AS SETE LEIS PARA O SUCESSO – parte VI

A SEXTA LEI: A LEI DO DESPRENDIMENTO

 

No desprendimento se revela o conhecimento da incerteza. No conhecimento da incerteza se revela a libertação do passado, do conhecido, da prisão da circunstância do passado. E pela nossa vontade de entrar no desconhecido, no campo de todas as possibilidades, entregamo-nos ao espírito criativo que orquestra a dança do universo. Como dois pássaros de ouro empoleirados na mesma árvore, como amigos íntimos, o ego e o Eu habitam o mesmo corpo – o primeiro come os frutos doces e amargos da árvore da vida, enquanto o último observa com desprendimento.

 Mundaka Upanissad

 

A sexta lei espiritual, do sucesso consiste na Lei do Desprendimento.

A Lei do Desprendimento diz-nos que para adquirirmos qualquer coisa no universo físico temos de renunciar à nossa ligação a ela. Isto não significa que desistamos da intenção de criar o desejo. Não devemos desistir da intenção, nem devemos desistir do desejo. Devemos desistir da nossa ligação ao resultado. Esta atitude é muito poderosa. No momento em que renunciamos à ligação ao resultado, combinando ao mesmo tempo intenção dirigida e desprendimento, teremos aquilo que desejamos. Tudo o que quisermos pode adquirir-se através do desprendimento, já que este se baseia na fé inquestionável, no poder do nosso verdadeiro Eu. Por outro lado, a ligação ao resultado baseia-se no medo e na insegurança – e a necessidade de segurança baseia-se no fato de não conhecermos o nosso verdadeiro Eu. A fonte de riqueza, de abundância ou de qualquer outra coisa do mundo físico encontra-se no Eu; é a consciência que sabe como realizar todas as necessidades. Tudo o mais constitui um símbolo: carros, casas, contas bancárias, roupas e aviões. Os símbolos são transitórios; vêm e vão. Procurar obter estes símbolos é o mesmo que preferir o mapa ao território. Provoca ansiedade; acaba por nos fazer sentir ocos e vazios por dentro, porque estamos a trocar o nosso Eu pelos símbolos do nosso Eu.

A ligação ao resultado significa consciência da pobreza, pois esta ligação prende-se sempre aos símbolos. O desprendimento significa consciência da riqueza, pois ele traz-nos a liberdade para criar. Só com um envolvimento desprendido se pode obter alegria e prazer. Só assim obtemos os símbolos de riqueza, com espontaneidade e sem esforço. Sem o desprendimento, tornamo-nos prisioneiros de necessidades mundanas desesperadas e impossíveis, preocupações triviais, desespero passivo e tristeza. Marcas distintivas de uma existência quotidiana medíocre e da consciência da pobreza. A verdadeira consciência da riqueza consiste na capacidade para obtermos aquilo que queremos, quando quisermos, e com um mínimo de esforço.

Para chegar a esta experiência tem de se basear no conhecimento da incerteza. Na incerteza encontrará a liberdade para criar tudo o que quiser. As pessoas estão sempre à procura de segurança, mas com o tempo verão que a busca da segurança constitui uma coisa muito efêmera. Mesmo a ligação ao dinheiro constitui um sinal de insegurança. Pode dizer: “Quando eu possuir X milhões de escudos, estarei seguro. Serei economicamente independente e poderei reformar-me. Nessa altura, hei de fazer tudo aquilo que de facto quero fazer.” Mas isso nunca acontece – nunca. Aqueles que procuram segurança perdem-na para sempre e nunca a encontram. É uma atitude ilusória e efêmera, pois a segurança nunca pode vir apenas do dinheiro. A ligação ao dinheiro gerará sempre insegurança, independentemente da quantidade de dinheiro que tivermos no banco. Na verdade, algumas das pessoas mais inseguras são as que mais dinheiro têm. O desejo de segurança constitui uma ilusão. Nas antigas tradições de sabedoria, a solução para todo este dilema encontra-se no conhecimento da insegurança, ou no conhecimento da incerteza. Isto significa que o desejo de segurança e certezas, na verdade, constituem uma ligação ao conhecido. E o que é o conhecido? O conhecido é o nosso passado. o conhecido não é mais do que a prisão do condicionamento do passado. Não há evolução aqui absolutamente nenhuma. E quando não há evolução, surge a estagnação, a entropia, a desordem e a decadência. A incerteza, por sua vez, constitui o solo fértil da criatividade e da liberdade puras. A incerteza significa entrar no desconhecido em cada momento da nossa existência. O desconhecido constitui o campo de todas as possibilidades, sempre vivas, sempre novas, sempre abertas à criação de novas manifestações. Sem a incerteza e o desconhecido, a vida consiste apenas na repetição obsoleta e desgostosa de memórias. Tornamo-nos vítimas do passado – aquilo que vivemos ontem é o que nos atormenta hoje. Renuncie à sua ligação com o conhecido, entre no desconhecido e entrará no campo de todas as possibilidades. O conhecimento da incerteza constitui um elemento da vontade de entrar no desconhecido. Isto significa que, em cada momento da sua vida, terá emoção, aventura, mistério. Terá a experiência da alegria de viver a magia, a celebração, a alegria e a exultação do seu próprio espírito. Todos os dias pode procurar a emoção daquilo que virá a ocorrer no campo de todas as possibilidades.

