Dias 12 e 21 de dezembro de 2012: uma revolução.

O ano terminou  com duas datas de grande significado: os dias 12 e 21, ambas ocorridas no último mês do ano.  No Tarô, a carta 12 é o “pendurado” que significa mudança s e o 21 é o “mundo”, a ordem que surge do caos, a vitória, a finalização das obras. Uma repetição de números/datas no mesmo nível do 12 do 12 do 12 só ocorrerá novamente no primeiro dia de janeiro de 2101, ou seja, daqui a quase 89 anos. E o dia 21 marcou o fim do mundo (digo “marcou”, pois para mim marcou mesmo). Nada foi mais intenso do que 2012.

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Muito se falou da importância dessas datas para uma percepção mais clara de como nos sentimos em relação ao mundo. Compreender o significado desses símbolos, no caso númericos,  nos faz compreender que espécie de sentimentos nos encaminham à determinadas opções pessoais e profissionais. A vida não é loteria e nem guerra, a vida é oportunidade e escolhas. Parece interessante que  o destino, a sorte nos acompanhe nesta jornada, porém melhor do que a sorte, podemos nos tornar os senhores de nossos destinos.

A data de 12 do 12 do 12 era boa demais para que passasse em claro (mesmo que já tivesse ocorrido no Japão. O que importa é o seu ponto de vista, a sua percepção da “realidade”). E melhor do que isso: teríamos dois horários para celebrar a data: à meia noite e doze minutos e ao meio dia e doze minutos.  Seria uma oportunidade única para quem sabe que o inconsciente é a resposta para toda ação consciente. Conectar-se aos números é como conectar-se a si mesmo: perceba as coincidências, sinta na alma o que elas te dizem, que decisões você poderia tomar, que caminho seguir. A sincronicidade te permite ver tudo com mais clareza.

12 do 12 do 12 às 12h12.

Combinei uma meditação coletiva com alguns amigos e recomendei que os mais “ocupados” dessem um “perdido” no trabalho, fossem ao banheiro,  se trancassem em algum local, mas que não deixassem de meditar.  Alguns conhecidos meus têm amigos da bola, outras da farra, eu tenho amigos sincrônicos ou sincronísticos, seja qual for o termo que o leitor achar mais adequado. Meus amigos literalmente não surgiram à toa em minha vida, eu não os escolhi por afinidades, nós nos escolhemos através de caminhos, anteriormente misteriosos, que se transformaram em odes à compreensão de quem somos.

Trabalhei desde cedo no dia 12 do 12, mas de bom grado, consegui dar o meu “perdido” e voltei para casa mais cedo. Calculei a duração da viagem de ônibus e consegui chegar em casa às 11h28. Não houve engarrafamentos ou interrupções, melhor assim. Em casa, tirei minha roupa suada e vesti uma camiseta branca. Faltava dez minutos quando recoloquei os pés na rua, mas não tinha planejado com antecedência onde meditar às 12h12. Só não quis meditar em casa. No mesmo instante, tive um insight que me fez seguir a direção de um parque ao lado de casa onde eu e meu irmão brincávamos.

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A praça é ladeada por um canal artificial, com águas turvas e paradas. Por acaso, a praça estava enfeitada com vários presépios em função do natal que se aproximava. Intuído,  me dirigi a um dos ancoradouros que ladeiam as margens da pracinha e vi que ele havia sido transformado em uma espécie de ateliê, com um banquinho e um quadro que exibia um estilizado nascimento de Cristo. Com o tempo voando e precisando meditar pelo menos um pouco antes da hora programada, sentei no banquinho, e concentrei toda a atenção na pintura, fechei os olhos e meditei prestando atenção ao palpitar do meu coração. Uma vibração poderosa tomou conta do meu corpo, que tremeu.

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Nesse momento, a partir do meio dia, os desejos, o meu e do universo se deram as mãos. Uma harmonia profunda me distanciou do notório dia-a-dia, muitas vezes, cansativo. Senti uma paz absoluta, relaxada, diferente das meditações que pratico. A vibração do 12 foi mais forte, como se estivessem me faxinando, e senti, de uma maneira não racional, mas simbólica, que as batalhas de 2012 haviam chegado a termo, que nada havia sido perdido. Calmamente ao abrir os olhos, vi o relógio: era 12h21. Sempre números… Os 21 minutos finais me lembraram da próxima – e importante – meditação: a do dia 21.

Dia 21 do 12 do 12, o fim do mundo.

Puxei uma carta do Tarô de manhã: deu 12.

Marcaram uma consulta médica para mim nesta data há pelo menos um mês e eu ainda não havia me dado conta de que era a data do fim do mundo. A médica que em atendeu tinah vitiligo e falamos menos de mim e mais dela. Quis ouvi-la e soube do preconceito que ela sofre por causa da doença, mas também a ouvi falar de sua paixão pela profissão, pelos filhos, e por Lacan. Ao sair da consulta, comecei a me sentir mal devido ao calor que faz na cidade (43 graus) e senti uma intensa dor física, que me prostrou durante o dia inteiro. A dor me fez intuir de minha limitação, das limitações de um corpo fragilizado contra uma mente em atividade. A dor me fez reduzir o ritmo, me fez descansar e ficar deitado.

A partir daí intuí que:

1 – Em primeiro lugar, deveria cuidar da minha saúde. Não dá para ajudar ninguém e nem cuidar do meu filho, sem condições.

2 – Faço coisas demais. Cortar os excessos e descansar.

3 – Morrer junto com o fim do mundo.

À noite, mesmo com alguma dor, voltei à pracinha dos presépios, que estava cheia de crianças, linda, iluminada sob uma lua cheia. Vi Mamães Noel, Papais Noel e gnomos dançando; havia famílias e crianças felizes, vivendo o lúdico, mesmo que por alguns instantes. Me lembrei das brincadeiras, na mesma praça, quando eu era criança. Senti o ímpeto de me dirigir a algum lugar, à algum presépio, para fazer parte de um “encontro”. Um amigo me conduziu, sem saber, para o meio de um deles, e exatamente entre os Reis Magos ou Apóstolos, senti uma energia de conecção atravessar meus corpos. Dirigi meu olhar para uma das figuras, que me conduziu em espírito aos 4 Evangelistas em frente à Catedral de Brasília.

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Foi assustadoramente belo. A energia da escultura era a mesma do Apóstolo João. Meu corpo tremeu todo. Me sentei logo em seguida até poder voltar para casa. A partir desse dia 21, tomei várias decisões.

Praticar rituais fortalece a intuição, que gera mais insights que nos conduzem a respostas. Ao fortalecer o link com seu inconsciente, através de “jogos”, de “brincadeiras” com as sincronicidades, a sua voz interior se torna mais clara, sem véus de mistérios. Por exemplo, rezar ou meditar diariamente, desculpem-me a comparação, é a mesma coisa que desejar a mulher do próximo… Ambos são rituais nos quais  a mente e o espírito focam um determinado objetivo. Ambos são pedidos, não importa de que espécie sejam. Sem julgamentos. O nível de sua compreensão do mundo e de si mesmo, depende da qualidade do seu pensamento.

2012 é o encerramento de um ciclo que teve vários inícios, mais especificamente ao finalizar/iniciar um em 2008 e outro em 2010. Nesse caso, são ciclos evidentes de 2 em 2 anos.  O destino me levou a trabalhar com crianças entre 2010 e 2012, o que fez e faz toda a diferença em minha vida.

Intuído pelas datas de 12 e 21 decidi iniciar uma vida nova, real, antecedida por um forte ato simbólico. Escolhi renascer através da sequência Crística de crucificação, morte e ressureição, conforme é ensinado nas sociedades iniciáticas. Decidi praticar um ato de grande simbolismo e impacto emocional: enterrei minha carreira de 32 anos em caixas, túmulos/caixões.

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Para seguir ao encontro do próximo estágio de vida, visualizei a mudança mentalmente, e em seguida pratiquei um ritual de morte física. Nesse caso, o enterro de quem fui não é apenas um ato meramente simbólico, é real. Saber que meu EU anterior está enterrado é um ritual poderoso. Confesso que não há muita diferença entre literalmente saber que o passado “está lá” ou deixá-lo dentro de um caixão para apodrecer. Literalmente, queimar todo o material seria um ato extremamente rebelde e um tanto despropositado, mas nada, nada mesmo, impede que eu venha a fazer isso. Após ver as caixas cheias com mais de 3 décadas de alegrias, lágrimas e suor empacotadas, me senti transmutado e livre, pronto para o novo.

 

 

 

 

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Conversas diárias com DEUS.

Não conduzo minha vida, quem a conduz é DEUS.

Não me rendo perante às dificuldades, mas me sinto muitas vezes cansado. Nessas horas, lembro de uma grande amiga que diz: “Entregue e Confie”. Essa é uma grande verdade: entregar-se é um ato de total confiança no bom “julgamento” do destino. Entregar não significa desistência, mas confiança de que o resultado vindouro será o melhor para todos.

Confiança ilimitada seria excesso de confiança? Nós somos os piores julgadores de nós mesmos: ou nos excedemos em elogios e críticas aos “outros”, ou nos desmerecemos. E como saber de que “lado” estamos, se Deus, afinal de contas, é por todos, pois somos todos filhos Dele? Essa é uma questão que frequentemente volta à baila. Talvez, o julgamento de “certo” e “errado” não nos pertença, nem a juízes, nem às leis. Até mesmo por uma questão de sobrevivência mental e cultural da “espécie” nos apegamos a esses julgamentos: de que os “outros” são maus e nós “bons”. E isso gera dos pequenos aos grandes conflitos mundiais. Mas não somos todos filhos de Deus? E Deus tem filhos maus? Será que ele mesmo não deixa com que nós mesmos, e nossas energias resolvam a questão, sem qualquer ingerência? Isso posto, sem julgamentos sobre a fé, religião, ou filosofia que você segue.

Na maior parte do tempo, eu confio.  E o tempo, como senhor da razão, me mostra as falhas e as decisões corretas após alguns anos, às vezes décadas. Não vejo o dia-a-dia como rotina, pois espero, e realmente ocorrem, tantas surpresas, que cada dia tem o seu próprio espectro de variáveis. E todas nos conduzem a tomar decisões e essas escolhas nos levam a novas experiências, para que possamos viver ainda mais novas e mais amplas oportunidades. Enquanto agradeço a DEUS, por estar de pé de novo, aproveito e renovo a esperança no amanhã para viver o hoje com intensidade sincronística. Literalmente, o melhor a fazer é confiar.

O ato da entrega te submete todinho à ação do “acaso”, que “por acaso” não tem nada de “acaso”.

