A LUA e o CRISTO de 2 de agosto

 

Ontem, dia 2 de agosto foi um dia, especialmente “diferente”. Já sou uma pessoa muito sensível mas ontem, foi “além”. Over. Como uma lua cheia prenunciava tomar o céu de assalto, os fatos misteriosos e sincronísticos começaram a tomar forma logo de manhã. Bem cedo, uma brincadeira feita comigo, me deixou muito angustiado. Senti meu coração correr aceleradamente. Incapaz de mudar o destino, me percebi engessado e ao mesmo tempo resignado. A sensação foi ainda mais virótica porque não tenho com quem conversar ou dividir esses sentimentos, por isso os compartilho com os leitores, para que se sintam, talvez em suas solidões, que estamos todos  irmanados. E que sempre há solução.

Estou envolvido em um projeto, no qual trabalho diariamente, saindo de casa às 8 da manhã e chegando entre meia noite e uma da manhã em casa. Por acaso, ontem foi o primeiro dia em que “descansei”. Estava exausto, a cabeça tonta, sem pensar direito e o coração acelerado.

A sessão de sincronicidades começou cedo: um rapaz, fiscal do metrô, veio em casa às 9 da manhã, e falou sobre “coincidências” e autoajuda. Ele era do sul e estava há uma semana no Rio. O presenteei com meu livro sobre sincronicidades. Ele o abriu aleatoriamente, e sorrindo me mostrou a página: “Sincronicidade do Destino”.

O telefone tocou: era um amigo de Manaus, que precisava me transmitir uma mensagem espiritual. Recebi o comunicado com o coração palpitando, mas ciente de que aquela mensagem àquela hora não poderia ser à toa. “A hora chegou”, ele disse.

Logo depois, um outro amigo querido me escreveu para me avisar que há dias, pensava em mim e que precisava falar comigo para me passar outras mensagens e percepções. Mas me adiantou algo: “que dar felicidade às pessoas era o plano cósmico”. Respirei fundo.

No começo da tarde do dia 2, eu deveria participar de uma filmagem com uma equipe do sul do país (lembrem do friscal do metrô, também do sul). Como era para voltar à rua do meu antigo colégio – já demolido – lá fomos nós, com a equipe de filmagem. Não compraram uma garrafinha de água, porque acharam caro: o preço era 2,28. Eu nasci no dia 28 de agosto. Entramos na rua para filmar. O Cristo Redentor, bem lá em cima, estava lindo, sob um belo céu. Ele é lindo demais. Entramos na rua do colégio, e logo de cara vi uma casa de número 28. Mais vinte e oitos.

 

Cristo Redentor

Cristo Redentor (Photo credit: Thiago Trajano)

 

Percebi a rua com um carinho que nunca havia sentido antes. Eu ia para o colégio todos os dias, há 30 anos e nem percebia a beleza a minha volta porque eu sempre ia chateado. Eu não percebia a beleza que havia na rua, nas casas, nas árvores, no céu, no ar… eu não via a beleza do mundo. Hoje meus olhos e alma percebem tudo diferentemente, a sensibilidade aumentou, e a percepção.

Rua.

Lua.

Ao filmar, a diretora de fotografia viu um livro semiencoberto em uma bancada em frente à uma antiga loja. Para não entrar em pormenores, posso dizer que o título do livro encoberto era o mesmo nome do filme. Todos ficaram estupefatos. No final da filmagem, já a noite, debaixo de uma gigantesca lua cheia, mais “coincidências” sucederam-se.

Ao chegar em casa, com o dever cumprido, tudo já cheirava a passado. O que havia antes, um dia antes, havia se desfeito. Não havia traços ou vestígios do dia anterior. A energia mudara, transmutara radicalmente. Era tão visível, perceptível que me espantava que todos não vissem. Ainda me sentia angustiado, com o corpo energizado, peito palpitando. Coloquei meu destino e vida nas mãos de Deus. Assumi que não tenho mais força e capacidade para lutar, para me conduzir, e me doei. Entreguei-me ao destino. A sincronicidade não só aponta, como conduz os caminhos. Confio neles.

