ordens ao meu irmão quando éramos crianças e tive má vontade com um cara porque ele era “leitor de dicionário”. Quem sofre, pratica em legítima defesa. E se o exemplo não vem de casa…

Sofri bullying, inclusive em casa, fui exposto à humilhações continuadas durante anos por pais, “amigos” e namoradas. Fui perseguido por pessoas de comunidades carentes e por malhadores de classe média-alta, do antigo primário ao pré-vestibular. Com isso quero deixar claro que fiz amigos e também fui perseguido por pobres e ricos, sem distinção.

Bullying não tem nada a ver com classe social.

O que fiz por causa de certas perseguições? Fundei um grupo terrorista para exterminar favelados? NÃO! Lutei por eles e tenho lutado em meus escritos e canções.

Eu era santo? Não, era criança, cujos pais nunca conversaram comigo abertamente sobre a vida.  Sem referências ou bons exemplos você tenta se virar no mundo cão, erra e acerta, aprende e desaprende. Mais tarde, na adolescência, comecei a desconfiar que a tal lei da ação e reação era algo real. Hoje, sei que quando alguém te dá uma rasteira, conscientemente ou afogado em cegueiras mil, leva outra, mesmo que não acredite.

Não matei por que humilhei ou fui humilhado. Minha resposta foi virar artista, pensador, assumir minha diferença.

O que te faz ser um matador em série? Mágoas? Incompreensão?

Para não matar alguém no plano real, matei a memória ruim, matei os que tinham mentalidades muito conflitantes e não me respeitavam.  Minha solução: escrevi livros e canções.

Quando alguém me pergunta, ainda hoje, sobre um fato espiritual, em uma roda de conversa, é frequente que alguém mais “saidinho” me interrompa:

“Você é maluco!”
“Isso não existe!”
“Isso te dá dinheiro?”

Dor, Mágoa, Vingança

Para destruir a sua vida e a dos outros, sempre há uma boa justificativa. O assassino errou, mas o mundo erra todos os dias. Certamente, nunca houve matadores em série em colégios no Brasil. A influência do assassino, sem sombra de dúvida, é fruto da pior parte da cultura norteamericana: filmes de AÇÃO e jogos de AÇÃO, violência desmedida
vendida em pacotes de liberdade. Desculpem-me, mas eu não gosto de ver filhos de amigos divertindo-se com jogos violentos na minha frente, não me sinto bem… Proibir não é certo, mas se deve explicar aos praticantes por que os jogos são inúteis e que ninguém é pior do que ninguém por não jogá-los.

O primeiro assassinato em colégio nos EUA ocorreu em 1966, no Brasil com Z em 2011…  Tenho amigos que assistem a esse tipo de filmes e jogam os tais jogos… Sem problemas, mas eu não participo e nunca participarei.  O que perco com isso? A sociabilidade? Deixarei de ser “popular”? A cultura americana é a dos caubóis, do cara que conquistou o país com um Colt. A cultura da violência, da liberdade à bala.

Não quero justificar nada, assassino é assassino, mas é fato que Wellington, o serial-killer não se libertou das mágoas passadas e resolveu a questão à moda americana: na base do bang-bang. Essa é a tal globalização do tiro bem servida com peanut butter, jelly and marshmallow.

Minha consciência me impediu de destruir minha vida várias vezes… Aprendi que é necessário lutar, há que vencer o mal com as armas da justiça e da verdade, há que se tornar um herói diariamente.  Se não te entendem, não se preocupe, faça o certo, seja o certo, tenha orgulho de ser reto.

O assassino terminou o colégio há quase uma década, mas nunca perdoou os colegas pela humilhação de ter sido chamado de “bundão”.

Bundão!

Bundão!

Bundão!

Quando se alimenta a dor e a mágoa, elas REVIVEM todos os dias, não importa o tempo passado.

Se o Brasil não resolver a questão agora, seja do desarmamento ou do bullying, depois chorarão os cadáveres.