2013 será um ano de colheita do que foi plantado em 2012 e até bem antes, décadas inclusive. O que foi plantado neste ano estava escrito, ou “pré-plantado”. Sempre esteve “aqui”, como consequência de decisões tomadas anteriormente, no “ontem”, “hoje” e “sempre”. Desejo, sinto,pressinto e quero que minha vida mude radicalmente em 2013. A energia que habita meu corpo precisa de mais espaço, talvez de um “novo corpo”.  Necessito que o que foi plantado se manifeste intensamente. Segui o fluxo da vida, me atirei de cabeça e segui confiante. Nada tenho a temer. Nada tens a temer. “Entregue e Confie!”.

Suas decisões são regidas pelo medo? Pela mágoa? Por fraqueza ou pelo desejo de ser o dono da situação?

Perdoe, reze, mentalize e agradeça pelas conquistas e “fracassos”.  Agradeça pelos conflitos e desafios, pelos amores e pelas dores. Depois, e com a devida compreensão, libertado das amarras, você renascerá.

Repórter: “Devemos conversar com DEUS o tempo todo? Dê um exemplo do que você quer dizer com isso.”

Donald Walsh: “Você nunca pegou um telefone para ligar para alguém e essa pessoa já estava na linha? Ao dirigir, nunca pensou que nada faz sentido na sua vida e na rádio toca uma  música que fala diretamente a você? Ou quando uma pessoa entra em sua vida, aparentemente do nada, e você fica pensando como pôde viver sem ela? Tudo isso é DEUS.”

Donald Walsh, autor do livro Conversando com Deus.

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O seu mundo é uma criação mental.

Essa é um dos segredos das sincronicidades: elas se manifestam porque você as cria. Elas piscam como faróis, para que você mesmo “se” avise qual é a melhor decisão que o seu próprio Eu, ou o seu DEUS interno já escolheu. O Deus interno tudo vê e percebe sem amarras, enquanto você vê e julga. Mas o absurdamente incrível dessa história é que uma escolha sua pode ser derivada de decisões de terceiros, quartos e quintos espalhados pelo mundo, que não se sabe o por quê, têm ligação contigo, inconsciente. O resultado de uma ação, mesmo sem intenção, de um desconhecido afeta diretamente a sua vida porque estamos todos ligados através do tempo-espaço. Essa conecção misteriosa te conduz à real felicidade.

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Pai, cão e filho.

Contarei alguns casos, uns de 2008 e outro da semana passada.

Havia um personagem, menino, na série de TV, LOST, chamado Walt que conversava com bichos e pressentia coisas. Discutindo com o pai, Walt reclamou: “Você nem sabe o dia em que eu nasci!”. E o pai respondeu: “Claro que sim, foi em 28 de agosto!” Bem, 28 de agosto é o dia e mês em que nasci. Tomei um susto. O garoto era uma espécie de sensitivo. Como um epissódio de um seriado escrito há anos fala comigo HOJE de uma data que se relaciona contigo, no exato momento em que essa pessoa (eu) estava disponível em frente a TV? Isso provaria algum determinismo?

Logo depois ocorreu outra sincronicidade na mesma série: O personagem Hurley foi conversar com uma taróloga em busca de respostas. Quando ela abriu o jogo de cartas, era o mesmo jogo que eu tenho, um tarot especial, diferente dos tradicionais. Só tinha dois jogos em casa e um deles era esse.

No início de 2008, faltava 250 ou 300 reais para saldar uma dívida. O cheque que eu havia depositado iria bater sem fundos. No dia seguinte, de manhã, quando tiro o extrato, estava tudo bem, a conta zerada sem dívidas! O dinheiro que faltava surgiu do “nada”. Fui checar dias depois e era o pagamento de direitos autorais feitos naquele exato dia. Esses pagamentos podem levar até mesmo um ano para acontecer – se acontecerem. No outro dia, eu só tinha 60 reais para pagar 2 contas e depois de quitá-las, ficaria sem “nada”. Após pagá-las, decidi ir à uma casa lotérica. Reparei que os números da dupla sena eram os mesmos que eu sempre jogava: eu tinha ganho 60 reais, exatos.

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Neste final de semana, em novembro de 2012, tive que fazer uma prova em outro bairro. Ao procurar o endereço, me deparei com uma sequência de três ruas muito significativas: Coração de Maria, Getúlio e José Bonifácio, a última no bairro de Todos os Santos (obs: mesmo que por brincadeira, pensemos que não era apenas UM santo, mas TODOS juntos!).

José Bonifácio.

Como já escrevi em outras oportunidades, estudo muito a história brasileira, principalmente a partir da chegada da Família Real ao Brasil em 1808. José Bonifácio foi uma personagem histórico de fundamental importância, inclusive para a nossa Independência. Retornei a esse bairro da prova, após quase 2 décadas. Eu frequentava na própria rua Coração de Maria, ou próximo a ela, um dos núcleos da Gnose no início da década de 90. E em 1996, como já relatado neste blog, vivi uma experiência com a Nossa Senhora de Fátima em Portugal.

Coração de… Maria.

Caminhando em direção à rua, meu irmão me liga para dizer que estava em uma praçinha com a filha e que acabara de ouvir um pai chamar o filho: Gael! Esse é o nome do meu filho, recém-nascido. Parecia um ótimo sinal. E no trajeto à José Bonifácio, uma pessoa acena e se aproxima. Era um músico, que não via há tempos.

“Nem acreditei que fosse você. Eu moro nesta rua. Que coincidência! Acho que a gente não se vê há 8 anos.”

Senti que o encontro não havia sido à toa e aguardei por alguma intuição. Contei para ele que estava de volta à rua após quase duas décadas e acrescentei que havia sido pai recentemente. Contente, ele me apresenta a esposa. Começo a  sentir a intuição mais forte, quase pulsando, e após um preâmbulo sobre “coincidências” e Deus (eles disseram que são evangélicos) olho bem nos olhos dela e pergunto: “Você está grávida, não é?”

Ela se assusta um pouco, e confirma: “Há 2 meses… Como você sabe?”

“Nos reconhecemos após tanto tempo, porque estamos em sintonia e só poderia ser por causa da chegada de crianças em nossas vidas. Esse é o poder de Deus”, respondi.

É preciso convicção para dizer essas coisas, certamente. Só não acrescentei à questão, a pista do número 28, uma constante em minha vida.

2 meses de gravidez e 8 anos sem ter encontrado o “futuro” papai.

Obs: Havia me esquecido: a sala da prova era D208

Somos Especiais.

Anteontem perdi na rua, documentos, não muito importantes, mas os perdi. Não os retive conscientemente nas mãos e eles se foram. Não me senti culpado ou inconsequente, apenas percebi a falta deles e os procurei, mas não os vi mais. Se foram porque se foram, simples. Mas graças a DEUS, essa perda me alertou – mais uma vez – e me intuiu que é preciso focar. O mundo não pode e nem conseguirá me derrotar. O único responsável pela derrota sou eu.

O recado foi dado: preciso reduzir as tarefas. Não é uma questão de ter ou não prazer em fazê-las, é mais simples: administração da própria vida, para quando surgir o imponderável, que eu consiga administrá-lo, sempre sob as graças de DEUS. Cumprir nossas obrigações de peito aberto, para alcançarmos mais entendimento e completude.

O budismo nos orienta a não nos envolvermos em questões que não nos pertencem, que são alheias à nossa realidade. Isso não nos torna menos humanos, mas mantém o foco em nossas missões para que completas, possamos auxiliar a quem quer que seja, dentro de nossas possibilidades. E nunca fazendo pelos outros o que eles não fazem por si mesmos. Para minha geração, “não se envolver”  era uma atitude alienada, mas hoje espiritualmente tenho outra visão, bem diferente.

Por exemplo, eu não assisto muita TV; não escuto rádio; não sei o que está na parada de sucessos; não conheço os novos atores das novelas; não uso muita rede social na internet e não acompanho o noticiário. De certa forma, me alienei do mundo mas não perdi quase nada. DEUS nos fornece as experiências necessárias, não precisamos procurá-las: o que nos pertence virá até nós. Não se preocupe.

O que não te serve cai de podre, dá espaço a coisas boas e realizações em todas as áreas.

Minha vida hoje é muito melhor do que a de 2 anos ou de 4 anos atrás. Muitas das coisas que conquisto hoje tiveram inicio em fatos e escolhas lá atrás. Tudo é consequência de escolhas, de como você percebe e valoriza o mundo.

Mas somos especiais em um grupo de especiais.

As pessoas que têm a mesma faixa vibratória se encontram para terem experiencias conjuntas que prenunciam uma mudança coletiva externa de grande alcance.

Estou cansado não nego, do convivio com pessoas que não me acrescentam nada.
E o que faço? Peço à Consciencia Universal que me apresente as pessoas com as quais devo ter experiências fundamentais para o nosso crescimento. É o que tem ocorrido comigo há 2 anos, há apenas 2 anos.
Antes minha vida era outra, era bacana, mas diferente, hoje não me serve mais, eu tinha noção do que queria mas era “noção”… Hoje está cada vez mais claro.
As peças do jogo foram postas à frente e eu jogo.
O jogo está em andamento e as energias se adequando.
Estou focando em objetivos pontuais.

Hoje não posso mudar radicalmente algumas situações para melhor, mas mentalizo que o Universo me inspire para tomar as decisões certas e libertar nossos karmas, nos unirmos em prol do bem e do amor.

Neste dezembro de 2012 farei a faxina das faxinas de toda uma vida.

E sinto em todo o meu Ser, que o momento chegou para todos nós.

A SINCRONICIDADE FRANCESA.

Há algumas semanas ouço reclamações das mães dos meus alunos sobre um determinado colégio carioca, tanto pelo valor da mensalidade como pelo ensino a desejar. Os filhos já estão fazendo provas para outros colégios e fica claro que 2013 separará amiguinhos de turma e os lançará em uma das grandes experiências da vida.

O curioso sobre a sincronicidade é menos a sua previsibilidade, e mais a sua percepção “muito própria” da “realidade”. A sincronicidade nos propõe que não há passado, presente e futuro. Einstein acreditava em uma linha contínua que unia passado e futuro, decerto uma visão cartesiana. Hoje poderíamos imaginar essa “continuidade”, não como um continuum espaço-tempo, mas como “realidades paralelas”. A realidade que escolhermos será a que se manifestará.

Semana passada comprei uma revista sobre as Invasões Francesas. Subtítulo: “Planos secretos, conquistas e fracassos”. Estava dando continuidade sincronística a um fato ocorrido há algumas semanas e abrindo as portas para mais sincronismos.

