JUNG era MÉDIUM? “Não necessito crer em Deus. Eu sei”.

“Eu considerava os fenômenos ocultos fascinantes. Eles acrescentavam uma nova dimensão à minha vida: o mundo ganhava amplitude e profundidade”

 Carl Gustav Jung (1875 – 1961) e Freud (1856 – 1939) começaram a se corresponder em 1906. “Jung viu nos conceitos psicanalíticos de Freud um arcabouço para suas próprias ideias, incluindo as que pretendiam explicar o `oculto´ ”, bem explicado nas palavras de Martin Ebon.

Freud, o pai da psicanálise, ficou muito impressionado com o jovem de Zurique, que àquele momento representava mais do que um estudante interessado. Jung era uma resposta à pressão dos psiquiatras ortodoxos contra o grupo de Viena (Freud fundou a “Sociedade das Quartas-feiras” em 1902 a qual veio a se tornar a Associação de Psicanálise de Viena, em 1908). Em 1907, Jung, Freud e Eugen Bleuler (psiquiatra e diretor do Hospital Psiquiátrico Burgholzli de Zurique onde Jung iniciou sua carreira em 1900, como assistente de Bleuler) coordenaram a publicação do anuário psicanalítico. Em 25 de março de 1909, houve um encontro em Viena, após Jung ter deixado o hospital. O jovem Carl perguntou a Freud o que ele achava de precognição (faculdade parapsicológica. Conhecimento espiritual direto do futuro) e parapsicologia. O mestre classificou como um absurdo todos os fenômenos ocultos. “Eu tive que me conter para não retrucar com certa violência”, revelou Jung. E não parou aí. O conflito entre os dois progrediu.

Jung escreveu: “Enquanto Freud quase gritava para me convencer de que os fenômenos parapsicológicos não existiam, tive uma sensação curiosa: meu diafragma parecia feito de aço e um estranho calor começou a subir pelo meu peito, como se algo fosse explodir. Nesse exato momento escutamos um estrondo na estante que ficava logo atrás de nós. Levantamos assustados, temendo que ela fosse cair. Entendi tudo e expliquei a Freud: “Aí está um bom fenômeno de exteriorização catalítica”. Furioso, ele disse que tudo aquilo era uma bobagem. Insisti: “Não é besteira e o senhor está totalmente enganado, professor. Para provar o que estou dizendo, afirmo que vamos ouvir outro estrondo daqui a pouco”. Mal acabei de falar, a estante voltou a produzir aquele ruído. Não sei o que me deu aquela certeza, mas eu sabia que o ruído ia se repetir. Freud limitou-se a olhar desconfiado para mim. Não sei exatamente o que significou aquele olhar, nem o que passou por sua mente naquela hora. O fato é que ele se sentiu agredido”.

FREUD & JUNG

Três semanas depois, uma longa carta de Freud acusava Jung de ter forjado o incidente para humilhá-lo. Freud escreveu: “É muito sintomático que, àquela noite em que eu definitivamente paternalmente o adotava como meu filho mais velho, e em que eu lhe transmitia o desejo de que fosse meu sucessor, você tenha tentado ferir minha dignidade paternal. E parece que me agredir deu-lhe tanto prazer quanto deu a mim deu livrar-me de você. Minha eventual disposição em considerar seus pontos de vista desapareceu completamente diante de sua atitude visivelmente comprometida. Continua me parecendo muito implausível que qualquer coisa daquele gênero possa ocorrer. A estante permanece à minha frente, fria e muda. Eu ainda me permito advertir meu caro filho de que é preferível não entender alguma coisa do que sacrificar a própria lucidez no esforço de entender a qualquer custo. Enfim, compreendo que os jovens são assim mesmo: eles gostam das caminhadas difíceis e ousadas, em que o nosso fôlego já curto e nossas pernas cansadas não nos permitem acompanhá-los. Ainda assim aguardo notícias sobre suas pesquisas, com o interesse de quem aprecia uma bela alucinação”.