Quando tiver a experiência da incerteza, encontra-se no caminho certo, por isso não desista. Não precisa de ter uma ideia rígida e completa daquilo que vai fazer na semana seguinte ou no próximo ano, pois se tiver ideias bem definidas acerca do que vai acontecer e se ficar muito preso a elas, fechará um grande número de possibilidades. Uma característica do campo de todas as possibilidades consiste na correlação infinita. o campo pode orquestrar uma infinidade de ocorrências espaço-temporais para chegar ao resultado pretendido. Mas quando nos deixamos prender, a nossa intenção fecha-se num estado de espírito rígido e perdemos a fluidez, a criatividade e a espontaneidade inerentes ao campo. Quando nos deixamos prender, retiramos ao desejo a sua infinita flexibilidade e fluidez, encerrando-o numa moldura fixa, que interfere com todo o processo de criação. A Lei do Desprendimento não interfere com a Lei da Intenção e do Desejo. Com a definição de um objetivo Mantemos a intenção de seguir em determinada direção, mantemos o nosso objetivo. Mas entre o ponto A e o ponto B há uma infinidade de possibilidades. Tendo interiorizado o elemento da incerteza, podemos mudar de direção em qualquer momento, se encontrarmos um ideal mais elevado ou uma coisa mais emocionante. Também nos encontramos menos dispostos a forçar as soluções para os problemas e isso permite-nos manter-nos atentos às oportunidades. A Lei do Desprendimento acelera todo o processo de evolução. Quando compreender esta lei, não se sentirá compelido a forçar soluções. Quando força soluções ou problemas, apenas cria novos problemas. Mas se aplicar a atenção na incerteza e observar a incerteza enquanto espera, atento, que a solução surja do caos e da confusão, aquilo que surgirá será qualquer coisa fabulosa e muito estimulante. Este estado de atenção, encontrar-se-á preparado no presente, no campo da incerteza, liga-se ao seu objetivo e à sua intenção e permite-lhe aproveitar a oportunidade. O que é a oportunidade? Encontra-se em cada problema que tiver na vida. O menor problema que tiver na vida constitui a semente para uma oportunidade de um benefício maior. Depois de ter percebido isso, abre um grande número de possibilidades e mantém vivos o mistério, a dúvida, a emoção e a aventura. Pode ver cada problema da sua vida como uma oportunidade para um benefício maior. Pode manter-se atento às oportunidades baseando-se no conhecimento da incerteza. Se estiver preparado e a oportunidade surgir, a solução aparecerá espontaneamente. Aquilo que daqui advém designa-se muitas vezes por “boa sorte”. A boa sorte consiste apenas no encontro entre a oportunidade e a pessoa que se encontra preparada para ela. Quando as duas se juntam com a observação atenta do caos, surge uma solução, que constituirá um benefício evolucionário para a pessoa e para todos aqueles que a rodeiam. Esta constitui a receita perfeita para o sucesso e baseia-se na Lei do Desprendimento, que é o melhor caminho para a liberdade. Entro no campo de todas as possibilidades e antecipo a emoção que pode ocorrer se eu me mantiver aberto às escolhas. Ao entrar no campo de uma infinidade de escolhas Ponho em prática a Lei do Desprendimento, seguindo todas as possibilidades, experimento toda a alegria, com estes passos: aventura, magia e mistério da vida.

 1 Hoje vou praticar o desprendimento. Darei a mim próprio e aos que me rodeiam a liberdade de sermos como somos. Não imporei ideias rígidas sobre como as coisas deviam ser. Não forçarei soluções para os problemas, pois isso criaria novos problemas. Participarei em tudo com um envolvimento desprendido.

 2 Hoje interiorizo a incerteza como um ingrediente essencial da minha experiência. A minha boa vontade para aceitar a incerteza fará com que as soluções surjam, espontâneas, dos problemas, da confusão, da desordem e do caos. Quanto mais incertas as coisas parecem, mais seguro me sentirei, porque a incerteza é uma fonte inesgotável.