Hollande e Dilma

Nós, os brasileiros, e ainda mais os cariocas e os maranhenses, têm uma forte ligação com a França, vide a fundação da França Antártica em 1555 na Baía de Guanabara e da França Equinocial no Maranhão em 1596. Documentos históricos provam que o rei Luís XIV (1638-1715) autorizou que corsários furtassem embarcações e ocupassem os portos de nações inimigas, no caso, Portugal. O rei francês desejava conquistar o Rio de Janeiro em 1762 e cá estabelecer um vice-reinado francês no Brasil e quase ninguém sabe disso.

Síncroni

Há pouco mais de um mês, saí com um amigo e uma amiga francesa, que conheci há pouco tempo. Ela é da Córsega, terra de Napoleão. Curiosamente, a primeira francesa que conheci é da terra do corso, que indiretamente, muito influenciou a história do Brasil. Fomos a um bar de rua e sentamos do lado de fora. Nesse encontro, ganhei de presente um boneco de extraterrestre, apelidado de “Síncroni”, este mesmo aí, na foto em questão. E só para citar: a amiga francesa não “acredita” em sincronicidades… Porém, ao nosso lado na rua, sentado em outro banquinho, um senhor bêbado começou a reclamar da França alguns minutos após começarmos a conversar: “Morei dez anos naquela porcaria. Os franceses têm que morrer!”. Sincronicidade ou acaso?… Ao escolhermos um determinado dia e hora, ao nos sentarmos, sem saber, ao lado de alguém que “aleatoriamente” havia morado na França e que expressava a sua indignidade alcoolizada aos brados, a sincroniciddae foi feita aos olhos do nosso boneco, o “Síncroni”.  A probabilidade dessa “coincidência” ocorrer, pode-se prever, é muito pequena. Mas a francesa não deu o braço a torcer.

Córsega.

Uma ou duas semanas depois, fui à praia com outras duas amigas. Do nada surgiu uma moça francesa que nos pediu para olhássemos a sua filhinha durante um tempo, em um banco de praia, para que ela trocasse a roupinha da menina, que nos olhava encantada, com sorriso sedutor de criança esperta e curiosa. “Ela é quase carioca”, a mãe disse com forte sotaque, “ela veio para cá com dois meses de idade”. Logo depois, a mãe e a menina partiram, nos deixando uma forte impressão de que o encontro fortuito “não havia sido à toa”.

 

Hoje, no dia em que escrevo este texto, sexta de manhã, uma vizinha amiga me liga para falar do ensino inadequado de um famoso colégio católica da zona sul carioca. E como não poderia deixar de ser, ela quer que a filha inicie 2013 em um outro colégio com uma pedagogia mais ampla e que estimule a criatividade e o pensar, e não que imponham à sua filha, uma didática incorreta.

“Precisamos de ensino gratuito de qualidade”, afirmou indignada e eu corroborei.

A amiga falou que as mães que ela conhece, de boas famílias cariocas, reclamam do ensino, mas não retiram os filhos do famoso colégio pela praticidade e proximidade e principalmente, pelo status que o nome da instituição proporciona aos mesmos.

“Minha filha já fez prova para a escola X e passou”, ela me disse. “Não quero apenas o “melhor” para ela, mas que ela se torne uma cidadã independente e consciente.”

Essa vizinha é descendente de franceses vindos da área da Alsácia-Lorena, famosa por ser um local de “passagem”, desejado pelas nações limítrofes. E certa vez, quando ela esteve em Paris, pedi que gentilmente fizesse para mim, uma prece e um pequeno ritual de mentalização próximo ao túmulo de um grande personagem histórico: Napoleão. Isso bem antes de eu ter conhecido a francesa da Córsega.

Alsácia Lorena

Enquanto eu falava com a amiga ao celular, decidi ir a uma loja perto de casa, para saber se haviam encontrado um pacote que eu perdera no dia anterior. Mal a ligação da amiga terminou, ao meu lado, havia uma moça que falava com algum sotaque: era francesa. Ela me disse que está no país há dez anos e que é natural da Bretanha.

Bretanha, região separatista.

A francesa da Bretanha aguardava a filha para levá-la ao colégio.

“A escola X”, a francesa me disse.

Era a mesma escola que a amiga, descendente de franceses, me falava há menos de dez minutos.

Como escrevi anteriormente, os encontros em nossas vidas, dependem, também, de nossas escolhas, que podem ter sido sido feitas, quem sabe, há séculos. Isso se você acreditar em vida além da morte. E os encontros indicam escolhas, inclusive para sua vida. Você precisa ser francesa, descendente ou não, e mãe para querer o melhor para você e os seus? Você privilegia o estudo que te faz evoluir ou o status e a aparência sem conteúdo?

As pessoas têm medo da ousar e admiram a ousadia dos vencedores. A maioria tem medo da liberdade e clama por liberdade. A elite local endeusa o ensino dos países estrangeiros, que dizem, é o mesmo para todos mas não querem ver aqui no Brasil, os sem-privilégios, educados de igual para igual.

Ser um “ser espiritual” nos cobra um pedágio simples: pratique a sua FÉ. Isso não quer dizer abusar de radicalismos excessivos, mas praticar a fé diária em todos os aspectos da vida.

Essa é a lição francesa expressa na própria bandeira: Liberdade (Liberté), Igualdade (Égalité) e Fraternidade (Fraternité). Tanto faz a ordem ou a sinceridade dessas palavras: quem tem que fazer a diferença é você, inspirado – ou não – pelas sincronicidades.

Curiosidade: França Antártica em 1555 na Baía de Guanabara (ver análise do mapa no site de astrologia Constelar: http://www.constelar.com.br/constelar/165_marco12/rio-de-janeiro.php)

Sincronicidades de 27 de SETEMBRO a 6 de NOVEMBRO de 2012.

As sincronicidades não cessam, e te acompanham diariamente. Se eu tentasse escrever um livro de relatos sincronísticos a cada seis meses, mesmo assim eles estariam velhos em um passe de “mágica”. As sincronicidades são mais ágeis do que este teclado: elas se multiplicam em número e qualidade a cada instante. Questões de pelo menos 15 anos de minha vida estão sendo sanadas e encaminhadas em apenas um ano: 2012, o ano das resoluções.

Neste texto de hoje, por uma questão sequencial, dou continuidade ao texto anterior “Razão de Alegria”, sobre o nome do meu filho, Gael, antes dele ter encarnado a 28 de Setembro de 2012.

Desculpem-me pelo longo texto. Digito incorporado pela força do amor.

Quem leu meu livro “Mágica Vida Mágica”, deve se lembrar de que várias sincronicidades me indicaram, muito claramente, de que haveria um encontro futuro com a capital do país, Brasília. Relato várias “coincidências” muito poderosas que me conectavam à figura do Presidente Juscelino Kubitschek, fatos ocorridos entre 2006 e 2008. Em 2008, eu nunca teria imaginado que essa ligação me indicava que eu seria pai de um brasiliense em 2012. O preâmbulo ocorreu em 2009 com dois encontros fundamentais: com a mãe do meu filho em Brasília e o encontro com o médium Waldo Vieira em Foz do Iguaçu, que pouco conversou comigo, mas muito me disse.

Perto da data do meu nascimento, no dia 27 de Agosto de 2012, Waldo Vieira “recebeu” alguns artistas americanos “desencarnados” (linguagem espírita) que cantaram a canção Sealed With a Kiss. Se quiserem ler este texto daqui em diante, ao som desta canção, estejam à vontade. Sintonizem-se.

No dia do meu aniversário, 28 de Agosto de 2012, conforme texto publicado anteriormente neste blog, as sincronicidades ocorreram uma após a outra, e cada uma mais singela do que a anterior. Reproduzo uma passagem:

“À noite, em casa, um amigo médium me liga para dar os parabéns. Tava na cara, que era só um preâmbulo. Já devo ter escrito sobre esse amigo, que anos após o desencarne de minha mãe, ele a viu aqui na sala de casa, muito chateada comigo, porque eu ainda estava triste porque ela havia partido. O engraçado é que mamãe era católica (e ainda deve ser) e não acreditava em vida após a morte. O amigo me falou que já estava há um tempo querendo me transmitir algumas mensagens, mas que havia aguardado um pouco, para eu terminar um trabalho recente, e não me atrapalhar.  Era uma mensagem de mamãe (desencarnada há 6 anos). “Estou muito orgulhosa de você, meu filho. Você está fazendo a coisa certa, gosto muito de vê-lo junto ao seu irmão. Mesmo que suas decisões não sejam compreendidas, saiba que você soube ouvir e seguir o caminho certo. O tempo sanará as coisas. Tudo dará certo, já deu certo.””

No dia 27 de Setembro de 2012, no final da tarde, entreguei um trabalho à uma editora no bairro de Copacabana no Rio de Janeiro. Fomos eu e o designer do livro juntos. Os profissionais que nos atenderam, que não conhecíamos, nos disseram que jogam bola com os donos de um estúdio de gravação, onde eu havia trabalhado no mês anterior. “Mundo pequeno”, ri da situação. Como também estávamos falando de música citamos dois artistas. Descemos da editora, eu e o designer e fomos tocar uma coca-cola em um botequim do outro lado da rua. Havia uma máquina de jogo e um monitor: ambas as bandas que citamos na editora, na mesma hora, ali no bootequim.

Quando chego em casa à noite, recebo o recado que meu filho nasceria no dia seguinte de manhã, na manhã de 28 em Brasília, exatamente um mês após o meu aniversário, e menos de 20 horas após ter finalizado um longo trabalho que me consumiu durante meses. Era o fim de um ciclo dando início a outro, em oitavas mais elevadas.  Tudo sincronístico, tudo matemático.

 Até aquele momento eu não tinha certeza de que meu filho se chamaria Gael, mas no meu íntimo eu sabia que esse nome havia sido escolhido por Deus,  por causa do que foi relatado no texto “Razão de Alegria”.  E quando Gael “avisou” que encarnaria no mesmo dia 28 (leiam postagens anteriores sobre a importância deste número em minha encarnação), meu coração se encheu de amor. Tive a certeza de que a chegada de meu filho no planeta marcaria a morte do “meu” Eu anterior, algo que desejei ardentemente, e que finalmente se realizaria. Há noite, ao tentar dormir, tenso, minha cama e meu corpo tremeram sob um raio de luz que se materializou em meu quarto atingindo meu peito. O calor aumentou desproporcionalmente e a cama foi sacudida. Quando emprego os olhos espirituais, senti a presença materna desencarnada há 6 anos, ela estava feliz e me deu suporte nesse momento tão importante. “Estarei ao teu lado, meu filho”, a energia vocalizou.

