SINC DA SUPER LUA

Na segunda, decidi dar uma volta na feirinha ao lado de casa. Não faço feira, sou de supermercado, mas enfim… fui à feira. Entre legumes e frutas encontrei uma venda de pastéis e caldo de cana. Precisava descansar minha cabeça e olhar para as pessoas e o mundo como espectador, dar tempo ao tempo e senti que estar ali naquele local, sem ter planejado nada, era o refresco ansiado. Sentei no banquinho de plástico e comi meu pastel às 10 da manhã, não me preocupei com óleo de fritura e afins: só desfrutei felicidade… Poderia ter comprado produto mais saudável, mas pastelzinho e caninha salvaram a minha linda manhã. A parada foi frutífera: quando chego em casa ligo a  TV e vejo uma repórter entrevistando pessoas na mesma feirinha,  na qual fui pela primeira vez – tudo sincronizado!

Na sexta, fui resolver minhas coisas na rua e no final da tarde desviei o curso e  segui para outro bairro. Gosto de olhar as pessoas, para imaginar o que pensam, ver grandezas e pequenezas em seus rostos e gestos, gosto de ver as casas, os prédios, ver crianças correndo, idosos caminhando lentamente, gente de verdade e não os botoxs da TV.

No final da tarde, entrei em uma das igrejas nas quais gosto de meditar.  Assimq eu em sentei, o padre falou:
– São 18 horas
Pensei: “Ora, hoje é dia 18! Estava na igreja às 18 do dia 18”.

Sorri e feliz, meditei.

Nesses momentos, mais necessariamente às sextas e sábados de manhã, costumo meditar para retirar o peso extra dos meus ombros e botar para correr as energias negativas. Sempre dá certo: saio da meditação leve, quase volitando.

 

Super Lua

Já estava anoitecendo e decidi molhar meus pés nas águas do mar. Olhei para o céu e havia uma lua cheia brilhante, gigante, linda. Abri meus braços e agradeci pela vida, pelas decisões corretas e pedi luz, muita luz, a luz da lua, a luz do sol.

Em casa, recebo este e-mail sobre a lua e a data em questão. Tudo absolutamente sincronizado:

“O mundo está prestes a presenciar a aparição da maior lua cheia das duas últimas décadas. Na semana que vem este satélite natural vai chegar ao ponto mais próximo da Terra.

No dia 19 de março, a lua cheia vai aparecer mais exuberante do que o usual na noite celeste quando ela atinge o ponto máximo de um ciclo, conhecido como ‘Perigeu Lunar’.

É esperado um espetáculo visual quando a lua se aproximará da Terra a uma distância de 221,567 milhas da órbita – chegará mais próxima do nosso planeta desde 1992.

A lua cheia poderá aparecer no céu 14% maior e 30% mais luminosa, especialmente quando nascer no horizonte do oriente ao pôr-do-sol ou em condições atmosféricas bem favoráveis.

Este fenômeno é reportado como o mais relevante assunto sobre ‘supermoons’ que esta conectado com fenômenos geológicos (vulcões e terremotos ). A última vez que a lua passou tão próxima da Terra foi no dia 10 de janeiro de 2005, nos dias próximos dos terremotos na Indonésia que registrou 9.0 na escala Richter.

O furacão Katrina em 2005 também foi associado com a lua cheia incomum.

Previsões de ‘supermoons’ aconteceram em 1955, 1974 e 1992 – cada um destes anos tivemos a experiência de fortes manifestações climáticas”.

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SINCRONICIDADE DO CARNAVAL E DO TSUNAMI

Marolas?

O efeito cascata funciona como uma fruta que cai de um galho na água parada de um lago. As pequenas ondas, marolas que nascem, seguem em frente sem questionamentos: elas nascem de um movimento, de uma ação e agem sem intenção de causar qualquer mal.

O ser humano joga uma pedra intencionalmente no lago. As marolinhas aparentemente têm a mesma direção, seguem o mesmo caminho, mas há uma grande diferença: a intenção.

