Dias 12 e 21 de dezembro de 2012: uma revolução.

O ano terminou  com duas datas de grande significado: os dias 12 e 21, ambas ocorridas no último mês do ano.  No Tarô, a carta 12 é o “pendurado” que significa mudança s e o 21 é o “mundo”, a ordem que surge do caos, a vitória, a finalização das obras. Uma repetição de números/datas no mesmo nível do 12 do 12 do 12 só ocorrerá novamente no primeiro dia de janeiro de 2101, ou seja, daqui a quase 89 anos. E o dia 21 marcou o fim do mundo (digo “marcou”, pois para mim marcou mesmo). Nada foi mais intenso do que 2012.

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Muito se falou da importância dessas datas para uma percepção mais clara de como nos sentimos em relação ao mundo. Compreender o significado desses símbolos, no caso númericos,  nos faz compreender que espécie de sentimentos nos encaminham à determinadas opções pessoais e profissionais. A vida não é loteria e nem guerra, a vida é oportunidade e escolhas. Parece interessante que  o destino, a sorte nos acompanhe nesta jornada, porém melhor do que a sorte, podemos nos tornar os senhores de nossos destinos.

A data de 12 do 12 do 12 era boa demais para que passasse em claro (mesmo que já tivesse ocorrido no Japão. O que importa é o seu ponto de vista, a sua percepção da “realidade”). E melhor do que isso: teríamos dois horários para celebrar a data: à meia noite e doze minutos e ao meio dia e doze minutos.  Seria uma oportunidade única para quem sabe que o inconsciente é a resposta para toda ação consciente. Conectar-se aos números é como conectar-se a si mesmo: perceba as coincidências, sinta na alma o que elas te dizem, que decisões você poderia tomar, que caminho seguir. A sincronicidade te permite ver tudo com mais clareza.

12 do 12 do 12 às 12h12.

Combinei uma meditação coletiva com alguns amigos e recomendei que os mais “ocupados” dessem um “perdido” no trabalho, fossem ao banheiro,  se trancassem em algum local, mas que não deixassem de meditar.  Alguns conhecidos meus têm amigos da bola, outras da farra, eu tenho amigos sincrônicos ou sincronísticos, seja qual for o termo que o leitor achar mais adequado. Meus amigos literalmente não surgiram à toa em minha vida, eu não os escolhi por afinidades, nós nos escolhemos através de caminhos, anteriormente misteriosos, que se transformaram em odes à compreensão de quem somos.

Trabalhei desde cedo no dia 12 do 12, mas de bom grado, consegui dar o meu “perdido” e voltei para casa mais cedo. Calculei a duração da viagem de ônibus e consegui chegar em casa às 11h28. Não houve engarrafamentos ou interrupções, melhor assim. Em casa, tirei minha roupa suada e vesti uma camiseta branca. Faltava dez minutos quando recoloquei os pés na rua, mas não tinha planejado com antecedência onde meditar às 12h12. Só não quis meditar em casa. No mesmo instante, tive um insight que me fez seguir a direção de um parque ao lado de casa onde eu e meu irmão brincávamos.

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A praça é ladeada por um canal artificial, com águas turvas e paradas. Por acaso, a praça estava enfeitada com vários presépios em função do natal que se aproximava. Intuído,  me dirigi a um dos ancoradouros que ladeiam as margens da pracinha e vi que ele havia sido transformado em uma espécie de ateliê, com um banquinho e um quadro que exibia um estilizado nascimento de Cristo. Com o tempo voando e precisando meditar pelo menos um pouco antes da hora programada, sentei no banquinho, e concentrei toda a atenção na pintura, fechei os olhos e meditei prestando atenção ao palpitar do meu coração. Uma vibração poderosa tomou conta do meu corpo, que tremeu.

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Nesse momento, a partir do meio dia, os desejos, o meu e do universo se deram as mãos. Uma harmonia profunda me distanciou do notório dia-a-dia, muitas vezes, cansativo. Senti uma paz absoluta, relaxada, diferente das meditações que pratico. A vibração do 12 foi mais forte, como se estivessem me faxinando, e senti, de uma maneira não racional, mas simbólica, que as batalhas de 2012 haviam chegado a termo, que nada havia sido perdido. Calmamente ao abrir os olhos, vi o relógio: era 12h21. Sempre números… Os 21 minutos finais me lembraram da próxima – e importante – meditação: a do dia 21.

Dia 21 do 12 do 12, o fim do mundo.

Puxei uma carta do Tarô de manhã: deu 12.

Marcaram uma consulta médica para mim nesta data há pelo menos um mês e eu ainda não havia me dado conta de que era a data do fim do mundo. A médica que em atendeu tinah vitiligo e falamos menos de mim e mais dela. Quis ouvi-la e soube do preconceito que ela sofre por causa da doença, mas também a ouvi falar de sua paixão pela profissão, pelos filhos, e por Lacan. Ao sair da consulta, comecei a me sentir mal devido ao calor que faz na cidade (43 graus) e senti uma intensa dor física, que me prostrou durante o dia inteiro. A dor me fez intuir de minha limitação, das limitações de um corpo fragilizado contra uma mente em atividade. A dor me fez reduzir o ritmo, me fez descansar e ficar deitado.

A partir daí intuí que:

1 – Em primeiro lugar, deveria cuidar da minha saúde. Não dá para ajudar ninguém e nem cuidar do meu filho, sem condições.

2 – Faço coisas demais. Cortar os excessos e descansar.

3 – Morrer junto com o fim do mundo.

À noite, mesmo com alguma dor, voltei à pracinha dos presépios, que estava cheia de crianças, linda, iluminada sob uma lua cheia. Vi Mamães Noel, Papais Noel e gnomos dançando; havia famílias e crianças felizes, vivendo o lúdico, mesmo que por alguns instantes. Me lembrei das brincadeiras, na mesma praça, quando eu era criança. Senti o ímpeto de me dirigir a algum lugar, à algum presépio, para fazer parte de um “encontro”. Um amigo me conduziu, sem saber, para o meio de um deles, e exatamente entre os Reis Magos ou Apóstolos, senti uma energia de conecção atravessar meus corpos. Dirigi meu olhar para uma das figuras, que me conduziu em espírito aos 4 Evangelistas em frente à Catedral de Brasília.

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Foi assustadoramente belo. A energia da escultura era a mesma do Apóstolo João. Meu corpo tremeu todo. Me sentei logo em seguida até poder voltar para casa. A partir desse dia 21, tomei várias decisões.