Acordei muito cedo, sem ter conseguido dormir. Consegui resolver várias questões em tempo recorde para poder viajar no dia 28 de Setembro, pois meu filho não nasceria em minha cidade. Um grande amigo me ligou oferecendo ajuda e estrutura, nem precisou, mas a conecção e o carinho dele ajudaram muito. Ele se comunicou comigo por intuição, me dando forças em um momento em que eu estava praticamente sozinho. Liguei para meu irmão várias vezes, pois ele havia prometido ir em casa na manhã do dia 28, mas ele não dava notícias. Precisava avisá-lo da viagem, mas ele não atendia aos telefonemas. No aeroporto, encontro uma das famílias para quem dou aula… Estranha e improvável coincidência. Esse foi um dos primeiros recados do mundo oculto.

Na hora “H”, entrei no avião, e em meu assento, o celular tocou: uma amiga me liga chorando para me avisar que minha mãe estaria comigo no hospital. Ela confirmou o recado recebido de madrugada. Chorei muito, bastante emocionado e pouco a pouco me senti envolto por um abraço e carinho celestiais para que eu não desabasse antes da hora. Pergunto pelo celular se meu filho havia nascido: ele havia encarnado às 9h47 da manhã enquanto eu estava na fila de um banco, pagando pela passagem e hospedagem. Já no avião, que ainda não decolara do Rio de Janeiro, o celular toca mais uma vez: era meu irmão. Ele estava em um hospital, na emergência. Naquele momento, supliquei a Deus para que Ele não levasse o meu único irmão, para em troca, me dar o meu primeiro filho.

Já em Brasília, na maternidade, segurei meu filho em meus braços. Senti minha vida toda fazer sentido, ter enfim chegado o grande momento, à razão de ser e de estar neste planeta. Agradeci  a oportunidade, agradeci à mãe, que dormia, por ter-lhe dado o corpo físico. Meu bebê não abria os olhos, estava em sono profundo. Senti-o, tão leve e desprotegido, mas tão forte ao mesmo tempo. Não desabei, o que seria natural, mas senti que havia alguém comigo, alguém me amparando naquela sala… Os exames prévios haviam detectado a possibilidade dele ter nascido com rim policístico. Isso preocupava a todos. Então, ouvi uma voz ordenar: “Pouse sua mão sobre ele que vamos operá-lo” e foi o que fiz. À noite, o médico confirmou que o menino não tinha mais nada.

Gael, primeiras horas de vida.

No dia 2 de Outubro, rezei em algumas igrejas, incluindo a Catedral de Brasília, que tem uma vibração muito poderosa, e agradeci pela cura do meu filho.

Na Igreja de Dom Bosco, reparei em uma imagem que estava com um cajado. Me aproximei. O anjo do Gael é uma Virtude: categoria angelical, cuja atribuição é orientar as pessoas a respeito da sua missão e cumprimento do karma. Raphael é o Príncipe das Virtudes, auxiliador dos trabalhos de cura. Raphael deverá remediar os males da humanidade. Ele é representado por um Anjo segurando um bastão.

Bastão.

Quando estava na Praça dos Três Poderes, no dia 2, reparei em um discurso de Juscelino, estampado no monumento: era do mesmo dia, 2 de Outubro, só que de 1956. Mais “coincidências”…

2 de outubro.

No templo da Legião da Boa Vontade, vi as cartas do tarot de Brasília e as associei aos locais. Foram respostas intensas.

A Carta 1 – O Mago – O Congresso.

A Carta 5 – O Papa – A Catedral.

A Carta 12 – O Enforcado – Juscelino.

A Carta 13 – A Morte – O Mausoléu de Juscelino.

A Carta 20 – O Julgamento – A Praça dos Três Poderes.

A Carta 1 – O Mago – O Congresso.

Em seguida, ainda em Brasília, tirei o CPF do Gael e o número 28 estava lá, presente. Na saída, vi um táxi por perto, cujo número era 28.

Táxi 28.

Retornei ao Rio, na primeira semana de outubro. Um amigo de Manaus, que estava de passagem na cidade, marcou um encontro. Antes de encontrá-lo, um outro querido amigo, carioca, me liga para perguntar sobre o meu filho. Esse amigo é um médium que viu minha mãe desencarnada e que transmitira mensagens recentes dela, antes do encarne do Gael. À espera do amigo de Manaus, o amigo carioca se emociona com o nome do meu filho, que é também o nome de um filho dele: Gael. Eu não sabia… A gente se conhece há uns 15 anos, creio, e nunca imaginaríamos que a vida nos ligaria dessa forma… Ele começou a chorar ao telefone e eu contive as lágrimas do meu lado.

O amigo de Manaus chegou ao encontro, logo depois do telefonema, e me apresentou uma amiga, outra viajante cósmica. À noite, nós três, em um restaurante, vivemos uma forte experiência mediúnica. Eu e meu amigo já temos um histórico de juntos, aumentarmos o número de sincronicidades. Ao nos juntarmos à viajante cósmica, a bobina só faltou explodir.

Pouco tempo depois, meu amigo de Manaus tornou a ligar, já em Manaus, para dizer que decidira vir morar no Rio, após uma série de reflexões e intuições poderosas. Como ele tinha como fazer essa mudança em pouco tempo, por ter a estrutura necessária para isso, ele simplesmente comunicou à família e no trabalho que mudaria. O gerente da agência bancária do Rio para onde ele virá, “por acaso”, reside no mesmo prédio da amiga viajante cósmica. No mínimo, uma “coincidência” absurda. E quando ele me liga no dia 21 de outubro, para me contar essa história, começou a cair um pé d´água no Rio, logo após eu assinar uma procuração para resolver uma questão pessoal e no mesmo horário no qual uma ativação/mentalização mundial estava ocorrendo, sem que nós dois soubessemos.

Horário da ativação: 22:30 BRT outubro 21 ª (Rio de Janeiro)

Entre o final de Outubro e o início de Novembro, voltei a um supermercado perto de casa, para trocar latas de leite em pó que havia comprado para o meu filho. Próximo ao balcão com a nota fiscal em mãos, uma atendente chamou a outra: “Lindalva!”.

Esse era o nome de minha mãe. Gelei! Mamãe está de certa forma, presente, de olho em tudo o que se relaciona ao netinho.

No sábado dia 3 de Novembro, sem motivo “aparente”, cismei de ver no You Tube o diretor Martin Scorcese falando sobre o diretor brasileiro Glauber Rocha. Deveria fazer outras coisas “mais importantes”, mas não conseguia. No domingo dia 4, de manhã, conversei com um amigo sobre Glauber ao telefone. Prosseguia desatento, sem foco e desci para fazer algumas compras necessárias para casa, na verdade para minha saúde: um travesseiro ortopédico e um colchão. Minhas costas e meu braço estão me “matando” e eu sempre ocupado em pagar contas, desleixado da saúde. Decidi agir. Voltei da rua no finalzinho da tarde, liguei a TV e o computador para trabalhar. TV, hoje em dia, serve na maior parte dos casos, para não me deixar com sono, mas eu não faço muito esforço para assistir alguma coisa. Tentei, mas quando chegou a hora do Fantástico, literalmente não aguentei mais. Me perguntei: “Sou tão alienado para ver isso?”. Como a resposta foi não, mudei de canal. Futebol, nunca e segui em frente. Há coisa pior e mais máscula do que futebol na TV no domingo? Digitei o canal 82 para ver se havia algo útil no History Channel (nunca vejo a programação, me deixo guiar pelo acaso, sempre). Atenção: 82 ao contrário é 28 e esse é um canal sobre história, “sincronicidade” que rege a minha vida.

Digitei 82 errado e “sem querer”, caí no canal 8, TV Senado (de Brasília) em que estava sendo exibido um documentário sobre Glauber Rocha. “Pressinto a morte como Castro Alves”; “Tenho medo de ficar triste como gado berrando sob o sol” (Antonio das Mortes); “Estou no começo da vida mas não sei se resisto”, ouvi.  Para mim, era a própria morte do “meu EU” anterior.

Fui “tentar” dormir na segunda dia 5 de Novembro, e fiquei horas rolando na cama. Ao conseguir, quase dormir fui transportado através de um sonho onírico: estava sentado em um banco de pedra, em forma de trono, que existe mesmo, no qual costumo meditar, na Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro. Não estava propriamente dormindo, pois me sentia consciente, entre acordado e sonolento. Esse banco havia se transmutado em um trono de ouro puro, muito brilhante que emitia a energia de um imã poderoso. O trono resplandecia com fortes raios de luz dourada à beira da Lagoa, que deixavam meu corpo refletindo o dourado de uma coloração muito mais real do que seria em nosso plano. Foi uma visão linda. Os 4 elementos da natureza comungaram ao pés da Lagoa, ainda envolta pela escuridão da madrugada. Ao virar o rosto à esquerda, vi, mais acelerado do que o usual, entre as montanhas, o sol nascer majestoso, com raios expelidos de sua auréola. Então, ao virar o rosto para a frente, o número oito, surgiu pairando em pleno ar. Um raio elétrico, azul, corria pelas suas curvas. Quando as duas eletricidades vivas se encontravam no centro do 8, a luz faiscava, como uma solda elétrica, em forma de explosão em um amarelo vivaz.

Na verdade, o número era uma lemniscata: o “oito deitado”, o símbolo do infinito. Adotada por diversas linhas espirituais, ela simboliza, para os rosa-cruzes, a evolução quando observada de dois lados: o fisico e o espiritual. Um dos anéis de lemniscata é a jornada do nascimento à morte, o outro da morte ao novo nascimento. O ponto central é considerado o portal entre os dois mundos.

O oito refulgente começou a girar em seu eixo central até se tornar um círculo de fogo, de luz e ouro.

Acordei com uma sensação indescritível.

 

A cada novo mês, me desconecto mais de quem fui há 50 anos, a minha idade física atual na Terra. Meu corpo está sendo transmutado para uma nova realidade na qual o personagem, a persona anterior não tem mais função. É um processo bastante conhecido, mas pouco vivido, e bastante lido em textos dos livros iniciáticos. Nossos corpos estão sendo preparados para assumirmos novas missões que prosseguirão com amor em 2013.

Desfrute dessa oportunidade de transmutação.

 

Abro meu coração e vida para os leitores sem receio de julgamentos (Carta 8). Descarregue o peso extra que curva seus ombros e abra-se ao jogo da vida, compreenda o andamento das peças, e encontre a plena liberdade com a consciência plena.

Dê chance às sincronicidades, permita que elas se comuniquem contigo. Elas serão a Tua voz interna em comunhão com o Teu Eu, não com o Eu do Ego, mas através do Eu da Consciência Plena e assim Você Será somente e apenas UM, em estado de comunhão, uno com o universo.

RAZÃO DE ALEGRIA

Provavelmente o nome do meu primeiro filho, que nascerá daqui a algumas semanas será GAEL, um nome escolhido pela mãe, que significa “razão de alegria“ e segundo pesquisa na internet, Pégasus, o cavalo alado.

