A Sincronicidade PAPAL II

Julho de 2013, o Papa Francisco dos católicos está no Brasil para a Jornada Mundial para a Juventude. Ao ler as notícias, vi qual era o lema da JMJ e recordei de um fato sincronístico e inusitado, ocorrido há 5 anos.

papa

Em junho de 2008, eu fazia a produção de um programa de rádio no prédio da extinta Revista Manchete no Rio de Janeiro. O prédio era tombado e como tal, não poderia receber certas reformas necessárias, o custo benefício ficaria desigual e transferiram a rádio para uma sede moderna, com um equipamento melhor em Niterói.

— Você acredita que estou sentindo que hoje é o meu último dia aqui? Acho que na próxima vez farei o programa em Niterói – comentei com uma locutora.

— Sabe o que eu gostaria de fazer hoje? – perguntei a ela.

— O quê? – a locutora perguntou.

— J.K., o ex-Presidente da República não tinha um escritório aqui? Gostaria de visitá-lo antes que seja tarde.

— Converse com o porteiro. Ele tem a chave – a locutora deu a dica.

O porteiro, que não se mostrou muito simpático à ideia, pois só havia ele para tomar conta da portaria, explicou que para chegar ao escritório teríamos que fazer uns “atalhos”. Pedi encarecidamente, com o coração, que ele me ajudasse, expliquei que era meu último dia lá (sem ter certeza) e ele acatou. O porteiro subiu comigo até o último andar do prédio. Lá de cima, caminhamos por uma pequena passarela do lado externo do edifício, da qual víamos o chão lá embaixo, 12 andares sob os nossos pés.

manchete, predio

Depois dessa travessia, chegamos a um outro bloco, descemos por uma escada enferrujada na lateral de um prédio para alcançar o outro; nos abaixamos para entrar em uma sala de máquinas no escuro para em seguida subirmos uma elegante escada interna que dava acesso ao andar desejado. Ele procurou com um certo receio a chave da porta, entre dezenas de outras, como se pensasse em me convencer a não entrar no local.

— Você está com medo?, perguntei.

— Não, claro que não. É que o pessoal fala…

— Fala o quê?, perguntei intuindo a resposta.

— Teve um funcionário que desistiu de trabalhar aqui, porque viu um fantasma…

Após fazer o comentário, ele abriu a porta e se colocou de lado. Ele não entrou. Eu sim.

O escritório permanecia o mesmo há 3 décadas, como foi deixado no último dia de trabalho do ex-Presidente Juscelino Kubitschek em agosto de 1976. Próximo à janela, uma enorme prancheta ainda mantinha os decanos avisos escritos à mão perto das venezianas fechadas. No outro canto, uma mesa com papeis, dedicatórias de personalidades nacionais e internacionais, uma caneta-tinteiro, uma pequena Bíblia e um sofá para as visitas. Como eu me considerava visita, mesmo sem ter sido convidado, me sentei no sofá para meditar um pouco. O porteiro permaneceu de pé com seu uniforme azul escuro junto à porta em posição de sentido. Lhe pedi que me deixasse em silêncio durante alguns minutos. Ele atendeu, mas com o semblante de quem estava vendo fantasmas. A vibração no escritório ainda era muito vigorosa e palpável. Pude conhecer uma parte da essência daquele homem através dos resíduos de sua alma, plainando naquele local.

Levantei-me e sem pudores, vistoriei a mesa do Presidente. Ao lado de uma pequena Bíblia, havia alguns versículos datilografados em páginas amareladas com anotações feitas a lápis. Especialmente uma delas me chamou a atenção: Marcos 16, versículo 15. Anotei e deixei a sala. Acreditei que havia achado o que procurava.

Assim que alcançamos o térreo, agradeci ao porteiro com gratidão. Realmente aquele havia sido o último dia que eu colocaria os pés na rádio. Ao chegar em casa verifiquei qual era o significado do versículo de Marcos, “O Sepulcro Vazio, A Ressureição”. Era uma frase única de Jesus, que encerrava uma lista de versículos e capítulos: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura.”

O lema da Jornada de 2013, é curiosamente similar ao que “recebi” no escritório do Presidente em 2008. Dessa vez não é Marcos, mas Mateus, 28, versículo 19, ao citar a fala da pregação de Jesus na Galiléia aos discípulos: “Ide, fazei discípulos de todas as Nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.”

Este blog é um exemplo do que fiz a partir de 2008: me movimentar e contar o que vivo (“ide e pregai”); repartir com todos os amigos e leitores os fenômenos ou eventos sincronísticos que vivencio.