Praticar rituais fortalece a intuição, que gera mais insights que nos conduzem a respostas. Ao fortalecer o link com seu inconsciente, através de “jogos”, de “brincadeiras” com as sincronicidades, a sua voz interior se torna mais clara, sem véus de mistérios. Por exemplo, rezar ou meditar diariamente, desculpem-me a comparação, é a mesma coisa que desejar a mulher do próximo… Ambos são rituais nos quais  a mente e o espírito focam um determinado objetivo. Ambos são pedidos, não importa de que espécie sejam. Sem julgamentos. O nível de sua compreensão do mundo e de si mesmo, depende da qualidade do seu pensamento.

2012 é o encerramento de um ciclo que teve vários inícios, mais especificamente ao finalizar/iniciar um em 2008 e outro em 2010. Nesse caso, são ciclos evidentes de 2 em 2 anos.  O destino me levou a trabalhar com crianças entre 2010 e 2012, o que fez e faz toda a diferença em minha vida.

Intuído pelas datas de 12 e 21 decidi iniciar uma vida nova, real, antecedida por um forte ato simbólico. Escolhi renascer através da sequência Crística de crucificação, morte e ressureição, conforme é ensinado nas sociedades iniciáticas. Decidi praticar um ato de grande simbolismo e impacto emocional: enterrei minha carreira de 32 anos em caixas, túmulos/caixões.

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Para seguir ao encontro do próximo estágio de vida, visualizei a mudança mentalmente, e em seguida pratiquei um ritual de morte física. Nesse caso, o enterro de quem fui não é apenas um ato meramente simbólico, é real. Saber que meu EU anterior está enterrado é um ritual poderoso. Confesso que não há muita diferença entre literalmente saber que o passado “está lá” ou deixá-lo dentro de um caixão para apodrecer. Literalmente, queimar todo o material seria um ato extremamente rebelde e um tanto despropositado, mas nada, nada mesmo, impede que eu venha a fazer isso. Após ver as caixas cheias com mais de 3 décadas de alegrias, lágrimas e suor empacotadas, me senti transmutado e livre, pronto para o novo.

 

 

 

 

Operação Espiritual e Fim do Mundo – um testemunho.

Muito se fala do fim do mundo em 2012.

 Vivi meu primeiro fim do mundo em 1999 e também minha primeira operação espiritual conduzida por entidades, anjos ou extraterrestres, tanto faz. Chame-os como você preferir após ler meu testemunho.

 Desde cedo, sentia um certo desconforto devido ao noticiário – prioritariamente internacional – sobre o eclipse de 11 de agosto de 1999, data em que haveria um eclipse que só seria visível plenamente em partes da Europa. No Brasil não veríamos nada, mas estávamos conectados à moda do fim dos tempos e para complementar muitos ainda achavam o Brasil o fim do mundo. Diziam que Nostradamus havia predito o fim dos fins para esta data. Como tudo que vem do primeiro mundo vira notícia rapidamente, os meios de comunicação não falavam em outra coisa.  Muitos tinham certeza que o mundo iria acabar. A TV preencheu o tempo ocioso com tolas reportagens sobre o que as pessoas fariam se o mundo chegasse ao fim…  Enquanto ouvia piadas sobre as consequências nefastas do eclipse, ficou claro que as chacotas encobriam o medo dos que não acreditavam.  Nada, absolutamente nada deveria alterar o rumo normal de suas vidas, mas meu íntimo dizia que o fenômeno celeste seria algo muito especial.

    Acordei em 11 de agosto de 1999 com um enjôo inexplicável, até mesmo sem vontade de tomar o café da manhã.  Entrei no carro de um amigo para ver o ensaio dele ao final da tarde. O hálito da gasolina e do estofado de couro sintético infestavam o ar do veículo e eu fiquei ainda mais enjoado.  Entrei na sala de ensaios, não comi ou bebi nada. Comecei a sentir algo maior do que um enjôo na região umbilical.  Tentei disfarçar o mal-estar, que beirava o insuportável. Agradeci internamente o término do ensaio, 2 horas depois e ainda sofri fisicamente na carona de volta à casa, gentilmente oferecida.  Me esforcei para dissimular a dor que subia às vísceras. Ao descer na porta de casa, senti-me menos ser humano e mais um projeto de grávida aos oito meses. As pontadas e chutes que vinham de dentro faziam tremer as paredes do corpo.  A dor se alastrava, como se uma febre repentina houvesse dominado a última das resistências. Nem caminhar em linha reta era possível.  Entrei em casa torto pelo excesso de dor.  Uma tristeza infinita tomou conta de mim, fazendo das lágrimas testemunhas de uma dor maior do que a meramente física.  Possivelmente era na alma.

   Minha mãe estava na sala, assistindo TV. Ela notou meu estado, perguntou algo, mas se satisfez com a resposta mentirosa, na verdade preocupada em não preocupá-la.

Os sons que vinham da TV estavam estranhamente mais nítidos, com os agudos mais agudos e os graves, tremendo o chão. Curioso, como minha mãe nada ouvia de diferente, só eu. As imagens estavam com cores esfuziantes, de tons cítricos, que doíam os olhos. Tudo aquilo me incomodava demais. Me ergui, passei a rodopiar por todo o apartamento como se qualquer interrupção pudesse despencar o meu corpo ao chão. Repentinamente, fiquei paralisado, olhando fixamente para uma fotografia dos meus pais sobre a mesa. Com um misto de surpresa e susto, percebi que meu pai estava mais desfocado em relação à mãe. Ainda assustado com a descoberta do que deveria ser considerado um fato banal – na verdade, a foto até ontem estava em foco -, senti meu corpo ainda mais entorpecido, como se tivesse ingerido qualquer alucinógeno.  Pensei na possibilidade de ter bebido algo suspeito. Nada… Essa explicação não colava.