 

 

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A RESPOSTA SEMPRE ESTÁ AO NOSSO ALCANCE.

Faz um ano que iniciei este blog. Então vamos lá: “Parabéns pra você nessa data querida!”

Há um ano eu nem imaginava que teria um livro lançado sobre sincronicidades, agora em setembro de 2011, exatamente um ano após a criação do blog. A sequência da história é essa: o parapsicólogo Waldo Vieira me aconselhou a escrever um livro, e ainda sem saber qual seria o assunto, intuí que deveria ser sobre sincronicidades, tão constantes em minha vida. O escrevi (quero dizer, a primeira versão dele) e o deixei encostado durante meses, esperando o momento certo. Dúvidas e certezas, na mesma proporção, me impulsionavam e tomei algumas decisões, uma delas apelar para a lei do menor esforço. A primeira escolha que fiz, logo que 2011 nasceu, foi não fazer mais do que eu podia e nem perder meu tempo com quem em nada contribuía para o crescimento coletivo. Durante décadas, assoviei, chupei cana e me equilibrei à beira do precipício, mas eu me disse “chega!” e cumpri a promessa. Reparto responsabilidades e faço a minha parte, somente a minha parte. Não tenho mais cabeça ou energia para fazer o trabalho dos outros. Uma vez ou outra, é até aceitável, mas cobrir os outros toda hora é repetir erros passados e o pior… viver em um círculo kármico do qual não conseguimos nos libertar. Dou amor para receber amor em troca, não contarei história aqui ao dizer que dou amor sem desejar receber amor. Se NÃO há intercâmbio, passo a bola adiante e caio fora. Às vezes demoro demais para tomar a decisão de “cortar o mal pela raiz”, mas estou aprendendo… Mas se “corto”, nunca faço pelo EGO, pelas “minhas” vontades e “meus” desejos. Há que tomar decisões em função do AMOR. Sempre.

Já gastei muito meu “latim” com pessoas que me pediam conselhos e que não me davam ouvidos,  como já fui grosseiramente interrompido ou agredido por quem se recusava a me deixar falar por discordar das minhas ideias. Para mim, hoje, tanto faz me calar ou falar. De preferência, prefiro nem falar, apenas ajo e faço da minha vida, o meu próprio sacerdócio e  do meu corpo e mente, um templo de milagres. Elogiar ou criticar, falar para quem não te ouve ou ser interrompido por quem ouve dá no mesmo: é como a história do policial mauzinho e do bonzinho.

Para estarmos aqui e agora, tivemos que passar pelos anos anteriores, pelo nosso nascimento, pelo encontro entre nossos pais, avós, antepassados, pela criação da humanidade. É uma estrada longa, cheia de percalços e descobertas.

Praça das Garças, Graças e Sincronicidades. Olha o Cristo ao fundo!

Então te faço uma pergunta: como tem sido o teu setembro? Como tem sido o teu ano de 2011?

Para mim, 2011 tem sido um desabrochar de possibilidades após longos anos de planos interrompidos, esperanças frustradas e batalhas árduas por resultados pífios. E é claro, tudo consequência de minhas escolhas, muito bem intencionadas, mas que dependiam de circunstâncias literalmente “além da imaginação”. E que dependiam da boa vontade de outras pessoas.

Xamanismo.

Há 3 dias, um amigo me contou que se casou em um ritual xamânico no interior do Estado do Rio. Ao citar o nome dos condutores da missa, quase caí para trás: são antigos vizinhos do sexto andar do meu prédio, pessoas que me conhecem desde criança. Esse mundo é um ovo mesmo…  Pensemos juntos, escolhas sempre escolhas: casar ou não casar; morar no mesmo prédio ou não morar etc. As linhas e caminhos cruzados fazem parte de quem somos e explicam por que fomos colocados uns nas frentes dos outros. O resto é saber distinguir os chamados, os chamamentos, saber ouvir o sininho da fada. Muitas vezes as respostas estão estampadas em nossas caras, onde sempre estiveram, o tempo inteiro. Nós é que não as vemos.

Existe algum culpado pela nossa “cegueira”? Claro que não. Em primeiro lugar não há cegueira ou erro, só escolhas. O mundo à nossa volta é o nosso reflexo e não dá para ser diferente. Deus é cruel conosco por nos deixar errar, por nos deixar entregues à cegueira? Não, ele só nos oferta a possibilidade de escolhermos entre a linha reta ou a angulosa, entre usar óculos ou não. Mas ao mesmo tempo, inconscientemente, almejamos as linhas tortas para termos certeza absoluta de nossas escolhas, para sabermos, de fato, o custo-benefício de toda essa história. DEUS escreve certo por linhas “tortas”? SIM! A filha dileta de DEUS, a sincronicidade sussurra possibilidades, antecipa caminhos, te entrega os óculos com o grau certo, mas não é oculista.