As sincronicidades não são exclusividade de um grupo seleto de escolhidos. Esses fatos (como digo são fatos, não criações) pertencem a todos, mas eles espelham o seu grau de compreensão e sua percepção do que é importante para você e do que você chama de realidade, a mesma que você cria, que inclui a sua zona de conforto, a sua crença, os seus conhecimentos e as suas alienações.

O que sinto, literalmente, não só com a  vinda do Papa, mas com as passagens da Bíblia abordadas neste texto, é que o ciclo de aprendizado dessa última meia década chega ao fim, para que outro se inicie, como um passo dado após o outro. Sempre em frente, mesmo aos tropeços, lá vamos nós.

Tudo é vitória, mesmo que não pareça.

Imagem de Nossa Senhora Chora

“Padre, a imagem está viva!”.

 

Foto revela o exato instante em que meninos e meninas da Paróquia dos Santos Anjos, no Leblon, se surpreendem com uma lágrima que teria brotado do olho direito da imagem de Nossa Senhora da Conceição | Fotos: Divulgação e Paula Beatriz Brasil (O Dia online)

Frequento algumas igrejas no Rio, não para participar de missas, mas para meditar. Tenho algumas favoritas como a da Lampadosa, N.S. do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, Santa Luzia, a maioria no centro histórico e algumas perto de casa. Uma delas virou notícia há alguns dias: a Igreja dos Santos Anjos no Leblon, por causa de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, que chorou. O fenômeno, presenciado pela maioria das 40 crianças presentes e alguns adultos que participavam da cerimônia, no final da tarde do último sábado, foi registrado em fotos. O fato teria acontecido durante missa em que a santa foi coroada. Inicialmente, concentrados na missa e aturdidos pelos “cupins do calor” que invadiram a templo, ninguém percebeu o fenômeno, a não ser as crianças de 9 anos de idade que fazem catecismo.

Chorando, a pedagoga Cláudia Talesfero, 45, e o marido, o advogado Gilmar Talesfero, 49, que moram no Méier, na Zona Norte, foram de manhã à missa na paróquia e, assim como dezenas de pessoas, fizeram questão de visitar a imagem. “É emocionante”, comentou Cláudia.

Depois da missa, ninguém mais viu mais o líquido na rosto da santa.

Segundo o padre Marcos Belizário, não é a primeira vez que paroquianos da Igreja dos Santos Anjos, na Avenida Afrânio de Melo Franco, viram algo incomum durante as missas. No dia 27 de setembro de 2009, durante a celebração, vários fieis avisaram o pároco que viram o rosto de Jesus Cristo projetado no altar.

O arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, vai mandar investigar a suposta lágrima que teria brotado do olho direito da imagem de Nossa Senhora da Conceição.  Para o assessor de imprensa da arquidiocese, Adionel Carlos da Cunha, “é certo que houve, de fato, algo fora do normal, que carece de ser estudado”.

Catolicismo Renovado, a Virgem e Pedro Siqueira.

“Se você quer voar, primeiro aprenda a andar.”

Friedrich Wilhelm Nietzsche.

Em uma postagem anterior publiquei um vídeo e um pequeno texto sobre Pedro Siqueira, um advogado carioca, autor do livro “Senhora das águas”, que diz receber mensagens da Virgem, seja de Fátima ou de Medjugorje.  Com um livro no mercado, tocando um bom violão, e sendo um sujeito carismático (sem trocadilhos) como ele não poderia fazer sucesso?

Pedro Siqueira, foto Extra On Line.

Havia escrito sobre o assunto para o nosso blog, mas como eu ainda não o havia presenciado, isso me incomodava um pouco. Acreditar por acreditar é questão de fé, mas a pulguinha do repórter investigativo andava soprando no meu ouvido… Inclusive recebi vários tipos de mensagens dos leitores: uns incrédulos e outros querendo acreditar e muito. Andei pensando em testemunhar o encontro com Siqueira, que ocorre em um bairro perto de casa, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, na Gávea, mas me faltava o toque da sincronicidade, ou melhor dizendo, uma forcinha do destino. Como os encontros ocorrem na última terça de cada mês, decidi presenciar a reunião de hoje, terça dia 30 de agosto, por causa de dois empurrõezinhos: fiz aniversário dois dias antes – a proximidade me motivou – e a minha , já famosa, vizinha do andar de cima, me disse que a irmã dela estudara na sala do Pedro, no colégio, antes desse bafafá todo.

E há dois dias, li várias críticas dirigidas a Siqueira, por ele se apresentar apenas em igrejas da zona sul, a parte mais rica da cidade. Enfim… Decidi testemunhar in loco.