Desconfio da data em que o menino nascerá, mas creio ser mais um desejo do que uma profecia. Mas talvez a data mais importante não seja o dia e o mês do nascimento, mas o ano: 2012, tempo de profundas transformações, urgentes e radicais.

 A encarnação desta criança ratifica uma profunda transformação que vem ocorrendo há anos, décadas. Como o nosso tempo não é o tempo do universo, pretensamente achamos que certos fatos se desencadeiam  de forma muito lenta. Mas o que são os nossos desejos em relação a supernovas e galáxias?  No dia que conheci a mãe da criança soube, no mesmo segundo, que ela seria a mãe de nosso filho, assim como foi evidente que ele deveria encarnar em 2012. Era evidente que a sua encarnação não poderia ser protelada e que fomos escolhidos para sermos “os pais” do pequenino GAEL.

 E quem nos ajuda quando tudo parece estar a nosso favor ou contra nós?

 A sincronicidade em nome de Deus.

Na semana anterior, participei de uma leitura de tarô esclarecedora e reconfortadora.

Ficou claro que a energia renovadora de 2012 é fruto de uma mudança planetária, geracional: a mudança das mudanças. A desconstrução desse mundo velho, pré-2012, nos diz que antes havia paz e que agora há caos, mas há ordem e resolução em 2012; a impressão até pode nos dizer que tudo ocorre à toa, mas cada pequeno detalhe, ou “acaso”, ou “coincidência” é planejado; o racional nos diz que está errado, mas tudo está… CERTO.

 Desde ontem à noite vários sinais se pronunciaram.

 Procurei uma fita de vídeo entre dezenas (sim, eu tenho muitas desde os anos 80) amontoadas em gavetas e gavetas, caixas e caixas. As fitas atravessaram os anos 80, 90 e cruzaram o milênio até hoje, 2012. Quando as vi amontoadas do lado de fora, pensei por que deveria guardá-las de volta, se após tantos anos, eu prosseguia sem assisti-las. Lembrei de um fato ocorrido há apenas um dia: perdi quase uma hora ao procurar um simples objeto na sala e após todo esse tempo não o encontrei. Quando há coisas demais no caminho, que nem uma simples organização consegue dar jeito, é porque é chegada a hora de simplificar: olhei para as fitas de vídeo e selecionei 1/10 para guardar. Joguei fora a maioria sem pensar duas vezes. O ambiente ficou mais leve, mas essa leveza precisa estar unida à compreensão de como nos desapegamos do peso extra, com ou sem sentimento de culpa, com ou sem mágoas. De coração, gostaria que GAEL encarnasse sem “peso espiritual desnecessário”.

 Após dispensar as fitas de vídeo, desci para dar uma volta na rua de manhã, e deixei que o destino me guiasse. Olhei para o relógio na rua: 28 graus a 11:31 da manhã. 28, o dia em que nasci e 31, o dia do meu irmão. Dobrei na rua à direita: uma arte pintada na parede de um prédio exibia um número 28.

Segui adiante, e intuí que deveria permanecer durante algum tempo em uma praça perto de casa, na qual eu havia feito um ritual há dois dias. Sentei no banco e olhei para o monumento à frente, em forma de embarcação. Havia várias crianças no local, que brincavam no outro lado da praça. Muito jovem, eu tinha receio de subir nesse monumento. Me lembro que eu o achava muito, muito alto para escalar. Hoje, adulto, está longe de ser um desafio. Há dois dias, na praça deserta, subi na proa da embarcação esculpida no monumento, e de pé, proclamei com todo o coração, olhando à frente:

 

“Nesta embarcação, que conheço desde criança, olho em direção ao futuro, estando aqui e agora no presente. Deixo o passado para trás, encarnado neste mundo, e proclamo em alto e bom som que sou eu o comandante do meu destino, o capitão e o responsável pela embarcação de minha própria nau chamada vida. Sendo assim, nada pode me afetar. Que as ondas nunca derrubem a minha sustentação e  equilíbrio em mar bravio. A compreensão do antes e do depois me dá segurança e me protege em nome da sincronicidade e de Deus.”

 Assim que lembrei desse ritual, feito sem planejamento, como que brotado do nada, ouço uma menina chamar uma criança, bem novinha: GAEL!

 Virei o rosto em  sua direção e meus olhos marejaram. As crianças seguiram em direção ao monumento, bem à frente  e o escalaram, sentando-se em tudo quanto era lugar vago. GAEL ficou de pé na mesma posição em que fiz meu ritual há dois dias. Nenhuma criança das várias que lá estavam, ficou em pé no mesmo local ou olhou à frente, daquele mesmo ponto. Uma sensação de reencontro tomou conta de mim, como se estivesse ouvindo a voz de Deus: “Receba teu filho e renasça!”.

 

Rezei pelo GAEL encarnado que tanto me emocionou, rezei pelas famílias de todas as crianças na praça, no mundo, rezei pelo “meu” GAEL em vias de encarnar, rezei pela mãe e pela família,  e agradeci muito muito muito às sincronicidades e a Deus, que tudo sabe, que tudo vê.

Seja bem-vindo meu amado filho “razão de alegria”.

POUCOS MESES PARA O FIM DE 2012. ÍCARO E FÊNIX.

A maioria certamente aguarda o fim do mundo em dezembro de 2012 com curiosidade e descrença. Muitos não acreditam, e outros como eu, vivem reformas internas que podem ser consideradas como “fins do – velho – mundo”. Essas reformas se materializam no mundo externo primeiramente através de um novo olhar, um novo sentir que não encontra espaço no lugar comum. Primeiramente, se vive um “despertencimento” do externo. Não há nada no mundo externo que te encha os olhos. Tudo passa a ser uma bobagem, a única coisa que importa é colher a boa semente plantada na alma: o amor. Percebe-se que não há outro caminho a não ser adequar os fatos internos e externos, normalmente dissociados. O aprendiz ou adepto dessa “Nova Era”, pressente em seu coração, que não há mais como “pretender”, “fingir que é”, “interpretar” ou “achar que é”. Ou é ou não é.

Nada é negativo nesse estágio evolutivo, são ações internas mais importantes do que palavras, são mudanças incompreendidas pelo olhar exterior, que prima pelo “social”, pelo pior aspecto do coletivo: o medo, o julgar, o medir, o pensar negativo sobre os outros, ao invés de procurar as soluções em você mesmo. Há uma guerra descomunal entre as externalidades, que lutam desesperadamente para manterem-se no topo e uma nova força ascendente, interna, aparentemente sem ter como “competir”, dona de uma energia ensolarada, transformadora. O “choque” entre as duas energias é motivado pela necessidade de o planeta transcender ao estágio anterior, o estágio do querer ser, do pensar e não conseguir fazer, do perder-se de si mesmo por causa do julgamento confuso.

O novo estágio está além de religiões e valores sociais. Quando digo julgamento, me refiro à diferença entre o olhar interno e o externo. O viver em sociedade é moldado por valores irrealistas, que uniformizam o ser humano em atitudes externas que não encontram respaldo nas necessidades da nova alma.

Fortes mudanças externas mostram que o bebê gestado dentro de mim precisa vir à tona. E que está prestes a nascer.

Há alguns meses precisei de uma segunda vida de carteira de identidade. Para isso precisei de minha certidão de nascimento. Ao procurá-la descobri que ela havia desaparecido. Encontrei uma única cópia xerox com firma reconhecida. A sensação que tive é que eu não havia nascido ou que havia morrido. Motivado pela inexistência de um papel, para me referendar, para me dar “vida”, me senti inexistente ou “morto” pela falta da documentação. Precisei me recompor. Foi uma sensação estranha, angustiante. Consegui dar entrada no R.G. com o xerox e no mesmo dia, procurei me informar sobre o cartório para tirar uma segunda vida da certidão de nascimento. O cartório não existia. Pela circunscrição, fui até o novo endereço. Ao chegar lá, vejo operários derrubando o prédio. Me assustei. Me senti literalmente “demolido”. Ao perguntar a um porteiro no prédio ao lado, se ele sabia onde era o cartório, ele escreveu São João Batista, o endereço de um conhecido cemitério. Em seguida, o porteiro acrescentou um número: 28. O dia em que eu nasci. O recado estava dado. Nesse mesmo dia, me senti morto (o antigo sem documentos) e em seguida redivivo, por ajustar o interno com o externo (a documentação).

Vivi o estágio da fênix.

A partir desse mesmo mês, saldei dívidas inesperadas e investi em um projeto profissional ousado, que se mostrou bem sucedido. Era Ícaro rumo ao sol. Trabalhei sob uma saraivada de críticas, e descrédito de muitos, inclusive de pessoas que amo. Foi difícil, houve momentos angustiantes, mas segui adiante, voei com minhas asas de cera, cada vez mais alto, não por mim, mas pelo meu coração, pelo filho gerado dentro de mim, pela alma criança que tudo pode, pelo amor. Não consegui comemorar ao atingir o objetivo. Em meu coração não havia motivo para sentir júbilo, havia ganho uma batalha em meio a uma guerra de energias. Havia cumprido meu papel e não senti alívio, nem me senti especial. Na verdade foi importante, necessário mas cansativo.

O resgate de meus documentos, me fez sentir vivo de novo, mas não mais ligado ao mundo que conheci. Os documentos velhos se foram, porque eu não era mais a mesma pessoa. Decidi jogar muita coisa fora, doei roupas, dei móveis, quadros, pintei meu quarto em busca desse mesmo amor, fiz obras externas para referendar o interno, dei aulas para crianças em busca da pureza e de mais aprendizado, e cumpri as metas de 2012.

A proximidade do sol, não derreteu minhas asas, mas mostrou que o mundo de minha infância, da minha pureza “pura” estava ultrapassado. Aprendi com a  nova pureza a não me deixar contaminar pela maldade, pela incompreensão, pelas críticas. Rezei forte, muitas vezes para não cair em tentação, para não retaliar quem me atacava, para não responder à altura. A única solução possível para minhas necessidades materiais e espirituais seria seguir as sincronicidades e prencher meu coração com resoluções internas que nem sempre precisavam de respaldo externo. O aprendizado do passado me fez chegar até o hoje, é fato, mas era insuficiente para as novas resoluções. Cada vez mais, cada novo dia se tornava um novo dia. Cada bater de asas te eleva, mas te cobra mais determinação. Eu nunca havia vivido 24 horas como vivo hoje. Antes, as horas voavam, passavam. Hoje, sinto cada hora como UMA hora e não mais como minutos. Apesar de o tempo parecer mais acelerado, as sensações são muito diferentes.