Pedi licença e fui me deitar. Quem disse que adiantou algo? O enjôo era maior ainda, eu me virava na cama e não conseguia dormir. Decidi voltar à sala, uma meia hora depois. Estava tudo às escuras, minha mãe fora dormir. Voltei ao sofá da sala e liguei a TV. Nem me passou pela cabeça descer para a rua, ela me pareceria inexpugnável demais. Mas o que antes parecia ruim, ficou pior ainda: além dos sons ultra-equalizados e as cores excessivas da TV, os sons da rua pareciam estar no meio da sala. Ouvi uma conversa entre 2 mulheres e cada uma de suas palavras com clareza. Eu resido em uma rua principal de uma cidade grande no quarto andar do qual se pode ouvir o ruído das máquinas sufocadas, dos elevadores em movimento, da eletricidade sob o solo, mas não uma conversa clara, a não ser que fosse gritada. Incomodado, me dirigi à janela e vi as duas conversadeiras e um cachorrinho há 2 quarteirões (ou quadras) de distância. Ali, jogado contra a parede, percebi que meus sentidos estavam excitados: via tudo melhor, ouvia melhor e me sentia diferente. Surpreso, voltei ao sofá e para minha surpresa, assisti ao ambiente metamorfosear-se: o teto encheu-se de vida e se curvou sobre mim.  As paredes e o teto se comprimiram arredondadas, exatamente quando ajustamos as extremidades da tela de um computador.  Me senti acuado, mas não senti medo. Paralisado durante algum tempo, consegui mover-me para além daqueles centímetros, após minutos passados como uma estátua humana. Desse ponto em diante, nada mais me parecia natural, os sentidos haviam se alterado e a percepção trazia surpresas impressionantes.  Uma voz não falada sugeriu que fosse me deitar. Um coro de passarinhos cantava sem parar, em plena madrugada.  Uma orquestra fantasma de sinos passou a ecoar em minha cabeça, vozes de muito longe eram ouvidas com proverbial clareza, pensamentos perdidos na rua eram captados sem censura, em um frenesi de mentes e sensações que iam simplesmente chegando, mais e mais, entrando sem permissão. Os sons chegavam claros e audíveis. Já deitado, meu corpo não encontrou descanso: foi submetido a uma sequência de puxões, como se uma corda invisível o puxasse para o alto, gritando para que o meu espírito se libertasse. A cabeça e os pés ficavam nos mesmos lugares, mas o meio do corpo teimava em voar, provocando uma situação muito desconfortável.  “Por que isso está acontecendo?” perguntava, com certeza de que alguém estava me escutando, mesmo que não soubesse quem.

   A cama rangia de dor com as pancadas firmes contra o estrado, enquanto o meio do corpo alçava vôo, apesar da teimosia da cabeça e dos mesmos pés que, inconformados, permaneciam colados à cama. “Eu quero ficar aqui. Não quero ir embora!”, insisti que era necessário continuar onde estava, no meu mundo, e que não me interessava visitar outros. Minha mente confusa raciocinava como dois personagens se digladiando em divergência de julgamentos.  Após uma batalha desleal em posse do corpo, insisti e consegui esboçar uma reação, levantando-me, mas voltei a ser puxado à cama.  Conformado e entorpecido, obedeci à nova ordem de ficar de bruços, enquanto sentia uma energia, assumindo a forma de um tubo, sugando algo de dentro do meu corpo: era uma cirurgia espiritual. Palavras parecem incapazes de descrever uma situação como essa. Uma espécie de consciência externa sussurrou-me que eram doenças e algumas dores da alma que estavam me abandonando. Estavam me prestando um auxílio. Pediram-me que eu deitasse de barriga pra cima. Através de uma das narinas, outros males foram sugados pela luz em forma de um canudo translúcido.  Em seguida, mais deficiências foram expelidas pela outra narina. Pude ver uma luz transparente, como uma ponte luminosa saindo do meu nariz. Apesar do efeito de uma anestesia sem nome, percebi que não estava sozinho no quarto. Ao virar levemente a cabeça para o lado direito (não pude virar a cabeça muito, não conseguia. Apenas esticava o olho), pois no lado esquerdo estava a janela, vi um grupo de pessoas no canto direito da cama, de túnicas brancas e com os braços estendidos, comandando o show de luzes. Os “canudos” luminosos saíam das palmas de suas mãos para me curar, tudo em extremo silêncio. Os ruídos da minha mente e da rua haviam cessado. Surpreso, ainda consegui vislumbrar, por uma fração de milionésimo de segundos – que só os equipamentos fotográficos mais rápidos poderiam acessar – que havia quatro pessoas no quarto com fontes de luz que saíam das palmas de suas mãos, tocando-me por toda a extensão do corpo. Todos vestiam túnicas brancas. Lembro nitidamente de uma mulher loura de cabelos até o ombro; de um senhor com barba grisalha bem cortada e bigode, de uma outra mulher que não lembro de suas feições e de um extraterrestre da raça conhecida como “cinza”. Esse me chamou a atenção, pois era o último à minha direita, próximo aos meus pés. Apesar do receio inicial, já não se fazia necessária nenhuma resistência, pois o que havia começado há horas, com um ensaio enjoado, aparentemente estava chegando ao fim. Os sentimentos estavam emaranhados, mas não poderia acreditar em uma experiência que fosse perversa.  Senti e acreditei que estava em boas mãos. Talvez o medo tivesse que ser controlado por uma necessidade maior. Como saber? As “amarras” que prendiam meu corpo foram soltas assim que a operação terminou. Houve um silêncio mais silencioso, súbito, calmo, regenerador. O quarto pareceu ter ficado mais escuro, mas o ambiente estava higienizado, tudo na maior tranquilidade. Nenhuma presença no local. Apenas paz e silêncio. Foi-me dado o direito de voltar à sala, o que fiz sem pestanejar.  Claro que, anestesiado pelo impacto, cambaleei, ainda sem compreender o inusitado e a razão daquilo tudo, mas ficou evidente o quanto forças invisíveis interagem em nossas vidas.

   Na manhã seguinte lembrei-me das notícias sobre o eclipse. A maioria encarou o eclipse como uma brincadeira. Um excepcional e desconhecido matemático riscou no céu conjunções e oposições de Saturno, Júpiter, Mercúrio, Lua, Sol e Marte em conflitos e alianças. Não poderia ser autossugestão, nem coincidência o que acontecera comigo na hora do eclipse. Eu não poderia ser o único a ter passado por isso. Talvez tivesse influenciado muito mais pessoas em todo o mundo, mas todas mantiveram-se, estranhamente, caladas. Nenhuma nota em jornal, nenhum comentário. Uma boa quadra de Nostradamus que não se cumpria, e todos sentiram-se aliviados. “Ele errou! Nostradamus é uma farsa! Só o mundo visível é real!”, ouvi e sorri. Mas como se diz, os cães ladram e a caravana passa. É sempre necessário ver para crer? que nos cerca de dúvidas até que chegue o derradeiro momento da revelação. Os maiores estudiosos só decifram a charada após a profecia ter se cumprido e tem sido assim há séculos.  Quando não se realiza, metade suspira aliviada, metade faz pouco caso.

    Assim que amanheceu, fui caminhar para refletir sobre o ocorrido. Em muitos rostos pude reconhecer que eu não fôra o único a passar por uma experiência paranormal.  Quando nossos olhares de desconhecidos se cruzaram, era nítida a impressão de que conseguíamos traduzir nossos códigos de contactados nas pupilas. Operados, abduzidos ou o que quer que fosse, imediatamente suas vistas se desviavam da minha, por medo de serem descobertos, pelo medo do ridículo de se assumirem diferentes.  Era um segredo trocado por nossos olhares, que não poderia ser revelado.  Não era de bom tom perguntar por tais coisas a desconhecidos.  Meses depois, conversando com alguns mais próximos, certifiquei-me de que eu não havia sido o único – mesmo – a compartilhar tais experiências.  Certamente, aquela havia sido uma das noites mais estranhas em minha vida.  Uma madrugada para se refletir por anos.