Ciente de que muitos fiéis chegavam à pequena igreja da Gávea às 14h para o encontro às 19h30, decidi chegar cedo também. Às 16h20 eu estava lá, mas a igreja já estava lotada. Me dirigi a uma cadeira de plástico, próxima à porta, para não me sentir muito enclausurado. Bem, minha formação é católica, e amo estar em igrejas. Por adoração e respeito, desliguei o celular e saí do ar até o fim do encontro. Literalmente saí do ar mesmo, pois me concentro, medito e projeto minha consciência para fora do corpo, como que estabelecendo uma conversa com o inconsciente, termo esse não muito católico. Se eu desliguei o celular, muitas pessoas não o fizeram e a generalizada falação no templo obrigava os organizadores a intervirem frequentemente ao microfone pedindo serenidade, e que inclusive  deixassem de marcar lugares vazios com bolsas para que idosos em pé pudessem sentar. “Gente, Jesus admira a caridade, deem uma forcinha aí que todos serão recompensados!”, ouvi pelos alto-falantes. Mas sabe como é, pessoas são pessoas. As mentes não serenam e as bocas tagarelam, transformando igreja em feira, no clube Piraquê. Projetado, eu ouvia tantas vozes, que minha cabeça doía. O clima estava bastante tumultuado e eu sabia bem o porquê, só me faltava comprovar. As pessoas querem acreditar, mas precisam de alguém especial para isso, precisam de uma ponte, seja uma religião ou uma pessoa, um “veículo”, um “condutor físico”. Curioso foi reparar a existência de uma igreja evangélica do outro lado da calçada, VAZIA, e a católica com tanta gente que saía pela rua. Havia até projeção do encontro, esquema telão na parede externa da igreja, com som amplificado, para os que não conseguiram entrar. A igreja? LOTADA!  Hora da caça, hora do caçador.

Atrasado, Siqueira chegou às 20h e contou rindo, uma história curiosa sobre o recente nascimento do filho. Um padre amigo do casal, nascido em 19 de agosto, data do milagre de Fátima (19 de Agosto de 1917), disse que devido a Siqueira (nascido em agosto) ter decidido com a esposa (nascida em agosto) dar ao menino o nome do padre, por causa disso, ele também nasceria no mesmo 19! Siqueira não acreditou, mas não é que o menino veio ao mundo em… 19 de agosto!  Incrivelmente, durante o terço conduzido por Siqueira, os presentes sossegaram as matracas, entre manifestações de quase fanatismo, que a meu ver, e sentir, tem menos a ver com “viver a fé” e mais com “precisar de provas para ter fé”.

 A palavra de Siqueira era venerada com a de um santo e a vibração do ambiente mudou completamente com a sua presença. Percebi que as mentes dos fiéis tornaram-se mais receptivas e serenas, acalmando o ambiente, não por que tivessem se educado em minutos, mas porque as pessoas só se concentram no que lhes interessa. A todo minuto alguém pisava no meu pé, se chocava com meus joelhos, me dava “ombradas”, e atrás de mim uma criança pequena me dava chutes nas costas, de tanta gente que insistia em entrar no recinto lotado, contrariando as contrariadas leis da física.

Durante uma hora, Siqueira rezou, cantou (bem por sinal) e entregou aos destinatários mensagens da Virgem, recados de conforto para casais em guerra; pais desesperados com filhos viciados; mães e filhos doentes e negócios quase falindo que não quebrarão. Siqueira, que vê e ouve a Virgem, cita os nomes dos presentes antes de lhes dar as mensagens. O advogado se dirigiu a uma moça que havia tentado se matar e lhe disse: “A Virgem te acompanha, tanto que ela sabe que sua cama é pequena, há um ventilador branco de teto e que seus chinelos estão em determinada posição, etc.”

De certa forma, Siqueira me lembrou Chico Xavier entregando psicografias, mesmo que os católicos mais católicos não gostem de ouvir isso. Mas não se diz que no Brasil, todo católico é espírita?

Às 21h, Siqueira encerrou o encontro e recomendou a todos rezar o terço. Na saída, ouvi uma testemunha, humilde por sinal, sem bolsas Louis Vuitton, relatar que ela havia recebido uma mensagem no encontro que presenciei. O que importa é que a “remetente” estava feliz. Se a questão é confortar as pessoas, um passo importante é dado por Siqueira e um passo que tem muito significado, mas enquanto as pessoas não aprenderem a andar sozinhas, como diz Nietzche, nunca poderão voar. E sempre serão projetos de pessoas, não pessoas livres, espiritualmente cônscias.