A SINCRONICIDADE ENTRE OS PAÍSES

Estamos nos comunicando neste momento, através da tecnologia, a grande ferramenta mágica, pela qual trocamos as nossas ternuras. Mas cuidado que cavalo não desce escada: a mesma tecnologia que expande, aprisiona. Toda opção advém da nossa visão, de como vemos o mundo, de como nos vemos. Se usamos lentes rosa, tudo é rosa, se nossa intuição e percepção são parciais, parciais somos, só ouvimos o que queremos ouvir, construímos o mundo à nossa imagem e semelhança. A maior parte de nós, não quer viver sem óculos, acredita que é melhor enxergar o mundo através de lentes parciais. E lentes desfocam, iludem, como as da televisão, das fotos e dos filmes. Vemos o que é visível e achamos que basta, sem discernir. Sobre isso que estamos conversando agora, como melhorar nossas vidas, só poderia ser feito há décadas por papos pessoais, cartas e livros, mas hoje temos a internet , muito útil, mas uma arma de dois gumes. (Inclusive o tema da próxima coluna é sobre essa história de conversar sobre fatos místicos com quem te pede, mas não te escuta.)

I put my finger on you

Enquanto escrevo este texto, assisto a o filme The Queen sobre a morte da princesa Diana e como a Família Real inglesa, a princípio, se recusou a fazer parte do velório, do lamento público, até mesmo em função do protocolo. O Primeiro Ministro Tony Blair falou diretamente com a Rainha que 25% da população já não queria mais saber da realeza por causa dessa atitude. O povo simplesmente não entendeu: pensou com o coração e não com a razão, como Elizabeth II e os familiares. Mas o que é mais importante: razão ou coração? A razão consciente ou o coração fajuto? Seria Diana, uma oportunista, marqueteira e demagoga? Talvez, mas o povo a adorava, ela soube se promover e esse mundo, mais do que verdade adora a aparência, as palavras doces, os “bons atos”. Em um dos diálogos da película, Elizabeth se surpreende com a mudança dos costumes, desde o fim da Segunda Guerra. Tanto se assusta, que atende aos apelos do Primeiro Ministro para pessoalmente demonstrar alguma humanidade e passear em frente ao portão do Palácio de Kensington, para exibir a solidariedade real.  Ao ler os cartões dos populares, postos em guirlandas e arranjos florais, com ofensas diretas à Monarquia, Elizabeth II caiu na real. “Eles não têm coração”, dizia um dos textos.

O que quero dizer com isso? Que as aparências enganam.

E como distinguir o que te serve para o bem, e o que te serve para o mal, sem que se saiba quem é quem?

A sincronicidade ajuda.

Se você é intrinsecamente uma pessoa boa (há divergências entre você, o Id e o Ego) em tese, a sua bondade pode aumentar, mas também pode aflorar uma parte indesejável da nossa personalidade: o demônio. A pressão e as facilidades da vida fazem isso muito bem: pressionar para que o inferno contido em sua alma, cresça e apareça.

Sincronicidade é coisa séria.


As sincronicidades se manifestam conversando em sua língua, elas te pegam de jeito. Se eu assisto TV, as sincronicidades surgem na telinha; caso você esteja andando na rua aparentemente “sem motivo”, elas te cercam para dizer algo, propor algo, mas a nossa confusão mental, muitas vezes, não nos permite ver exatamente o que é, o que querem dizer.

E até mesmo a “coincidência” te dá 3 opções: esquerda, não faz nada ou direita. Budisticamente, o caminho do meio é o melhor, mas simplesmente optar também é muito bom: melhor tomar uma decisão errada – se você, é claro, não consegue tomar a certa – , para que com um pouco de esforço e compreensão, possa cair na real e catar os pedaços, mas preparado para não errar mais e sabendo o por quê. “Agora eu sei – ou pelo menos, penso saber – o custo benefício da falha.”