O mundo não nos pertence. Estou nele, faço parte, mas não sou ele. Podemos ser mais, menos, demais, de menos. Sou apenas um filete de água no fluxo do rio caudaloso e vivo, bruto e singelo, forte e sereno. Ondas de energia, marolas de consciência. A sensação que tenho de dissolução é gigantesca. Mas não posso mais me deixar abater: doei minha vida à sincronicidade. Que ela conduza meus caminhos submetidos à vontade do Criador e do Universo. A nave mãe não virá nos buscar, pois nós somos as suas extensões, somos ela. Se conseguiremos, ou não, estar na nave, depende de nós. Entre levantar e cair, vivemos. Entre amar, amar e amar, vivo.

 

Deutsch: Christus Erlöser in Rio de Janeiro Po...

Deutsch: Christus Erlöser in Rio de Janeiro Português: Cristo Redentor do Rio de Janeiro (Photo credit: Wikipedia)

 

Renasci mais uma vez, fiz aniversário antecipado em dia 2 de agosto, recebi presentes do Cosmos e ele me acarinhou. “Confie!” Pelo visto, datas não valem mais nada, mas números sim.

Sincronicidades sempre.

 

 

 

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O Eclipse da Lua

Riso da Lua

Desci para ver a lua sorrir.

Explicando: hoje, dia 15 de junho haveria um eclipse total que realmente ocorreu. Certamente, não foi um eclipse inglês, mas um brasileiro, pois nenhum dos horários oficiais “bateu” com o que vi no céu. Antes de descer para tomar o banho de lua conferi os horários. Segundo o prognóstico, o ápice do eclipse ocorreria às 17:12, horário de Brasília. No Rio começa a escurecer as 17:30. Na rua, no céu de dia, não vi lua alguma. Pensei, ela deve ter se refugiado, está preparando alguma surpresa.

Assim que desci às 17:15 me perguntei, que surpresas a lua me reserva hoje?

Deixei o destino responder.

Perto de casa, uma pessoa passa de bicliceta ao meu lado e grita: “Grande, Carlos!”

Fiquei matutando um pouco para saber quem era pois não vi seu rosto direito, porque o bicicletante estava à toda. Mas o cérebro capta imagens em velocidade e a checa com o banco de dados mental até obter a resposta: uma baita resposta! Era o Betinho, jogador de vôlei, amigo meu e do meu irmão no colégio. E o que significa esse encontro? A única vez que eu, meu irmão e ele andamos de bicicleta na Lagoa, aqui perto de casa, foi há mais de 30 anos e eu não precisei ver o seu rosto para ter certeza de que era ele. Importante mesmo era a simbologia do encontro, mesmo em velocidade. Encontrá-lo em uma bicicleta, após tantos anos, significa em meu coração que, após pedir muito por isso, o sonho se realizou. Clamei em meu íntimo, a Deus para que me fosse devolvida a pureza dos tempos de criança, para que fossem desfeitos os descaminhos da dor, da traição, do erro, das escolhas imaturas e vê-lo passando por mim, após 30 anos, me respondeu: “Está feito!”

“Grande, Carlos!”

Quando era 18:15 lá estava ela, brilhando no escuro do céu como o sorriso do gato da Alice do País das Maravilhas. Em segundos a bocarra se fechou e  só fui vê-la escancarada às 19:15, completinha, redondinha. Segundo os cientistas e astrônomos a saída completa da penumbra seria as 20:00, porém a lua, antes atrasada, estava adiantadinha, uma hora antes, querendo tirar o pai da forca!

Sob o riso da lua com sua manha de gato, não apenas me senti coeso, em paz com o universo, mas o ganhador da grande mega sena espiritual: o maior dos prêmios: UMA CHANCE DE RECOMEÇAR COM A ALMA E AS MÃOS LIMPAS!

POEMA DA SUPER LUA

“Não sei o que quero, mas pressinto que já consegui”

Quem é a minha família?

O que é a minha família?

A Lua cheia, minguante e crescente

Um coração gigante de mãe

Iluminado

Lá encontrei a minha família: o mundo, o céu, as estrelas

Antes eu buscava e achava que sabia o que queria, realmente acreditava

Possuía ou acreditava possuir uma visão e um foco claro, depois esses objetivos perderam a importância

A vida te obriga a perder a pureza para reconquistá-la

É o preço da compreensão

Antes o que era sólido virou poeira

Do pó vieste, para o pó voltarás

Aprendi a prestar atenção, não nos momentos, nas fases, nos “altos e baixos”

Mas na linha mestra: sempre há uma linha, pelo menos uma, que te liga do início ao fim

Início de onde?