Advogado carioca se comunica com a Virgem

Imagens da Virgem fotografadas na igreja de SANTO ELESBÃO E SANTA IFIGENIA no centro do Rio, uma igreja de escravos.

Vídeo do texto abaixo: http://www.facebook.com/video/video.php?v=10150195667594301

Muitos pontos me tocaram, como espectador, filho, amigo e discípulo de Fátima nessa entrevista do advogado Pedro Siqueira (para o programa da Ana Maria Braga) que mantém contato com a Virgem desde criança, mas um detalhe me chamou a atenção: Nossa Senhora pode se manifestar através de um simples fenômeno como a chuva…

Sabe o que acho mais fascinante dessa história toda? Cada um, dependendo de vários fatores (educação, compreensão, fé, religião etc) tem uma perspectiva muito própria do fenômeno. Creio que cada um de nós reinterpreta e vive o fenômeno à sua imagem e semelhança: se você é criativo, os fenômenos também o serão. Como o advogado Pedro Siqueira é muito católico, o fenômeno também é muito católico. Mas nenhuma das formas de contato pode ser considerada certa ou errada: são extensões da mesma luz, da mesma fonte.

Há um depoimento nesta entrevista, de uma moça, a última a falar, que presenciou juntamente com o grupo em Fátima, Portugal,  uma cruz surgida do céu com raios vermelhos, e uma auréola que cercava o sol… Na entrevista há uma foto dessa depoente no mesmo local em Fátima onde tive a honra, o prazer e a emoção de ter tido contato com a Virgem, em uma fase muito confusa da minha vida, em uma fase na qual eu precisava ardentemente me desligar do velho, da roupa velha para me despir, me deixar nu e aí sim poder me reencontrar com quem eu havia me esquecido que era. E esse processo dura até hoje, é um caminho progressivo, contínuo e maravilhoso. E graças a Deus, sem retorno: sempre à frente e com a Virgem.

SINCS SEQUENCIAIS

“Seu Roberto, o pessoal do mundo antigo não está entendendo o mundo novo”. Foi o que Dona Maria disse ao meu amigo Roberto, que trabalha no atendimento de um Banco em Manaus. A senhora, cliente antiga, nunca soube que meu amigo tinha algo de “especial”, mas como não era boba, ela “percebeu” que ele poderia entendê-la.

“Não adianta ter professor para instruir porque eles não compreendem”, ela prosseguiu.

“O mundo antigo já acabou!”, sentenciou.

Por que inicio o texto com esse preâmbulo? Porque Roberto, esse amigo, passou alguns dias comigo no Rio nesse feriadão. Pois bem, quando você junta duas pessoas que têm características especiais, o que geralmente ocorre é um verdadeiro “sai-de-baixo”, um “tsunami energético”: a energia de cada um é amplificada e as sincronicidades se multiplicam. E após cada nova sinc diária, ríamos.

“Ô homem de pouca fé!”, eu brincava.

E ele respondia: “Quem disse que eu não acredito! Você é que é o cara dos FXs! (“efeitos especiais”: nossa alcunha para fenômenos) Meu professor de ioga me disse que tudo o que é antigo não vale mais para hoje em dia, seja religião ou filosofia.”

Durante sua estadia no Rio ocorreram muitas sincronicidades diárias, sempre da mesma maneira: a gente conversava sobre algo, sem prestar muita atenção, como se fosse um pensamento dito em voz alta e o pensamento se materializava fielmente no dia seguinte. Aqui listo algumas das mais folclóricas, todas ocorridas em uma semana.

Só me falta-me o Gramur!

1 – Tenho dois amigos, mais próximos, em Manaus. Um deles veio passar uns dias comigo, aqui em casa, por causa das suas férias e não em razão do feriadão. No dia posterior à sua chegada, toca o telefone: era o outro amigo de Manaus que havia chegado ao Rio. Eles não combinaram nada e o segundo amigo não veio para o Rio por causa das férias. Saímos todos. Em nossa conversa, comecei a imitar a Lady Kate. A namorada do segundo amigo riu e me disse que havia estudado com a atriz, Katiuscia Canoro.

Orfeu da Conceição

2 – Lembrei de uma história, assim que passamos perto de um viaduto ao lado do Sambódromo: “Subi nesse viaduto, uma única vez para ver o desfile das Escolas de Samba. Não dava para ver nada e desci. No meio do povo, uma voz me chamou: era um conhecido que não via há anos.” No dia seguinte à conversa, encontramos a pessoa que havia me chamado no viaduto.