2012: FIM DO MUNDO?

O que ocorrerá em 21 de dezembro de 2012? Acordaremos como todos os dias ou seremos extintos?

Filme Catástrofe?

A partir da primeira edição de “Eram os Deuses Astronautas” que comprei, li tudo o que fosse misterioso ou sobrenatural, livros que diziam que somos descendentes de extraterrestres;  transcomunicação com os mortos até a profecia da Grande Pirâmide no Egito, que segundo alguns, profetiza que o mundo enfrentará um problemão em 2012.

O astrônomo e escritor belga Patrick Geryl , especialista no assunto final-do-mundo-no-ano- que-vem, escreveu nove bem documentadas obras sobre o tema (“O Código de Órion” – o primeiro livro dele –  “Cataclisma Mundial em 2012” e “Como Sobreviver a 2012” entre outros). Suas teorias são bastante populares, mas também controversas. Geryl afirma em O CÓDIGO DE ÓRION (O fim do mundo será mesmo em 2012? – Pensamento), através de cálculos e profecias que o campo magnético da Terra se inverterá, o que fará o planeta girar ao contrário. Como consequência, as placas tectônicas se erguerão, o céu se tornará vermelho, o ar ficará irrespirável, terremotos e maremotos destruirão o que encontrarem pela frente. A Europa e os Estados Unidos, ou seja os países do Equador “pra cima”, imergirão em um ambiente polar.

 Sincronisticamnte, em um sábado, dia 17 de agosto de 1996, Geryl comprou um jornal para ler uma entrevista que ele havia dado, mas ao invés disso encontrou um artigo sobre a correlação entre as pirâmides de Gizé e a constelação de Órion, que citava o astrônomo Gino Ratinckx, por coincidência vizinho de Geryl. O escritor fez o contato e explicou a Gino as suas teorias. O vizinho arqueoastrônomo entregou um livro a Geryl, Le Livre de l´au-delà de la vie (O livro de além da vida) de Albert Slosman (autor também de O Grande Cataclismo), que contradiz a tradução dos Livro Egípcio dos Mortos: para Slosman é Livro da Luz e não Livros dos Mortos. Parte da resposta estava lá: que uma catástrofe mundial havia ocorrido com o planeta antes mesmo do Livro da Luz ter sido escrito. A partir daí, o Belga leu mais e mais obras sobre profecias, atlantes e cataclismos até ter certeza absoluta de que as pirâmides de Gizé não eram apenas reproduções das posições do cinturão de Órion, mas um aviso: de que a Terra havia sido afetada por fogo e inundações e de que tudo ocorreria de novo. A disposição das pirâmides é semelhante à das estrelas de Órion em 9792 a.C. (data da catástrofe) e em 2012. Será coincidência? E hoje, em nossa época, terrivelmente, Órion domina os céus estelares (norte e sul) setentrional e meridional, ou seja a constelação está exatamente no centro. Para o autor do livro, esse é um péssimo sinal, de que a hora chegou. As pirâmides, como um gigantesco relógio em funcionamento, teriam sido construídas para alertar as futuras gerações sobre um passado que se ligaria ao futuro, ou seja: o nosso presente. No ano 10.000 a.C, os atlantes tinham tanta certeza da correlação entre o campo magnético do Sol e um acontecimento catastrófico sobre a Terra, que decidiram orquestrar um êxodo. Durante 208 anos fizeram os preparativos necessários para a fuga. Os maias e os egípcios, como descendentes dos atlantes, predisseram uma catástrofe similar mas mais violenta, para o 21-22 de dezembro de 2012, quando uma gigantesca inversão do campo magnético do Sol provocará labaredas solares incrivelmente grandes que emitirão trilhões de partículas que alcançarão os pólos terrestres e estes “arderão em chamas”. Devido ao contínuo fluxo de eletromagnetismo, os campos magnéticos da Terra sobrecarregarão. Quando os pólos se encherem de auroras, o campo eletromagnético interior da Terra se sobrecarregará e estalará. A eletrônica sensível atual se ‘queimará’ em um instante. Literalmente, todos os aparelhos serão destruídos e os dados se perderão para sempre.

 

Os dois belgas confirmaram o que as profecias maias já anteviam: que haverá uma explosão solar que causará a reversão dos polos terrestres em 2012. Os autores foram pesquisar in loco no próprio Egito e deixaram o país certos de que as três grandes pirâmides do Egito, se alinham às três grandes pirâmides de Teotihuacán e as duas às três estrelas do cinturão de Órion, as três Marias. Os cálculos de Gino confirmaram que as posições de Òrion (o Deus que julga as almas humanas) e Aldebarã (a estrela mais brilhante da constelação de Touro) coincidem com a data de 21/22 de dezembro de 2012 ( “Vênus morrendo” e “Plêiades elevando-se”) e que uma catástrofe de proporções mundiais ocorreu três vezes em doze mil anos. A significativa conclusão que se pode extrair disto é que, tanto os maias como os egípcios, seguiram Vênus de maneira precisa porque sabiam que o planeta se “reacenderia” no céu quando se aproximasse o próximo cataclismo! Daí o código Vênus-Órion. Gino calculou que um cataclismo anterior havia ocorrido na era de Leão (10960 a 8800 a.C.) e para ambos ficou claro que os egípcios e os maias descendiam dos atlantes, povo praticamente destruído em uma catástrofe. Os sobreviventes atlantes construíram as pirâmides, já com o nome de maias e egípcios, como um alerta para as futuras gerações.

 Três Marias = Três Pirâmides

Charles Hapgood, autor do livro The Path of the Pole, confirma que encontrou três posições diferentes do Pólo Norte e que o Oceano Ártico havia se deslocado de sua posição há 12.000 anos. A Atlântida teria sido parcialmente destruída em 21 de fevereiro de 21312 a.C. e o norte ficou enterrado sob o Pólo Norte, que já existia nessa época. O deslocamento da Terra, ocorrido em 27 de julho de 9792 a.C. enterrou totalmente a Atlântida (depois da mudança dos pólos) debaixo do Pólo Sul. Dados de geólogos atuais comprovam a ocorrência de inversões de polaridade no planeta a cada 11.500 anos. Durante esse desastre, os mamutes, os tigres com presas de sabres, os toxodontes (mamíferos da América do Sul) e dúzias de outras espécies, extinguiram-se. Em uma futura catástrofe em 2012, os Estados Unidos seriam deslocados para o atual Pólo Norte (futuro Pólo Sul), a água no porto de Nova Iorque de repente desapareceria e no Brasil surgirão praias de quilômetros e quilômetros de comprimento.