Que fim?

De você mesmo?

Do mundo?

Certamente 2011 mudou, muito, para uma Lua gigante

Para uma Super Lua

Um Super Mundo

Queira Nietzche ou não

A Lua encanta

Canta

Se muitos ou poucos ouvem a melodia, não sei

Está tudo no ar é só pegar

Nada nos  pertence

O resto é ilusão

Morrerei campeão ou derrotado

Tanto faz, são apenas palavras

Títulos que agradam a Homens

E Mulheres

Mas creia-me: só compete a mim a competência de dizer SIM

De erguer a taça do meu coração

Tantos aplausos não de Homens… ou Mulheres

MAS de Querubins

Esses Sim

Esses SIM

Creio que a balança pendeu para um dos lados e voilá: não caí

NÃO caímos

ENFIM

Por que será?

Tadim de mim?

Que NADA

Os próximos capítulos são agora

SINC DA SUPER LUA

Na segunda, decidi dar uma volta na feirinha ao lado de casa. Não faço feira, sou de supermercado, mas enfim… fui à feira. Entre legumes e frutas encontrei uma venda de pastéis e caldo de cana. Precisava descansar minha cabeça e olhar para as pessoas e o mundo como espectador, dar tempo ao tempo e senti que estar ali naquele local, sem ter planejado nada, era o refresco ansiado. Sentei no banquinho de plástico e comi meu pastel às 10 da manhã, não me preocupei com óleo de fritura e afins: só desfrutei felicidade… Poderia ter comprado produto mais saudável, mas pastelzinho e caninha salvaram a minha linda manhã. A parada foi frutífera: quando chego em casa ligo a  TV e vejo uma repórter entrevistando pessoas na mesma feirinha,  na qual fui pela primeira vez – tudo sincronizado!

Na sexta, fui resolver minhas coisas na rua e no final da tarde desviei o curso e  segui para outro bairro. Gosto de olhar as pessoas, para imaginar o que pensam, ver grandezas e pequenezas em seus rostos e gestos, gosto de ver as casas, os prédios, ver crianças correndo, idosos caminhando lentamente, gente de verdade e não os botoxs da TV.

No final da tarde, entrei em uma das igrejas nas quais gosto de meditar.  Assimq eu em sentei, o padre falou:
– São 18 horas
Pensei: “Ora, hoje é dia 18! Estava na igreja às 18 do dia 18”.

Sorri e feliz, meditei.

Nesses momentos, mais necessariamente às sextas e sábados de manhã, costumo meditar para retirar o peso extra dos meus ombros e botar para correr as energias negativas. Sempre dá certo: saio da meditação leve, quase volitando.

 

Super Lua

Já estava anoitecendo e decidi molhar meus pés nas águas do mar. Olhei para o céu e havia uma lua cheia brilhante, gigante, linda. Abri meus braços e agradeci pela vida, pelas decisões corretas e pedi luz, muita luz, a luz da lua, a luz do sol.

Em casa, recebo este e-mail sobre a lua e a data em questão. Tudo absolutamente sincronizado:

“O mundo está prestes a presenciar a aparição da maior lua cheia das duas últimas décadas. Na semana que vem este satélite natural vai chegar ao ponto mais próximo da Terra.

No dia 19 de março, a lua cheia vai aparecer mais exuberante do que o usual na noite celeste quando ela atinge o ponto máximo de um ciclo, conhecido como ‘Perigeu Lunar’.

É esperado um espetáculo visual quando a lua se aproximará da Terra a uma distância de 221,567 milhas da órbita – chegará mais próxima do nosso planeta desde 1992.

A lua cheia poderá aparecer no céu 14% maior e 30% mais luminosa, especialmente quando nascer no horizonte do oriente ao pôr-do-sol ou em condições atmosféricas bem favoráveis.

Este fenômeno é reportado como o mais relevante assunto sobre ‘supermoons’ que esta conectado com fenômenos geológicos (vulcões e terremotos ). A última vez que a lua passou tão próxima da Terra foi no dia 10 de janeiro de 2005, nos dias próximos dos terremotos na Indonésia que registrou 9.0 na escala Richter.

O furacão Katrina em 2005 também foi associado com a lua cheia incomum.

Previsões de ‘supermoons’ aconteceram em 1955, 1974 e 1992 – cada um destes anos tivemos a experiência de fortes manifestações climáticas”.