Entre a fruta, a pedra e a água sempre há uma relação. Se a fruta causa o movimento no espelho d’água sem intenção, a partir do fluxo e do ciclo da vida, o resultado é sincronisticamente natural. A pedra, diferentemente, causa uma consequência sincronística diversa, pois depende, e muito, da intenção: se a pedra é jogada com raiva causa um determinado e invisível estrago, se é jogada por imaturidade causará outro mais leve, mas sempre causará algum. Não dá para infantilmente não assumirmos as consequências dos nossos atos, por considerarmos essas mesmas ações sem importância.

“Eu sou livre”.

“Eu faço o que quero”.

“Ninguém manda em mim”.


Mais ou menos, não é?

Somos ocidentais, temos valores ocidentais e alguns bem dolorosos sendo como somos, filhos do mundo judaico cristão, bem diferentes dos orientais. Os do oeste são mais ativos, diríamos assim e os do leste mais passivos. Tudo isso dito em tese, partindo do fundamento das religiões e das filosofias reinantes de cada lado do globo. Ocidentais agem, orientais contemplam.

Carnaval

Hoje, em março de 2011, enquanto os brasileiros pulam carnaval, os japoneses choram. Uma grande pedra foi jogada na água e inundou o Japão, provavelmente causando um desastre nuclear. Mas para falar a verdade, choramos por nossa própria culpa, e choramos bem mais do que os japoneses. Mas deixa isso pra lá, esse blog não versa sobre política…

Ondas

Esse novo desastre nuclear ocorreu com o mesmo povo que foi dilacerado pelas primeiras bombas atômicas em 1945; com o mesmo povo que tratou cruelmente seus prisioneiros na Segunda Grande Guerra; exatamente com o pequeno país que invadiu a gigante China e tratou os prisioneiros chineses como escravos e seres inferiores.

Este texto não é uma crítica aos japoneses, amo a cultura japonesa clássica (menos a parte mais ocidentalizada) e não misturo as coisas, mas estou um pouco impressionado – e não surpreso – pelas sincronicidades, ainda mais as que se referem a acidentes “naturais” como os da Região Serrana no Rio, na Nova Zelândia e agora no Japão.

Tsunami

Essa é uma constatação de que toda ação gera uma reação. Não existem povos ruins ou bons, todos nós somos tudo do pior e do melhor e muito mais. Aqui destaco uma notícia recente para que não vejamos as pessoas, ou um povo, como coitadas. A intenção dos Estados Unidos em ajudar o Japão não é humanitária, é estratégica: para que seus navios de guerra aproximem-se da Coreia do Norte e da China. Mas para isso eles precisam de um pedido de ajuda formal do Japão. Tudo feito muito educadamente, por baixo dos panos. E que se danem os mortos. Cuidem-se os futuros mortos de qualquer rusga militar que ocorra, seja no Japão, no Egito, no Iraque ou no Líbano.

Quantas vezes você não se perguntou, vociferando aos céus: “Por que isso aconteceu comigo? Eu não fiz nada!”

Alterações kármicas e genéticas precisam ser feitas urgentemente  e para isso o mundo físico se contorce, mexem-se as placas tectônicas, sobe o nível do mar.

O Brasil deve se preocupar mas creio que os mais preocupados mesmo estão no leste. Que a Austrália e a Nova Zelândia se cuidem.

O carnaval termina agora. A cidade está cheia de turistas, nunca se viu algo assim. E penso o que será depois da estreia do desenho do diretor Carlos Saldanha (“Rio”) a tendência é triplicar, inclusive em número de araras azuis.

Na semana passada,  ouvi uma casal branquérrimo falando inglês com um rapaz de pele morena e cabelo escuro, tipo indiano, no supermercado. O inglês era engraçado. Ontem liguei a TV e à tarde, o rapaz moreno do supermercado estava dando entrevista no mirante do Leblon sobre o carnaval do Rio (era turista) e ele disse: SOU DA NOVA ZELÂNDIA.

Na mesma semana, ouvi uma menina com sotaque paulistano falar com alguém:

“A primeira pessoa que conheci no Rio foi um carioca que mora em São Paulo. Ele me perguntou onde eu morava e respondi Higienópolis. Ele ficou surpreso e falou que também mora lá. Qual é o nome do seu prédio?, perguntei. Ele disse: Joia. Fiquei impressionada: É O MEU PRÉDIO!”