 

Em seu livro, Patrick Geryl inclui vários cálculos e adiciona dados colhidos de várias fontes: astrologia, história, matemática, arqueologia (como por exemplo, um centro astronômico construído pelos Atlantes no Egito e descrito pelo historiador grego Heródoto), um vínculo matemático entre o ciclo das manchas solares e a precessão (mudança) do zodíaco, a decifração do Códice Dresden (o mais elaborado e o mais importante dos códices maias) e o estudo do zodíaco astronômico egípcio.

 Patrick Geryl alerta:

 1. Nossa civilização dependente do computador, destruir-se-á pela inversão do magnetismo solar, o qual enviará uma nuvem de partículas carregadas eletromagnéticas ao espaço. Então, os pólos paralisarão, produzir-se-á um deslizamento da crosta terrestre e a isto seguirá uma gigantesca onda.

 2. A tormenta solar e a inversão dos pólos destruirão todos os equipamentos eletrônicas. Como resultado, perder-se-á completamente o 99,9999999% de nossos conhecimentos em tão somente umas poucas horas.

 3. O deslizamento geológico da crosta terrestre e a onda gigantesca destruirão as bibliotecas e os livros, para sempre.

 Os números codificados de Vênus.

 Os egípcios e os maias usaram estas observações do planeta Vênus, para achar uma conexão entre os cataclismos. Qual é o número de Vênus? Isso é fácil de responder: 584. Este é o ciclo sinódico de Vênus em dias. Os ciclos sinódicos do planeta Vênus ao redor da Terra mostram flutuações marginais na duração, entre 581 e 587 dias

Duração                                       Era                            Duração dos ciclos

864                                            Libra                                                   864

2.592                                       Virgem                                                3.456

2.448                                         Leão                                                  5.904

Cataclismo. Ano 29.808 a.C. Primeira inversão polar! A Terra começou a girar no sentido contrário. O Este se converteu no Oeste, e vice-versa.

1.440                                          Leão                                                  1.440

2.592                                       Virgem                                                 4.032

1.872                                         Libra                                                   5.904

1.872                                      Escorpião                                              7.776

720                                          Sagitário                                               8.496

Cataclismo: Ano 21.312 a.C. A Terra girou 72 graus no zodíaco em meia hora! Isto é incrivelmente rápido!  Observação: Não é uma inversão polar, mas um rápido giro na mesma direção!

576                                         Aquário                                                  576

2.016                                       Peixes                                                  2.592

2.304                                        Áries                                                   4.896

2.304                                       Touro                                                   7.200

1.872                                     Gêmeos                                                  9.072

1.872                                      Câncer                                                 10.944

576                                          Leão                                                   11.520

                                               

Cataclismo: Ano 9792 segunda A.C. inversão polar!

Total de anos do começo: 5.904 + 8.496 + 11.520 = 25.920 = data de uma precessão = fim da Atlântida!

Leão                                       1.440                                                     1.440

Câncer                                    3.312                                                     1.872

Gêmeos                                  5.184                                                     1.872

Touro                                     7.488                                                     2.304

Áries                                       9.792                                                     2.304

Peixes                                    11.803                                                     2.012

2012: PRÓXIMO CATACLISMO?

O Eclipse da Lua

Riso da Lua

Desci para ver a lua sorrir.

Explicando: hoje, dia 15 de junho haveria um eclipse total que realmente ocorreu. Certamente, não foi um eclipse inglês, mas um brasileiro, pois nenhum dos horários oficiais “bateu” com o que vi no céu. Antes de descer para tomar o banho de lua conferi os horários. Segundo o prognóstico, o ápice do eclipse ocorreria às 17:12, horário de Brasília. No Rio começa a escurecer as 17:30. Na rua, no céu de dia, não vi lua alguma. Pensei, ela deve ter se refugiado, está preparando alguma surpresa.

Assim que desci às 17:15 me perguntei, que surpresas a lua me reserva hoje?

Deixei o destino responder.

Perto de casa, uma pessoa passa de bicliceta ao meu lado e grita: “Grande, Carlos!”

Fiquei matutando um pouco para saber quem era pois não vi seu rosto direito, porque o bicicletante estava à toda. Mas o cérebro capta imagens em velocidade e a checa com o banco de dados mental até obter a resposta: uma baita resposta! Era o Betinho, jogador de vôlei, amigo meu e do meu irmão no colégio. E o que significa esse encontro? A única vez que eu, meu irmão e ele andamos de bicicleta na Lagoa, aqui perto de casa, foi há mais de 30 anos e eu não precisei ver o seu rosto para ter certeza de que era ele. Importante mesmo era a simbologia do encontro, mesmo em velocidade. Encontrá-lo em uma bicicleta, após tantos anos, significa em meu coração que, após pedir muito por isso, o sonho se realizou. Clamei em meu íntimo, a Deus para que me fosse devolvida a pureza dos tempos de criança, para que fossem desfeitos os descaminhos da dor, da traição, do erro, das escolhas imaturas e vê-lo passando por mim, após 30 anos, me respondeu: “Está feito!”

“Grande, Carlos!”

Quando era 18:15 lá estava ela, brilhando no escuro do céu como o sorriso do gato da Alice do País das Maravilhas. Em segundos a bocarra se fechou e  só fui vê-la escancarada às 19:15, completinha, redondinha. Segundo os cientistas e astrônomos a saída completa da penumbra seria as 20:00, porém a lua, antes atrasada, estava adiantadinha, uma hora antes, querendo tirar o pai da forca!

Sob o riso da lua com sua manha de gato, não apenas me senti coeso, em paz com o universo, mas o ganhador da grande mega sena espiritual: o maior dos prêmios: UMA CHANCE DE RECOMEÇAR COM A ALMA E AS MÃOS LIMPAS!

Tragédia de Realengo e o Bullying

Tragédia em Realengo

Tragédia em Realengo

Assisti à grande parte dos canais de TV para tentar entender por que e como se desenrolou a tragédia em Realengo.

Entender a gente nunca entende, tentamos aceitar explicações sóciopolíticas para conseguir suportar, mas sempre parece pouco. Muito pouco. Parte da imprensa tentou associar o assassino ao 11 de setembro o tachando como “árabe” e “muçulmano”. Parece que ele era Testemunha de Jeová, vi em um canal de TV, mas certamente outros dirão que ele era tudo e algo mais. O matador era um fanático religioso? Certamente sim, mas a  culpa não é da religião, é dele. Ele chegou a  pensar em destruir o Cristo Redentor…

Só sei que tudo isso me deixou muito triste e um dia após a tragédia comecei a ter febre de tanto incômodo. Não tenho febre há anos, certamente foi uma febre psicológica (um efeito pós-traumático) ou… espiritual. Parecia que tinham me matado ou matado meus familiares, me senti parte do todo, da humanidade, de fato. Não ri, não fiz nada, estava de luto. Dei uma volta para esfriar a cabeça.