FREUD não acredita em fantasmas

No ano seguinte, Freud lhe deu-lhe o definitivo ultimato em 1910: defender a teoria freudiana da sexualidade e abandonar as idéias ocultistas. Em 1911, Jung assumiu a presidência da Sociedade Psicanalítica Internacional, – também por influência de Freud -, mesmo ano que teve um sonho onde participava de uma assembléia com os espíritos ilustres da antiguidade.  Em 1912, o livro “Metamorfoses e Símbolos da Libido” de Jung estremeceu ainda mais a relação dos dois até romperem definitivamente no ano seguinte, após Jung ter escrito uma dura crítica a respeito do livro de Freud, “A Psicologia do Inconsciente”. Em uma última carta a Freud, Jung se demite do cargo de editor do Jornal Internacional da Psicanálise.

 

A família de JUNG, a real, não a fantasma.

A Família Fantasma

 De acordo com Amiela Jaffé, assistente de Jung durante muito tempo, a avó de Jung, Augusta Preíswerk via fantasmas. Sua família atribuía essas tendências mediúnicas ao fato de que, quando menina, Augusta sofreu um ataque, que ninguém sabe explicar de quê, a deixou virtualmente morta por 36 horas. Emilie, a filha dela e mãe de Jung registrava visões e premonições em seu diário. Ela escreveu que quando criança “protegeu” o pai contra fantasmas que o rondavam quando ele se sentava para escrever seus sermões para a Congregação dos Reformados da Basiléia. No verão de 1899, passou o verão com a mãe, já viúva, e a irmã. Um dia, uma enorme mesa de nogueira que pertencera a sua avó Augusta partiu no meio emitindo um ruído semelhante a um tiro de pistola. Duas semanas depois, ele ouviu exatamente o mesmo ruído, vindo do armário de guardar louças. Dentro dele, Jung encontrou uma faca de pão, cuja lâmina tinha se separado do cabo e partida em 4 pedaços. Amiela Jaffé escreveu em “Vida e Obra de Carl Jung”, que, em seu primeiro dia de trabalho com Jung, ele abriu uma espécie de cofre no escritório, e dele retirou os pedaços da faca quebrada. Jung pediu-lhe que os juntasse. Quando Amiela reconstituiu a faca, Jung lhe disse que era só, para o primeiro dia. Isso demonstra que aquela experiência o tinha marcado profundamente.

Naquele verão de 1899, um grupo de parentes estava realizando sessões espíritas na casa da mãe de Jung. Ele participou de algumas. A jovem médium com 15 anos era prima de Jung. Ela incorporava duas entidades: o próprio avô, que não conhecera vivo, e uma menina de nome Ulrich Gerbenstein. Segundo ele, o que o avô dizia não passava de conversa fiada e o que a menina – que só tinha de interessante o nome masculino – só falava bobagens. A médium, que Jung chamava de S.W., eventualmente recorria a pequenas fraudes para renovar a atenção. Em sua autobiografia “Memórias, Sonhos e Reflexões”, Jung escreveu: “Depois de muitas experiências todos nós nos cansamos. O que me fez acabar de vez com as sessões foi constatar que a médium lançava mão de truques para produzir falsos fenômenos. Hoje me arrependo de não ter prosseguido com a experiência, só para observar o comportamento de S.W., que segundo descobri mais tarde, era uma dessas pessoas que amadurecem muito precocemente e possuem uma personalidade misteriosa e extraordinária. Ela morreu de tuberculose aos 26 anos”.

O Velho do Sonho

Sonhos e espíritos

 Entre 1913 e 1917 visões e sonhos com seus ancestrais exerceram papel fundamental na vida de Jung.

No outono de 1913, Jung começou a ter visões repetitivas e proféticas com imagens sangrentas e de morte envolvendo uma grande catástrofe. Uma voz lhe dizia que tudo aquilo iria acontecer. Ele achou que era alguma espécie de psicose. As visões duraram quase um ano. No ano seguinte teve início a Primeira Grande Guerra.

 Nesses quatro anos ocorreram comunicações telepáticas e precognições. Os colegas, obviamente diziam que o coitado sofria de alucinações. É desta safra uma história fascinante: Jung sonhava com Philemon, o “velho” cuja morte foi causada por Fausto no drama escrito por Goethe e nessas “aparições” conversavam durante horas. Era um velho com chifres e asas de martín pescador, que carregava 4 chaves. Philemon ensinou a Jung a “objetividade psíquica”, a distinção entre o si mesmo e os objetos dos seus pensamentos.