No começo deste ano, não sabia que rumo tomar, estava grávido, mas ainda não havia dado a luz. Para engravidar, há que se começar de algum lugar, de um vislumbre, uma inspiração, mas a semente dessa nova vida deveria ter uma relação profunda comigo, deveria ser uma ideia/uma filha que fosse minha, mas que viesse tão intimamente do meu coração, que pudesse ser compreendida por todos os corações do mundo. O primeiro passo do universalismo é a esquina de sua casa, simples assim. Tinha que ser uma verdade indiscutível, inabalável. Para seguir adiante com a ideia, em primeiro lugar, disse NÃO a convites que me levariam a descaminhos ou a situações recorrentes, de recorrência mesmo, repetições de padrões, só para pagar contas e continuar fazendo o que “esperavam de mim”. Respirei fundo, contei até mil e disse não. Isso me causou alguns problemas, mas eu precisava ter fé, mesmo que fosse a derradeira fé.

E o que conferia a essa nova ideia de 2011, um aspecto diferente das várias ideias e projetos que tive através das últimas décadas e que “não deram certo”?

Primeiramente, o ano: 2011.

Além da data, simplesmente, decidi olhar para o meu umbigo e observar os sinais que estravam na minha cara o tempo inteiro. Antes eu andava olhando um pouco adiante, além da faixa de segurança “imposta pelo destino” e assim não pude ver com clareza o que deveria ter feito, o que poderia fazer. As respostas para as nossas dúvidas são tão inconscientes, como conscientes. Em um documentário da BBC, sobre relacionamentos e casais, vi que uma pesquisa comprovava que o homem se interessa pela mulher que tém a estrutura óssea, adequada para gerar um filho dele, mesmo que o macho não tenha olhos de raio-X. Como pode? Vê-se que até mesmo para se gerar um filho, é necessário uma confluência de interesses: há o engenheiro, mas também há o operário, não se constrói nada sozinho. Ideias não bastam, é necessário quem as realize. De preferência um anseio coletivo.

Saldanha da Gama, o cara.

No começo de 2011, dei uma de minhas “voltinhas” para refletir e fui à praça ao lado de casa. Sentei em frente à estátua de um militar, que jaz sobre uma escadaria que antes dos meus dez anos, eu temia subir por considerá-la muito alta para um ser pequenininho, que um dia já fui. Lembrei do meu tamanho e olhei a estátua com carinho, um carinho fora do normal. Me aproximei e li o nome do homenageado: Almirante Saldanha da Gama. Mas quem era esse tal Saldanha? Voltei para casa e procurei na internet, havia pouca informação. Catei um velho livro na biblioteca e achei um verbete que contava parte de sua fascinante história: de herói da Guerra do Paraguai a traidor da Pátria, por ter se insurgido contra um presidente-ditador. Saldanha comandou uma revolução, a revolta da Marinha (ou Armada) para depor o presidente Floriano Peixoto, que balançou, mas não caiu e nem renunciou.

Ao fechar o livro, acreditei que a resposta para a grande ideia de 2011 sempre esteve na minha cara, naquele mesmo lugar, no monumento que eu temerosamente escalava com menos de dez aninhos. Minha alma e cabeça começaram a ferver. Dali a alguns dias, comecei a escrever febrilmente, traçar planos, e somei minhas duas paixões: música e história. Pensei “Por que não contar a história do Brasil através de música?” e criei um projeto que sairá do papel ainda este ano, assim espero.

Ao estudar sobre a Guerra do Paraguai, a única amiga paraguaia que tenho, que já residiu no Rio, e com quem não falava há anos, me escreveu em 2011 para dizer que a mãe amada havia desencarnado e que ela havia começado a estudar Cabala. Ao pensar nela e ler sobre o conflito, descobri que um grupo indígena, chamado Kadiwéu, teve forte participação na Guerra do Paraguai. Guerreiros temidos por colonizadores portugueses e espanhóis, defenderam o Mato Grosso contra incursões paraguaias por várias vezes. Eram hábeis combatentes, e exímios cavaleiros. Sua participação salvou a coluna da Retirada da Laguna de ser totalmente destruída pelas forças paraguaias. Fiquei fascinado pelos Kadiwéu, comecei a estudá-los, passei a amar os desenhos feitos em seus vasos, os desenhos minuciosos e simétricos, estampados em seus rostos. Tomei um choque de realidade: me senti um ignorante por assistir seriado estrangeiro e não saber nada sobre os primeiros habitantes do nosso país. Voltei aos livros do meu Darcy Ribeiro amado e antropólogo (Kadiwéu – ensaios etnológicos sobre o saber, o azar e a beleza – 1950).