Não aguentava mais chorar por causa dessa história… Estou muito, muito triste. Meu corpo, alma  e cabeça doem. Parece um pesadelo, um péssimo sonho, não consigo ler, escrever ou
ouvir música. Estou exausto.

Saber mais sobre o assassino dessas crianças, me fez pensar sobre a ignorância
humana, não importando a religião, o comportamento, a classe social e o país de origem.
Dizem que ele matou porque o seu apelido era “bundão” e sofria bullying.
Também sofri bullying (a tradução correta é “ser molestado”, mas não se usa esse termo porque ele tem uma forte conotação sexual) da infância ao pré-vestibular, inclusive por professores. Nunca me esquecerei do professor de educação física, técnico de vôlei, que fez o colégio todo rir dos meus pés chatos.

Colégio

Sofri ingratidões desde cedo e na sequência fiz o quê? Pratiquei bullying ao chamar um amigo gordo de “baleia”, de dar ordens ao meu irmão quando éramos crianças e tive má vontade com um cara porque ele era “leitor de dicionário”. Quem sofre, pratica em legítima defesa. E se o exemplo não vem de casa…

Sofri bullying, inclusive em casa, fui exposto à humilhações continuadas durante anos por pais, “amigos” e namoradas. Fui perseguido por pessoas de comunidades carentes e por malhadores de classe média-alta, do antigo primário ao pré-vestibular. Com isso quero deixar claro que fiz amigos e também fui perseguido por pobres e ricos, sem distinção.

Bullying não tem nada a ver com classe social.

O que fiz por causa de certas perseguições? Fundei um grupo terrorista para exterminar favelados? NÃO! Lutei por eles e tenho lutado em meus escritos e canções.

Eu era santo? Não, era criança, cujos pais nunca conversaram comigo abertamente sobre a vida.  Sem referências ou bons exemplos você tenta se virar no mundo cão, erra e acerta, aprende e desaprende. Mais tarde, na adolescência, comecei a desconfiar que a tal lei da ação e reação era algo real. Hoje, sei que quando alguém te dá uma rasteira, conscientemente ou afogado em cegueiras mil, leva outra, mesmo que não acredite.

Não matei por que humilhei ou fui humilhado. Minha resposta foi virar artista, pensador, assumir minha diferença.

O que te faz ser um matador em série? Mágoas? Incompreensão?

Para não matar alguém no plano real, matei a memória ruim, matei os que tinham mentalidades muito conflitantes e não me respeitavam.  Minha solução: escrevi livros e canções.

Quando alguém me pergunta, ainda hoje, sobre um fato espiritual, em uma roda de conversa, é frequente que alguém mais “saidinho” me interrompa:

“Você é maluco!”
“Isso não existe!”
“Isso te dá dinheiro?”

Dor, Mágoa, Vingança

Para destruir a sua vida e a dos outros, sempre há uma boa justificativa. O assassino errou, mas o mundo erra todos os dias. Certamente, nunca houve matadores em série em colégios no Brasil. A influência do assassino, sem sombra de dúvida, é fruto da pior parte da cultura norteamericana: filmes de AÇÃO e jogos de AÇÃO, violência desmedida
vendida em pacotes de liberdade. Desculpem-me, mas eu não gosto de ver filhos de amigos divertindo-se com jogos violentos na minha frente, não me sinto bem… Proibir não é certo, mas se deve explicar aos praticantes por que os jogos são inúteis e que ninguém é pior do que ninguém por não jogá-los.

O primeiro assassinato em colégio nos EUA ocorreu em 1966, no Brasil com Z em 2011…  Tenho amigos que assistem a esse tipo de filmes e jogam os tais jogos… Sem problemas, mas eu não participo e nunca participarei.  O que perco com isso? A sociabilidade? Deixarei de ser “popular”? A cultura americana é a dos caubóis, do cara que conquistou o país com um Colt. A cultura da violência, da liberdade à bala.

Não quero justificar nada, assassino é assassino, mas é fato que Wellington, o serial-killer não se libertou das mágoas passadas e resolveu a questão à moda americana: na base do bang-bang. Essa é a tal globalização do tiro bem servida com peanut butter, jelly and marshmallow.

Minha consciência me impediu de destruir minha vida várias vezes… Aprendi que é necessário lutar, há que vencer o mal com as armas da justiça e da verdade, há que se tornar um herói diariamente.  Se não te entendem, não se preocupe, faça o certo, seja o certo, tenha orgulho de ser reto.

O assassino terminou o colégio há quase uma década, mas nunca perdoou os colegas pela humilhação de ter sido chamado de “bundão”.

Bundão!

Bundão!

Bundão!

Quando se alimenta a dor e a mágoa, elas REVIVEM todos os dias, não importa o tempo passado.

Se o Brasil não resolver a questão agora, seja do desarmamento ou do bullying, depois chorarão os cadáveres.

Cachorro velava túmulo da dona

Essa sinc é uma daquelas que referendam o que você faz, que te dizem que você está em sintonia e que tudo está bem. A vida é assim: enquanto uns choram, outros riem, conforme famosa música de Tim Maia.

Estou escrevendo um livro. Decidi chamar um personagem de muriqui, um macaco vegetariano. Enquanto escrevia, foi exibida na TV uma matéria sobre muriquis. Hoje, terminei o livro e na TV vi o caso do cachorro, um vira-latas que não saiu do lado do túmulo da dona. Caramelo é o nome do cão. Um personagem do meu livro se chama Caramelo e é um cão vira-latas, que luta contra o muriqui. Na cruz, a soma de 3 mais 5 dá 8, número que me acompanha e o mês em que nasci.

Tudo está conectado: onde há dor, há esperança, onde há trevas, há luz, onde há inspiração, há sofrimento. Partes do todo.

Reproduzo matéria do jornal:

CACHORRO que velava túmulo da dona é resgatado em Teresópolis

(Fonte Jornal Extra)

A Comissão Especial de Proteção Animal da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) conseguiu resgatar na sexta-feira um cachorro que estava a dias ao lado do túmulo de sua dona, Cristina Maria Cesário Santana, morta em decorrência das fortes chuvas que atingiram a Região Serrana do Rio.

Caramelo, como o vira-lata foi apelidado pelos moradores, estava perambulando pelas ruas do bairro Caleme, um dos mais atingidos pelo temporal, quando foi encontrado.