Bob Zé

 3 – O amigo me perguntou: “Você já ouviu o disco do Zé Ramalho no qual ele canta Bob Dylan?”. No dia seguinte, Zé Ramalho passa na rua pelo meu amigo.

4 – Sonhei com um conhecido que cruzou comigo, de cabeça baixa – no sonho – e não me viu. No dia seguinte, o amigo de Manaus me pergunta sobre uma banda, na qual a pessoa com quem eu havia sonhado cantava. Mas ele não sabia disso.

 5 – Contei para ele que o mago Aleister Crowley não era tão ruim como querem pintar, ainda mais em um mundo (o atual) no qual uma de suas sentenças é glorificada: “Todo homem e toda mulher é uma estrela.”

Todos juntos vamos...

Muitas vezes o “mal” também pode se associar ao “bem” para derrotarem o “mal maior”. No final das contas, mal e bem são apenas pontos de vista, é claro. Contei ao amigo que na Segunda Guerra, Hitler e o povo alemão uniram-se numa “tsunami energética” ao erguerem os braços na saudação nazista, que podemos dizer simbolizava o “mal”, ao reincorporarem o velho mundo simbólico dos conquistadores romanos, com suas águias, flâmulas e galhardetes; a escravização de povos” inferiores”  e conceitos opressores de civilização. Inebriados com a campanha militar vitoriosa (até invadiram Paris!) o povo e os líderes alemães eram uma coisa só.  Entre 1936 e 1939, Crowley fez uma série de visitas à Alemanha. Uma mulher chamada Martha Kunzel tentou convencer Hitler de adotar o Livro da Lei de Crowley como a sua “Bíblia”.  Hitler rejeitou a sugestão, pois para ele o “Mein Kampf”  era o livro sagrado da Alemanha.

V

 Ser amigo de Crowley não era uma primazia do poeta português Fernando Pessoa ;  Winston Churchill, o novo velho homem escolhido para liderar a Inglaterra, como primeiro-ministro, em tempos de guerra, consultou o mago a respeito da saudação nazista. O que Churchill, um homem que também acreditava em primazia racial, desejava era combater o nazismo em duas frentes: no físico e no astral. Crowley sugeriu-lhe que adotasse o símbolo do V com os dois dedos erguidos para anular a saudação nazista.

 Meu amigo não lembra de ter sonhos diários, mas aqui em casa ele sonhava toda noite, exatamente como eu: com histórias longas e vários personagens. Na madrugada, ele foi atacado por alguma entidade e lembrando da nossa conversa, felizmente usou o V juntamente com conjurações de amor. Ele acordou dizendo que os “inimigos” saíram em debandada.

Excalibur

6 – Simbologias são muito poderosas e é preciso compreendê-las para ter o controle sobre a sua vida, principalmente a inconsciente. Tomei conhecimento de um fato, que claramente era mera reprodução (retorno e recorrência) de outro ocorrido há exatos 25 anos. Como indiretamente me envolvia de várias formas e todas nada muito boas, pensei em cortar o mal pela raiz. Em um sonho, soube que deveria resgatar um objeto físico que se ligava indiretamente a essas pessoas. E apesar de aparentemente a missão ser difícil, senti que sairia vitorioso. A imagem que me veio à mente era a da espada de Excalibur sendo retirada da pedra. Isso me deu a convicção de que eu deveria e poderia cumprir a missão. Em uma semana, fui bem-sucedido. A convicção do sucesso era tamanha que eu simplesmente segui adiante. O que ocorrerá com os personagens envolvidos na teia do retorno e recorrência não é mais meu problema. Nunca mais.

 Roberto

7 – Falávamos sobre a morte da filha do cantor Roberto Carlos e durante a conversa, ele fez algumas críticas sobre a minha forma de viver: ele me sugeriu que eu colocasse meu sonhos de lado e eu respondi que “preciso vencer sendo quem sou, com meus sonhos. Não me interessa vencer sendo outra pessoa”. Na rua, passamos em frente a uma igreja que gosto e sugeri que entrássemos. A princípio, ele não quis, alegando que “isso é um processo seu”, mas entrei e ele veio atrás. Quem comandava a missa era o padre Antônio Maria, que pediu que rezássemos por Roberto Carlos e completou: “O amigo que está em sua casa deve respeitá-lo e aceitar a sua maneira de ver o mundo”.