Kadiwéu

Certa vez, há muitos anos, quando fui com essa amiga paraguaia ao Museu de Belas Artes no Rio, ela viu um dos quadros sobre a guerra e ficou horrorizada. Me falou, sentida, sobre o massacre do povo de seu país. Hoje, sabe-se que não houve heróis ou bandidos, mas infelizmente o ser humano necessita guerrear em função de sua não-compreensão e do não-entendimento do seu papel na construção de um mundo melhor.

Tudo começou a fazer muito sentido para mim.

Lembrei dessas “dicas” do passado e formatei o meu presente.

O que aprendi com essas observações? Que A RESPOSTA SEMPRE ESTÁ AO NOSSO ALCANCE.

Uma boa ideia depende de inspiração e maturidade, isso leva tempo, mas a resposta, essa SIM, sempre esteve por perto!

Mas era tão óbvia que eu me recusava a acreditar.

O nome disso é DESTINO? Não sei, mas a ideia é PURA SINCRONICIDADE.

Saldanha dando a direção.

A Sincronicidade dos Deuses Astronautas

 

No dia 9 de agosto, desci às 17h para meditar na igrejinha do bairro. A energia estava razoável e depois saí. Na escadaria da igreja, encontrei um palito de picolé de plástico laranja, com ranhuras para serem encaixados uns nos outros. Não sei se isso voltou a ser moda agora, mas certamente não era o mesmo palito que eu juntava nos anos 70, certamente não.

Com o palito na palma da mão, minha infância retornou à vida em questão de segundos, fragmentos de uma memória perdida se refizeram, não visuais mas sentimentais. Recordei que juntei  vários desses para montar várias coisas, dar asas à imaginação. Me perguntei  o que isso significava, pois procuro significados em quase tudo e quase sempre há um, sem exagero.

Ações externas estão ligadas às internas. Sempre.

Talvez o palito mágico estivesse me dizendo que eu deveria “voltar ao ponto de partida”, e isso para mim significa pureza, o ato puro de me libertar das pedras carregadas nas costas que atrasam o caminhar, a simbologia que me faz crer que é necessário abrir mão de quase tudo o que é desnecessário, para que a pureza e o amor pela vida possam reinar, sem traumas ou escândalos.

Só de acreditar nessa inspiração, várias ideias afloraram: projetos pessoais e profissionais, todos ligados em uma corrente do bem que soma alta estima, paciência, trabalho constante, objetivo, foco etc. Todos os meus sonhos são puros como a água mais fluídica, pois eu não busco nada que possa prejudicar quem quer que seja, eu me interesso em ter o meu espaço, e poder trabalhar livremente, e ser recompensado por isso dignamente. Não busco poder, sexo, fama ou status. Celebro o amor à vida e aos estudos sem vícios ou objetivos obscuros. Por isso me considero puro.

Já na rua, e inspirado, pensei que deveria seguir em direção à outra igreja, distante a uns 30 minutos a pé. Cheguei na missa das 18h, a igreja estava apinhada. Sentei, meditei e senti a vibração bombando, poderosa. É um negócio tão louco (e gostoso) que nesse estado de catarse, a sua mente dialoga livremente em um ambiente fluídico, onde nitidamente o “cliente” se desliga dos pensamentos mundanos do dia-a-dia (e inclusive de quem está sentado ao seu lado) para refletir sobre o que é realmente útil para sermos felizes. Nesse estado, uma assistente do padre começou a recitar um trecho do Profeta Ezequiel que relata o seu encontro com Deus:

(1,4) – Eu olhei: havia um vento tempestuoso que soprava do norte, uma grande nuvem e um fogo chamejante; em torno de uma grande claridade e no centro algo que parecia electro, no meio do fogo. (1,5) No centro, algo com a forma semelhante a quatro animais, mas cuja aparência fazia lembrar uma forma humana. (1,6) Cada qual tinha quatro faces e quatro asas.

(1,22) Sobre as cabeças do animal havia algo que parecia uma abóbada, brilhante como o cristal, estendido sobre suas cabeças, por cima delas. (1,24) Eu ouvia o ruído de suas asas, semelhante ao ruído de grandes águas, semelhante à voz de Shaddai; quando se moviam, havia um ruído como de uma tempestade, como de um acampamento; quando paravam, abaixavam as asas. (1,25) Houve um ruído. (1,26) Por cima da abóbada que ficava sobre suas cabeças havia algo que tinha a aparência de uma pedra de safira em forma de trono, e sobre esta forma de trono, bem no alto, havia um ser com aparência humana.