Segundo a veterinária Andrea Lambert, membro da comissão, Caramelo estava sem ferimentos, mas muito assustado. A equipe teve que colocar uma focinheira no animal para conseguir dominá-lo.

– Geralmente nem colocamos a focinheira, mas ele estava tentando morder. O animal normalmente fica assustado, mas conseguimos fazê-lo andar. Já ele ficou pulando, girando, não queria sair dali. Os moradores nos contaram que ele ficava cavando o local onde a dona foi enterrada – relatou Andrea.

A equipe da comissão, formada por oito pessoas, já resgatou mais de 180 animais em Teresópolis e em Petrópolis com a ajuda do Instituto Estadual do Ambiente e de ONGs. Os animais foram levados para um galpão no bairro Melbon, que está servindo como abrigo em Teresópolis, e para um Ciep, em Itaipava.

– Fizemos um esforço grande para que os animais também fossem colocados em situação de resgate, de esforço, porque no início ninguém estava se preocupando – alertou Andrea.

Segundo o presidente da comissão, deputado André Lazaroni, os animais que não forem recolhidos pelos donos nos abrigos serão colocados para adoção:

– Os animais estão sendo cuidados para que, passado tudo, os donos voltem para recolher seus animais. Os que não forem reclamados serão encaminhados para a adoção.

Na segunda-feira, a comissão vai resgatar animais em Nova Friburgo.

A SINCRONICIDADE DA TRAGÉDIA

Vi o nome da família de um amigo ligado à tragédia das chuvas, logo no primeiro dia, tragédia essa que ocorreu em janeiro de 2011 na região serrana do Rio. Enquanto escrevo, até esse momento já são 550 mortos. Amanhã serão mais e mais desenterrados dos escombros e da lama. Vítimas e algozes. Conheço várias pessoas que moraram e moram em Friburgo, pessoas que têm uma forte ligação kármica comigo, com fatos fundamentais em minha vida e em minha formação como indivíduo. Sempre ouvimos que no Brasil não há guerras, mas em compensação vivemos tragédias naturais que se repetem todos os anos, resultado de responsabilidades pessoais e públicas, além das espirituais.

No dia seguinte à morte de uma família de conhecidos do meu amigo, fui ao centro da cidade e entrei – por instinto – em uma igreja na qual rezei por uma hora. Uma das condutoras da missa disse ser de Nova Friburgo e afirmou que a tragédia ocorreu por questões espirituais, que a lama simboliza uma cobrança, que a lama simboliza a lama da alma, de muitos que se foram. Se o que ela falou foi duro, não me compete julgar, mas todos sabem, ou não querem saber, que há mais lama na alma humana do que as aparências mostram. Como disse, não me cabe julgar e nem afirmar que toda morte é um acerto de contas.

Após meditar na igreja, ficou claro que a tragédia que se abateu sobre centenas de famílias me libertou de alguns compromissos kármicos. Para o novo vir, o velho tem que passar e os senhores do karma não cedem aos desejos e amores humanos, desejemos ou não, rezemos ou não. Deus não é seu, não é meu, não é nosso.

A palavra lama – dita na igreja –  ficou na minha cabeça: um anagrama (do grego ana = “voltar” ou “repetir” + graphein = “escrever”), um jogo de palavras, que rearranja as letras de uma palavra ou frase para produzir outras.

Depois segui para o Centro Cultural Banco do Brasil, onde havia uma exposição sobre a poetisa e doceira Cora Coralina. “Sou uma recriação da vida”, disse e completou: “Tenho comigo todas as idades!”. Rimou com sincronicidade. Coralinado, chorei, sentei e escrevi o poema abaixo sobre a tragédia do Rio.

 

A notícia entrou em casa, foi só ligar o computador

Quanta dor, quanta dor

Não há chão, só lama

A todos iguala, quem odeia também ama

À luz, seguem as almas, vêm e vão

Me atravessam como se nada fosse ou um caminho, então

Passam por mim para fechar uma ou várias portas

Almas perturbadas, mortas

E como dói me atravessar

Lembrei do amigo, “me liga”, ligação perdida, tenho que te contar uma

Me conte duas, me conte mais

Se está vivo há o que contar, quando se morre, contam por ti

De Nova Friburgo, o burgo que Deus soterrou, à terra do Imperador

Teresópolis, de Teresa Cristina, a Imperatriz, o seu amor

Contem os mortos, quantos há, há que ter força pra reiniciar

Andei, voltei, retrocedi, adiantei como fita, não sabia pra onde ia

Rodrigo Silva, nem vi, virei, entrei

O negro cantava na igreja, a pomba amarilla no vitral, brilha, rija

Quem entrou? Eu e as almas

Quem errou? A moça da igreja falou que foi castigo

Terá sido falta de amor?

Uma família inteira morrer é ciência ou coincidência?

Na manchete de jornal, a morte, muita pouca sorte

Olho por olho dente por dente

Católico, crente, todos indigentes

Rico e pobre que nasce e morre, que ama e trai

Há que enterrar, há que crismar

Andei para não pensar, para o meu Banco do Brasil amado

E quem lá me esperava? Jorge Amado e Coralina de Goyás, que alíás

É como minha mãe que não morre jamais

Em Goyás de Friburgo

Em Portugal e Pernambuco

É sim, amigo Paulo

Ao homem, não cabe julgar

Do ônibus, vi o mar que tanto amo e só me doía

Minha boca só falava em silêncio, que tudo que é belo, é horror

É agonia

A SINCRONICIDADE DO 11 DE SETEMBRO

 

Menina morta em tiroteio no Arizona no dia 8 de janeiro nasceu no fatídico 11 de setembro.

Uma das seis vítimas do ataque deste sábado (8 de janeiro de 2011) no Arizona, Christina Taylor Greene, de 9 anos, teve uma vida curta marcada pela tragédia já em seu nascimento, em 11 de setembro de 2001.

Segundo a imprensa local, os pais da menina viram o nascimento de Christina como um sinal de esperança em meio à tragédia que os Estados Unidos viveram após os ataques contra o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washington.

Segundo seu pai, John Green, a menina era esperta e engajada e tinha sido escolhida recentemente como a presidente do conselho estudantil da escola, o que despertou nela um interesse pela política.

“Era muito boa falando em público. Eu a via facilmente se dedicando à política”, disse seu pai à imprensa.

No sábado, ela decidiu ir ao ato da congressista de seu estado, Gabrielle Giffords, quando foi atingida por um dos disparos do jovem de 22 anos, que deixaram seis mortos e 13 feridos, entre eles a própria legisladora, que se recupera de uma cirurgia.  A menina também ficou ferida no ataque, mas morreu no hospital.