Philemon e outras figuras de minhas fantasias me provaram que existem coisas na minha psique que não produzo, mais que se produzem sozinhos e que têm vida própria. Philemon representava uma força que eu não conhecia. Em alguns momentos, ele me parecia real, principalmente quando andávamos pelo jardim, lado a lado conversando. Nesses momentos ele fazia o papel de um guru e me dizia coisas nas quais não havia ainda pensado conscientemente”.

Outra dessas grandes figuras, era Ka um sábio egípcio. Jung o entendia como uma espécie de demônio, um espírito da natureza, um elemental em outras palavras. Nessa época, Jung se despreendeu do corpo físico e voou conscientemente. Mas não levou essa experiência ao “pé da palavra”. Ele começou a ser dominado por uma intensa inquietação; dizia que os mortos queriam alguma coisa dele que ele não sabia o que era. A descrição de dois dias dessa fase: “A casa inteira parecia tomada pelos espíritos dos mortos. A atmosfera ao meu redor me oprimia. Minha filha mais velha viu uma figura passar pelo quarto; minha segunda filha contou que por duas vezes `alguém´ arrancou suas cobertas, e meu filho de 9 anos, na mesma noite, teve um sonho inquietante. Isso foi em um sábado. No dia seguinte, a situação chegou a um clímax. Por volta de 5 da tarde, a campainha da porta da frente tocou com insistência. Todos em casa ouvimos. Quando fomos ver, não havia ninguém. O clima era o mesmo da véspera, denso, sufocante, opressor. Falei em voz alta: “Pelo amor de Deus, o que significa isso tudo? Então ouvi vozes respondendo em coro: `Voltamos de Jerusalém, onde não encontramos o que procurávamos´ ”. Esse episódio deu origem a um documento importante: “Septem Sermones ad Mortuos” ou “Sete Conversas com os Mortos”, para “satisfazer as persistentes exigências dos mortos” segundo Jung. Depois disso nada mais ocorreu. “A paz voltou à casa. O mais interessante é que eu não tinha muito controle sobre o que escrevia; o fato é que escrevi durante três noites seguidas. É claro que toda essa experiência esteve ligada ao meu estado emocional da época, favorável aos fenômenos parapsicológicos.”

 

Entre os anos de 1918 e 1919 começou a desenhar mandalas, pequenas figuras circulares. Após refletir muito, chegou à conclusão que “tudo tende para o centro”. O Budismo diria “o caminho do meio”.

 Em 1920, passando os fins de semana do verão na casa de campo de uns amigos ingleses, Jung ouvia sons inexplicáveis à noite: batidas nas portas, zumbido de ventania, água caindo. E tudo isso acompanhado com um cheiro peculiar. Numa dessas noites, sem conseguir dormir devido ao barulho, Jung estava na cama olhando o teto quando notou, no travesseiro ao seu lado, a metade de uma cabeça de mulher, com o olho aberto, fitando-o. Jung acendeu uma vela e a cabeça desapareceu. O resto dessa noite ele passou em uma cadeira de balanço, naturalmente interpretando a visão como uma exteriorização de elementos existentes em seu inconsciente. Mas, coincidentemente ou não, a casa tinha fama de mal-assombrada – vários de seus inquilinos a haviam abandonado. A casa foi demolida logo após aquele verão.

 Jung percebeu que a maioria de suas visões estava relacionada com o temor da morte. Um dia, retornando do enterro de um amigo que morrera de repente – e pensando nas circunstâncias daquela morte -, sentiu nitidamente a presença do amigo no quarto. Jung não soube dizer se era uma aparição ou uma “imagem visual interior”, mas assim mesmo seguiu-o até o jardim, depois até a rua e finalmente até  a casa do amigo. Lá dentro, a figura mostrou à Jung o segundo dos cinco livros com lombada vermelha que ficavam na segunda prateleira, de cima para baixo, da estante. No dia seguinte, visitando a viúva, Jung pediu-lhe para visitar a biblioteca e lá encontrou os cinco livros vermelhos que “vira” na noite anterior. Eram livros de Emile Zola e o segundo dos cinco era A Herança dos Mortos.