Encarno o espírito dos novos tempos, trago em mim 2013 e ele é misteriosamente belo, transformador e revolucionário. Grandes asas e grandes metas. Era de  uma hélice a mais e de nova configuração para os “velhos” ADNs. 2013 antecipado faz meu corpo tremer, me desasossega e me rejubila. Me sinto o amanhã que não existe hoje. Me sinto família, pai e filho. Vishnu e Shiva. Sou o nada e o tudo, a esquerda e a direita, me amedronto e me rejubilo, porque estou a caminho da liberdade, e a liberdade de uma nave em pleno espaço aperta o coração. O Ícaro de asas abertas impressiona e assusta.

Em outros textos, detalhei experiências e vivências minhas e de pessoas próximas. Nesses últimos meses, vivi crises pessoais, dilemas, insights poderosos. Recebi amor e incompreensões demais, tudo em excesso. Nada era pouco, era como uma chuva torrencial, após a seca. Não sei em relação a todos os leitores, mas os sinais, não de um fim do mundo coletivo, mas do começo de outro, completamente diferente, são muito mais do que palpáveis. São tão reais que já nem acredito mais neles, simplesmente os vivo. Não são fáceis de entender, mas são mais do que sinais, são cartazes gigantes, outdoors de energia radiante. Esses sinais são mais complexos do que os de antes, que agora me parecem imaturos, fantasiosos. As experiências sincronísticas de antes, hoje me parecem muito distantes. Não fazem o mínimo sentido. As sincronicidades de hoje são como faca afiada, não vêm para colar pedaços, mas para retalhar o antigo. A complexidade das sincronicidades mais recentes tornam todas as experiências sincronísticas, verdadeiras experiências de quase-morte. E é muito difícil falar sobre isso, abrir o coração dessa forma, mas foi por esse motivo que iniciei o blog: para expor experiências muito fortes, radicais.

Não há como ter esperança no amanhã, sem que o coração esteja conectado, cumprindo as metas individuais que são na verdade, coletivas, ou ligadas a um determinado grau de evolução e cumprimento de ajustes na rede dos acontecimentos.

Nesses últimos meses houve muitas reviravoltas em minha vida, e na de amigos mais próximos, planos que se desfizeram ao sabor da mudança do vento, situações que necessitam de ajuste e que ainda estão em clima de espera, dores profundas da alma que ainda sangram, movimentos em zigue zague, e mudanças radicais, muito radicais, mudanças de quase-morte-em-vida. Fases de renascimento. Não sei em relação a vocês, mas hoje tudo para mim é excessivo, é sobressalente. Só me importa o básico, a vida, o amor. Estudei demais e concluí que a sabedoria do mundo está na simplicidade. Andei demais e vi que a nossa esquina é o quarteirão do mundo. Meu coração hoje diz claramente que não só o amanhã se faz hoje, como que eu não “estarei mais”, mas que “serei” e que viverei cada vez mais conectado aos desígnios da alma. 2012 nos faz sentir como cápsulas libertas no espaço. As cápsulas podem retornar à nave mãe, mas como não desejam fazer isso, estão prestes a cair na imensidão negra, misteriosa do universo, do espaço infinito, mas essa possibilidade é assustadora, não pelo medo, mas pelas possibilidades múltiplas. O grão de areia é o cosmos. O coração palpita, próximo à resolução.

Em dezembro de 2012, o meu, o nosso antigo mundo estará terminado, se assim quisermos e fizermos por onde. Ícaro e Fênix. O grão de areia, o cosmos inteiro.

Cada novo mês para mim é um avanço, uma nova compreensão, cada semana mais uma batalha vencida em busca de respostas e cada dia é um novo dia. Não vivo como antes medindo meu tempo em planejamentos, planos, certezas ou sonhos. Nem sei mais o que é me desiludir, se me desiludo ou venco um obstáculo, não comemoro mais, não há vitórias ou derrotas, só há a vida, só há o rio em movimento e não há por quê julgá-lo, não há por quê medir o seu curso, ele só é o que é. Hoje não sonho, vivo. Nem sou triste ou feliz, apenas sou. Não tenho paciência para novidades, para internet, para TV, para papo furado, conversa jogada fora, gente que sabe demais, gente que nada sabe, enfim… Estou “morto” em relação aos “vivos” e como a carta do tarô do louco, estou livre para renascer, para reencarnar em vida. As sincronicidades abençoam e nos alertam de que a hora está próxima. A realidade é mais palpável para mim do que era antes e essa realidade é bem diferente da anterior.

Todos somos irmãos, geneticamente, espiritualmente e miticamente como Caim e Abel. Todos nós fazemos parte de um mesmo grão, de uma mesma célula, brigamos e nos entendemos, aceitamos e refutamos. Somos escolhas. Parte da mudança depende de nós, outra parte depende do “destino”, engenhoso estrategista que nos apresenta charadas inteligentíssimas, que nos induzem a decifrá-las ou simplesmente nos intuir em que direção ir. O mais fantástico de 2012 é que o antigo sistema de karma parece estar chegando ao seu inexorável fim: já não há mais karma e correntes que nos prendam a ações passadas. Já não há mais karma, não há mais cobranças. É o sonho de qualquer ser que pretenda se libertar, se tornar Ícaro e seguir rumo ao sol, sem que as asas de cera se derretam. 2012 marca escolhas que não se podem mais nos punir. As antigas instituições morrem cada vez mais rápido e o novo Deus menino está prestes a nascer até antes que 2012 se encerre.

Ícaro e Fênix. O grão de areia, o cosmos inteiro.

Operação Espiritual e Fim do Mundo – um testemunho.

Muito se fala do fim do mundo em 2012.

 Vivi meu primeiro fim do mundo em 1999 e também minha primeira operação espiritual conduzida por entidades, anjos ou extraterrestres, tanto faz. Chame-os como você preferir após ler meu testemunho.

 Desde cedo, sentia um certo desconforto devido ao noticiário – prioritariamente internacional – sobre o eclipse de 11 de agosto de 1999, data em que haveria um eclipse que só seria visível plenamente em partes da Europa. No Brasil não veríamos nada, mas estávamos conectados à moda do fim dos tempos e para complementar muitos ainda achavam o Brasil o fim do mundo. Diziam que Nostradamus havia predito o fim dos fins para esta data. Como tudo que vem do primeiro mundo vira notícia rapidamente, os meios de comunicação não falavam em outra coisa.  Muitos tinham certeza que o mundo iria acabar. A TV preencheu o tempo ocioso com tolas reportagens sobre o que as pessoas fariam se o mundo chegasse ao fim…  Enquanto ouvia piadas sobre as consequências nefastas do eclipse, ficou claro que as chacotas encobriam o medo dos que não acreditavam.  Nada, absolutamente nada deveria alterar o rumo normal de suas vidas, mas meu íntimo dizia que o fenômeno celeste seria algo muito especial.

    Acordei em 11 de agosto de 1999 com um enjôo inexplicável, até mesmo sem vontade de tomar o café da manhã.  Entrei no carro de um amigo para ver o ensaio dele ao final da tarde. O hálito da gasolina e do estofado de couro sintético infestavam o ar do veículo e eu fiquei ainda mais enjoado.  Entrei na sala de ensaios, não comi ou bebi nada. Comecei a sentir algo maior do que um enjôo na região umbilical.  Tentei disfarçar o mal-estar, que beirava o insuportável. Agradeci internamente o término do ensaio, 2 horas depois e ainda sofri fisicamente na carona de volta à casa, gentilmente oferecida.  Me esforcei para dissimular a dor que subia às vísceras. Ao descer na porta de casa, senti-me menos ser humano e mais um projeto de grávida aos oito meses. As pontadas e chutes que vinham de dentro faziam tremer as paredes do corpo.  A dor se alastrava, como se uma febre repentina houvesse dominado a última das resistências. Nem caminhar em linha reta era possível.  Entrei em casa torto pelo excesso de dor.  Uma tristeza infinita tomou conta de mim, fazendo das lágrimas testemunhas de uma dor maior do que a meramente física.  Possivelmente era na alma.

   Minha mãe estava na sala, assistindo TV. Ela notou meu estado, perguntou algo, mas se satisfez com a resposta mentirosa, na verdade preocupada em não preocupá-la.

Os sons que vinham da TV estavam estranhamente mais nítidos, com os agudos mais agudos e os graves, tremendo o chão. Curioso, como minha mãe nada ouvia de diferente, só eu. As imagens estavam com cores esfuziantes, de tons cítricos, que doíam os olhos. Tudo aquilo me incomodava demais. Me ergui, passei a rodopiar por todo o apartamento como se qualquer interrupção pudesse despencar o meu corpo ao chão. Repentinamente, fiquei paralisado, olhando fixamente para uma fotografia dos meus pais sobre a mesa. Com um misto de surpresa e susto, percebi que meu pai estava mais desfocado em relação à mãe. Ainda assustado com a descoberta do que deveria ser considerado um fato banal – na verdade, a foto até ontem estava em foco -, senti meu corpo ainda mais entorpecido, como se tivesse ingerido qualquer alucinógeno.  Pensei na possibilidade de ter bebido algo suspeito. Nada… Essa explicação não colava.

Pedi licença e fui me deitar. Quem disse que adiantou algo? O enjôo era maior ainda, eu me virava na cama e não conseguia dormir. Decidi voltar à sala, uma meia hora depois. Estava tudo às escuras, minha mãe fora dormir. Voltei ao sofá da sala e liguei a TV. Nem me passou pela cabeça descer para a rua, ela me pareceria inexpugnável demais. Mas o que antes parecia ruim, ficou pior ainda: além dos sons ultra-equalizados e as cores excessivas da TV, os sons da rua pareciam estar no meio da sala. Ouvi uma conversa entre 2 mulheres e cada uma de suas palavras com clareza. Eu resido em uma rua principal de uma cidade grande no quarto andar do qual se pode ouvir o ruído das máquinas sufocadas, dos elevadores em movimento, da eletricidade sob o solo, mas não uma conversa clara, a não ser que fosse gritada. Incomodado, me dirigi à janela e vi as duas conversadeiras e um cachorrinho há 2 quarteirões (ou quadras) de distância. Ali, jogado contra a parede, percebi que meus sentidos estavam excitados: via tudo melhor, ouvia melhor e me sentia diferente. Surpreso, voltei ao sofá e para minha surpresa, assisti ao ambiente metamorfosear-se: o teto encheu-se de vida e se curvou sobre mim.  As paredes e o teto se comprimiram arredondadas, exatamente quando ajustamos as extremidades da tela de um computador.  Me senti acuado, mas não senti medo. Paralisado durante algum tempo, consegui mover-me para além daqueles centímetros, após minutos passados como uma estátua humana. Desse ponto em diante, nada mais me parecia natural, os sentidos haviam se alterado e a percepção trazia surpresas impressionantes.  Uma voz não falada sugeriu que fosse me deitar. Um coro de passarinhos cantava sem parar, em plena madrugada.  Uma orquestra fantasma de sinos passou a ecoar em minha cabeça, vozes de muito longe eram ouvidas com proverbial clareza, pensamentos perdidos na rua eram captados sem censura, em um frenesi de mentes e sensações que iam simplesmente chegando, mais e mais, entrando sem permissão. Os sons chegavam claros e audíveis. Já deitado, meu corpo não encontrou descanso: foi submetido a uma sequência de puxões, como se uma corda invisível o puxasse para o alto, gritando para que o meu espírito se libertasse. A cabeça e os pés ficavam nos mesmos lugares, mas o meio do corpo teimava em voar, provocando uma situação muito desconfortável.  “Por que isso está acontecendo?” perguntava, com certeza de que alguém estava me escutando, mesmo que não soubesse quem.