Segundo sua mãe, Roxanna Green, Christina “só queria ajudar as pessoas e se envolver com os assuntos que a interessavam”.

“É muito trágico. Foi ao ato porque queria aprender, mas alguém com muito ódio em seu coração decidiu tirar a vida de pessoas inocentes”, declarou.

“Era uma menina forte. Uma boa atleta e nadadora. Ela se interessava por tudo. No Natal, ganhou de presente um violão. Ela queria aprender a tocar”, disse a mãe.

A menina procedia de uma família de jogadores de beisebol. Seu avô, Dallas Green, disputou grandes ligas, e foi diretor do Philadelphia Phillies.

A equipe do time expressou suas condolências à família de Christina pela “morte trágica”.

(Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2011/01/09/menina-morta-em-tiroteio-no-arizona-nasceu-no-fatidico-11-de-setembro.jhtm)

O Fim do Mundo Para Todos Nós

 

O mundo acabou e vem acabando em meu coração, no meu dia a dia, há um bom tempo. Quando digo “mundo” separo o joio do trigo, não alardeio catástrofes, mas não digo que elas não ocorrerão, pois pior do que uma catástrofe natural é  a catástrofe diária de cada um de nós, do egoísmo tido como qualidade e a falta de amor entendida como um bem.

 

A Roma de Cada Dia

 

Escolho as prioridades entre a razão e a emoção, sobre o que é verdadeiramente importante nessa vida e não sobra muita coisa. Todos queremos comer bem, viver bem, pagar um bom plano de saúde e ser bem atendido, mas isso não é nada se você é um ser mesquinho e apequenado.  Amor (não digo sexo, e nem o amor das multidões) está sempre em primeiro lugar, é o top da lista das prioridades, mas não é apenas o amor sexual por uma pessoa, é muito mais do que isso, envolve verdade e respeito.

A lista do que não me diz nada é longa, mas o que importante citar agora é que tudo é uma questão de valores. É sempre útil avaliar o seu próprio comportamento com o máximo da razoabilidade. Não adianta alardear algo, dizer que os políticos são corruptos sem lembrar que você faz parte do povo, não adianta defender a natureza, a sustentabilidade e não comer carne se você é egoísta, egóico, pequeno, mentiroso, paranóico, amedrontado. As palavras podem ser duras, mas também é duro pensar que a Amazônia pode acabar e que o egoísmo humano pode continuar com ou sem floresta. Por isso o mundo “acabou” em meu coração, pois vivemos de falácias, aparências, palavras vazias. Para mim, chega. Mas o meu mundo está firme e forte, sobrevivendo como pode, entre risadas e escorregadas. Desistir jamais.

 

 

Bomba, Granada, Mundo, Todos Nós

 

O meu primeiro ciclo de “acabar com o mundo” ocorreu há dez anos e mais recentemente há 4 e agora nos últimos 2. Parece que o tempo está sendo fracionado e pelo andar da carruagem o próximo ciclo, ou o atual, será de um ano, depois meio e finalmente: bummmmmm! Pelo menos é o que sinto. Não quero me precipitar e dizer que o “bum” significa liberdade pessoal. Pois o que é liberdade para alguns é prisão para outros. Falo de fatos e não de fenômenos e se o faço, é por confiar no que estou vivendo, para quem estiver nessa sintonia. O fim do mundo já ocorreu e está ocorrendo (ou como dizem nossos patrícios lusitanos: “a ocorrer”) e não nego que não sinto falta do que se vai.

Entre 1999 e 2001, quando houve a promoção de uma determinada data sobre o fim do mundo na imprensa, citando Nostradamus, não dei muita importância ao fato, apenas achei curioso. Na data exata, à noite vivi várias experiências bem estranhas, primeiro comecei a me sentir enjoado, em seguida meus sentidos de audição, visão e percepção ficaram muito alterados e não consegui dormir porque minha mente ouvia mil pessoas falando juntas. Passei a madrugada tentando relaxar, mas depois que ouvi claramente o que duas mulheres falavam há 2 quarteirões da minha janela, não deu mais. Minha cabeça ficou a mil. Na manhã seguinte, o telejornal do meio dia fez uma matéria jocosa com populares que debochavam: “É.. O Mundo não acabou.” Eu olhava a TV e pensava: “Pode não ter acabado para você, mas para mim certamente ocorreu algo.”
A partir dessa experiência, meus gostos e necessidade foram mudando, meio atropeladamente, como se fosse tudo para ontem. Mudei muita coisa externamente, várias internamente, mas ainda não era o suficiente. Durante o processo fui entendendo, a duras penas, que o meu ritmo estava muito acelerado, e que o externo não acompanhava o interno, tive que controlar minha ansiedade e foi bem difícil. Você imagina o que é esperar dez anos para resolver algumas coisas, que se deseja resolver em um ano e não se sabe como… ou não se tem coragem suficiente.

 

 

Nasce o Sol no Deserto

 

Nos últimos dois anos, a coisa tem se tornado mais serena, porque um ciclo de sincronicidades – sobre o qual já conversamos antes – se manifesta quase diariamente, me ofertando sustentação psicológica (desculpe se o termo está mal empregado) para as várias crises que enfrentei, a maior delas o desencarne da minha mãe, com quem eu era muito apegado. Os fenômenos de dez anos se transformaram em sincronicidades, que amenizam a minha ansiedade bastante, não findaram com ela, mas as sincronicidades me dão mais certeza do que está ocorrendo. Sinto que é realmente necessário e benéfico. Isso já é uma boa coisa. Se antes eu pedia a Deus que me mandasse alguma prova de que havia uma conecção entre espírito e matéria, interno e externo, para me dar mais segurança dessa aliança, como se necessitasse testar minha fé, hoje essas respostas surgem sincronísticamente, muitas vezes de maneira jocosa, como o telespectador da TV há dez anos.

 

 

Nostradamus Secreto

 

E o que essas pequenas histórias significam? Que há sim, um processo em andamento, que acabou de comemorar uma década de vida para mim, um processo de mudança radical interna, palpável. Não consultei videntes, oráculos e nem estudei o meu mapa astral/natal, apenas observei, como um cientista da alma que comprova que o fim do mundo ocorreu, que o mundo anterior se diluiu em sua própria falta de necessidade de existir, que já ocorreu e está ocorrendo. Não me sinto com mais de 40 anos hoje, não me reconheço como a pessoa de antes que reparte o corpo em comum comigo. Me sinto comemorando 4 aninhos, ou talvez dois, ou talvez 1 ou talvez bummmmmm!

Tenho certeza de que vamos ouvir falar muito brevemente de um fim do mundo coletivo, mas esse já nos chegará como um fato ocorrido e não como uma novidade. Não estou contando nada de novo.