 

Dúvidas sempre houve, explicações também. “Propositalmente em uma conferência sobre espíritos em Londres evitei a questão de se os espíritos existem por si próprios e se são capazes de produzir fenômenos visíveis materialmente. A única atenuante para tal atitude é que é extraordinariamente difícil encontrar provas creditáveis da existência de espíritos, uma vez que as comunicações espiritualísticas em geral não passam de produtos comuns do inconsciente do médium”.

 

Em 1927 desenhou a mandala “Janela para a Eternidade”. No sonho, que originou esse desenho, Jung estava em uma cidade de forma circular. O ambiente escurecido e nublado à sua volta. Havia um lugar com uma pequena ilha no centro da cidade onde se encontrava uma árvore de magnólias com luminosidade própria. Apesar de haver outras pessoas com ele, somente Jung percebeu a luz. Mais tarde escreveu: “O centro é a meta e tudo se dirige para o centro. Graças a este sonho compreendi que o “Self” é o princípio e o arquétipo da orientação e do significado… reconhecê-lo para mim quis dizer ter a intuição inicial de meu próprio mito”. No ano seguinte desenhou outra mandala: era um castelo de ouro no centro, com forma e cores que lhe sugeriam um toque chinês. No mesmo período, R. Wilhelm lhe enviou uma carta com um manuscrito de um tratado de alquimia taoísta titulado “O Mistério da Flor de Ouro”. A coincidência chamou a sua atenção para fatos correlacionados, sem aparente explicação. Isso foi chamado de sincronicidade. Por causa de “coincidências” como essa, Jung sentiu-se menos sozinho, o que lhe comprovou que existem pessoas com as quais temos afinidade para compartilhar idéias e sentimentos. Freud estava realmente ficando para trás.

Porém no volume 8 de suas Obras Escolhidas reviu a antiga explicação psicológica sobre os mortos: “Depois de 50 anos em contato direto ou indireto com experiências parapsicológicas de milhares de pessoas de diversos países, ponho em dúvida minha afirmação de 1919 sobre o caráter eminentemente psicológico das manifestações mediúnicas”.

 

No final de suas memórias escreveu: “Estou perplexo, desapontado, contente comigo mesmo, estou arrasado, deprimido, radiante. Estou sentindo tudo isso ao mesmo tempo, e não consigo obter o resultado da soma. Não sou capaz de determinar o que é ou o que não é, o que vale a pena e o que não vale. Não tenho qualquer julgamento a meu respeito ou a respeito de minha vida. Não existe nada de que eu tenha certeza absoluta”.

 Curiosidades:

Durante a primeira guerra, Jung serviu como comandante do campo de prisioneiros de Chateau d´Oex. A partir de 1933 especulou-se que Jung era simpatizante do nazismo, mas o próprio interpretava o social-nacionalismo como um fenômeno patológico. Em 1940, com a publicação do livro Psicologia e Religião, os nazistas proibiram e queimaram sua obra.

 

Jung construiu sua própria casa de campo em Bollingen, para local de meditação. O trabalho teve início em 1923 terminando em 1955. Nenhum pedreiro foi chamado. Alguns parentes o ajudaram no início, mas assim que a obra foi se tornando mais transparente ele não pediu mais ajuda a ninguém. A famosa torre da construção foi inspirada na arquitetura africana, continente que conheceu em 1920. Para ele a casa era “a representação em pedra dos meus mais íntimos pensamentos e dos conhecimentos que adquiri”. Está aí o processo de individuação. Não havia luz ou água encanada. O fogão era à lenha e só havia uma única e encardida panela de ferro para fazer toda a comida. E Jung era conhecido como um grande cozinheiro.

 Para Jung a religião era um fenômeno genuíno, uma função psíquica natural com múltiplas manifestações e sua importância no funcionamento da psique. Freud dizia que a religião era um derivado do complexo paterno e uma das sublimações do instinto sexual. Jung escreveu: “Entre todos os meus doentes, na segunda metade de suas vidas, isto é, com mais de 35 anos, não houve um só cujo problema mais profundo não fosse a questão religiosa. Todos, em última instância, estavam doentes por ter perdido aquilo que uma religião viva sempre deu em todos os tempos a seus adeptos, e nenhum curou-se realmente sem recorrer a atitude religiosa que lhe fosse própria”.