   A cama rangia de dor com as pancadas firmes contra o estrado, enquanto o meio do corpo alçava vôo, apesar da teimosia da cabeça e dos mesmos pés que, inconformados, permaneciam colados à cama. “Eu quero ficar aqui. Não quero ir embora!”, insisti que era necessário continuar onde estava, no meu mundo, e que não me interessava visitar outros. Minha mente confusa raciocinava como dois personagens se digladiando em divergência de julgamentos.  Após uma batalha desleal em posse do corpo, insisti e consegui esboçar uma reação, levantando-me, mas voltei a ser puxado à cama.  Conformado e entorpecido, obedeci à nova ordem de ficar de bruços, enquanto sentia uma energia, assumindo a forma de um tubo, sugando algo de dentro do meu corpo: era uma cirurgia espiritual. Palavras parecem incapazes de descrever uma situação como essa. Uma espécie de consciência externa sussurrou-me que eram doenças e algumas dores da alma que estavam me abandonando. Estavam me prestando um auxílio. Pediram-me que eu deitasse de barriga pra cima. Através de uma das narinas, outros males foram sugados pela luz em forma de um canudo translúcido.  Em seguida, mais deficiências foram expelidas pela outra narina. Pude ver uma luz transparente, como uma ponte luminosa saindo do meu nariz. Apesar do efeito de uma anestesia sem nome, percebi que não estava sozinho no quarto. Ao virar levemente a cabeça para o lado direito (não pude virar a cabeça muito, não conseguia. Apenas esticava o olho), pois no lado esquerdo estava a janela, vi um grupo de pessoas no canto direito da cama, de túnicas brancas e com os braços estendidos, comandando o show de luzes. Os “canudos” luminosos saíam das palmas de suas mãos para me curar, tudo em extremo silêncio. Os ruídos da minha mente e da rua haviam cessado. Surpreso, ainda consegui vislumbrar, por uma fração de milionésimo de segundos – que só os equipamentos fotográficos mais rápidos poderiam acessar – que havia quatro pessoas no quarto com fontes de luz que saíam das palmas de suas mãos, tocando-me por toda a extensão do corpo. Todos vestiam túnicas brancas. Lembro nitidamente de uma mulher loura de cabelos até o ombro; de um senhor com barba grisalha bem cortada e bigode, de uma outra mulher que não lembro de suas feições e de um extraterrestre da raça conhecida como “cinza”. Esse me chamou a atenção, pois era o último à minha direita, próximo aos meus pés. Apesar do receio inicial, já não se fazia necessária nenhuma resistência, pois o que havia começado há horas, com um ensaio enjoado, aparentemente estava chegando ao fim. Os sentimentos estavam emaranhados, mas não poderia acreditar em uma experiência que fosse perversa.  Senti e acreditei que estava em boas mãos. Talvez o medo tivesse que ser controlado por uma necessidade maior. Como saber? As “amarras” que prendiam meu corpo foram soltas assim que a operação terminou. Houve um silêncio mais silencioso, súbito, calmo, regenerador. O quarto pareceu ter ficado mais escuro, mas o ambiente estava higienizado, tudo na maior tranquilidade. Nenhuma presença no local. Apenas paz e silêncio. Foi-me dado o direito de voltar à sala, o que fiz sem pestanejar.  Claro que, anestesiado pelo impacto, cambaleei, ainda sem compreender o inusitado e a razão daquilo tudo, mas ficou evidente o quanto forças invisíveis interagem em nossas vidas.

   Na manhã seguinte lembrei-me das notícias sobre o eclipse. A maioria encarou o eclipse como uma brincadeira. Um excepcional e desconhecido matemático riscou no céu conjunções e oposições de Saturno, Júpiter, Mercúrio, Lua, Sol e Marte em conflitos e alianças. Não poderia ser autossugestão, nem coincidência o que acontecera comigo na hora do eclipse. Eu não poderia ser o único a ter passado por isso. Talvez tivesse influenciado muito mais pessoas em todo o mundo, mas todas mantiveram-se, estranhamente, caladas. Nenhuma nota em jornal, nenhum comentário. Uma boa quadra de Nostradamus que não se cumpria, e todos sentiram-se aliviados. “Ele errou! Nostradamus é uma farsa! Só o mundo visível é real!”, ouvi e sorri. Mas como se diz, os cães ladram e a caravana passa. É sempre necessário ver para crer? que nos cerca de dúvidas até que chegue o derradeiro momento da revelação. Os maiores estudiosos só decifram a charada após a profecia ter se cumprido e tem sido assim há séculos.  Quando não se realiza, metade suspira aliviada, metade faz pouco caso.

    Assim que amanheceu, fui caminhar para refletir sobre o ocorrido. Em muitos rostos pude reconhecer que eu não fôra o único a passar por uma experiência paranormal.  Quando nossos olhares de desconhecidos se cruzaram, era nítida a impressão de que conseguíamos traduzir nossos códigos de contactados nas pupilas. Operados, abduzidos ou o que quer que fosse, imediatamente suas vistas se desviavam da minha, por medo de serem descobertos, pelo medo do ridículo de se assumirem diferentes.  Era um segredo trocado por nossos olhares, que não poderia ser revelado.  Não era de bom tom perguntar por tais coisas a desconhecidos.  Meses depois, conversando com alguns mais próximos, certifiquei-me de que eu não havia sido o único – mesmo – a compartilhar tais experiências.  Certamente, aquela havia sido uma das noites mais estranhas em minha vida.  Uma madrugada para se refletir por anos.

Reflexão sobre os votos de feliz ano novo

A cada passagem de ano, fazemos planos e refletimos sobre os objetivos a serem alcançados no próximo período de doze meses. Esse é um ritual que pratico há décadas. Os pedidos de sempre como saúde fazem parte das rezas diárias, não valem para compromissos de passagens de ano. As metas a serem atingidas em um futuro ano novo são um pouco mais específicas como “terei um emprego melhor” ou “terei um filho”, etc… Mas mesmo “brindados” com o emprego e o filho desejados, aparentemente nada “dá muito certo”.

E não dá certo por quê?

Como no conto do gênio da lâmpada, nem todo pedido é realizado exatamente como imaginamos. Muitas vezes, nossos sonhos se realizam através de caminhos surpreendentes e com detalhes indesejados.

Somos seres submissos a desejos e vontades. E quanto mais nossas vontades são realizadas mais ficamos, como dizer… “felizes”? Quando imaginamos um futuro melhor, pensamos em saúde sim, mas principalmente em nos sentirmos satisfeitos, em “sermos alguém”; em termos um “bom emprego”, reconhecimento, status, e quase sempre controle sobre o próprio universo, só nos reconhecendo nele quando nos interessa. E nossos pedidos geralmente são imaginados em forma de “brindes” externos, presentes caídos do céu em paraquedas para mudarem nossa vida radicalmente sem que precisemos fazer muito esforço. Exemplo? Ganhar na loteria para gastarmos nosso tempo com prazeres, materialidades e mulheres (ou homens).

“Só ganhar presentes” é como desejar que só haja sol e dias maravilhosos, que nunca fiquemos doentes ou que nunca tenhamos contrariedades… A vida não é assim. A vida é feita de luz e sombras. Crescemos e nos tornamos pessoas melhores, em razão de nossas próprias escolhas, assim como é sempre bom lembrar que nem tudo o que reluz é ouro. Ganhar algo é apenas continuar com a velha mentalidade de crianças que ganham presentes do Papai Noel, por terem sido boazinhas durante todo o ano. E o que é “ser bom”? Tirar boas notas e não questionar os pais? Sendo assim, mesmo na forma externa de adultos respeitáveis, continuamos a ser crianças e não comandantes dos nossos destinos. Continuamos a ser seres passivos sem responsabilidades, crianças que se satisfazem com barganhas como elogios, títulos ou presentes de Noel.

Sonhamos com dinheiro, mas não pensamos que dinheiro não é nada além de papel. Dinheiro não pensa, ele é um instrumento nas mãos dos que o tem. “Mas não se vive sem dinheiro”. Perfeito. Mas como é ganhar muito dinheiro e ser infeliz? Tudo nesta vida é uma soma de “conquistas” e “derrotas”, de luz e sombras. O desejo não realizado só pode ser ruim para quem não compreende que “derrotas” são parte do processo de aprendizagem. “Derrotas” ou “impossibilidades” deveriam ser compreendidas como parte do todo, como parte do pacote. Dinheiro, assim como toda energia, como toda ferramenta, serve para crescermos ou para nos aprisionarmos. Reflita sobre isso nesta passagem de ano. Nossa visão de vida pode ser pequena e limitada, compete a você decidir. Nossa visão de vida pode nos manter alienados e ignorantes, ao não pensarmos em detalhes “insignificantes”. Reflita sobre seus desejos e analise a contrapartida. O todo é a soma dos extremos.

1 – Desejo ficar rico, mas não penso em ser rico em sabedoria, discernimento, compreensão e amor.

2 – Quero ser uma linda mulher com aplicações de botox, plástica, silicone, mas não penso em ser uma linda mulher por dentro, em possuir uma beleza interna estonteante, que muitos podem nem ver.

3 – Quero ser feliz, mas não penso que minha felicidade pode ser egoísta, individualista, autocentrada.

4 – Quero encontrar um grande amor, mas não penso que podemos aprisionar o ser amado com individualismo, falta de respeito, carências, controle e ciúmes.

5 – Quero ser reconhecido, mas não reconheço o valor dos outros.

6 – Desejo a paz no mundo, mas pratico a guerra.

7 – Peço que me respeitem, mas não respeito os outros.

8 – Peço que me escutem, mas não escuto ninguém.

9 – Critico tudo e todos e não sou sincero e nada faço para melhorar.