Ezequiel

De acordo com a Bíblia hebraica, Ezequiel (tradução: “Deus fortalecerá”, ou “Deus”), foi um sacerdote que profetizou por 22 anos durante o século VI a.C., através de visões que teve durante o exílio da Babilônia, tal como registrado no Livro de Ezequiel (wikipedia).

 

Mesmo em meu estado alterado, uma alegria imensa preencheu minha alma, por causa de uma “coincidência”: eu ouvi esse mesmo texto lido na igreja, sem que eu tivesse dado muita atenção,  em um documentário na TV, no dia 8 de agosto de 2010, ou seja no dia anterior. O programa televisivo era sobre um livro que li na adolescência: “Eram os Deuses Astronautas?”, escrito em 1968 pelo suíço Erich von Däniken, que apregoava que todos os deuses da antiguidade eram alienígenas.

Saí de lá, como o mais feliz dos felizes, não sei se por causa da sincronicidade dessa passagem da Bíblia, que reforçava imagens contraditórias, lúdicas e lógicas, ou porque quando me deparo com as sincronicidades me sinto abençoado. E olha, que esse sentimento não é uma alegria de quem comemora um gol, ou de quem ganhou o primeiro beijo da mulher amada, mas é uma confraternização entre você com o seu ser interno e o mundo sincronizado. É uma sensação bonita demais, mais do que de conforto, é uma completa realização prenhe de entendimento. Essa sincronicidade dos Deuses Astronautas me ligou às estrelas, aos mundos paralelos, aos monumentos influenciados por esses seres, feitos por culturas antiquíssimas, e me tirou dos meus problemas mundanos de 2010, me projetando para 8 mil anos antes de Cristo e para o futuro em galáxias distante a milhões de anos luz.

Havia esquecido do palito, mas ao lembrar que ele estava comigo, o ergui como se fosse a minha espada cerimonial, como se mil raios saltassem das nuvens para unirem-se em um único foco, me dando moral e energia inexplicáveis. Se não fosse pelo palito eu não teria ido à igreja para vivenciar essa sincronicidade mágica.

Caminhei em direção à praia, que é bem perto dessa igreja. Me diriji às estátuas de Dorival Caymmi e Carlos Drummond no início do calçadão na praia de Copacabana para cumprir o meu ritual de praxe: pedir a benção aos mestres da música e da literatura, para abençoarem o meu caminhar e minhas decisões. Então lembrei de mais uma: entre sábado e domingo assisti no canal Globo News a um documentário sobre Drummond e também ao programa Sarau, de música brasileira , que “por acaso” foi sobre Caymmi.  Claro que os assisti sem ter programado nada, a TV estava ligada e os programas passaram.

E para minha surpresa na quarta, dia 10 de agosto, foi publicada uma portaria no Diário Oficial da União, que orienta pilotos civis e militares, controladores e demais usuários dos serviços de controle de tráfego aéreo nacional a repassar ao Comando de Defesa Aeroespacial, em Brasília, seus relatos e provas documentais a respeito dos óvnis e demais aparições extraterrestres.

A Portaria 551/GC3, com data de 9 de agosto, ressalva que caberá à Força Aérea apenas registrar os relatos, em formulário próprio.

Ezequiel Clássico

Essa é a passagem inicial do encontro de Ezequiel com Deus:

A visão da glória de Deus

1 No trigésimo ano, no dia cinco do quarto mês, encontrava-me eu entre os exilados, junto ao rio Cobar, quando os céus se abriram e contemplei visões divinas.

2 No dia cinco do mês (era o quinto ano do exílio do rei Joiaquin)

3 a palavra do SENHOR foi dirigida a Ezequiel filho do sacerdote Buzi, na terra dos caldeus, junto ao rio Cobar. – Foi ali que a mão do SENHOR esteve sobre mim,

4 e eu vi que um vento impetuoso vinha do norte, uma grande nuvem envolta em claridade e relâmpagos, no meio da qual brilhava algo como se fosse ouro brilhante.

5 No centro aparecia a forma de quatro seres vivos. Este era seu aspecto: Tinham forma humana.

6 Cada um apresentava quatro faces e tinha quatro asas.

7 Quanto às pernas, tinham pernas retas e patas como as de bezerro; reluziam como o brilho do bronze polido.

8 Por baixo das asas tinham mãos humanas nos quatro lados, pois todos os quatro tinham rosto e asas.

9 As asas tocavam-se umas nas outras. Ao se moverem não se voltavam, mas cada um seguia para onde estava voltado o seu rosto.