 Sobre Deus: “Como cheguei a minha certeza sobre Deus? (…) Não se trata de uma idéia, de algo que fosse fruto de minhas reflexões. (…) Por que certos filósofos pretendiam que Deus fosse uma idéia? É perfeitamente evidente que Ele existe. (…) Para mim Deus era uma experiência imediata das mais certas”. Em uma entrevista para a BBC de Londres às vésperas de completar 80 anos declarou: “Não necessito crer em Deus. Eu sei”.

 Na casa em Küsnacht, onde morou de 1909 até o fim da vida, está gravado em pedra no alto da porta o oráculo de Delfos: Invocado ou não, Deus está sempre presente.

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Grandes Enigmas da Humanidade

 

Em busca de respostas, a humanidade tem esculpido há séculos a grande pedreira que une razão, ciência, ficção e superstição. A resultante nem sempre tem agradado, porque no final das contas, “todos queremos acreditar”, como se precisássemos desesperadamente preencher a nossa alma com o inexplicável, como se o mito fosse o único elemento capaz de perpetuar os nossos próprios desejos de galopar o impossível.

Por isso toda explicação racional nem sempre é bem-vinda.

E mitos existem aos montes, aos milhares, há séculos e quanto mais inexplicáveis, mais apaixonantes se tornam.

Grandes Enigmas da Humanidade

Grandes Enigmas da Humanidade (360 páginas – capa dura) lançado pela Larousse oferece uma boa parte dessas explicações. A capa dessa enciclopédia de mistérios exibe uma das famosas “áreas de pouso” para discos voadores em Nazca ao sul do Peru. Será? O livro descarta a hipótese ufológica e prefere assentar as explicações nas palavras dos arqueólogos que acreditam que os desenhos se referem a equinócios e solstícios ou a um calendário meteorológico, mas em compensação logo depois, o livro inclui a declaração do chefe do FBI, Edgar Hoover de que o exército havia “cravado as unhas” nos “discos recuperados” e que por causa disso, não lhe davam pleno acesso à informação.

 

Escrito por diversos autores franceses, e obviamente focando muitos fatos ocorridos na França (há um capítulo inteiro pra essa tarefa: os ancestrais franceses), a obra se divide em 12 capítulos: Entre mito e ciência; os mistérios da Bíblia e do cristianismo; O significado oculto revelado; Nas garras do diabo; No centro dos fenômenos paranormais; Criaturas e animais extraordinários; Nos segredos das língua, dos povos e das culturas; Construções misteriosas; Mistérios da história da França, Pretendentes e impostores; na sombra da história e Dramas modernos.

Assuntos, os mais variados, são tratados de forma objetiva e em alguns casos, para eventos inexplicáveis, o texto apresenta as teorias. Diferentemente de livros do gênero, o Enigmas trata, também, de polêmicos assuntos da história europeia.

Maias

A obra discute se o modelo inacabado do big bang ainda serve com explicação para a origem do universo; se a panspermia (hipótese da vida na Terra ter nascido de organismos extraterrestres) referenda a vida como consequência da queda dos meteoritos (muitos ricos em carbono e água); se houve o dilúvio como descrito na Bíblia e quem a escreveu (o século XVII o filósofo Baruch Spinoza questionou racionalmente a origem dos textos sagrados) e se há explicações plausíveis para os prodígios do livro sagrado (ressureição, travessia do Mar Vermelho, as dez pragas do Egito); os manuscritos do mar morto; onde realmente fica o túmulo de Cristo (que se trataria de um arcosolium, uma mesa encimada por um arco abobadado, sobre o qual se depositava o cadáver); onde ficava o reino do padre João Presbítero, um soberano cristão que havia derrotado os muçulmanos em 2 dias em 1141; onde fica de fato a sepultura de São Pedro; se o Sudário de Turim é real (exames feitos em outubro de 1978 detectaram vestígios de sangue do grupo AB); se houve um papa mulher; quem era o conde de Saint-Germain, figura que encantou Paris entre 1758 e 1760 (uma interessante história conta que o duque de Choiseul, que o detestava, contratou Gauve um comediante para se passar pelo conde e que contava a todos que havia bebido com Alexandre, o Grande; comido nas bodas de Canaã e que conhecendo pessoalmente Jesus o alertara sobre uma morte abominável, o que ao invés de ridicularizar Saint-Germain, o fez mais famoso); fala sobre os rosa-cruzistas; astrologia, profecias e adivinhações feitas no passado; Nostradamus; Nicolas Flamel e a pedra filosofal; Cagliostro e a franco-maçonaria egípcia; Mesmer e a hipnose; a confraria secreta, a Liga da Corte Sagrada que julgava todo tipo de delitos e que impunha suplícios atrozes aos réus no fim da Idade Média; as bruxas de Salém; os comedores de múmias (os europeus chegaram a  consumir múmias em pedaços, como se fosse remédio, na forma de uma pasta escura e como pó desde o fim da Idade Média até o século XVI).