Padre Antônio Maria

Eu sei bem o que é isso, pois lido com o descrédito constantemente. Os incrédulos nem são bons nem maus, não estão certos ou errados, eles têm outras missões, outras funções, outros objetivos, outras necessidades, outras certezas, que não são as minhas, mas curiosamente querem que eu passe para o lado deles e eles nunca querem passar para o meu, sabem por quê? Porque o meu caminho é o mais difícil, mas é meu: eu tenho o prazer e a obrigação de cumpri-lo de cabeça erguida. Honra e valor.

Pedidos, Promessas

8 – Durante uma fase conturbada na minha vida, pedi uma graça em uma igreja de escravos há 4 anos. Aparentemente a graça não foi alcançada (disse, “aparentemente”) e nunca mais pensei no assunto. Hoje, no dia em que escrevi este texto, passei com meu amigo em frente à mesma igreja. Na hora, passou pela minha cabeça que eu deveria “desfazer” a promessa. Fiz exatamente a mesma coisa, com o mesmo procedimento. Desfiz? Não sei, mas saberia menos se não o fizesse. O que houve de concreto é que a vibração foi fortíssima, as paredes tremeram. Muitas respostas e grandes soluções são inconscientes: apenas cumpra a sua missão com amor.

A SINCRONICIDADE DO 28

“Viver não é necessário; o que é necessário é criar”. Fernando Pessoa – aquele que nada trazia de pequeno n´alma.

Em que dia você nasceu?

Há alguma coisa em sua data de nascimento que te desperta a atenção?

Você reconhece alguma coincidência significativa ligada a números?

Nasci no dia 28. Não sei se por aderência, carinho ou mania, o 28 não desgruda de mim. Achava estranho esse apego todo, mas com o tempo me acostumei e comecei a ver o lado positivo. Como ele me perseguia, eu comecei a persegui-lo: olho por olho, dente por dente. As brincadeiras com o número começaram em lugares inusitados como o valor de um produto no supermercado; os centavos no final de uma conta; 28 graus; acordar às 09:28; o CPF do meu irmão tem a data, dia e mês, do meu aniversário; ver um 28 perdido em meio a uma nova conta de banco; encontrar um 28 boiando em um novo número de telefone etc.

No aspecto da evolução da alma, o 2 representa a polaridade entre emoção e a mente (alma), e o 8, a consciência (espírito) que julga esses veículos.

Mas no 28, o que se destaca é o oito, não tem jeito. O número 8 representa a Justiça, o Julgamento, o equilíbrio entre matéria e espírito, o oitavo chakra Vibhuti. Tem relação direta com o Deus dos Mortos, Anúbis (Saturno) que quer teu coração mais leve do que uma pena.  O Nobre Caminho Óctuplo é, nos ensinamentos do Buda, um conjunto de oito práticas que correspondem à quarta Verdade Nobre do Budismo: o “caminho do meio”, baseado na moderação e na harmonia, sem cair em extremos. O Dharmachakra representa o Nobre Caminho Óctuplo.

Números são coisas matreiras, arteiras, como gênios brincalhões.

Essa tem tudo a ver com a experiência do 28 e do 8: fui ao banco pagar uma conta, mas como estava em atraso, tiveram que recalcular na hora. Eu tinha ideia de quanto seria, mas não sabia o valor exato. Deu X reais mais alguns centavos, um número bem quebrado tipo 35 centavos . O dinheiro que eu havia trazido era exatamente o valor X calculado em reais, mas não os centavos. Meti a mão no bolso de trás da calça e havia exatamente 35 centavos. Fiquei duro, mas paguei a conta. Matutei, meio aliviado e meio “bolado”: “Que coisa! Nem para dar uma folguinha? Precisava ser tão exato assim?” Rindo, vi o lado positivo da história: paguei a conta, cumpri com minhas obrigações. Palavra engraçada essa: obrigação. Obrigar a…

Colocando as coisas em pratos limpos no universo do 28: pago o que devo e quando não consigo, não fico desesperado nem me sentindo um péssimo pagador porque me empenhei, dei o meu melhor, não enganei, não menti, não enrolei, fui claro, mas não deu. A vida é assim. Simplesmente faço o possível e se não dá,  negocio; se não dá para negociar, faço o que posso e quando “nada dá certo” (certo para quem, né?) aceito o ocorrido e não brigo com ele. Curiosamente, tudo sempre dá certo e se resolve quando é chegada a hora, quando a sintonia está boa, quando os pêndulos estão alinhados em meio ao caos. A diplomacia e  a guerra são partes do processo, nem toda guerra é do mal e nem toda diplomacia é do bem, entender o mundo com uma visão maniqueísta não faz juz à grandeza do universo, que repito, é muito mais criativo do que supõe a nossa vã filosofia.