Goethe

Acredito muito em datas na formação do caráter e karma. Um dia, descobri que o filósofo alemão Goethe nasceu no mesmo dia e mês que eu (ano não dá, né?) e recentemente “percebi” que conheci durante toda a vida, algumas pessoas que falam alemão e outros que são descendentes de judeus que fugiram da Alemanha nazista. Essas pessoas sempre cruzaram meu caminho e deixaram marcas, “boas e ruins” que tive que desenrolar. Todas me ensinaram muito e também me mostraram que para elas, o tempo para compreender a questão  – se quiserem é claro -, é outro. Para algumas, falta pouco, para outras, talvez nunca… O mais estranho dessa ligação , é que me vi estranhamente pertencente à uma nova categoria kármica, a “alemã’ apesar de ser muito brasileiro e não ter vínculos com a Alemanha. Essa semana, conversando sobre isso com um amigo de priscas eras, que não reside no Rio, ele também me confidenciou que, em meditação, descobriu que era isso o que nos ligava: a Alemanha, apesar de aparentemente nenhum de nós ter nada a ver com qualquer “alemanização”. Há alguns meses, um velho amigo que reencontrei há um ou dois anos, me disse que foi à Europa seguir os passos do filósofo alemão Nietzsche.

Nietzche

O círculo de pessoas a minha volta é limitado, por mil motivos, o mais importante deles para me centrar e ter as rédeas do meu destino em mãos. E se nesse ambiente, com poucas pessoas, as pistas te levam à mesma direção, a conclusão só pode ser: preste atenção. Só um cego não dá a devida atenção às evidências. E quem são os cegos? Nós, ninguém mais.

Essa história alemã prova que há encarnação? Prova que nos ligamos inconscientemente por fios misteriosos? Há uma boa evidência de que existe algo muito importante envolvido nessa história.

Uma dúvida dessas, sobre rastrear ou não os elos perdidos através dos séculos, pode e deve ser feito com a ferramenta da justa meditação. Mas o mundo nos cobra deveres, favores e contas a pagar. Parece que nunca há tempo para meditar, para ficarmos sozinhos, mas é bom arrumar um tempo e para isso, precisamos abrir mão de algo. Não dá para ter tudo. Mas dá para almejar e trabalhar pela completude, dividido.

Treino meditação do meu jeito desde os anos 90, pois na maior parte do meu tempo, simplesmente não consigo parar e meditar. Tive que criar uma meditação própria: caminhando, curtindo o movimento lento dos passos, vendo um passarinho dar seus saltinhos, as garças perto de casa, os cães no parque, a luz do sol refratada, o som da água batendo nas rochas e prestando muita atenção nos sons que pipocam nas ruas. Cada novo dia e experiência são únicos. Dando esse necessário tempo para mim, somente agora após 20 anos, comecei a  entender como funciona o processo, como se faz e através dessa escolha, as sincronicidades se tornaram muito fortes. Uma coisa puxa a outra. O que ocorreu é que minhas ‘lentes’ mudaram juntamente com a percepção, então me sinto em um novo corpo, como se eu não fosse o eu anterior e isso te dá uma serenidade estranhamente bonita,  em um ambiente lúdico e renovador.

Revolução egípcia

Assisti na TV a um “minúsculo” detalhe sobre a revolução popular ocorrida no Egito e me surpreendi.  Tive certeza de que essa “revolução” é da importância de um 11 de setembro, porque ocorreram sincronicidades muito significativas entre esse que vos escreve e os fatos egípcios. De início, tendi a questionar, mas logo em seguida, outro fato, através da TV, reconectou-me a um fato que me ligou a outro e a outro. Ficou evidente que se tratava de algo muito grande, que envolve povos, nações e indivíduos, do micro ao macro, do pouco ao tudo, do átomo às galáxias.

Tutankamon

Me perguntei (intelectualmente e racionalmente, digo): “Como pode um fato local ou mundial, histórico, estar intimamente conectado a você, de uma maneira que não se pode refutar?” O que isso quer dizer? Que tudo já estava escrito? Que as coisas boas e ruins que acontecem contigo, são escolhas suas e do universo?