As pirâmides que vos contemplam

O fantasma de Ana Bolena; combustão espontânea e o poltergeist (espíritos batedores); a premonição sobre o fim do Titanic antecipada em detalhes pelo escritor norte-americano Morgan Robertson catorze anos antes (Robertson escreveu sobre o “maior navio já construído pelo homem”  e nomeou-o Titan); as mesas girantes das irmãs Fox e o médium voador Daniel Dunglass Home no final do século XIX; a experiência de invisibilidade feita com um escoltador da marinha americana na Experiência Filadélfia em 1943; Gilles de Rais, marechal da França aos 25 anos e companheiro de Joanna D´Arc executado pelos crimes de homicídio, magia negra e sodomia em 1440; casos de crianças criadas por animais; o Yeti, o homem das neves; sereias, lobisomens e vampiros; a incompreendida língua etrusca; os intocáveis na Índia; foram os bascos salvos do dilúvio?; as Amazonas; a torre de Babel; onde se localizava a Atlântida; os alinhamentos de Carnac (o caminho formado por menires isolados poderiam ter sido vários observatórios?); Stonehenge (apesar das divergências entre astrônomos e arqueólogos, a precisão dos locais de  megálitos  é muito grande para ser obra do acaso); as estátuas da ilha de Páscoa (mil delas, os moais, habitam na ilha; as pirâmides (o primeiro ocidental a penetrar na grande pirâmide no Egito foi o coronel britânico Howard Vyse em 1830, que abriu os corredores obstruídos com dinamite); o desaparecimento dos maias (o ápice da sua civilização se deu entre 625  a 800 d.C.); os reis franceses poderiam curar com o toque de suas mãos?; os cátaros (reencarnacionistas e “heréticos”, massacrados pela Santa Inquisição no século XIII, acreditavam que o mundo foi criado pelo demônio); Napoleão foi envenenado com arsênico?; a dançarina holandesa Mata Hari fuzilada na Primeira Guerra em 1917 espionava para os inimigos alemães? (como ninguém reclamou o corpo, após o fuzilamento, foi entregue à faculdade de medicina para dissecação); o misterioso Kaspar Hausar que ficou trancafiado 16 anos em uma casa no século XIX poderia ter sido filho de Stephanie de Beauharnais, filha adotiva de Napoleão?).

Objeto não identificado

Joana d´Arc escapou da fogueira? (com a cabeça coberta por uma mitra que a deixava irreconhecível, muitos acham eu a verdadeira Joana não foi queimada em 1431);.o czar russo Alexandre I teria sumido e assumido a personalidade de um vagabundo chamado Fedor Kusmitch?; os mistérios de Nefertite (Semenkhare, o faraó co-regente seria Nefertite?); Ramsés III foi assassinado por suas mulheres?; Tutancâmon e os 27 mortos que participaram direta e indiretamente da abertura de sua tumba; a guerra de Troia realmente aconteceu?; Homero existiu?; os fenícios estiveram na América do Sul? (mais exatamente na Paraíba, dois mil anos antes da descoberta do Brasil); Nero pôs fogo em Roma?; o Rei Arthur existiu?; a filha de Nicolau II sobreviveu ao massacre da família real russa?; Hitler era influenciado por sociedades secretas?; o que aconteceu com o cadáver do führer?; por que assassinaram Kennedy?; os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos foram forjados?