Escher vendo Escher

A imprensa noticiou: “Sábado e domingo são os últimos dias da exposição O MUNDO MÁGICO DE ESCHER do artista holandês Maurits Cornelis Escher (1898-1972).”

Obviamente, como quase todos os brasileiros deixam tudo para cima da hora, a história não poderia ter sido diferente: fiquei na fila durante uma hora e meia antes de entrar no prédio. E sabe aquelas perguntas que a gente se faz? “Por que não vim antes? Por que deixei para a última hora?” ”  Todas passaram pela minha cabeça. Mas uns cinco minutos depois a alma sossega, eu não fico  reclamando, é chato. A gente se aborrece com a nossa “falta de tempo”, mas quer saber? Antes tarde do que nunca. Ficar “plantado em pé” é um problema menor: eu estava lá para ver o grande Escher, que mais eu poderia querer? Como fã de arte, me senti realizado. “Furada”, nesse caso, é um conceito relativo.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/ultimo+dia+de+exposicao+de+escher+no+rio+reune+milhares/n1300007298311.html

Mas eu não deixaria a história ser tão simples assim, também gosto de complicar um pouco, vamos colocar dessa forma. Superficialidade não é a minha, então eu faço a minha vida ser dignamente profunda e artística. Também gosto do inusitado, ele não me assusta, dá um medinho, mas é um bom medinho, por assim dizer, é parte da brincadeira.

Assim que me aproximei do museu às 11 da manhã, no centro do Rio, e vi o tamanho da fila, senti que não era para entrar. Pelo menos, não àquele momento. Pensei, “mais tarde esse povo desiste e a fila fica menor”. Santa ingenuidade…  Em frente ao museu, há uma Igreja: a da Candelária. Em outra coluna, creio, falei sobre uma visita que fiz à mesma igreja há muitos anos, com minha mãe durante um encontro para ver a Imagem original de Nossa Senhora de Fátima. Entrei na Igreja e sentei em um dos primeiros bancos para meditar. Foi bem legal. Tirei fotos das imagens e desse anjo portentoso, sustentáculo de um parlatório, em cuja frente sentei.

Anjão

inclina avrem tvam et suscipe verba intellectus: Incline-se diante dele e receba as palavras da Inteligência.

Ao sair da igreja, por volta de meio dia e vendo que a fila não havia diminuído, preferi arriscar e ver qual era a exposição no prédio ao lado, no Centro Cultural dos Correios. Para minha surpresa: era sobre Fernando Pessoa, um dos meus poetas favoritos, se não o favorito.

A Pessoa do Fernando

Mal entrei na fila, com poucas pessoas, a porta foi aberta para que todos desfrutássemos do momento mágico, ou de um momento “Pessoa”. Após me deixar levar e flutuar entre as poesias transformadas em mil imagens, entrei em uma sala onde havia uma grande mesa com vários livros de Pessoa para quem quisesse ler. Sentei e logo à minha frente, vi um pocket book de Álvaro de Campos. Fernando, que foi amigo do mago Aleister Crowley devia ter sido mago também e não só das palavras: não satisfeito em ser Um escritor ou Um poeta, foi vários. Pessoa repartiu seu talento em heterônimos, múltipla personalidades, personagens extraídos de si, e o mais famoso deles estava ali à minha frente em forma de pocket: Álvaro de Campos.

Minha poesia favorita, como a de várias pessoas, é Tabacaria.

“Não sou nada.

Nunca serei nada.

Não posso querer ser nada.

À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,

Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é

(E se soubessem quem é, o que saberiam?),

Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,

Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,

Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,

Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,

Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,

Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada”.

Assim que abri o livro, vi que o texto completo de Tabacaria se distribuía por três páginas: a primeira sugestivamente começava em 287. Como nasci no dia 28 de agosto imaginei que haveria alguma surpresa na 288. É claro que havia. Ao abrir o livro, no final da página 288 – que fotografei, mas peço desculpas pela má resolução – encontrei exatamente essa parte:

“O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo”.

Começava assim a primeira linha no alto da página 289:

“Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu”.

A última quadra na página 288  – diagramada assim pelo destino ou pelo inconsciente do diagramador – falou demais àquele instante, falou como um buraco negro que engole todo o universo no meu peito. Creio que não há necessidade de me explicar mais. Curiosamente, a 289 confirmou que eu não estava ali à toa, que àquele livro não estava inutilmente ao alcance da mão e que todas as estradas conduzem a Roma.

Página 228

Havia postado a mais nova edição da revista O Martelo no dia anterior à visita ao museu e para ela escrevi sobre Kant.