No “impulso”, você pode ficar obcecado pelas respostas, pegar um avião (se tiver dinheiro) e ir para a Alemanha ou para o Egito, encontrar tudo ou não achar nada. (Fui compelido a fazer isso, por fatores externos favoráveis mesclados à minha vontade e ancestralidade, e fui para Portugal, como já contei aqui no blog, mas apesar de ter sido uma experiência incrivelmente forte, demorei a me tocar de várias coisas.) Muitas respostas que encontro são mais sobre o passado do que sobre o presente. Você acha os traços, os rastros, mas ainda tem que entender o que os sinais querem te dizer. Me refiro é claro, aos passos que ainda não foram dados, pois só existe o presente, não existe futuro. Tudo bem que quânticamente, passado, presente e futuro são uma coisa só, uma linha contínua, mas não dá para perder tempo pensando como será. Melhor resolver a questão agora, para que o futuro seja outro. Para essa tarefa, temos um grande aliado, um mestre pessoal ao nosso alcançe: a percepção, caso é claro, que ela te conduza à opções que abram as portas para bons caminhos. E o nosso maior inimigo é a cegueira que o Ego nos oferta, mas esse é o caminho dos pés descalços sobre vidro: pode ser feito sem dor ou não ser feito. Se as escolhas continuarem a te conduzir para os mesmos becos ou ruas sem saída, para as mesmas situações, a escolha é exclusivamente sua, por cegueira ou não. “Mas eu estou tão bem, por que mudar?”. Então, você é que sabe.

Aprisionado

Enfim… Essa é a busca, essa é a hora.

Agora sinto que a minha busca inicia uma nova fase. E a sua?

A busca pode terminar em algum ponto sim, mas nunca o aprendizado.

O amor é a resposta. Ele é uma das armas mais poderosas durante a caminhada.

Cachorro velava túmulo da dona

Essa sinc é uma daquelas que referendam o que você faz, que te dizem que você está em sintonia e que tudo está bem. A vida é assim: enquanto uns choram, outros riem, conforme famosa música de Tim Maia.

Estou escrevendo um livro. Decidi chamar um personagem de muriqui, um macaco vegetariano. Enquanto escrevia, foi exibida na TV uma matéria sobre muriquis. Hoje, terminei o livro e na TV vi o caso do cachorro, um vira-latas que não saiu do lado do túmulo da dona. Caramelo é o nome do cão. Um personagem do meu livro se chama Caramelo e é um cão vira-latas, que luta contra o muriqui. Na cruz, a soma de 3 mais 5 dá 8, número que me acompanha e o mês em que nasci.

Tudo está conectado: onde há dor, há esperança, onde há trevas, há luz, onde há inspiração, há sofrimento. Partes do todo.

Reproduzo matéria do jornal:

CACHORRO que velava túmulo da dona é resgatado em Teresópolis

(Fonte Jornal Extra)

A Comissão Especial de Proteção Animal da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) conseguiu resgatar na sexta-feira um cachorro que estava a dias ao lado do túmulo de sua dona, Cristina Maria Cesário Santana, morta em decorrência das fortes chuvas que atingiram a Região Serrana do Rio.

Caramelo, como o vira-lata foi apelidado pelos moradores, estava perambulando pelas ruas do bairro Caleme, um dos mais atingidos pelo temporal, quando foi encontrado.

Segundo a veterinária Andrea Lambert, membro da comissão, Caramelo estava sem ferimentos, mas muito assustado. A equipe teve que colocar uma focinheira no animal para conseguir dominá-lo.

– Geralmente nem colocamos a focinheira, mas ele estava tentando morder. O animal normalmente fica assustado, mas conseguimos fazê-lo andar. Já ele ficou pulando, girando, não queria sair dali. Os moradores nos contaram que ele ficava cavando o local onde a dona foi enterrada – relatou Andrea.

A equipe da comissão, formada por oito pessoas, já resgatou mais de 180 animais em Teresópolis e em Petrópolis com a ajuda do Instituto Estadual do Ambiente e de ONGs. Os animais foram levados para um galpão no bairro Melbon, que está servindo como abrigo em Teresópolis, e para um Ciep, em Itaipava.

– Fizemos um esforço grande para que os animais também fossem colocados em situação de resgate, de esforço, porque no início ninguém estava se preocupando – alertou Andrea.

Segundo o presidente da comissão, deputado André Lazaroni, os animais que não forem recolhidos pelos donos nos abrigos serão colocados para adoção:

– Os animais estão sendo cuidados para que, passado tudo, os donos voltem para recolher seus animais. Os que não forem reclamados serão encaminhados para a adoção.

Na segunda-feira, a comissão vai resgatar animais em Nova Friburgo.