10 Quanto à forma das faces, tinham rosto humano, rosto de leão do lado direito de cada um dos quatro, rosto de touro do lado esquerdo de cada um dos quatro, e rosto de águia cada um dos quatro.

11 Cada um tinha duas asas estendidas por cima, que se tocavam umas nas outras, e duas asas que cobriam o corpo.

12 Cada um caminhava para sua frente, para onde o vento os impelia, sem se voltar enquanto se movia.

13 No meio dos seres vivos aparecia algo como brasas; pareciam tochas acesas, faiscando entre os seres vivos. O fogo cintilava, e do meio do fogo saíam relâmpagos.

14 Os seres vivos coriscavam, parecendo raios.

15 Olhei para os seres vivos e vi que havia uma roda no chão, junto a cada um dos quatro seres vivos.

16 Quanto à forma e ao feitio, as rodas eram como o brilho do crisólito. Todas as quatro tinham o mesmo formato. Quanto à forma e ao feitio, eram como se uma roda estivesse no meio da outra.

17 Quando se moviam, podiam avançar em cada uma das quatro direções, sem se voltarem enquanto se moviam.

18 As rodas tinham aros, e eu vi que cada um dos quatro aros estava cheio de olhos ao redor.

19 Quando os seres vivos se movimentavam, moviam-se também as rodas ao lado deles. Quando os seres vivos se elevavam do chão, também as rodas se levantavam.

20 Iam para onde o vento os impelia. As rodas elevavam-se

junto com eles, pois o espírito dos seres vivos estava nas rodas.

21 As rodas moviam-se quando os seres vivos se moviam, paravam quando eles paravam e, quando se elevavam do chão, juntamente com eles elevavam-se as rodas, pois nelas estava o espírito dos seres vivos.

22 Acima das cabeças dos seres vivos havia uma espécie de firmamento, esplêndido como cristal, estendido sobre as cabeças.

23 Por baixo do firmamento estavam as asas estendidas, uma em direção à outra, sendo que duas delas lhes cobriam o corpo de um e de outro lado.

24 E eu ouvi o rumor das asas: Era como o rumor de muitas águas, como a voz do Poderoso; quando se moviam, seu ruído era como o estrépito de um acampamento militar. Quando paravam, abaixavam as asas.

25 Pois quando o ruído vinha de cima do firmamento que estava sobre as cabeças deles, eles paravam e abaixavam as asas.

26 Acima do firmamento que estava sobre as cabeças havia algo parecido com safira, em forma de trono, e sobre esta forma de trono, bem no alto, uma figura com aparência humana.

27 E eu vi como que um brilho de ouro brilhante, envolvendo-a como se fosse fogo, do lado de cima do que parecia ser a cintura. Do lado de baixo do que parecia ser a cintura vi algo como fogo. Estava toda envolta de resplendor.

28 O resplendor que a envolvia tinha o mesmo aspecto do arco-íris que se forma nas nuvens em dia de chuva. Tal era a aparência visível da glória do SENHOR. Ao ver isto, caí prostrado e ouvi a voz de alguém que falava.

A Sinc da CHUVA

 

Hoje, quando iniciei a página da nossa Sincronicidade Mágica no Facebook, por “acaso” percebi que minha mãe deixara de ser carne há 4 anos. Para ser sincero, não lembrava mais do dia exato, só do mês e do ano. Devo ter apagado isso da minha cabeça para não pesar demais. Viver é dosar alegria e tristeza, alienação e consciência, e sair ganhando com tudo isso. Durante a feitura da página no Facebook, reparei que chovia. Sorri. Não era uma chuva torrencial, pesada: era um chover manso, de limpeza, que me fez bem, como um carinho de mãe. Me senti no rumo certo, fazendo a coisa certa. Não me senti rodando em círculos ou perdendo tempo. A chuva me regulava e media o tempo, o fluxo fluía em paz.

Grande parte do processo de autoconhecimento nasce de observações e uma delas se refere à chuva.

Um dia, nem sei como, quando ou porquê, reparei que quando algo importante ocorria comigo, chovia. Às vezes era uma chuva esfuziante, que quase dava vontade de rir, em outras situações ela referendava algo, para ser feito e em algumas, ela dizia: “Não faça!” com ímpeto de tempestade. Na dúvida, necessitando de uma resposta, dependendo da intensidade da chuva, eu tomava a decisão. Não lembro de ter reparado nisso antes, mas assim que percebi a conecção, me senti  tão vivo, que o meu coração se encheu de amor.  Como tudo na vida, há dias alegres e tristes, mas os julgamentos são exclusivamente nossos, eles são o que são, e medem o nosso equilíbrio entre o mundo interno e o externo. Podemos nos enganar como seres humanos, com julgamentos parciais, mas a chuva traz a certeza do envolvimento milimétrico, sincronístico com o todo. Se o planeta é 70% de água, assim como nós, a chuva não poderia ser nada mais do que a nossa grande interlocutora.