10 – Tenho um discurso e uma ação diferentes.

 

Feliz 2012 e que você reflita sobre esses 10 exemplos e se possível, os concretize.

 

Pequenas Sincs de Natal (ou odes à sensação de estar sempre conectado):

Folheando uma revista sobre decoração, minha namorada me chamou a atenção sobre uma luminária no formato de um disco voador. No mesmo dia, ao entrarmos em uma casa, vimos a mesma luminária.

De manhã quis fazer um mimo à namorada e lhe dei um chocolate alpino. À noite ela ganhou um panetone alpino da tia.

Cansado, sentei em um banco da pracinha. No corredor em frente havia uma placa com o número 2808. Eu nasci no dia 28 de agosto.

Falei sobre um filme que gosto. Dois dias depois passando pelos canais à noite vimos o mesmo filme do início. Em um mesmo dia zapeando pelos canais (abertos) vi dois atores da série Lost em dois filmes diferentes. À noite fui convidado a ir ao cinema e um dos primeiros atores do filme também havia feito parte de Lost.

2012: FIM DO MUNDO?

O que ocorrerá em 21 de dezembro de 2012? Acordaremos como todos os dias ou seremos extintos?

Filme Catástrofe?

A partir da primeira edição de “Eram os Deuses Astronautas” que comprei, li tudo o que fosse misterioso ou sobrenatural, livros que diziam que somos descendentes de extraterrestres;  transcomunicação com os mortos até a profecia da Grande Pirâmide no Egito, que segundo alguns, profetiza que o mundo enfrentará um problemão em 2012.

O astrônomo e escritor belga Patrick Geryl , especialista no assunto final-do-mundo-no-ano- que-vem, escreveu nove bem documentadas obras sobre o tema (“O Código de Órion” – o primeiro livro dele –  “Cataclisma Mundial em 2012” e “Como Sobreviver a 2012” entre outros). Suas teorias são bastante populares, mas também controversas. Geryl afirma em O CÓDIGO DE ÓRION (O fim do mundo será mesmo em 2012? – Pensamento), através de cálculos e profecias que o campo magnético da Terra se inverterá, o que fará o planeta girar ao contrário. Como consequência, as placas tectônicas se erguerão, o céu se tornará vermelho, o ar ficará irrespirável, terremotos e maremotos destruirão o que encontrarem pela frente. A Europa e os Estados Unidos, ou seja os países do Equador “pra cima”, imergirão em um ambiente polar.

 Sincronisticamnte, em um sábado, dia 17 de agosto de 1996, Geryl comprou um jornal para ler uma entrevista que ele havia dado, mas ao invés disso encontrou um artigo sobre a correlação entre as pirâmides de Gizé e a constelação de Órion, que citava o astrônomo Gino Ratinckx, por coincidência vizinho de Geryl. O escritor fez o contato e explicou a Gino as suas teorias. O vizinho arqueoastrônomo entregou um livro a Geryl, Le Livre de l´au-delà de la vie (O livro de além da vida) de Albert Slosman (autor também de O Grande Cataclismo), que contradiz a tradução dos Livro Egípcio dos Mortos: para Slosman é Livro da Luz e não Livros dos Mortos. Parte da resposta estava lá: que uma catástrofe mundial havia ocorrido com o planeta antes mesmo do Livro da Luz ter sido escrito. A partir daí, o Belga leu mais e mais obras sobre profecias, atlantes e cataclismos até ter certeza absoluta de que as pirâmides de Gizé não eram apenas reproduções das posições do cinturão de Órion, mas um aviso: de que a Terra havia sido afetada por fogo e inundações e de que tudo ocorreria de novo. A disposição das pirâmides é semelhante à das estrelas de Órion em 9792 a.C. (data da catástrofe) e em 2012. Será coincidência? E hoje, em nossa época, terrivelmente, Órion domina os céus estelares (norte e sul) setentrional e meridional, ou seja a constelação está exatamente no centro. Para o autor do livro, esse é um péssimo sinal, de que a hora chegou. As pirâmides, como um gigantesco relógio em funcionamento, teriam sido construídas para alertar as futuras gerações sobre um passado que se ligaria ao futuro, ou seja: o nosso presente. No ano 10.000 a.C, os atlantes tinham tanta certeza da correlação entre o campo magnético do Sol e um acontecimento catastrófico sobre a Terra, que decidiram orquestrar um êxodo. Durante 208 anos fizeram os preparativos necessários para a fuga. Os maias e os egípcios, como descendentes dos atlantes, predisseram uma catástrofe similar mas mais violenta, para o 21-22 de dezembro de 2012, quando uma gigantesca inversão do campo magnético do Sol provocará labaredas solares incrivelmente grandes que emitirão trilhões de partículas que alcançarão os pólos terrestres e estes “arderão em chamas”. Devido ao contínuo fluxo de eletromagnetismo, os campos magnéticos da Terra sobrecarregarão. Quando os pólos se encherem de auroras, o campo eletromagnético interior da Terra se sobrecarregará e estalará. A eletrônica sensível atual se ‘queimará’ em um instante. Literalmente, todos os aparelhos serão destruídos e os dados se perderão para sempre.

 

Os dois belgas confirmaram o que as profecias maias já anteviam: que haverá uma explosão solar que causará a reversão dos polos terrestres em 2012. Os autores foram pesquisar in loco no próprio Egito e deixaram o país certos de que as três grandes pirâmides do Egito, se alinham às três grandes pirâmides de Teotihuacán e as duas às três estrelas do cinturão de Órion, as três Marias. Os cálculos de Gino confirmaram que as posições de Òrion (o Deus que julga as almas humanas) e Aldebarã (a estrela mais brilhante da constelação de Touro) coincidem com a data de 21/22 de dezembro de 2012 ( “Vênus morrendo” e “Plêiades elevando-se”) e que uma catástrofe de proporções mundiais ocorreu três vezes em doze mil anos. A significativa conclusão que se pode extrair disto é que, tanto os maias como os egípcios, seguiram Vênus de maneira precisa porque sabiam que o planeta se “reacenderia” no céu quando se aproximasse o próximo cataclismo! Daí o código Vênus-Órion. Gino calculou que um cataclismo anterior havia ocorrido na era de Leão (10960 a 8800 a.C.) e para ambos ficou claro que os egípcios e os maias descendiam dos atlantes, povo praticamente destruído em uma catástrofe. Os sobreviventes atlantes construíram as pirâmides, já com o nome de maias e egípcios, como um alerta para as futuras gerações.

 Três Marias = Três Pirâmides

Charles Hapgood, autor do livro The Path of the Pole, confirma que encontrou três posições diferentes do Pólo Norte e que o Oceano Ártico havia se deslocado de sua posição há 12.000 anos. A Atlântida teria sido parcialmente destruída em 21 de fevereiro de 21312 a.C. e o norte ficou enterrado sob o Pólo Norte, que já existia nessa época. O deslocamento da Terra, ocorrido em 27 de julho de 9792 a.C. enterrou totalmente a Atlântida (depois da mudança dos pólos) debaixo do Pólo Sul. Dados de geólogos atuais comprovam a ocorrência de inversões de polaridade no planeta a cada 11.500 anos. Durante esse desastre, os mamutes, os tigres com presas de sabres, os toxodontes (mamíferos da América do Sul) e dúzias de outras espécies, extinguiram-se. Em uma futura catástrofe em 2012, os Estados Unidos seriam deslocados para o atual Pólo Norte (futuro Pólo Sul), a água no porto de Nova Iorque de repente desapareceria e no Brasil surgirão praias de quilômetros e quilômetros de comprimento.

 

Em seu livro, Patrick Geryl inclui vários cálculos e adiciona dados colhidos de várias fontes: astrologia, história, matemática, arqueologia (como por exemplo, um centro astronômico construído pelos Atlantes no Egito e descrito pelo historiador grego Heródoto), um vínculo matemático entre o ciclo das manchas solares e a precessão (mudança) do zodíaco, a decifração do Códice Dresden (o mais elaborado e o mais importante dos códices maias) e o estudo do zodíaco astronômico egípcio.

 Patrick Geryl alerta:

 1. Nossa civilização dependente do computador, destruir-se-á pela inversão do magnetismo solar, o qual enviará uma nuvem de partículas carregadas eletromagnéticas ao espaço. Então, os pólos paralisarão, produzir-se-á um deslizamento da crosta terrestre e a isto seguirá uma gigantesca onda.

 2. A tormenta solar e a inversão dos pólos destruirão todos os equipamentos eletrônicas. Como resultado, perder-se-á completamente o 99,9999999% de nossos conhecimentos em tão somente umas poucas horas.

 3. O deslizamento geológico da crosta terrestre e a onda gigantesca destruirão as bibliotecas e os livros, para sempre.

 Os números codificados de Vênus.

 Os egípcios e os maias usaram estas observações do planeta Vênus, para achar uma conexão entre os cataclismos. Qual é o número de Vênus? Isso é fácil de responder: 584. Este é o ciclo sinódico de Vênus em dias. Os ciclos sinódicos do planeta Vênus ao redor da Terra mostram flutuações marginais na duração, entre 581 e 587 dias

Duração                                       Era                            Duração dos ciclos

864                                            Libra                                                   864

2.592                                       Virgem                                                3.456

2.448                                         Leão                                                  5.904

Cataclismo. Ano 29.808 a.C. Primeira inversão polar! A Terra começou a girar no sentido contrário. O Este se converteu no Oeste, e vice-versa.

1.440                                          Leão                                                  1.440

2.592                                       Virgem                                                 4.032

1.872                                         Libra                                                   5.904

1.872                                      Escorpião                                              7.776

720                                          Sagitário                                               8.496

Cataclismo: Ano 21.312 a.C. A Terra girou 72 graus no zodíaco em meia hora! Isto é incrivelmente rápido!  Observação: Não é uma inversão polar, mas um rápido giro na mesma direção!

576                                         Aquário                                                  576

2.016                                       Peixes                                                  2.592

2.304                                        Áries                                                   4.896

2.304                                       Touro                                                   7.200

1.872                                     Gêmeos                                                  9.072

1.872                                      Câncer                                                 10.944

576                                          Leão                                                   11.520

                                               

Cataclismo: Ano 9792 segunda A.C. inversão polar!

Total de anos do começo: 5.904 + 8.496 + 11.520 = 25.920 = data de uma precessão = fim da Atlântida!

Leão                                       1.440                                                     1.440

Câncer                                    3.312                                                     1.872

Gêmeos                                  5.184                                                     1.872

Touro                                     7.488                                                     2.304

Áries                                       9.792                                                     2.304

Peixes                                    11.803                                                     2.012

2012: PRÓXIMO CATACLISMO?