A SINCRONICIDADE DA TRAGÉDIA

Vi o nome da família de um amigo ligado à tragédia das chuvas, logo no primeiro dia, tragédia essa que ocorreu em janeiro de 2011 na região serrana do Rio. Enquanto escrevo, até esse momento já são 550 mortos. Amanhã serão mais e mais desenterrados dos escombros e da lama. Vítimas e algozes. Conheço várias pessoas que moraram e moram em Friburgo, pessoas que têm uma forte ligação kármica comigo, com fatos fundamentais em minha vida e em minha formação como indivíduo. Sempre ouvimos que no Brasil não há guerras, mas em compensação vivemos tragédias naturais que se repetem todos os anos, resultado de responsabilidades pessoais e públicas, além das espirituais.

No dia seguinte à morte de uma família de conhecidos do meu amigo, fui ao centro da cidade e entrei – por instinto – em uma igreja na qual rezei por uma hora. Uma das condutoras da missa disse ser de Nova Friburgo e afirmou que a tragédia ocorreu por questões espirituais, que a lama simboliza uma cobrança, que a lama simboliza a lama da alma, de muitos que se foram. Se o que ela falou foi duro, não me compete julgar, mas todos sabem, ou não querem saber, que há mais lama na alma humana do que as aparências mostram. Como disse, não me cabe julgar e nem afirmar que toda morte é um acerto de contas.

Após meditar na igreja, ficou claro que a tragédia que se abateu sobre centenas de famílias me libertou de alguns compromissos kármicos. Para o novo vir, o velho tem que passar e os senhores do karma não cedem aos desejos e amores humanos, desejemos ou não, rezemos ou não. Deus não é seu, não é meu, não é nosso.

A palavra lama – dita na igreja –  ficou na minha cabeça: um anagrama (do grego ana = “voltar” ou “repetir” + graphein = “escrever”), um jogo de palavras, que rearranja as letras de uma palavra ou frase para produzir outras.

Depois segui para o Centro Cultural Banco do Brasil, onde havia uma exposição sobre a poetisa e doceira Cora Coralina. “Sou uma recriação da vida”, disse e completou: “Tenho comigo todas as idades!”. Rimou com sincronicidade. Coralinado, chorei, sentei e escrevi o poema abaixo sobre a tragédia do Rio.

 

A notícia entrou em casa, foi só ligar o computador

Quanta dor, quanta dor

Não há chão, só lama

A todos iguala, quem odeia também ama

À luz, seguem as almas, vêm e vão

Me atravessam como se nada fosse ou um caminho, então

Passam por mim para fechar uma ou várias portas

Almas perturbadas, mortas

E como dói me atravessar

Lembrei do amigo, “me liga”, ligação perdida, tenho que te contar uma

Me conte duas, me conte mais

Se está vivo há o que contar, quando se morre, contam por ti

De Nova Friburgo, o burgo que Deus soterrou, à terra do Imperador

Teresópolis, de Teresa Cristina, a Imperatriz, o seu amor

Contem os mortos, quantos há, há que ter força pra reiniciar

Andei, voltei, retrocedi, adiantei como fita, não sabia pra onde ia

Rodrigo Silva, nem vi, virei, entrei

O negro cantava na igreja, a pomba amarilla no vitral, brilha, rija

Quem entrou? Eu e as almas

Quem errou? A moça da igreja falou que foi castigo

Terá sido falta de amor?

Uma família inteira morrer é ciência ou coincidência?

Na manchete de jornal, a morte, muita pouca sorte

Olho por olho dente por dente

Católico, crente, todos indigentes

Rico e pobre que nasce e morre, que ama e trai

Há que enterrar, há que crismar

Andei para não pensar, para o meu Banco do Brasil amado

E quem lá me esperava? Jorge Amado e Coralina de Goyás, que alíás

É como minha mãe que não morre jamais

Em Goyás de Friburgo

Em Portugal e Pernambuco

É sim, amigo Paulo

Ao homem, não cabe julgar

Do ônibus, vi o mar que tanto amo e só me doía

Minha boca só falava em silêncio, que tudo que é belo, é horror

É agonia