Todas as formas de vida vieram da água.

As sincronicidades comportam avisos, muitos sobre fatos que não queremos ver ou que não estamos preparados para enfrentar (apesar que se diz que Deus só dá a carga a quem possa carregá-la): momentos de espera, momentos de aceleração. A sincronicidade não é uma porta de entrada: é a porta de chegada para o encontro. O que ela nos traz é inevitável, já é, e vai ter que ser, com dor ou sem dor… então, melhor sem dor, não é?

 

Chove Chuva

Chove Chuva

Tenho feito um trabalho de desapego há alguns anos e cada vez mais tenho me desconectado das personas que pensei ser. Tudo não passava de ilusão, jogos mentais… As coisas que eu acreditava, o que eu falava, muitas chegaram até os dias atuais, outras se perderam porque não tinham força para se locomover. Mas não vejo nada disso, como uma “perda”. Nunca há perda, nunca há derrota, não existem ganhadores e perdedores, existem os que sabem conviver com as situações. Quando me revejo há vinte, dez anos, é como se tivesse vivido 100 anos. Muito do que ainda faço e sinto é um vício, advindo de um hábito, de uma educação torta, de um costume, mas desde pequeno eu sempre quis saber o por quê. Eu não aceitava o “é e acabou”, como muitas vezes ouvi. Eu queria saber e me sentia no direito curioso de perguntar. Mas a explicação não poderia ser só racional, precisava somar o racional e o irracional. Parece coisa demais para uma criança, mas era assim que eu era. Adultos tratam crianças como seres incapazes de sentir, mas é exatamente nesse período que formamos o nosso caráter. Os adultos deveriam ter mais cuidado ao brigarem na frente dos filhos. Você não imagina o que pode ocorrer na mente das crianças mais sensíveis. Nunca respeitei opiniões impostas, ordens sem coerência e desde cedo aprendi a duvidar. Para muitos, o VER, o APALPAR é a única coisa real. Para mim até o VER não vale nada, se não vier junto do conteúdo. Aparências não deveriam enganar ninguém, mas enganam.

 

Para falar sobre essa relação com a chuva é preciso ter muita confiança, pois é fácil ser julgado, como se eu estivesse inventando algo. Provavelmente se o leitor chegou até essa linha, é porque QUER acreditar. Mas esse é um passo inicial, é como aprender a andar. Tudo o que você precisa é SER. Não há aulas para isso, nem palavras definitivas, só posso repartir a experiência e ansiar para que todos compreendam e possam vivê-la. A relação que tenho com o fenômeno é tão pura, tão encantada, que não há nada que eu precise provar, nem para mim. A experiência não experimenta, ela É. Como escrevi antes, eu só sei dar amor e amo do fundo do meu coração. O céu reparte lágrimas de alegria e tristeza comigo, comunga em sua totalidade. Eu me sinto tão bem, que não há temor que possa me afligir.

Não me sinto só NUNCA, nada se perde à distância, não há falhas, só a certeza de que a chuva é o elo que une céu e terra, elo que não foi esquecido na bruma dos tempos e nem se desfez sob a bota do descrédito e do medo humano. Se damos as costas ao nosso íntimo, nos perdemos do todo. O que está dentro, está fora, sincronizado.

 

Chove Chuva (Jorge Ben Jor)

Chove Chuva
Chove sem parar.
Pois eu vou fazer uma prece
Prá Deus, nosso Senhor
Prá chuva parar
De molhar o meu divino amor.
Que é muito lindo
É mais que o infinito
É puro e belo
Inocente como a flor.
Por favor, chuva ruim
Não molhe mais
O meu amor assim.

 

Rain (Lennon / McCartney)

If the rain comes they run and hide their heads.
They might as well be dead,
If the rain comes, if the rain comes.
When the sun shines they slip into the shade,
And sip their lemonade,
When the sun shines, when the sun shines.
Rain, I don’t mind,
Shine, the weather’s fine.
I can show you that when it starts to rain,
Everything’s the same,
I can show you, I can show you.
Rain, I don’t mind,
Shine, the weather’s fine.
Can you hear me that when it rains and shines,
It’s just a state of mind,
Can you hear me, can you hear me?