O DEZ DE COPAS

 torre

As experiências sincronísticas são como pérolas que guardamos em uma delicada caixa de lembranças. Quando nos deparamos com mais uma pérola, e mais uma, e mais uma, que parecem dar prosseguimento às anteriores, e as juntamos em uma sequência, elas constroem um belo cordão. Mas não apenas isso. A sequência de pérolas, que se parecem pertencer, são  como elos que se reencontram, que produzem ainda mais beleza quando enfileiradas. O cordão, construído a partir delas, não serve apenas para enfeitar um belo pescoço, mas também pode demonstrar que unidas, as pérolas se mostram ainda mais belas e poderosas, assim como ocorre com as sincronicidades.

Imaginemos que essas pérolas são como os pedaços de pão, como os do conto de João e Maria, deixados pelo caminho, para que encontremos a saída. Sincronicidades nos guiam.

As sincronicidades são como portais abertos entre dimensões, são como conselhos de anjos, que nos guiam contra a incerteza, a tristeza, a insegurança, a depressão, e principalmente contra a dúvida.

A sincronicidades nos aconselham a ouvir MAIS e falar MENOS, julgar e pedir MENOS e a agradecer MAIS.

Humanos somos todos, e por causa de nossa humanidade, acertamos e erramos, vivendo em nossos mundos conforme as nossas crenças e convicções. E lutamos por essas verdades, como se dependêssemos delas para viver, como se não pudéssemos estar errados. Criamos nosso mundo conforme nossa imagem e semelhança, como mini Deuses e pouco interagimos, de fato, com os próximos.  As sincronicidades são portas que nos libertam dessas limitações.

Há um ano iniciei um novo ciclo na vida, em uma esquina, e em um quarto de hospital: a união do “acaso” com a intuição e a ação. E quando os ciclos, que se iniciam, são “bons” queremos que durem para sempre e quando são conflituosos, desejamos que acabem o mais rápido possível. Mas bebê que não cai, não aprende a se levantar. E viver só no bem-bom não serve para – quase – nada. Só para dizer que se é “feliz”, mas sem saber, de fato, o que é ser feliz.

E como saber que uma análise pessoal não é fruto de imaginação? Através das sincronicidades.

Refletindo sobre o último ano, vi mais resoluções do que problemas, mais crescimento do que estagnação, mais foco do que diluição. Cada atividade ocorrida em seu tempo, mas todas motivadas por ações. Isso não quer dizer que os problemas cessaram, mas hoje, eles são entendidos de outra forma. É como andar na mesma calçada, mas pisar diferentemente. É como aprender a ver a beleza e o poder de uma boa chuva, sem maldizê-la.

Anteontem, comecei a ler um livro sobre tarot em função de jogos recentes de cartas, que indicaram um novo período de vida. Para não ficar muito animado com esse “refresco”, deixei rolar no esquema “vamos ver para crer”.

Hoje, após um período de um mês, liguei para uma repartição pública. Como vocês devem imaginar, as ligações não completavam, caíam, eu esperava na linha sem resposta, etc. Depois de mais de uma hora, desisti porque tinha outro compromisso. Mal desisti, o telefone tocou em seguida e era da repartição. Eu, hein…

Há 3 meses, estive durante uma temporada com um grupo espiritual de outra cidade, para meditar e refletir. Durante esse período, um jornalista foi entrevistar e filmar os trabalhos da comunidade. Hoje, 3 meses depois, e separado por milhares de quilômetros, estive em um parque, uma floresta na verdade.  Logo à minha frente, surge o mesmo jornalista, saído do mato.  Tive que achar graça. É como a história das pérolas. Há um fio invisível que nos liga, que nos conecta e que que dá forma às pérolas.

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Após o encontro inusitado com o jornalista, ao invés de voltar direto para casa, e seguir um caminho “lógico”, decidi seguir por ruas nas quais nunca estive. Ao invés de seguir “reto”, dei voltas, fui por caminhos inusitados e em cada um deles só via beleza. Fui preenchendo meu coração com amor. Quarteirões depois, segui por outra rua, e sobre um frade de concreto (ou gelo-baiano) havia uma carta: um 10 de Copas.

A carta misteriosa, como o jornalista saído do meio do mato, parecia ter sido posta lá para que eu a encontrasse e entendesse a sua poderosa mensagem, para que eu entendesse o recado da poderosa sincronicidade.

O cordão de pérolas estava se formando, não eram mais pérolas separadas. Havia uma unidade, uma lógica, uma mensagem.

Algumas interpretações do 10 de Copas:

“Reencontro do seu caminho, a renovação do seu nível de status ou até mesmo a paz e harmonia com o cosmos e o mundo que o rodeia. Sejam quais forem os seus desejos, esta é uma altura de dar graças por tudo o que tem, e tudo o que virá a ter muito em breve.

“Em alguns aspectos, lembra a carta do Mundo, porque também fala de plenitude, de um estado de bem-estar e completude muito grande. Muitas vezes, olhando para o 10 de Copas sinto que tudo está certo, tudo está indo bem e não há nada para se preocupar. Sintam como a energia flui tranquilamente e tudo parece dar certo de uma forma meio mágica.”

 “Representa o homem que, tendo completado seu trabalho, volta-se pra a oração e pede a ajuda divina para seguir com sucesso o novo caminho de sua evolução.”

“O ato criativo exige uma renovação. Impõe algo que não existia, portanto não pode ser valorizado. Imponha-se. Muitas vezes, você vai surpreender até a si próprio. Este arcano mostra a importância de dar atenção em primeiro lugar, para o seu próprio interesse, independente da aprovação ou não dos outros. O ato criativo. As pessoas estavam ajudando você a se esconder, e existe uma falta de incentivos que vem desde a sua infância. Mas, o fato é que agora você descobriu a si mesmo.”

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