Nossa Senhora de Fátima

Me ergui e mais uma vez, do lado de fora da exposição sobre Pessoa, soube que não era para entrar na fila do Escher. “Não é agora”, refleti. Saí de lá, atravessei o centro inteiro com uma energia renovada e fui à Igreja de Nossa Senhora de Fátima, perto do Sambódromo para agradecer. De volta ao museu, por volta de 16h da tarde, ingressei na fila “amarradão”.

Calor? Que calor?

Dor? Que dor?

Cansaço? Que cansaço?

Escher é bom demais. É o próprio Yin Yang

E a vida é Yang para quem não se impõe, para quem conversa em silêncio com ela, como Yin, pois sabe-se que essa dama chamada VIDA é matreira como um 28.

Obs:  O primeiro disco que gravei em 1984 se chamou Ultimatum. Álvaro de Campos, autor de Tabacaria escreveu Ultimatum em  novembro de 1917, que também fala sobre o Brasil:

             tu, Brasil, blague de Pedro Álvares Cabral
 Que nem te queria descobrir
 Ultimatum a vós que confundis o humano com o popular
 Que confundis tudo

SINC DA SUPER LUA

Na segunda, decidi dar uma volta na feirinha ao lado de casa. Não faço feira, sou de supermercado, mas enfim… fui à feira. Entre legumes e frutas encontrei uma venda de pastéis e caldo de cana. Precisava descansar minha cabeça e olhar para as pessoas e o mundo como espectador, dar tempo ao tempo e senti que estar ali naquele local, sem ter planejado nada, era o refresco ansiado. Sentei no banquinho de plástico e comi meu pastel às 10 da manhã, não me preocupei com óleo de fritura e afins: só desfrutei felicidade… Poderia ter comprado produto mais saudável, mas pastelzinho e caninha salvaram a minha linda manhã. A parada foi frutífera: quando chego em casa ligo a  TV e vejo uma repórter entrevistando pessoas na mesma feirinha,  na qual fui pela primeira vez – tudo sincronizado!

Na sexta, fui resolver minhas coisas na rua e no final da tarde desviei o curso e  segui para outro bairro. Gosto de olhar as pessoas, para imaginar o que pensam, ver grandezas e pequenezas em seus rostos e gestos, gosto de ver as casas, os prédios, ver crianças correndo, idosos caminhando lentamente, gente de verdade e não os botoxs da TV.

No final da tarde, entrei em uma das igrejas nas quais gosto de meditar.  Assimq eu em sentei, o padre falou:
– São 18 horas
Pensei: “Ora, hoje é dia 18! Estava na igreja às 18 do dia 18”.

Sorri e feliz, meditei.

Nesses momentos, mais necessariamente às sextas e sábados de manhã, costumo meditar para retirar o peso extra dos meus ombros e botar para correr as energias negativas. Sempre dá certo: saio da meditação leve, quase volitando.

 

Super Lua

Já estava anoitecendo e decidi molhar meus pés nas águas do mar. Olhei para o céu e havia uma lua cheia brilhante, gigante, linda. Abri meus braços e agradeci pela vida, pelas decisões corretas e pedi luz, muita luz, a luz da lua, a luz do sol.

Em casa, recebo este e-mail sobre a lua e a data em questão. Tudo absolutamente sincronizado:

“O mundo está prestes a presenciar a aparição da maior lua cheia das duas últimas décadas. Na semana que vem este satélite natural vai chegar ao ponto mais próximo da Terra.

No dia 19 de março, a lua cheia vai aparecer mais exuberante do que o usual na noite celeste quando ela atinge o ponto máximo de um ciclo, conhecido como ‘Perigeu Lunar’.

É esperado um espetáculo visual quando a lua se aproximará da Terra a uma distância de 221,567 milhas da órbita – chegará mais próxima do nosso planeta desde 1992.

A lua cheia poderá aparecer no céu 14% maior e 30% mais luminosa, especialmente quando nascer no horizonte do oriente ao pôr-do-sol ou em condições atmosféricas bem favoráveis.

Este fenômeno é reportado como o mais relevante assunto sobre ‘supermoons’ que esta conectado com fenômenos geológicos (vulcões e terremotos ). A última vez que a lua passou tão próxima da Terra foi no dia 10 de janeiro de 2005, nos dias próximos dos terremotos na Indonésia que registrou 9.0 na escala Richter.

O furacão Katrina em 2005 também foi associado com a lua cheia incomum.

Previsões de ‘supermoons’ aconteceram em 1955, 1974 e 1992 – cada um destes anos tivemos a experiência de fortes manifestações climáticas”.